Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

Minha fofura

Amo minha fofura
Linda em seu olhar
Com sua ternura
Faz-me sempre amar

Amo minha fofura
Com todo meu ser
Seu amor cura
E renova meu viver

Amo minha fofura
E digo desde então
Defendo com bravura
Minha sustentação

Amo minha fofura
E sempre vou amar
Com sua formosura
Bela de admirar

Amo minha fofura
Meu presente encantado
Na nuvem mais escura
É meu Sol iluminado
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Escuridão - Capítulo II


Escuridão - Capítulo II


As semanas passaram e o sono continuava ausente das suas noites. Mais consultas, mais análises, mais conversas com médicos que não se davam ao trabalho de utilizar um vocabulário inteligível para ela. Resolveu informar-se sobre a doença que lhe engolia a vista aos poucos. Queria saber. Consultou inúmeros livros na biblioteca. E leu. E soube. Talvez não soubesse tudo, mas sabia o suficiente para compreender o que estava a acontecer ao seu mundo.

Foi só então que decidiu falar aos seus familiares. Reunidos na sala de jantar, em casa dos pais, estavam todos presentes: o seu pai, a sua mãe, os dois irmãos, o namorado e a sua amiga de sempre. Na hora do café levantou-se e pediu a atenção de todos. Falou. Explicou. Chorou. Contou. O choque nos rostos dos presentes era evidente. Ninguém respondeu. Pareciam todos ter perdido a voz. O seu namorado levantou-se, deu dois passos muito lentos na sua direção e, ainda mais lentamente, abraçou-a. Ficaram ali abraçados um longo momento até que, finalmente, o seu pai fez a primeira pergunta: Quanto tempo? Ninguém sabia ao certo, mas ela deu a estimativa que o médico lhe tinha indicado. Nada mais foi dito naquele dia. Cada um voltou para sua casa. Os amigos e familiares, no entanto, não ficaram muito tempo silenciosos nem inativos. A partir do dia seguinte e durante duzentos e quarenta e três dias, cada um, ou quase, se dedicou a fazer-lhe ver o que ela não poderia ver mais tarde e para o resto da sua vida. Quase todos. Quase. O namorado, ao fim de quatro semanas, anunciou que, afinal, iria fazer aquele estágio na Inglaterra que tinha inicialmente recusado. Sendo um contrato de três anos, preferia separar-se. Seria difícil manter uma relação ativa e viva à distância, sobretudo porque em breve, ela não iria poder escrever-lhe ou utilizar um computador para comunicar com ele. Ela não recusou nem suplicou. Não disse que, se não pudesse escrever ou utilizar um computador, ainda poderia falar. Não tentou prendê-lo. Compreendia que ele não quisesse amarrar-se a uma pessoa que não poderia ver, que seria dependente.

Todos os outros se dedicaram a levá-la visitar e ver tudo o que poderia gravar na sua memória. O verde das paisagens, o azul do céu e do mar, as cores do arco-íris. Os seus pais viviam uma vida modesta. Havia dinheiro suficiente para o necessário e ainda para alguns prazeres, mas sempre prazeres simples. Nada de grandes viagens através do Mundo. No entanto, porque tinham consciência de que existiam centenas ou milhares de coisas que a filha nunca iria poder ver, decidiram fazer um empréstimo. O dinheiro serviu para viajar com ela. Foi assim que viu o Egipto e as suas pirâmides, Amsterdão e as maravilhosas pinturas de Van Gogh, o British Museum e os seus tesouros, Nova Iorque e a sua Estátua da Liberdade, a Islândia e as suas paisagens fantásticas, e ainda muitas outras coisas, mais belezas e mais cores. Tentou gravar tudo na sua memória, guardar para sempre as imagens de tudo o que via. Observava tudo com muita atenção para tentar nada esquecer. Sabia no entanto que a memória apaga aos poucos o que não considera importante. Teria de se lembrar de tudo com frequência, de rever as imagens de tudo o que não queria esquecer.

