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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Minha fofura

Amo minha fofura
Linda em seu olhar
Com sua ternura
Faz-me sempre amar

Amo minha fofura
Com todo meu ser
Seu amor cura
E renova meu viver

Amo minha fofura
E digo desde então
Defendo com bravura
Minha sustentação

Amo minha fofura
E sempre vou amar
Com sua formosura
Bela de admirar

Amo minha fofura
Meu presente encantado
Na nuvem mais escura
É meu Sol iluminado

sábado, 28 de setembro de 2013

Escuridão - Capítulo II


Escuridão - Capítulo II


As semanas passaram e o sono continuava ausente das suas noites. Mais consultas, mais análises, mais conversas com médicos que não se davam ao trabalho de utilizar um vocabulário inteligível para ela. Resolveu informar-se sobre a doença que lhe engolia a vista aos poucos. Queria saber. Consultou inúmeros livros na biblioteca. E leu. E soube. Talvez não soubesse tudo, mas sabia o suficiente para compreender o que estava a acontecer ao seu mundo.

Foi só então que decidiu falar aos seus familiares. Reunidos na sala de jantar, em casa dos pais, estavam todos presentes: o seu pai, a sua mãe, os dois irmãos, o namorado e a sua amiga de sempre. Na hora do café levantou-se e pediu a atenção de todos. Falou. Explicou. Chorou. Contou. O choque nos rostos dos presentes era evidente. Ninguém respondeu. Pareciam todos ter perdido a voz. O seu namorado levantou-se, deu dois passos muito lentos na sua direção e, ainda mais lentamente, abraçou-a. Ficaram ali abraçados um longo momento até que, finalmente, o seu pai fez a primeira pergunta: Quanto tempo? Ninguém sabia ao certo, mas ela deu a estimativa que o médico lhe tinha indicado. Nada mais foi dito naquele dia. Cada um voltou para sua casa. Os amigos e familiares, no entanto, não ficaram muito tempo silenciosos nem inativos. A partir do dia seguinte e durante duzentos e quarenta e três dias, cada um, ou quase, se dedicou a fazer-lhe ver o que ela não poderia ver mais tarde e para o resto da sua vida. Quase todos. Quase. O namorado, ao fim de quatro semanas, anunciou que, afinal, iria fazer aquele estágio na Inglaterra que tinha inicialmente recusado. Sendo um contrato de três anos, preferia separar-se. Seria difícil manter uma relação ativa e viva à distância, sobretudo porque em breve, ela não iria poder escrever-lhe ou utilizar um computador para comunicar com ele. Ela não recusou nem suplicou. Não disse que, se não pudesse escrever ou utilizar um computador, ainda poderia falar. Não tentou prendê-lo. Compreendia que ele não quisesse amarrar-se a uma pessoa que não poderia ver, que seria dependente.

Todos os outros se dedicaram a levá-la visitar e ver tudo o que poderia gravar na sua memória. O verde das paisagens, o azul do céu e do mar, as cores do arco-íris. Os seus pais viviam uma vida modesta. Havia dinheiro suficiente para o necessário e ainda para alguns prazeres, mas sempre prazeres simples. Nada de grandes viagens através do Mundo. No entanto, porque tinham consciência de que existiam centenas ou milhares de coisas que a filha nunca iria poder ver, decidiram fazer um empréstimo. O dinheiro serviu para viajar com ela. Foi assim que viu o Egipto e as suas pirâmides, Amsterdão e as maravilhosas pinturas de Van Gogh, o British Museum e os seus tesouros, Nova Iorque e a sua Estátua da Liberdade, a Islândia e as suas paisagens fantásticas, e ainda muitas outras coisas, mais belezas e mais cores. Tentou gravar tudo na sua memória, guardar para sempre as imagens de tudo o que via. Observava tudo com muita atenção para tentar nada esquecer. Sabia no entanto que a memória apaga aos poucos o que não considera importante. Teria de se lembrar de tudo com frequência, de rever as imagens de tudo o que não queria esquecer.

Após oito meses, e apesar de nada ter dito aos familiares e amigos, tornou-se evidente que já não valia a pena partir para uma nova viagem. Chegara o tempo de parar, de descansar e de preparar-se para o inevitável. A luz já não penetrava a sua retina de maneira regular. O véu da noite ensombrava com frequência a sua vida. Tinha vivido todos os meses passados a gravar imagens na sua memória para tentar guardar algo da beleza do mundo que iria deixar de ver e quase tinha esquecido que teria de preparar-se para a vida que a esperava. Tinha de aprender os gestos que lhe seriam necessários para adquirir alguma independência quando a escuridão ganhasse. E, assim, todos os dias que se seguiram foram de aprendizagem. E aprendeu sobretudo a contar. Contou os passos que separavam a sua cama da casa-de-banho. Contou quantos eram necessários para ir até à cozinha. Contou os palmos entre a cafeteira e o frigorífico, e quantos entre o fogão e a gaveta dos talheres. 

