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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014

Que seja... o que não foi...
que se realize... os sonhos que guardei...
que seja verdade... as minhas quimeras...
que me ame... os amores que amei...

Que seja poesia... as falsas palavras que gritei...
que não seja utopia... as imaginações que imaginei...
que perdoem-me... os homens que apunhalei
que eu perdoe... os que me odiaram...

Que tenha em mente... que só se ama se for amado...
que aprenda enfim... o valor de um carinho...
que confie mais... nas pessoas que tenho comigo...

Que seja mais... as felicidades que proporciono...
que sejam grandes... as felicidades que tenho...
Que haja... sempre boas loucuras...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013- UMA NOITE QUALQUER Por Danka Maia

 
 
 
 
 


 

Retrospectiva 2013-A MENINA QUE NÃO ESTAVA LÁ Por Danka Maia

Ninguém nunca se importou se era cedo ou tarde feito o dia.
 
Ninguém nunca se ocupou se ela mesma existia,
 
Ninguém jamais perguntou se ela se quer comia.
 
Assim seguia a vida.
 
Podia ser em casa,
 
Podia ser na lida,
 
Podia ser na rua.
 
Até mesmo na escola,
 
Ninguém nunca sabia.
 
Mas chegou a hora enfim
 
  Que a vida não avisa.
 
 
 
 
                                                     Procuraram na escola.
 
Procuram na rua,
 
Procuram em casa,
 
Procuraram na saída.
 
Agora se tornou tarde,
 
E o passado virou lembrança,
 
Sentiram falta do que nunca viram como nada.
 
É verdade? Sumiu Shangrilá?
 
Um rosto curvou-se consentindo.
 
Sim. Sumiu a menina que nunca estava lá.



 

Retrospectiva 2013- A MORTE NO DIVÃ Por Danka Maia






Ela sentou-se deprimida, cansada e muito abatida. Era a quinta paciente do Doutor Epitáfio naquela tarde ensolarada no mês de Março.O psiquiatra estranhou a palidez de sua pele,algo sobrecomum para uma pessoa.Olhou a ficha entregue pela secretária no entanto notou que o único dado que continha era no mínimo inusitado, estranhou ,sentou-se depois de pedir que se acomoda-se no divã e a questionou:

_Então, como posso ajuda-la, senhora...

_Morte. Sou a Dona Morte, Doutor Epitáfio.

O terapeuta sorriu discretamente, talvez intuísse que o caso era grave, porém não incomum, ali já passara diversas vezes Madonas,Elvis e até o próprio Cristo.

_E como se sente sendo a... Dona Morte?- investigou.

_Terrivelmente cansada. Não aguento mais tratar com esta situação.Estou exausta.Sou obrigada todos os dias a lidar com o último alguma coisa da vida.Sejam pessoas, sentimentos, fauna ou flora.O senhor já parou para pensar nisto: Tudo morre o tempo todo? E a culpa é sempre minha! É deverás stressante convencer, gente principalmente, que tem que largar o marido, a esposa, os filhos e o cartão de crédito, tem indivíduos que pedem para eu dar um minutinho para ir ao banheiro! O senhor acredita nisto? Para que ir ao banheiro se em seguida o sujeito vai morrer? Outro dia, um teve a pachorra de me perguntar se aceitava cartão de crédito para voltar no mês que vem! E mais, ao contrário do que se pensa quem mais tenta barganhar passagem ou prolongamento na fila de espera comigo não são só os ricos não. Tanto rico como pobre. O pobre quer que espere a loteria para saber se ganhou na megassena, o rico quer que aguarde para saber se os fundos de finanças dele vai dobrar na alta do dólar.Pelos Céus! Esse povo esqueceu o que significa morrer?

Epitáfio se espantou com a veemência de como a sua paciente descrevera toda a intensidade de sua psique.E achou melhor após ouvi-la por atraentes quarenta minutos,uma vez que suas delongas eram de fato interessantíssimas, receitar um calmante e explicou a função do medicamento.

_Quero que a senhora tome este medicamento por três dias.Ele permitirá que fique mais relaxada, e assim fazer o seu trabalho mais calma e de forma serena.

_E quando o turno for 48 por 12 horas? Faço o que Doutor?- sacudindo a receita na frente dele.

