Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Seus Labirintos


Suas pernas são labirintos,
Nas quais eu escolho me perder,
Seguindo meus instintos, 
Procurando você.

As ranhuras de sua boca,
Fazem-me perder,
E viver volúpias loucas,
Que jamais pensei viver.

Seu calcanhar, 
Que vai em rumo das coxas,
Que me fazem sonhar,
De uma vida contigo, louca.

Vou deslisando meu rosto em suas pernas,
Minha barba fica a te incomodar,
E como em um momento, deveras,
Deixas-te-me em teu corpo tocar.

Minha língua deslisa suas coxas inteiras,
Posicionadas rumo ao céu,
Desnudas, da morte à beira,
Me fazes seu bandido; confesso réu.

Tem-me em suas mãos,
Fazer-lhe-á de mim o que desejar,
Mas nossa paixão,
Não nos deixa lugar.

Tamanho ardor invade aquele quarto,
Em um momento qualquer,
Pede-me para ir embora, mas sempre guardo-te em meus braços,
Na hora que bem quiser. Não quero ir agora!

Aperto tua garganta,
Ou aperta ti mesmo?
Quero saber o que adianta,
Eu ser um asno ou da vida um esmo...

Quero deliciar-me em tuas virilhas,
Beijar teu tronco por inteiro,
Pensar em distâncias de milhas,
Que eu sou seu escravo sexual. Te cobro prazer, e não dinheiro.

Quero beijar-te inteira,
E depois acamar-te em meus braços,
Em sinal de paixão derradeira,
E amor infinito que deixa seus traços.

Quero sonhar com teu corpo,
Quero realizar meus desejos secretos,
Quero dizer que por ti sou louco;
Quero provar que sou muito esperto.

Seus labirintos me mantem preso,
Em um lugar maravilhoso,
Que com tal sonho, de valor mesmo,
Experimento do teu corpo o gozo.

Quero deleitar-me em teu ventre,
Sentir o que te faz viver,
Pois meus desejos nunca mentem,
Ao dizerem que querem você.

Simon-Poeta