Continua no dia  5 de outubro...

Dulce Morais

Quando te olho

Quando fico te olhando
Algo corre em mim
E me pego imaginando
Mais ou menos assim

Nunca canso de dizer
O quão lindo te acho
Mas o que posso fazer
É o que mais eu faço

Sua sublime beleza
Está em sua alma
É cheia de pureza
Que tudo acalma

Sinto-me contente
Sempre ao te olhar
E o melhor da gente
É sempre se amar

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

AVE (NOCTURNA)

Mulher-pássaro, Otto Stupakoff

O teu amor era uma criatura da noite.
Iludiu-me porque pediu para entrar, sem eu perceber que era esse o truque. Afastava-me dos espelhos, não sei se para que não o olhasse no reflexo, o que põe a nu a natureza da alma. Ou para que não visse as minhas faces brancas, pouco a pouco privadas de sangue.

Esqueceste-te da minha natureza de ave selvagem, não me basta voar, preciso lançar-me ao vazio, e subir o mais que conseguir.
Era inevitável perceber as grades, por mais que te esforçasses por as fazer parecer transparentes.

Sem mim não consegues voar, atiraste-me. Não pude evitar sorrir. Vi que me tornara num dos espelhos que tanto temias.
Ainda assim, não desististe. Os predadores não desistem. Ias continuar por perto. Por isso precisava de esquecer, esquecer o teu toque no meu pescoço…

Disparei uma bala de prata contra o meu peito. Deve ser suficiente. Se não for, cravo uma estaca no meu coração teimoso! Ficará um pouco mais desfeito, mas sobreviverá. Renascerá. Para as criaturas do dia. Para voar.

Isa Lisboa


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O Amor

O Amor é amizade, confiança, alegria.
O Amor não engana, não apaga nem humilha.
O amor é o sentimento que nos uniu.
O amor é o que você e eu, sentiu

Um amor que amadurece
Um amor que jamais entristece
Um amor gostoso de amar
Um amor cheio de vida e de se dar

Ah, o Amor! Um lindo sentimento
Tão gostoso quanto sentir o vento

O Amor é um laço infinito
Tão grande quanto um coração dando um grito
O único sentimento que gera uniões
Transbordando de amor, corações

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

HOJE É UM DIA DE FESTA PARA MIM! por Danka maia







OI DIÁRIO! QUE DIA FELIZ!

HOJE É DIA DE FESTEJAR!
 
 



       Hoje é um dia de muita alegria e comemoração para mim.Hoje faz exato um ano que  lancei a CASA DOS DESTINOS pelo Cube de Leitores.Nossa! Quantas coisas aconteceram na minha vida de lá para cá. Quantos pessoas cruzaram meus caminhos. Quantas vieram para ficar e quantas vieram só para mostrar que tinham que ir embora.Quando lancei a Casa Dos Destinos pelo clube foi porque uma negociação não tinha sido concluída.Mas esse livro é meu primeiro filho literário, depois dele neste um ano criei 10 exemplares, todos amados,peneirados e devidamente burilados.Quando meu filho foi lançado ele era assim Diário:










 

                       
 
                                                                                                 
 
 
Costumo dizer todo livro tem uma história por trás de sua história. E deste filho tão amado  foi esta:
A casa tem uma história que considero a mais profunda de todos, porque enquanto a escrevia coisas curiosas aconteceram. Antes de ter Editora, de tudo eu havia decidido que o último capítulo aconteceria no dia 08 de setembro, feriado Municipal em minha cidade Saquarema (Meu Pequeno Paraíso) como costumo contar. Consegui um agente literário que se interessou pela casa, em ler para avaliar.Lembro que me deu até o dia 05 de setembro para entregar, detalhe, apenas a metade estava pronto  o resto todo escrito,porém na minha cabeça.Corri feito louca, todavia precisei de mais prazo, ele me deu até o dia 10 de setembro. E  meti a cara escrevendo virando noites, e pasmem no dia 08 de setembro de 2012, as 23:24 hs  estava escrevendo justamente o último capítulo como arquitetei na minha casa em Saquarema.
Destino? Coincidência?
Eu acho que não!
Como cito no livro: "Coincidência é uma palavra que Deus inventou para não justificar seus pequenos milagres o tempo todo."
 Até que a Editora Multifoco recebeu a Casa e abriu as portas dentro do mercado literário brasileiro para mim e para minha obra.E hoje a CASA DOS DESTINOS está assim:

 


 


Minha vida mudou muito neste uma ano.E o quero hoje Diário além é claro de dividir imensamente a minha alegria é poder dizer a esse que lê que a se a sua vitória ou aquilo que tanto almeja ainda não veio, creia, virá. Por dezessete anos esperei o ano passado chegar.Muitas vezes esqueci deste sonho,mas o Destino jamais esqueceu de mim.Por que aquilo que nasceu para ser seu, simplesmente será.Ponto! Sei que é árduo, complicado a arte da espera,no entanto,quando você faz sua parte o Universo conspira ao seu favor.Quero contar algo que pouco falo.Quando dia uns vinte anos, encontrava-me num período muito complexo da minha vida.Muitas coisas ruins e problemas profundos brotavam aos montes e então num noite ao dormir tive um sonho que mais parecia uma visão.Entenda, estou relatando o que me adveio,crer ou não é com você e seu ponto de vista.Pois bem,eu me levantei da cama com alguém me chamando, mas não era na minha casa, nem no meu quarto, era num vale. A minha frente, estava um homem alto,vestido de branco,porém não podia ver o seu rosto,contudo tinha certeza de que podia acreditar nele.Que me disse:
_Vem comigo.
Obedeci, e ao chegar ao cume daquele vale a visão que tive foi estarrecedora, lá embaixo no deserto daquele vale  haviam exércitos de soldados prontos  para uma grande batalha, era de feições duras, malignas para ser franca, de imediato soube que iriam nos atacar,nervosa perguntei aquele homem que estava ali comigo:
_E agora Senhor? Vão nos matar!
Apesar de poder ver o contorno detalhado da sua face, senti que deu um breve riso e estendeu sua mão direita, e quando toda extensão do braço foi erguida, aqueles exércitos de milhares de homens simplesmente caíram , tombaram no mesmo segundo, e por mais uma vez aquele Ser disse:
_Me siga.
E fui.No meio deles caídos, um caminho muito estreito surgiu, e mesmo passando ali aqueles soldados tentavam fincar suas lanças em meus calcanhares e de novo recorri ao Homem que me protegia:
_Senhor, eles querem me ferir!
Ele parou, torceu um pouco o rosto só para que pudesse  escutar sua voz e falou:
_Não se preocupe, eles não podem atingir você Daniele,tudo que podem é isto, tentar,mais nada.
Atravessamos todo aquele vale, e ao chegar ao outro lado, jamais esquecerei do figura que meus olhos contemplaram inda que viva cem anos.Havia castelo, pequeno,todo vidro, pensei comigo:_Todo esse esforço para chegar a um castelo tão pequeno?
E Meu Protetor me deu o último aviso:
_Daqui por diante poderá ir sozinha.Não vai precisar de mim.
Passaram-se quase quinze anos,na época, atribui aos coisas que estavam acontecendo porém não se encaixa.Nunca esqueci aquela visão porque até então não entendi o que ela realmente significava.Tudo que vivia em minha cabeça era a figura daquele castelo num alto,pequeno e com um grande enigma para mim,até o dia que vi essa imagem:

 


Sim, a imagem que vi naquela visão, o castelo de vidro era esse mesmo castelo, e embora anos tenha se passado,quando meus olhos bateram nessa  imagem foi como se  acabasse de vê-lo outra vez e enfim pude compreender o que aquela luta toda significava.Era a busca pelo meu maior sonho que de tão difícil havia enterrado em algum lugar dentro de mim.
Sabe Diário, podemos esquecer até dos nossos sonhos,no entanto, as promessas que Deus para cada nós jamais serão esquecidas.E hoje eu ,Danka Maia sou a prova viva disto.
Lute. Creia. Não desista, não para de crer, porque os sonhos que Deus tem para você jamais irão morrer.


FUI DIÁRIO!
E HOJE MAIS FELIZ QUE NUNCA!
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Você



Nos meus melhores sonhos e nos meus piores pesadelos, você estava lá.
Andávamos sempre juntos, de mãos dadas e caminhávamos em lindos jardins.
Quando eu não o via, saía à sua procura e o encontrava em uma banquinha de flores.
Você estava lá, comprando flores para mim. A minha preferida, a Margarida.
Quando eu tinha medo, você me abraçava e falava: Sempre irei lhe proteger.
Um amor ia crescendo como flores no jardim, mas diferente delas esse amor não morria.
Você estava lá quando lanças eram atiradas em nossa direção para nos ferir, mas nosso amor era forte o suficiente para derrubá-las.