_Pode dobrar a medicação. O importante é que você se sinta feliz! Agora após esses três dias, quero que a senhora volte e assim poderemos rever melhor toda essa situação e avaliar de forma mais realista o que está lhe advindo.

_O senhor quer dizer que se tiver que lidar com aqueles casos mais bizarros. O senhor entende do que falo, suponho. É um homem bem informado, tem alguns casos que as pessoas simplesmente se negam e se negam, eu tenho que praticamente chamar o B.O.P.E para fazer o serviço porque sozinha não dou conta.È faca na caveira total!

Epitáfio caminho guiando até a porta e foi enfático:

_Quando esse caso lhe sobrevier, a senhora pode com certeza tomar mais um capsula, respirar e fazer o seu trabalho na santa paz.

_Ah... Muito obrigado, Douto Epitáfio! O senhor realmente é um dos melhores. Passar bem viu.

E lá se foi a Dona Morte. Cecília adentrou minutos depois no escritório e perguntou inocentemente:

_Doutor posso mandar a quinta paciente entrar?

E Epitáfio gelou.

_Mas... E a moça que estava comigo aqui nestes últimos quarenta minutos?

_Que moça Doutor?- Cecília replicou. - Percebi que o senhor conversava com alguém, entretanto como deu os quarenta e cinco minutos ninguém saiu e o senhor abriu a porta, entendi que podia avisar da quinta paciente.

O homem sorriu sem dar maiores explicações e atendeu a quinta, sexta e todas as demais pacientes do resto do dia. Por dias e meses aquela mulher ficou sim em sua mente, mas como bom médico atribuiu o fato para um mal entendido e nada mais.

Passaram-se quinze anos.Dia 16 de maio, duas e vinte seis da tarde.Epitáfio estava prestes a fechar o consultório,faltava apenas mais uma cliente.E quando esta rompeu pelo batente da porta seu olhar a reconheceu no mesmo instante, nada havia mudado em sua face.A não ser pelo fato de estava ávida, contente e disposta.

Ele emudeceu ela fez as honrarias.

_Doutor Epitáfio! Que saudade do senhor!

_Quanto tempo Dona...- Na esperança de que enfim soubesse seu nome.

_Dona Morte, quem mais seria Doutor?- rindo com um tapinha no ombro do médico.

Desbotado e afrouxando o nó da gravata,Epitáfio sentou-se.

_Se me recordo bem da última vez que esteve aqui, disse a senhora que voltasse três dias e se não me falha a memória isto não sucedeu.

_Sim.Mas o remédio que o senhor me receitou foi batata! Revitalizou-me. Foi como recuperar a alegria de viver, quer dizer, de matar outra vez. Estou plena desde então. O povo está morrendo como nunca aposentei até o B.O.P.E!

_Magnífico. - O homem sussurrou entre os dentes. - Nesse caso, o que a trás de novo ao meu consultório, quer levar alta?- gracejou.

_Não Doutor Epitáfio. É com muito pesar que tenho que lhe contar que dessa vez o meu serviço é o senhor. Está na hora de cantar para subir.O senhor já bateu na casa dos 80, viveu bem,deu umas boas gargalhadas,pulou umas cercas maneiras que eu sei.-gargalhando- Então agora o senhor vem comigo!- já o pegando pelo braço.

_Não!- Epitáfio protestou. - Não posso sair daqui assim não!

_E por quê?- Dona Morte assumidamente indagou pondo a mão na cintura.

_Porque...Porque...Porque preciso ver o casamento da minha neta Julinha.

_Doutor... O senhor já viu doze enterros de amigos e parentes, cinco casamentos, os três dos seus filhos e dois de seus netos, a Julinha é filha bastarda do safado do seu filho que emprenhou a menina lá de Olaria, a Julinha está com seis anos e o senhor vem falar que quer viver para ver o casamento dela? Está me tentando passar para trás Doutor?

_Veja Dona Morte, além do mais eu careço de tempo para passar minhas senhas para minha senhora e acertar faturas de alguns ...

Ela cruzou os braços completando a frase.

_Cartão de Crédito, senhor Epitáfio! Cartão de crédito! Tem certeza que vai mandar essa para mim, o Doutor esqueceu que fui eu quem lhe contei essa é?

_Pelo amor de Deus!