Após oito meses, e apesar de nada ter dito aos familiares e amigos, tornou-se evidente que já não valia a pena partir para uma nova viagem. Chegara o tempo de parar, de descansar e de preparar-se para o inevitável. A luz já não penetrava a sua retina de maneira regular. O véu da noite ensombrava com frequência a sua vida. Tinha vivido todos os meses passados a gravar imagens na sua memória para tentar guardar algo da beleza do mundo que iria deixar de ver e quase tinha esquecido que teria de preparar-se para a vida que a esperava. Tinha de aprender os gestos que lhe seriam necessários para adquirir alguma independência quando a escuridão ganhasse. E, assim, todos os dias que se seguiram foram de aprendizagem. E aprendeu sobretudo a contar. Contou os passos que separavam a sua cama da casa-de-banho. Contou quantos eram necessários para ir até à cozinha. Contou os palmos entre a cafeteira e o frigorífico, e quantos entre o fogão e a gaveta dos talheres. 

Continua no dia  5 de outubro...

Dulce Morais
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Quando te olho

Quando fico te olhando
Algo corre em mim
E me pego imaginando
Mais ou menos assim

Nunca canso de dizer
O quão lindo te acho
Mas o que posso fazer
É o que mais eu faço

Sua sublime beleza
Está em sua alma
É cheia de pureza
Que tudo acalma

Sinto-me contente
Sempre ao te olhar
E o melhor da gente
É sempre se amar
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AVE (NOCTURNA)

Mulher-pássaro, Otto Stupakoff

O teu amor era uma criatura da noite.
Iludiu-me porque pediu para entrar, sem eu perceber que era esse o truque. Afastava-me dos espelhos, não sei se para que não o olhasse no reflexo, o que põe a nu a natureza da alma. Ou para que não visse as minhas faces brancas, pouco a pouco privadas de sangue.

Esqueceste-te da minha natureza de ave selvagem, não me basta voar, preciso lançar-me ao vazio, e subir o mais que conseguir.
Era inevitável perceber as grades, por mais que te esforçasses por as fazer parecer transparentes.

Sem mim não consegues voar, atiraste-me. Não pude evitar sorrir. Vi que me tornara num dos espelhos que tanto temias.
Ainda assim, não desististe. Os predadores não desistem. Ias continuar por perto. Por isso precisava de esquecer, esquecer o teu toque no meu pescoço…

Disparei uma bala de prata contra o meu peito. Deve ser suficiente. Se não for, cravo uma estaca no meu coração teimoso! Ficará um pouco mais desfeito, mas sobreviverá. Renascerá. Para as criaturas do dia. Para voar.

Isa Lisboa


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O Amor

O Amor é amizade, confiança, alegria.
O Amor não engana, não apaga nem humilha.
O amor é o sentimento que nos uniu.
O amor é o que você e eu, sentiu

Um amor que amadurece
Um amor que jamais entristece
Um amor gostoso de amar
Um amor cheio de vida e de se dar

Ah, o Amor! Um lindo sentimento
Tão gostoso quanto sentir o vento

O Amor é um laço infinito
Tão grande quanto um coração dando um grito
O único sentimento que gera uniões
Transbordando de amor, corações
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HOJE É UM DIA DE FESTA PARA MIM! por Danka maia







OI DIÁRIO! QUE DIA FELIZ!

HOJE É DIA DE FESTEJAR!
 
 



       Hoje é um dia de muita alegria e comemoração para mim.Hoje faz exato um ano que  lancei a CASA DOS DESTINOS pelo Cube de Leitores.Nossa! Quantas coisas aconteceram na minha vida de lá para cá. Quantos pessoas cruzaram meus caminhos. Quantas vieram para ficar e quantas vieram só para mostrar que tinham que ir embora.Quando lancei a Casa Dos Destinos pelo clube foi porque uma negociação não tinha sido concluída.Mas esse livro é meu primeiro filho literário, depois dele neste um ano criei 10 exemplares, todos amados,peneirados e devidamente burilados.Quando meu filho foi lançado ele era assim Diário:










 

                       
 
                                                                                                 
 