Você está aqui e hoje temos um com o outro o mais puro sentimento: o Amor.
Você sempre me faz sorrir quando estou triste e me reergue quando estou caindo.
Conseguimos criar um alicerce que firmará nossa casa chamado Amor e confiança.
E confiamo-nos um no outro da maneira certa que só dois corações podem dizer.
Com lutas conseguimos vitórias, experiências e aprendizados que nos amadureceram.
Ah, você está aqui e sou muito grata a Deus por cumprir sua promessa.
Pediu-me paciência que na hora certa, eu teria você.
Futuros maravilhosos nos esperam com flores e espinhos para serem derrubados.

Você sempre estará aqui com seu perfume encantador.
Com esse sorriso que derruba qualquer tristeza.
Sempre caminharemos na mesma direção com força e garra.

Você estará lá quando estivermos velhinhos e veremos o quão foi bom.
Quando olharei para você dizendo: Obrigada por fazer dos meus sonhos, realidade.

Você sempre esteve lá, em meus sonhos para me provar que tudo é possível.
Que o amor é maior arma contra o mal.

Ah, você sempre esteve Aqui: Dentro do meu coração.

Nascemos um para o outro e na hora certa, nos encontramos para construirmos uma vida digna de cumplicidade, amor, respeito e companheirismo.

Hoje olho você e digo: Obrigada por ter nascido!
Eu te amei em meus sonhos, te amo hoje e sempre te amarei!

sábado, 21 de setembro de 2013

Escuridão - Capítulo I

Arte: Autor desconhecido

Escuridão - Capítulo I



Virou-se novamente na cama, para o lado esquerdo, desta vez. Continuava sem conseguir dormir. Que horas seriam? Há quanto tempo tentava dormir sem qualquer sucesso? Decidiu acender a luz do candeeiro, encontrou os óculos às apalpadelas e conseguiu finalmente ver no despertador que passava das três da madrugada. Em vez de continuar a tentar dormir, pegou num livro começado há muito e decidiu sentar-se na cama para ler até que o sono ganhasse. Mas não conseguiu. Aquela simples atividade, ler, era algo que, em breve, já não iria conseguir fazer.
Como poderia ela dormir depois daquela notícia que caiu como uma bomba na sua vida? Então, decidiu, para tentar compreender e aceitar os factos, rever em memória o percurso que a trouxera àquele ponto. Fora há cinco anos a primeira vez que consultou o oftalmologista. Na escola, tinha sentido dificuldade em ler o que se escrevia no quadro, não conseguia distinguir quase nada ao longe e tinha cada vez mais dores de cabeça sem qualquer explicação. O médico fez todos os exames e testes necessários. Enviou-a para ser consultada por outro médico no hospital com o objetivo de investigar as razões de tal situação numa rapariga de apenas dezasseis anos. Três semanas mais tarde, os resultados chegaram: teria de usar óculos em razão de uma grave miopia. Estranhamente, esta doença tinha-se desenvolvido muito rapidamente no caso dela, o que era inabitual. No entanto, nada mais fora identificado. As dores de cabeça eram só uma consequência da má visão.
Teria terminado o problema se tudo se estabilizasse por ali, mas não foi o caso. Nos cinco anos seguintes continuou a ver cada vez menos, cada vez menos claramente. O médico continuou a receitar testes, novos óculos, com correção cada vez mais forte. E nesse dia, pelo fim da tarde, a notícia caíu-lhe em cima como se o próprio céu, como se o mundo, o seu mundo, estivesse a despedaçar-se. Sofria de uma doença rara para a qual só existe uma consequência: iria ficar cega. Dentro de pouco tempo, talvez seis meses, talvez um ano, já não iria conseguir ver o mundo, já não lhe seria possível ler, ver o rosto das pessoas que amava, admirar paisagens, estudar, viver sozinha. Iria precisar de ajuda, de reaprender cada gesto banal da vida para adaptar-se à escuridão.
Como poderia ela conseguir dormir depois de uma tal notícia? O seu namorado, adormecido a seu lado, nada sabia ainda, nem os seus pais que viviam perto. Não tinha conseguido falar a ninguém da notícia. Ainda não conseguira aceitar, ainda não queria acreditar na realidade da situação e falar a alguém, contar o que se passava, explicar as consequências, teria significado tornar tudo mais real, mais inevitável. Ainda não estava pronta para as perguntas, ainda não tinha força para evidenciar uma postura de coragem às pessoas que a rodeavam. Iria esperar um pouco, umas semanas, até conseguir dizê-lo. Ocorreu-lhe que talvez nunca fosse encontrar coragem para falar. Mas afastou a ideia rapidamente. Não queria começar a duvidar disso também.
Continua no dia 28 de setembro…
Dulce Morais

Escuridão - Apresentação

Arte: Autor desconhecido


Escuridão - Apresentação

Vai iniciar-se em breve neste blogue a publicação de um conto que tem por título “Escuridão”. Será publicado em 5 capítulos e contará as etapas de um percurso através da escuridão, até encontrar a luz... ao fundo do túnel ou da alma…

Espero que venham a gostar. Não hesitem em dar a vossa opinião. A critica construtiva é sempre útil para poder melhorar.