_Não bota o Homem no meio disso não, porque se o doutor facilitar e se trânsito daqui para cima não estiver na hora de pico vai dar para o senhor fazer um D.R com Ele hoje ainda. Ai vocês se acertam. Vamos embora?- O pegando pela lapela outra vez.

_Dona Morte! Não faça  isso!- Se segurando com toda força nas paredes.

No entanto a circunstância delicada a Dona Morte arregaçou as mangas do vestido, jogou os cabelos para trás e fez um olhar nada agradável.

_Se o Doutor prefere assim, do jeito mais complicado, assim será!

E foi neste instante que sacou do busto um vidro daquele medicamento tomou duas capsulas falando:

_Foi o senhor mandou para os casos difíceis lembra?

_Mas...

_O senhor disse: O importante é você ser feliz! Nesse caso, vamos embora Doutor.- carregando o pobre psiquiatra nas costas e indo para aquele lado que todos sabemos porém que ninguém quer ir.Afinal,vale a frase:Todo mundo quer ir para céu,mas ninguém quer morrer.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Te sinto


As letras aqui irão contribuir
Um parecer do meu caminhar
Onde direi um pouco do sentir
Junto ao passo do meu respirar

Sempre que sinto aquela imagem
Lembranças inundam meu coração
Quando pisco para a linda paisagem
Explodo em alegria e perco a noção

E alimentando-me com os dizeres
Fortifico-me com uma felicidade
Onde toques são unidos em prazeres
Que quero para toda eternidade

E quando entro em seu pulsar
Sou guiada por uma emoção
A te ouvir eu começo a chorar
E sou amarrada ao seu coração

domingo, 22 de dezembro de 2013

Esperança no milagre





Que durante este Natal um milagre aconteça para todos os leitores e autores do Beco das Ideias e fiquem todos impregnados de paz.

Que os frutos dessa paz interior, possam enfeitar e perfumar os caminhos daqueles que precisam
de uma palavra, de uma escuta, de um sorriso, de um conselho, de um abraço, de uma oração , de um Deus no coração, de alguém que lhe de a mão.

Que o Natal fique decretado todos os dias restantes de nossas vidas, e o perdão seja o prato mais apetitoso.
                                                              Claudiane Ferreira



                                                       Poema de Natal - Vinícius de Morais

                                                  Interpretação Ricardo Blat e Camila Morgado


 
 
Que o enfeite mais esplêndido de sua árvore seja o brilho de  sua luz interior.
 
Obrigada a todos.
Boas festas!


VOTOS DE BOAS FESTAS DO DANKA MACHINE


"Natal é tempo...

 de dar um toque na vida com as cores da esperança, da fé, da paz e do amor. Também é tempo de preparar, em nosso coração e em nosso lar, um espaço para acolher as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.

  Natal é tempo...

 de olhar para o céu, encantarmo-nos com a luz das estrelas e seguir a estrela-guia. É tempo abençoado de dar mais atenção à criança que mora em cada um de nós e às que encontramos em nosso peregrinar, à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino.

  Natal é tempo...

 de mais uma vez ouvir, acolher e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus. É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e, olhando para os “anjos aqui na Terra”, dar a nossa contribuição, para tornar este nosso espaço um pouco mais parecido com o Céu.

  Natal é tempo... de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe e envolvermo-nos em silêncio orante. É tempo de agradecer as manifestações de Deus e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que, na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria, veio iluminar nossa fé.

 Natal é tempo...

 de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor e apreciar o milagre da vida. É tempo de seguir com atenção e humildade os passos dos pastores e os daqueles que têm coração simples e, em gestos de ternura, sintonizar mentes e aconchegar corações.

  Natal é tempo...

 de pensar no irmão próximo e distante e de colaborar para o renascer do amor. É tempo de, amorosamente, recompor a vida, perdoar e abraçar, com a ternura e a misericórdia do Coração de Deus, os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.  Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo, estejamos atentos para perceber e realizar o bem que estiver ao nosso alcance e sermos um compreensível eco da mensagem de paz daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo, de Maria nasceu o Salvador."

SEJAMOS TODOS SENSIVEIS QUE ESPÍRITO PRECISA RENASCER A CADA DIA...