 
Costumo dizer todo livro tem uma história por trás de sua história. E deste filho tão amado  foi esta:
A casa tem uma história que considero a mais profunda de todos, porque enquanto a escrevia coisas curiosas aconteceram. Antes de ter Editora, de tudo eu havia decidido que o último capítulo aconteceria no dia 08 de setembro, feriado Municipal em minha cidade Saquarema (Meu Pequeno Paraíso) como costumo contar. Consegui um agente literário que se interessou pela casa, em ler para avaliar.Lembro que me deu até o dia 05 de setembro para entregar, detalhe, apenas a metade estava pronto  o resto todo escrito,porém na minha cabeça.Corri feito louca, todavia precisei de mais prazo, ele me deu até o dia 10 de setembro. E  meti a cara escrevendo virando noites, e pasmem no dia 08 de setembro de 2012, as 23:24 hs  estava escrevendo justamente o último capítulo como arquitetei na minha casa em Saquarema.
Destino? Coincidência?
Eu acho que não!
Como cito no livro: "Coincidência é uma palavra que Deus inventou para não justificar seus pequenos milagres o tempo todo."
 Até que a Editora Multifoco recebeu a Casa e abriu as portas dentro do mercado literário brasileiro para mim e para minha obra.E hoje a CASA DOS DESTINOS está assim:

 


 


Minha vida mudou muito neste uma ano.E o quero hoje Diário além é claro de dividir imensamente a minha alegria é poder dizer a esse que lê que a se a sua vitória ou aquilo que tanto almeja ainda não veio, creia, virá. Por dezessete anos esperei o ano passado chegar.Muitas vezes esqueci deste sonho,mas o Destino jamais esqueceu de mim.Por que aquilo que nasceu para ser seu, simplesmente será.Ponto! Sei que é árduo, complicado a arte da espera,no entanto,quando você faz sua parte o Universo conspira ao seu favor.Quero contar algo que pouco falo.Quando dia uns vinte anos, encontrava-me num período muito complexo da minha vida.Muitas coisas ruins e problemas profundos brotavam aos montes e então num noite ao dormir tive um sonho que mais parecia uma visão.Entenda, estou relatando o que me adveio,crer ou não é com você e seu ponto de vista.Pois bem,eu me levantei da cama com alguém me chamando, mas não era na minha casa, nem no meu quarto, era num vale. A minha frente, estava um homem alto,vestido de branco,porém não podia ver o seu rosto,contudo tinha certeza de que podia acreditar nele.Que me disse:
_Vem comigo.
Obedeci, e ao chegar ao cume daquele vale a visão que tive foi estarrecedora, lá embaixo no deserto daquele vale  haviam exércitos de soldados prontos  para uma grande batalha, era de feições duras, malignas para ser franca, de imediato soube que iriam nos atacar,nervosa perguntei aquele homem que estava ali comigo:
_E agora Senhor? Vão nos matar!
Apesar de poder ver o contorno detalhado da sua face, senti que deu um breve riso e estendeu sua mão direita, e quando toda extensão do braço foi erguida, aqueles exércitos de milhares de homens simplesmente caíram , tombaram no mesmo segundo, e por mais uma vez aquele Ser disse:
_Me siga.
E fui.No meio deles caídos, um caminho muito estreito surgiu, e mesmo passando ali aqueles soldados tentavam fincar suas lanças em meus calcanhares e de novo recorri ao Homem que me protegia:
_Senhor, eles querem me ferir!
Ele parou, torceu um pouco o rosto só para que pudesse  escutar sua voz e falou:
_Não se preocupe, eles não podem atingir você Daniele,tudo que podem é isto, tentar,mais nada.
Atravessamos todo aquele vale, e ao chegar ao outro lado, jamais esquecerei do figura que meus olhos contemplaram inda que viva cem anos.Havia castelo, pequeno,todo vidro, pensei comigo:_Todo esse esforço para chegar a um castelo tão pequeno?
E Meu Protetor me deu o último aviso:
_Daqui por diante poderá ir sozinha.Não vai precisar de mim.
Passaram-se quase quinze anos,na época, atribui aos coisas que estavam acontecendo porém não se encaixa.Nunca esqueci aquela visão porque até então não entendi o que ela realmente significava.Tudo que vivia em minha cabeça era a figura daquele castelo num alto,pequeno e com um grande enigma para mim,até o dia que vi essa imagem:

 


Sim, a imagem que vi naquela visão, o castelo de vidro era esse mesmo castelo, e embora anos tenha se passado,quando meus olhos bateram nessa  imagem foi como se  acabasse de vê-lo outra vez e enfim pude compreender o que aquela luta toda significava.Era a busca pelo meu maior sonho que de tão difícil havia enterrado em algum lugar dentro de mim.
Sabe Diário, podemos esquecer até dos nossos sonhos,no entanto, as promessas que Deus para cada nós jamais serão esquecidas.E hoje eu ,Danka Maia sou a prova viva disto.
Lute. Creia. Não desista, não para de crer, porque os sonhos que Deus tem para você jamais irão morrer.