Até breve.

Dulce Morais

domingo, 15 de setembro de 2013

Penso serem os animais mais inteligentes...




" A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"

Mario Quintana





Imagem: http://fotoarte.vocerealmentesabia.com/2013/09/Camuflagem-perfeita-Tartaruga-nada-junto-aos-peixes.html



Peixes e tartaruga

riscam o azul

em completa união.


Claudiane

15/09/2013









                                  

sábado, 14 de setembro de 2013

OS CONTOS DE MONTE-MOR: O Erótico também tem seu lado bandido.

Contos Policiais eróticos, 
Por Gaio Montemor.




A saga do Oficial Pachenko
Série policial
com cenas alucinantes
e muito erotismo.


O motivo:

Há seis meses estou numa busca implacável ,onde dor e ódio sentam comigo nas poucas refeições que faço e se ajeitam a cama que não posso mais dormir.Sei que era eu quem deveria estar naquela calçada. Lara voltou apenas para beijar-me coisa que jamais fazia. Sabe como é, meninas de quinze anos não gostam de beijar pai principalmente.
Quando os cabelos dela se entrelaçaram nas minhas mãos cheias de sangue percebi que o carro já sumira na esquina. Até hoje me questiono porque não fui atrás dele, mas era a minha menina, a minha princesinha. Como deixar o corpo dela no chão? Como permitir que a porra da morte a ceifasse de mim sem nenhuma explicação? Uso farda, sou um homem da Lei, mas decidi fazer justiça como só eu sei que realmente se pode fazer nessa merda de sistema que temos. Se você é a favor ou não, não me interessa quem teve que jogar a pá de cal no caixão da única filha fui eu, parceiro, portanto dane-se sua opinião sobre meus princípios.
Meu nome é Pachenko. Gabriel Pachenko, sou brasileiro,sou homem de farda, sou vingativo e vou caçar meu inimigo. A única coisa que quero dizer-lhe é: SAIA DA MINHA FRENTE!


Capítulo 1 – O Oficial Pachenko.

Sempre me perguntaram como fui que me tornei um oficial da Lei.A história é a mesma, nunca mudou. Quando era pequeno perdi minha mãe no meu quinto aniversário. Meu pai nos levou para uma dessas cidadezinhas empoeiradas do interior do Estado. Eu era o melhor aluno da classe, mas não porque era o mais inteligente ou dedicado, cedo saquei que para sair daquele mundinho da porra que papai nos enfiara teria que me sobressair de alguma forma e decidi que seria através dos estudos.  
Morávamos num sítio, a única vizinha era a Dona Elisa. Viúva do tipo gostosa, fogosa, até hoje acho que papai deu uns pegas nela, embora jamais admita. Meu coroa era um homem de números, contador de uma rede de supermercados, queria que trilhasse seus passos, só pensava em carteira assinada, enquanto eu quando comeria a mulher dos meus sonhos. A viúva Elisa.
Tinha bons amigos, porém sempre me senti um cara só,sabia que ali não era o meu pouso muito menos o destino final do meu rumo e o único amigo que percebia isso tinha quatro patas e atendia pelo nome de Bandit. Já que não dava para traçar a dona dele, fazia dele um amigão. Mesmo assim, papai me pôs uma regra, podia brincar com o quatro patas e depois levá-lo até a cerca para sua casa, jamais poderia ultrapassar a cerca.
Foi no meu aniversário de oito anos que o lance se deu. Brinquei com o Bandit no riacho atrás do sítio e quebrei a regra que meu velho estabelecera, por alguma razão cri que deveria e fui. Sempre fui assim, intuitivo. Na casa,um silêncio do caralho! Minhas pernas tremeram, parada errada pairava no ar da casa da viúva gostosona. Foi quando vi seu a silhueta do seu corpo caído na cama.
Elisa estava inerte, e dois segundos depois vi a poça de sangue e no resto do quarto sangue para todo lado. Lembro que analisei toda cena do crime. Os ferimentos dela concentravam todos nos pulsos mas em posição de defesa. Porrada tinha cantado ali bonito. Voltei e chamei papai, que ligou para o Delegado da cidade e por mais que tenha atribuído aquilo a um suicídio e uma trágica fatalidade de uma pobre viúva sem seu macho, eu sei que não foi, porque estive lá e apesar do olhar dele ter sido um cala a boca emudecido. Uma vez li que a questão mais foda da Filosofia é cometer ou não o suicídio. Bom, acho que isso faz de mim um filósofo de merda, no entanto, foi assim que nasceu o Oficial Pachenko.