Votos de Danka Maia,Jana Bragança e de todo time de talentos que fazem o DANKA MACHINE.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Conto do Castelo assombrado

Parte II

                O dia raiava, os raios solares cavalgavam pela janela e o meu medo também. Cada um dos meus pelos podiam sentir claramente um pavor doentio e um medo do próprio medo. O que havia de fazer, não tinha como evitar aquele dia, contudo não esperava que fosse tão cedo... Aconteceu, tudo que temia.
                Há uns duzentos anos,  logo depois da floresta que presenteia o bosque do castelo, vivia lá um homem, o próprio Barão de Austerficher. O Barão não era humano, era um homem sanguinário e doentio, tinha sede de sangue... Até hoje o temo...
                Certa noite a mulher do Barão apareceu morta na janela, não havendo mais nenhum suspeito ele foi jogado para fora de casa e segundo alguns diz fora morto, mas antes jurara terrível vingança e agora não parecia que ele ainda gelava dentro de uma cova, longe disso. Será eu o próximo cadáver.
                Meu pior dilema não mais era morrer, é claro que isso seria terrível, mas tinha piores problemas, o que fazer com o corpo do Conde. Decidir que enterraria e enterrei o corpo do Conde quando o sol se aproximasse do centro do céu. O carro dos deuses levaria o Conde para o paraíso eterno, ou para o triste inferno das almas.

Parte III

                Enterrado o Conde tinha eu agora outra complicação, o Leão voltou, sabia exatamente o que aquilo significava e para mim não era nada de bom, não poderia...
                “Escrevi isto com uma espada enfiada e minha costa e não tenho mais tempo de continuar, não tenho mais como. Acho que minha hora chegou, descansarei eu com o mal que me aguarda nas profundezas do abismo, quanto ao Leão, o Leão voltou...”.

                

Memórias de Natal


Costumava ir com a minha mãe cortar um pinheirinho para o Natal, e depois apanhar musgo para fazer o presépio. Inevitavelmente voltava destas aventuras com a roupa um pouco molhada e com as mãos impregnadas de terra e resina. Mas com o meu sorriso de criança bem aberto.
Seguia-se a colocação da árvore no sítio mais bem escolhido. As luzes, as fitas de Natal com muitas cores, bolas e sinos brilhantes, uma estrela de papelão colorido.
Depois, espalhava o musgo pelo chão, juntava os pedaços num puzzle perfeito. Precisava de um manto verde extenso, o espaço parecia ser sempre curto para colocar todos os participantes do presépio. A cabana onde colocava o berço, com uma estrutura improvisada cada ano, e coberta com os pedaços de musgo mais bonito. Aos Reis Magos, juntavam-se o pastor, com as suas ovelhas brancas, o pescador ao lado de uma ponte... e se existia uma ponte, era preciso retirar um pedaço de musgo para transformar um simples plástico azul ou um velho espelho num rio. Ao fundo, o castelo, que estava num monte, também ele construído com o que existia à mão, e coberto por musgo, mantendo o efeito. A ligar estas personagens, umas mais improváveis que outras, um caminho de neve, inventado com produtos da despensa lá de casa.
As prendas aconchegavam-se ao lado da árvore. Sentia uma imensa curiosidade infantil que me levava a pegar nas prendas, sentir o formato, abaná-las. Tentava perceber o que se escondia dentro do papel de fantasia, mas nunca abria as prendas antes do tempo. Gostava da antecipação, deste pequeno jogo de adivinhação.
Lembro-me bem deste pequeno combate que travava com a minha curiosidade, com a vontade de descobrir o mistério. E do cheiro a terra molhada, não o cheiro a terra molhada do verão, a terra molhada que vinha agarrado ao musgo e o cheiro a pinhal que ficava na minha sala. Tudo isso dava mais brilho ao conjunto.
Lembro-me do aroma dos fritos de abóbora, a minha missão em criança era a de adoçá-los com canela e açúcar, que misturava meticulosamente, procurando a dose certa de cada um. E lembro-me do cheiro do café,  que ainda não podia provar. Anos depois, apenas gostava daquele café com os doces de Natal.
São estas recordações que ainda me fazem gostar tanto do Natal, ainda que já use menos fitas e que o meu presépio seja agora mais pequeno. Mas só os acessórios de Natal diminuíram. Continuo a enfeitar o cantinho da minha sala - agora no meu apartamento da cidade - com o mesmo sorriso de antes, com a mesma ansiedade para ligar as luzes e vê-las a piscar, a mostrar que o Natal vem aí. Continuo a misturar a canela com o açúcar...
É talvez a lembrança da Felicidade pura de quando somos crianças. Mas também a Felicidade que ainda consigo ver nos adultos nesta altura.
É uma altura em que as pessoas são mais solidárias, mais disponíveis para estar um pouco com os outros. Dizem alguns que nesta altura todos fazem num mês o que deviam fazer durante todo o ano, e que é uma época de consumismo. Sim, isso também é verdade, mas ainda vejo o espírito verdadeiro de Natal em algumas pessoas. Ainda existem pessoas que sabem que um abraço, um sorriso, uma mão, um ombro, uma palavra simpática, valem infinitamente mais que um presente embrulhado. E é isso que faz o Natal e é por isso que gosto genuinamente desta altura do ano.
E em cada noite de Natal, mesmo agora já crescida, consigo por um momento lembrar-me daquela criança loira, sentada no chão, a olhar para as luzes de Natal a piscar, simplesmente e apenas feliz.
Deixo aqui o meu simples desejo de Natal: que nos lembremos de como uma pequena luzinha nos pode fazer felizes, nem que seja apenas por uma noite.