FUI DIÁRIO!
E HOJE MAIS FELIZ QUE NUNCA!
 
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Você



Nos meus melhores sonhos e nos meus piores pesadelos, você estava lá.
Andávamos sempre juntos, de mãos dadas e caminhávamos em lindos jardins.
Quando eu não o via, saía à sua procura e o encontrava em uma banquinha de flores.
Você estava lá, comprando flores para mim. A minha preferida, a Margarida.
Quando eu tinha medo, você me abraçava e falava: Sempre irei lhe proteger.
Um amor ia crescendo como flores no jardim, mas diferente delas esse amor não morria.
Você estava lá quando lanças eram atiradas em nossa direção para nos ferir, mas nosso amor era forte o suficiente para derrubá-las.

Você está aqui e hoje temos um com o outro o mais puro sentimento: o Amor.
Você sempre me faz sorrir quando estou triste e me reergue quando estou caindo.
Conseguimos criar um alicerce que firmará nossa casa chamado Amor e confiança.
E confiamo-nos um no outro da maneira certa que só dois corações podem dizer.
Com lutas conseguimos vitórias, experiências e aprendizados que nos amadureceram.
Ah, você está aqui e sou muito grata a Deus por cumprir sua promessa.
Pediu-me paciência que na hora certa, eu teria você.
Futuros maravilhosos nos esperam com flores e espinhos para serem derrubados.

Você sempre estará aqui com seu perfume encantador.
Com esse sorriso que derruba qualquer tristeza.
Sempre caminharemos na mesma direção com força e garra.

Você estará lá quando estivermos velhinhos e veremos o quão foi bom.
Quando olharei para você dizendo: Obrigada por fazer dos meus sonhos, realidade.

Você sempre esteve lá, em meus sonhos para me provar que tudo é possível.
Que o amor é maior arma contra o mal.

Ah, você sempre esteve Aqui: Dentro do meu coração.

Nascemos um para o outro e na hora certa, nos encontramos para construirmos uma vida digna de cumplicidade, amor, respeito e companheirismo.

Hoje olho você e digo: Obrigada por ter nascido!
Eu te amei em meus sonhos, te amo hoje e sempre te amarei!
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Escuridão - Capítulo I

Arte: Autor desconhecido

Escuridão - Capítulo I



Virou-se novamente na cama, para o lado esquerdo, desta vez. Continuava sem conseguir dormir. Que horas seriam? Há quanto tempo tentava dormir sem qualquer sucesso? Decidiu acender a luz do candeeiro, encontrou os óculos às apalpadelas e conseguiu finalmente ver no despertador que passava das três da madrugada. Em vez de continuar a tentar dormir, pegou num livro começado há muito e decidiu sentar-se na cama para ler até que o sono ganhasse. Mas não conseguiu. Aquela simples atividade, ler, era algo que, em breve, já não iria conseguir fazer.
Como poderia ela dormir depois daquela notícia que caiu como uma bomba na sua vida? Então, decidiu, para tentar compreender e aceitar os factos, rever em memória o percurso que a trouxera àquele ponto. Fora há cinco anos a primeira vez que consultou o oftalmologista. Na escola, tinha sentido dificuldade em ler o que se escrevia no quadro, não conseguia distinguir quase nada ao longe e tinha cada vez mais dores de cabeça sem qualquer explicação. O médico fez todos os exames e testes necessários. Enviou-a para ser consultada por outro médico no hospital com o objetivo de investigar as razões de tal situação numa rapariga de apenas dezasseis anos. Três semanas mais tarde, os resultados chegaram: teria de usar óculos em razão de uma grave miopia. Estranhamente, esta doença tinha-se desenvolvido muito rapidamente no caso dela, o que era inabitual. No entanto, nada mais fora identificado. As dores de cabeça eram só uma consequência da má visão.
Teria terminado o problema se tudo se estabilizasse por ali, mas não foi o caso. Nos cinco anos seguintes continuou a ver cada vez menos, cada vez menos claramente. O médico continuou a receitar testes, novos óculos, com correção cada vez mais forte. E nesse dia, pelo fim da tarde, a notícia caíu-lhe em cima como se o próprio céu, como se o mundo, o seu mundo, estivesse a despedaçar-se. Sofria de uma doença rara para a qual só existe uma consequência: iria ficar cega. Dentro de pouco tempo, talvez seis meses, talvez um ano, já não iria conseguir ver o mundo, já não lhe seria possível ler, ver o rosto das pessoas que amava, admirar paisagens, estudar, viver sozinha. Iria precisar de ajuda, de reaprender cada gesto banal da vida para adaptar-se à escuridão.
Como poderia ela conseguir dormir depois de uma tal notícia? O seu namorado, adormecido a seu lado, nada sabia ainda, nem os seus pais que viviam perto. Não tinha conseguido falar a ninguém da notícia. Ainda não conseguira aceitar, ainda não queria acreditar na realidade da situação e falar a alguém, contar o que se passava, explicar as consequências, teria significado tornar tudo mais real, mais inevitável. Ainda não estava pronta para as perguntas, ainda não tinha força para evidenciar uma postura de coragem às pessoas que a rodeavam. Iria esperar um pouco, umas semanas, até conseguir dizê-lo. Ocorreu-lhe que talvez nunca fosse encontrar coragem para falar. Mas afastou a ideia rapidamente. Não queria começar a duvidar disso também.
Continua no dia 28 de setembro…
Dulce Morais
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Escuridão - Apresentação