Dias atuais:

Pachenko entrou na sala mergulhada na penumbra. Afinal,a sede das Corujas era nos fundos da capela do cemitério que enterrara sua filha. Macabro? Porra, como não ser? Mataram a sangue frio a filha do cara, não sobra muito para um homem depois disto.
Lá dentro era uma saleta de detetives, era apenas uma fachada de algo maior. De uma Agência secreta que somente pouquíssimas pessoas sabiam da existência. Os principais envolvidos, ele, a sócia e alguns contratadores. Pois quando algum inimigo sabia disso, acabava morto. E calado para sempre.
Não acendeu a luz, pois sabia exatamente onde ficava cada coisa. Sentou na cadeira atrás da escrivania e acendeu um charuto, aguardando. Era um cara frio, paciente,macaco velho de galho. Poucas coisas o faziam perder o controle. Mas naquele dia, contrariando a aparência calma, ele fervia por dentro. A porta se abriu, sem ruído. Na mesma hora o interruptor foi ligado e Pachenko pôde ver claramente a mulher que acabava de entrar.
A morena com boca sensual e olhar mortífero parou e o encarou. Apesar da aparente magreza do corpo, seus mamilos
Pachenko observou sua parceira, gostava de olhar a beleza dela. Era bom um passa tempo, quem disse que pernas esguias e bem torneadas não nos excitam? O cardápio é vasto. Certa vez uma puta largou essa para mim:
- São mil na mão.
- E por que eu pagaria por uma coisa que pode ser de graça?
A safada me quebrou com essa:
- E se eu te dissesse que a comida que come de graça pode ser oferecida no restaurante mais classudo que teus pés já pisaram? Quanto pagaria?
Até hoje sei que foram os mil reais mais bem pagos da minha vida.
Com Pachenko era o seguinte, Diana aliviava a tensão que sujeito vivia constantemente.
Ela, sabendo do seu gosto, foi até um aparador ali perto e encheu um copo para si e outro para ele de uísque e se aproximou. Deixou a bebida na sua frente e sentou-se na ponta da mesa, esperando. Sem delongas, jogou um papel ao lado dela, que o pegou e leu. Depois franziu o cenho.
- Informações sobre Franco Vargas, amanhã, atrás de um salão de beleza no Leblon. Que merda é essa? – Diana perguntou.
 - Recebi isso hoje, por um email desconhecido.
 - E quem mandou?
 - Não faço a mínima ideia. Alguém que quer nos ajudar. Ou nos empurrar em uma armadilha.
 - O próprio Vargas?
 - Pode ser.
 - Você vai ao encontro?
 - Já me viu fugir de alguma coisa?
Naquela altura Pachenko revolvia dentro de si coisas que só um homem saca. Essa história que homem e mulher são iguais é conversa para boi dormir. Somos diferentes em tudo, e quando a dor é na alma o bicho pega. Saber quem era e a razão do envio era crucial para o ex-policial. Afinal, era ali no fundo da mesma capela que tinha enterrado a única filha que escolhera para fundar "Corujas", a fachada perfeita para um prato que se come cru, mas que desceria suave com um bom vinho na hora certa.
Por outro lado Diana, sua parceira, pouco se importava onde o tal bilhete a levaria. Pachenko era a sua devoção perpétua. Mulheres são seres loucos e adoráveis mas não queira estar na mira de uma, porque quando se apaixonam além de cegas viram eximes tratores. Escavam tudo até conseguirem o que almejam e, para Diana, o alvo em questão era Gabriel Pachenko.
Pachenko pegou o copo e deu uma talagada, ainda pensativo. Há muito tempo queria pegar o desgraçado de Franco Vargas, um colarinho branco envolvido com drogas e outros negócios escusos, mas o sujeito não deixava pontas soltas. Para a sociedade, era o perfeito cavalheiro. Agora parceiro, geral sabia que não era assim, mas ninguém conseguia pôr as mãos nele. Nem juridicamente, nem fisicamente. E como outros inimigos seus, desconfiava que Vargas poderia ter algum envolvimento com o assassinato de sua filha, pois não era a primeira vez que tentava pegá-lo. Aquela poderia ser a sua oportunidade.
- Quer que eu vá? - Indagou Diana, aparentemente descansada ali na ponta da mesa, mas atenta a qualquer respiração dele. Tudo que fazia ou pensava era tendo-o na mente. Era sua obsessão, sua loucura, seu ponto vital.