Foto: Google

Desejo a todos os colegas do Beco de Ideias e a todos os nossos leitores um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de criatividade e sonhos realizados!

(Regressarei em Janeiro! :) )

Deixou em Pedaços o meu Coração

Quem me dera se todos os bons fossem eternos,
Ah! Queria eu estar novamente perto de ti...
Queria te ouvir,
E, imitando-te, vestir seus ternos.

Queria eu estar olhando para seus olhos esbugalhados,
Tampados pelos óculos marrons,
Olhar da sua roupa os diversos tons,
Em tecidos diversos e espalhados.

Mas você foi,
E me deixou um consolo,
A beleza de tuas canções...

Não terei uma boa vida sem ti, e depois,
Não sei se me controlo,
Deixou em pedaços, o meu, e os nossos corações!

REGINALDO ROSSI, SENTIREI ETERNAS SAUDADES.

Simon-Poeta
em homenagem a Reginaldo Rossi (um dos meus cantores predilectos)

Canção de solidão



Ao Rei do Brega

Cantei... desde "garçom"
a "deixa de banca"
não sei mais onde esconder,
a música acabou para mim,
a mesma que curou-me da solidão
e tirou a tristeza de mim...

Hoje passarei uma noite vazia,
como foram todas as noites para mim,
será carregada de melancolia,
sem a música para me servir...

Sentirei tremenda
saudade da música, mas
mesmo com a voz em meu coração
será apenas instrumental, não
sei o que faço sem Reginaldo...

Ainda sou novo e não posso beber,
não tenho amigos na boemia,
só posso querer esquecer...
Segue sem ritmo a canção,
não tem mais ritmo sem o rei,m
enterro-me no brega e na solidão,
até que a morte venha me envolver...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Pesadelo

Quero sonhar,
Beija-me a noite também,
Faça-me refém desse seu jeito de cantar.
A vida deu-te a mim,
Não quero lhe devolver,
Só sei sonhar você, seja isso bom ou ruim.
Vem, usa-me,
Vem, toma-me,
Sinta meus beijos,
Viva minha vida, em seus desejos,
Oh! Meu querido (sonho)...
Quero te amar,
Minha vida vem a teu encontro.
Pois meus momentos,
E meus cantos,
Vem nos contos que invento,
A melancolia,
No meu sopro de vento,
A "desalegria",
De agonizar morto,
A morte de alguém que por lá passaria.
Então, acordo desse pesadelo,
Pois o despertador toca na agonia,
E desperta minha dor,
Desperta dor,
Desperto a dor.
Deposto o amor,
Demais pro senhor.
Digo-te esse pesadelo,
Esse sonho passageiro,
Essa história que morreu,
Logo de manhã,
Quando quem acordou pra vida real,
Não fui eu.


Simon-Poeta

Desejo Carnal


Eu sei bem o que é amar,
Não é somente alto sonhar,
Faz parte também do prazer,
De usar você...

Sei a verdade sobre nossos beijos,
Sei de cór os seus desejos,
Acompanho seus fetiches,
E tudo que mais me exiges.