Arte: Autor desconhecido


Escuridão - Apresentação

Vai iniciar-se em breve neste blogue a publicação de um conto que tem por título “Escuridão”. Será publicado em 5 capítulos e contará as etapas de um percurso através da escuridão, até encontrar a luz... ao fundo do túnel ou da alma…

Espero que venham a gostar. Não hesitem em dar a vossa opinião. A critica construtiva é sempre útil para poder melhorar.

Até breve.

Dulce Morais
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Penso serem os animais mais inteligentes...




" A arte de viver é simplesmente a arte de conviver... Simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"

Mario Quintana





Imagem: http://fotoarte.vocerealmentesabia.com/2013/09/Camuflagem-perfeita-Tartaruga-nada-junto-aos-peixes.html



Peixes e tartaruga

riscam o azul

em completa união.


Claudiane

15/09/2013









                                  

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Pecado

Avareza
Gula
Inveja


Luxúria

Vaidade
Ira


Preguiça

****************************************
Sete pecados;
Tentação aos sentidos
Mortal, só tu és.
************************************

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SEDUTORA

Imagen Google
 

Meninos e meninas escutem
O que eu contarei agora...
E se quiserem duvidar, duvidem...
A história é sobre a devoradora!
Com sua beleza vil e astuta
Surge de inverno a inverno,
Ela é sempre assim absoluta
Faz de nossa vida um inferno!
Com um ar para lá de sedutor
Vence-nos com o seu rebolado,
É logico que ela tem o seu valor
Quando nos olha assim de lado!
Seus pensamentos são profanos
E profano é o jeito dela nos olhar,
Quando nos olha logo já amamos
Uma maneira fácil de apaixonar!
Ferve o sabor que vem do hálito
Queima o coração igual pimenta,
Nunca vi alguém com esse hábito
Querendo até o fim ela sustenta!
Esse tipo de mulher é de dar medo
Enfrenta... Meninas ou meninos,
E eu vou lhe contar agora um segredo
Em seu beijar existem mil venenos!
Quando a vemos dá taquicardia
Faz o nosso coração até acelerar,
Enfrenta-la é idiotice e covardia
Não há jeito de vencê-la no olhar!
Não é o corpo que a faz tão envolvente
Não são as voltas nem o decote dela,
Não é o seu andar pra lá de envolvente
Nem beleza, pois nem sempre é tão bela!
Ela caça por aí sem qualquer distinção
E tem uma maneira que a faz tão infernal,
Cem por cento é o seu poder de sedução...
E o seu segredo é ser educada e sensual...
As meninas também precisam ter cuidado
Quando derem de cara com ela por aí
Ela não rouba mulher ou namorado...
Mas tem sempre uma ou outra por aqui.
Caçando é fácil de encontra-la
Mas não sei se irá sobreviver,
E se nunca amou essa irá amá-la...
E se for pego...
O seu coração ela irá comer.
By Osny Alves
 
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