- Me poupa, Diana, quando precisei de babá? - Fixou os olhos profundos e esverdeados nela. Pachenko não tinha muito tato com Diana, apesar de confiar nela.
Diana o encarou sob as pálpebras levemente cerradas. Aprendera a admirá-lo sem que percebesse como por dentro se tornava uma convulsão de sentimentos. Era a fraqueza dela. Desceu o olhar pela cicatriz que um inimigo deixara em Pachenko, que ia desde embaixo do olho esquerdo até o canto de sua boca. E que a excitava como em tudo dele. Era a prova do quanto era perigoso e se arriscava. Observando-o, sentiu o desejo por baixo da pele, antecipando a vontade de ser dele.
- Só nos resta esperar. - Disse seco, apagando o resto do charuto no cinzeiro e terminando seu uísque. - É só o que temos por hoje.
Diana levantou-se. Segurou a barra da sua camiseta e tirou-a pela cabeça. Encontrou os olhos dele como de uma águia e falou, como apenas aproveita o tempo, só ela sabendo a importância de tudo aquilo:
- Não vim aqui à toa. - Desabotoou o sutiã nas costas e largou-o no chão. Levou os dedos ao botão da calça, decidida, ficando nua em questão de segundos.
Pachenko ensaiou recostar-se na cadeira, mas esse era o temperamento dele, o individuo era oficial, imagina se ia receber ordem de mulher, mesmo que seu pau estivesse endurecendo com a visão.
Ergueu-se, a lançou contra a parede com uma mão e botou o dedo no meio da cara dela, sendo assente:
- Escuta bem. Você quer? – Segurou o membro sobre a calça, mostrando o volume preparado para guerra. - Então vai ser do meu jeito.
E a agarrou pelos cabelos subindo rente pela parede até que ela gemesse pela força de seus braços tão treinados para batalhas.
- Quer, Diana?
À gostosa devotada só restou uma única palavra:
- Sempre!
Pachenko gostava do corpo enxuto, levemente musculoso dela. As pernas longas e fortes eram sua parte preferida. Apesar de ser uma mulher dura, que matava sem vacilar, na cama Diana gostava de ser submetida por ele. E Pachenko se excitava em saber disso. Em outras palavras,estava num parque de diversões.
- Deite na mesa. - Sua voz saiu seca, quase indiferente. Notou como o olhar dela mudou, como se tornou mais feminina. Obediente, afastou o copo e o cinzeiro e se deitou de bruços sobre o tampo de madeira. Posição que sabia que o policial gostava. Mas não era o suficiente, nessas horas o crucial tem que haver, é a partir dele que o mundo fica leve, as horas são mágicas e homens e mulheres são deuses.
Pachenko agarrou um punhado de seu cabelo na nuca e ergueu sua cabeça. Inclinou-se, duro. E tomou sua boca, a língua decidida assumindo o interior molhado como seu, obrigando a dela a se envolver na dele. Diana arfou, muito excitada, reagindo ao beijo. O oficial era bom em tudo, mas na arte de beijar o cara era excepcional. Ficava molhadinha só pela maneira como mordia e chupava sua língua, como girava a cabeça e tomava o que queria, seu gosto, sua saliva, sua vontade. Maravilhada, retribuiu, podendo gozar só com aquele beijo.
Era quase uma oferenda. Pachenko se ergueu, passando o olhar pelas costas definidas e a bunda dura, redonda, empinada. Puxou o cinto da calça num movimento abrupto.
Diana o observou, calada, tentando conter o ar nos pulmões. Esperava aquele cara grande, brutamontes, pegar e meter nela com força, como tanto gostava. Dava tudo a ele, amando cada segundo. Deixava Pachenko extravasar toda aquela raiva que o acompanhava permanentemente, se oferecendo de bom grado.
A primeira cintada veio fulminante em sua bunda, atravessando-a como uma lanhada em brasa. Diana gritou rouca, estremecendo sobre a mesa, agarrando-se nas bordas. Na mesma hora sua boceta latejou. Esperou ansiosa e veio outra, mais abaixo, nas coxas. Ficou toda encharcada, pronta. Gemeu rouca.
 Pachenko ficou duro com aquela bunda, esperando por ele. Gostava de bater tanto quanto ela de apanhar. Sorriu sardonicamente e estalou o cinto. Castigou aquela carne com tesão, seco e duro. Só parou quando viu as marcas vermelhas.