Beijo-te, fica louca,
Tira a roupa,
E vem a meu encontro,
Para esse eterno encanto.

Ali há amor,
Não se deixa um dor,
Conta desse sentimento tomar,
O amor é sonho de sonhar.

Tudo que vivi com você,
Pode crer que
Jamais se apagará,
Na cronologia que não pensa em parar.

Desejo-te carnalmente,
Entra em minha mente,
Bebe meus pensamentos,
E encante meus momentos.

Não vivo sem te viver,
Só sei olhar pra você,
Seja eu lá cego, talvez,
Ou enquanto esse último mês.

Simon-Poeta

domingo, 15 de dezembro de 2013

Paixões Femininas

Olha para janela, não vê
procura perguntar aquela amiga, não está,
liga para seu telefone, não atende, 
tenta telepatia, não consegue.

Espera-o debaixo da mangueira
onde toda vida se encontraram
lá também não se encontra.
"Onde estará?"

Nas pedrinhas daquele beco
onde numa noite de lua, deram
o primeiro beijo, imagina em cada grão
de areia o rosto do amado.

Da sua boca, nada mais sai
a não ser os velhos ditos de amor,
que ele sempre lhe falou.
"Onde estará meu amor?"

Espera seu amado, nada mais
na vida há, só há para ela o cretino,
que fugiu sozinho deixando-a há esperar,
o homem que roubou seu coração.

A chuva

Singela gotinha, cai sobre o rosto,
era doce e transparente 
ficou amarga e cor de sangue, 
passou pelo meu rosto que sangrava
de tanta dor que sinto de não ter
junto a mim meu amor.

Só gotas de chuva me fazem companhia
são bolas de cristal que me fazem lembrar,
de um passado que se foi, onde eu pobre
infeliz, fiquei amargamente aprisionado.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Seus Labirintos


Suas pernas são labirintos,
Nas quais eu escolho me perder,
Seguindo meus instintos, 
Procurando você.

As ranhuras de sua boca,
Fazem-me perder,
E viver volúpias loucas,
Que jamais pensei viver.

Seu calcanhar, 
Que vai em rumo das coxas,
Que me fazem sonhar,
De uma vida contigo, louca.

Vou deslisando meu rosto em suas pernas,
Minha barba fica a te incomodar,
E como em um momento, deveras,
Deixas-te-me em teu corpo tocar.

Minha língua deslisa suas coxas inteiras,
Posicionadas rumo ao céu,
Desnudas, da morte à beira,
Me fazes seu bandido; confesso réu.

Tem-me em suas mãos,
Fazer-lhe-á de mim o que desejar,
Mas nossa paixão,
Não nos deixa lugar.

Tamanho ardor invade aquele quarto,
Em um momento qualquer,
Pede-me para ir embora, mas sempre guardo-te em meus braços,
Na hora que bem quiser. Não quero ir agora!

Aperto tua garganta,
Ou aperta ti mesmo?
Quero saber o que adianta,
Eu ser um asno ou da vida um esmo...

Quero deliciar-me em tuas virilhas,
Beijar teu tronco por inteiro,
Pensar em distâncias de milhas,
Que eu sou seu escravo sexual. Te cobro prazer, e não dinheiro.

Quero beijar-te inteira,
E depois acamar-te em meus braços,
Em sinal de paixão derradeira,
E amor infinito que deixa seus traços.

Quero sonhar com teu corpo,
Quero realizar meus desejos secretos,
Quero dizer que por ti sou louco;
Quero provar que sou muito esperto.

Seus labirintos me mantem preso,
Em um lugar maravilhoso,
Que com tal sonho, de valor mesmo,
Experimento do teu corpo o gozo.

Quero deleitar-me em teu ventre,
Sentir o que te faz viver,
Pois meus desejos nunca mentem,
Ao dizerem que querem você.

Simon-Poeta

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Solidão: Tamanha Grandeza


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Presente




   
Ontem estava lendo o livro "O Milagre", de Nicholas Sparks, e uma passagem fez-me lembrar da Dulce; pois, essa querida amiga (opinião minha) preocupa-se em achar as palavras antes de pronunciá-las, além de ser uma pessoa discreta, sabe respeitar o silêncio e o tempo de cada um. Na mesma hora peguei um papel e fiz um acróstico. Pretendia mandar por email, no dia 25 de dezembro...
Lendo hoje "A Calma da palma da Mão", senti o cheiro do perfume da Dulce na personagem Mariana e o dia 25 antecipou-se e agora seu presente esta no ar virtual.

http://dankamachine.blogspot.pt/2013/12/a-calma-na-palma-da-mao.html



                                        Delicada amiga que tem o dom
                          de saber usar o silêncio tanto quanto
                    palavras que lotam nossa alma
                                   de conforto e
                                        esperança.







         

Simon-Poeta

Por toda a vida somos OS PRESOS por uma dignidade banida... quem nos prende? SOMOS NÓS MESMOS.
Uma tristeza que se arrepende e se arrebenta em nervos e nos mordem com dentes afiados.
A vida nos leva a VÁRIOS CAMINHOS
Contrários de si mesmo...
Vamos superar tudo como asnos?
Nossos corações estão DESPEDAÇADOS
NOS GUIAM a um lugar chamado morte.
O fim está próximo,
A vida está a morrer!
COM diversas vidas que já vivi,
PASSOS mal andados,
Mas DE lutas sem fim.
Minha ESCURIDÃO apenas começou,
Pois a vida, vai além da morte,
E não se sabe se viveremos bem por lá.

Simon-Poeta

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Calma na Palma da Mão

Foto da Web

A Calma na Palma da Mão

Existem tantas possibilidades de duas pessoas nunca se encontrarem no vasto mundo em que vivemos! Não me refiro particularmente a pessoas destinadas a ligar-se uma à outra pelo sentimento amoroso, mas sobretudo a pessoas que podem trazer umas às outras coisas que mais ninguém iria trazer.

Acontece que, o que frequentemente consideramos como coincidências da vida, nos leva à presença de pessoas que nunca iríamos encontrar em situações ditas normais. A história que se conta nestas linhas aconteceu na realidade. Os eventos aqui descritos poderão ser considerados como insignificantes, mas tiveram uma importância capital, pelo menos para uma das protagonistas. E quando uma coisa é importante para uma pessoa, pode tornar-se relevante para as outras.

Existem pessoas no meio de nós que sofrem no quotidiano! Claro, todos nós sofremos. Temos mágoas na nossa vida, temos desgostos, temos problemas, preocupações que nos retiram a felicidade ou, pelo menos, a ocultam por uns tempos. No entanto, refiro-me aqui às pessoas que sofrem no seu corpo! Pessoas que, todos os dias, sem exceção, sofrem de dores, mais ou menos graves, mais ou menos intensas, mais ou menos suportáveis! Esse sofrimento, causado por doenças, por ferimentos diversos, ou por outras razões, pode ser passageiro ou pode ser crónico! 

Quero aqui contar a história de Sofia que sofria de dores crónicas! Todos os dias sentia a dor no seu corpo! Muitas vezes ignorava-a, fingindo que estava tudo bem e conseguindo até esconder o seu mal-estar das pessoas à sua volta! 

No entanto, quando a dor é cada vez mais forte, quando está presente todos os dias, os companheiros, os amigos, os colegas, acabam sempre por notar que “qualquer coisa está errada”. Foi isso que aconteceu a Sofia.

Depois de ter conseguido admitir que nem sempre se sentia bem, os amigos conseguiram finalmente compreender que o “nem sempre” era “quase nunca”! Não podiam fazer nada para aliviar a dor quando ela chegava, mas estavam presentes, e isso, acreditem ou não, era o mais importante para a Sofia!

Apesar de se sentir mal muitas vezes, Sofia não se deixava ir abaixo e continuava a ter uma vida o mais normal possível. Participava em jantares com amigos, ia ao cinema, gostava de festas. Foi numa dessas situações em que estava a festejar uma ocasião particular com amigos que Sofia foi apresentada a Mariana.

Elas não se conheciam, e nada sabiam uma da outra, mas trocaram algumas palavras sobre a festa. Por ali ficaram durante a maior parte da noite, até que, o que Sofia rezava para não acontecer, aconteceu : uma dor, mais forte que as outras, mais traiçoeira que as outras, porque mais intensa, porque mais insuportável, surpreendeu-a no meio da festa.