 Pegou o charuto inacabado no cinzeiro e o acendeu, pendurando-o no canto da boca. Uma boa foda pedia uma boa tragada. Diana esperou, a ponto de gozar. Só então ele abriu a calça, masturbando seu pau. Sem sair do lugar, observando-a através da fumaça, ordenou:
- Pés no chão, peito na mesa. - Diana escorregou para trás, ansiosa. Mal pisou no chão, abriu as pernas, esperando. O oficial puxou os braços dela para trás e, com prática, prendeu seus pulsos juntos com o cinto. Uma das mãos agarrou um punhado de seu cabelo e o puxou para trás. A outra desceu pela bunda marcada e ardida, seus dedos encontrando a umidade melada em sua boceta.
- Está pronta. - Pachenko disse sem necessidade, pois já sabia. Meteu dois dedos nela, que rebolou ansiosa, pedindo por mais. Diana arranhou a mesa, cheia com os dedos, apertando-os com seus músculos internos. Não era delicado. Era bruto, como se não se importasse.
Na verdade não se importava mesmo. Nós, os seres masculinos da parada damos sinais, a questão é se são ou não percebidos a tempo. Uma das dificuldades do mundo feminino é saber desvencilhar amor de sexo. Diana era uma mulher envolvente, sagaz, mas tava na cara que Pachenko só via nela uma boa transa, entretanto no mundo encantado dela, a coisa era bem diferente.
- Vou te foder. Depois me diz se vir aqui foi em vão. - Safado, Pachenko largou a mulher e abriu sua calça. Cobriu o pau enorme e cheio de veias com a camisinha e foi para trás dela, abrindo sua bunda, seu olhar devorando cada buraco que podia tomar. Sempre podia escolher. Mas foi pelo tradicional naquela noite. Enfiou o pau em sua boceta e esta se esticou toda para receber tudo dele. Era sempre difícil. Diana não era pequena, mas mesmo assim era grande demais.
O cara tinha moral, se dava o respeito, era um dos poucos que podia quebrar a frase: "Melhor um pequeno esperto que um grande bobinho." Mulherada ficava ensandecida, excitadas ao ver o tamanho do serviço do Oficial da Lei. Mas poucas aguentavam tomá-lo todo. Diana conseguia. Quanto mais violento fosse, mais a safada gostava. Quando a fodia não precisava ser cuidadoso, nem romântico, bastava fazer o que queria.
Enterrou os dedos na carne redonda daquela bunda como se fosse manjar turco. Coisa boa é bunda de mulher, melhor nem entrar nesse quesito. Meteu forte, entrando com tudo, cada vez mais fundo. Então passou a mover os quadris, comendo-a com força e duro.
- Ai, sim, capitão... Sim, mete ... - Diana suplicava, enlouquecida.
Pachenko por sua vez deixava um riso escapulir no canto da boca, sabia que estava tudo dominado. Segurou seu cabelo na nuca e puxou sua cabeça de novo. A outra mão foi em sua garganta, envolvendo-a. Decidido a fazer aquela bocetinha virar de vez o segundo Estádio Jornalista Mário Filho, para poucos relacionados no assunto, o Templo do Maracanã.
Começou a apertar sua garganta, até o limite que sabia que a potranca aguentava e apetecia. Diana passou a oscilar, gemer, pingando em volta do seu pau. Aliviou a pressão da mão, até que louca só fazia implora mais. Tem coisa mais gostosa que mulher implorando de quatro?
- Aperta ... - Suplicou. Estava a ponto de gozar. E pachenko queria aquele gozo para si. Colocar naquela instante que todo macho tem e não contar para outro marmanjo. "Os Melhores Gozos Que Proporcionei."
O capitão cingiu e embocou o pau todo, bem fundo. Diana estremeceu em um orgasmo longo e para seu ego masculino enobrecer ainda mais, soltou sua garganta, concentrando-se no próprio prazer. Comeu-a enquanto estremecia e o orgasmo percorreu seu corpo, esticou sua coluna, fazendo-o pressionar o corpo contra o dela, prendendo-a, mordendo seu ombro. Disposto a fazer a poderosa Diana se tornar uma mocinha de tão obediente.
Quando acabou, ergueu-se, ainda duro. Demorava a se satisfazer totalmente. Mas naquele momento não queria mais, tinha passado, sabia que teria muitos outros, comê-la nunca fora um tipo de missão impossível. Saiu de dentro dela e se livrou do preservativo na lixeira. Soltou-a e se afastou, botando o cinto no lugar, vestindo-se.
Diana o contemplou esperando uma palavra, um beijo, algo, entretanto Pachenko apenas sussurrou:
- Até.