Como sempre, Sofia isolou-se. Levantou-se e dirigiu-se para os lavabos! Encostou-se à parede e deixou-se deslizar até ao chão frio. Segurou a cabeça entre as mãos e ficou assim, aguardando que a dor acalmasse o suficiente para que lhe fosse possível voltar para casa. Claro, voltar para a casa, porque uma tal dor é esgotante, não deixa força para mais nada, consome a energia toda e só permite esforços mínimos!

Sentada ali no chão, ouviu a porta abrir-se e viu entrar Mariana, um sorriso na face. Esta não disse nada, só sorriu. Avançou lentamente, sentou-se em frente de Sofia e calmamente, pousou-lhe a mão no ombro.

Nenhum gesto tão simples, tão sincero, jamais tinha provocado um tal sentimento de calma. Sofia sentiu o calor daquela mão pousada no seu ombro, sentiu a calma transmitida por aquela pessoa que algumas horas antes lhe era desconhecida. Sentiu também a força, a coragem, insinuada naquele silêncio!

A dor acabou por acalmar, Sofia acabou por se levantar, mas a mão de Mariana ficou ainda um longo momento pousada no seu ombro. Acompanhou-a até ao exterior, e ali ficou enquanto Sofia esperava pelo taxi que acabara de chamar!

A doçura do gesto de Mariana, a ternura, mas sobretudo o silêncio, a ausência de curiosidade, confortaram Sofia de uma maneira que ela desconhecia! 

A calma na palma da mão de Mariana ficou gravada na memória de Sofia e, sempre que uma dor traiçoeira a atormenta, a lembrança dessa calma ajuda-a novamente a suportar, a superar o sofrimento, tornando assim os seus dias mais leves e a sua situação mais suportável!

Dulce Morais

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Natal



E vem chegando mais um Natal
Com sua força e esplendor total
Encantar a toda essa criançada
Que há de ficar toda empolgada

Muitos presentes serão trocados
Abraços e sorrisos compartilhados
Momentos que muitos desejam
E alcançar o que tanto almejam

Festas natalinas são fenomenais
Mas sem o essencial não são reais
Que é dar carinho, atenção e Amor

Ao próximo amar sem olhar a quem
Sem esses ingredientes nada convém
Compartilhar o Natal sem esse calor

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A SOMBRA DA LUZ ENTRES DOS 10 DO CONCURSO LITERÁRIO DO CONFRADE DOS VERSOS


                   Quando  a vida te deres motivos para chorar,chore.
                                Mas quando te deres razões para sorrir,NUNCA MAIS PARE!!!

           
 
 
 

 

Anita e Amália viviam numa ilha.

Sós não, tinham a vista.

Amália amava a vida.

Anita, a vida de Amália.

Amália apreciava cores e sabores,

Anita os dissabores dessa conquista.

Amália queria o céu,

Anita o véu, caso a outra não conseguisse.

O tempo esvaia entre elas,

Como as altas da maré,

Ora revoltas, ora de bem-me-quer,

Amália via um mundo arfante em tudo,

Anita via o mesmo mundo, mudo.

 

Onde Amália via coqueiros, beleza e luz.

Anita queria seus olhos, sem tentar  ver a própria força que a conduz.

Anita, Amália.

Amália, Anita.

Amália vivia. Anita via.

Sem entender que há segredos

Que só o tempo e a experiência

Instrui, exprime,mostra e ensina.

Que na sorte da vida cada um tem seu brio,

Sua seiva, sua história e sua fadiga.

O que a moça não alcançava, não compreendia,

Que jamais seria a outra,

Pois para ser Amália, não pode ser Anita.

 
 
DEUS ESTÁ NO CONTROLE!
 

 

Uma declaração


As palavras vieram sussurrar
O que em mim vem explodindo
Disseram-me que vão declarar
A razão que as deixa sorrindo

Mostraram-me o seguinte versar
Que meu coração irá lhe mostrar

Amo-te em cada olhar
Amo-te em cada tocar
Amo-te só de imaginar
Que o Amor vai nos guardar

Amo-te em pensamento
E choro de tanta alegria
Junto aos meus sentimentos
Vinte e quatro horas por dia

As palavras então se afogaram
Para lá de o fundo lhe trazer
E na imensidão se alegraram
Com muito amor vão te dizer

Que a coisa mais linda que ganhei
Por toda a vida, comigo caminhará
É você, o amor que tanto sonhei
E o Amor para sempre nos guiará