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sábado, 31 de maio de 2014

O que tem na Caixa da Roberta hoje?

Olá Bem vindos!

Hoje mexendo na caixa, encontrei um texto meu que chamo de 
A bagagem.
Qual é o tamanho da sua mala?

A história é um encontro de um homem que nunca fez nada para mudar com um jovem que tinha tantas coisas ainda para ver...


—Nossa! Será que estou muito atrasado?
 O homem perguntou assim que entrou na fila que a moça do outro balcão o indicou a seguir.  A sua frente, tinha um senhor cheio de malas e que respondeu sem muito olhar para o recém-chegado.

— Não tenha pressa, ninguém aqui tem pressa.

—Nossa o senhor tem muito peso ai hein...

O homem com jeito de ser rabugento, olhou para ele, e reparou que o homem só carregava uma mala só e pequena.

—Quer ajuda?

—Não— respondeu seco — Isso é coisa minha, preciso despachar isso antes de partir, caso essa fila ande...

—Olha está andando um pouco— disse o homem para o mais velho.

Os dois deram alguns pequenos passos.

O homem olhou de novo para o mais jovem e disse:

— Só tem apenas essa mala?

—Só.

— Não vai deixar nada para ninguém?

— Acho que não  eu tinha uma um pouco maior, mas fui mudando ao longo tempo, é até estranho. Eu me sinto mais leve, mas e o senhor já trocou alguma dessas?

O homem olhou para as malas, umas grandes, outras medidas, pesadas e leves, bonitas e feias. E respondeu:

—Não, eu nunca troquei nenhuma, nunca gostei delas, olha essa vinho aqui, tão antiga e nada leve, mas elas já estavam me esperando em casa mesmo, outras foram chegando com o tempo, e agora vou passar para outra pessoa.

—O senhor levou esse peso todo, durante a vida inteira?

—Sim, carreguei mas hoje ainda mais nessa fila, que não anda fico pensando se valeu a pena, e eu acho que não.

—Sinto muito senhor, acho que com todo esse peso eu entendo a sua exaustão e pressa, eu mesmo não saberia o que fazer. Mas posso perguntar uma coisa, para quem vai deixar essas malas?

—Essas malas aqui, lendo esse manual aqui, eu deixaria apenas uma, do tamanho dessa sua, mas vou deixar todas para os meus filhos mesmo.

O homem olhou aquela quantidade de malas e balançou a cabeça pensativo.

De repente uma voz soou pelos alto falantes comunicando

Senhores e Senhoras com bagagens leves e no maximo duas de unidades por favor encaminhar para o setor azul, lá nossos atendentes já estão treinados para recebe-los com mais conforto  e agilidade. Aos demais por favor permaneçam na fila.

Os dois se olharam e olharam para as malas.

—Eu tenho que ir. Adeus senhor.

—Adeus.

O rapaz partia para o outro corredor que tinha entrada para o setor azul.

Enquanto o homem bufara, olhando para suas malas, que estavam difíceis de serem despachadas e então, sentou em cima de uma delas e mais uma vez relia aquele velho manual.

—Minha vida poderia ter sido melhor, sem esse peso todo com certeza...



E o homem ficou ali durante um bom tempo, lendo e relendo aquele manual sem mais utilidades, esperando naquele Terminal sem fim.

Até mais!!!
(imagens tiradas da internet)


Por Shirley Couto.

A sinaleira toca, o bedel grita, os alunos correm, a aula começa. Mais um dia letivo para o ser mais amado de minha vida: minha 'dona'! A lousa parece perder a vida cada vez que seu verde é coberto por uma fina camada de pó de giz envelhecido na sala de aula onde minha amada 'dona' leciona todos os dias com todo amor que lhe é peculiar. Como seriam os dias de uma escola sem giz?

Como seriam os alunos caso não houvesse tanto a lhes ser ensinado? Como seria o mundo sem as escolas? A cada ano que passa, a cada dia no calendário, a cada momento em nossas vidas, precisamos buscar por norteadores que nos levem por caminhos firmes, às vezes difíceis, contudo certeiros.

Tais caminhos permearão os sonhos que nos enredam e que fazem com que nossas vidas tenham sentido. Minha 'dona' é assim, sempre galgando novos horizontes no mundo da educação. A escola, por sua vez, tem esse lado norteador. Um norte que disciplina e faz com que cada um perceba seus erros e acertos de forma a repensar acerca de seus atos. Quando temos a chance de repensar e apreendemos com tal gesto, mostramos ao mundo o quão estamos preocupados com aquilo que refletimos para aqueles que nos veem e nos observam.

Somos capazes de lutar e mudar tudo aquilo que nos incomode, tudo mesmo. Precisamos, pois, para isso, de alguém que se importe conosco e que acredite que temos capacidade de mudar. Quem seria esse alguém? Aqui em casa tenho como exemplo a minha amada 'dona'.

Um exemplo de guerreira e amante daquilo que faz. Mas nessa conversa, o assunto é outro... Ao soar da sinaleira, ao grito do bedel e ao fechar de cada sala de aula para início do dia letivo, deparamo-nos com esse alguém capaz de transformar algo inexplicável e incrivelmente inacabado em milagre: o professor!
Haveria alguém no mundo tão qualificado quanto um bom professor para transformar água em vinho? Pois é, um professor transforma o mais terrível aluno em alguém capaz de acreditar em si mesmo e ainda o faz ser bem visto perante muitos que antes o criticava.


No final, a sinaleira soa novamente, o bedel volta a gritar, os alunos correm para suas casas e o bom e velho professor retorna para sua morada, certo de que mais uma vez cumpriu seu papel perante a sociedade. Um papel muito importante: o da dicotomia de ser tão importante, tão necessário, tão iluminado e, ao mesmo tempo, tão invisível perante a sociedade! Dessa forma, deixo com vocês a visão que tenho do mundo em que minha 'dona' vive. Um mundo que exige amor e dedicação e que, em troca, devolve pouco reconhecimento. (Miados de decepção!)


VAI BRASIL!


Formada em Letras pela Unicamp, com pós-graduação em Língua Portuguesa, Shirley Couto é professora de Português do colégio Sérgio Buarque de Holanda, na Zona Sul de São Paulo. Realiza trabalho de leitura e redação com alunos das séries finais do Ensino Fundamental e escreve a coluna Gatices e outros bichos para o blog da Editora Nova Alexandria toda sexta-feira.

Comentem em: http://blognovaalexandria.blogspot.com.br/2014/05/coluna-gatice-e-outros-bichos-minha.html 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Poupée cassée

Como um espartilho colado à cintura, o sentia, a apertar o peito, esse amor, que sem ela saber bem como, ali estava. Contra o peito, espartilho, cortava o ar à respiração. Tinha ouvido dizer que havia quem não o usasse, mas estava habituada, o espartilho moldava-lhe a cintura fina, o colo generoso, sentia-se bonita.

Não poderia sair à rua sem o seu espartilho, seria mais um boneca desengonçada, triste. Sabia que o silêncio a rodearia, como a olhariam, e que esse não esse o olhar que queria.

Quando tirava a roupa, quando a pele se tocava, os lábios se beijavam e os corpos se misturavam, em movimentos compassados, ensaiados; ainda mantinha o espartilho. Sentia aquele calor estranho, como se fosse apenas morno, mas ao mesmo tempo a queimasse, deixando uma ferida fria que sarava no dia seguinte. Sarava quando saía e não era boneca desengonçada, sem espartilho que a mantivesse elegante.


Mas quando se via nua apenas ela, quando se atrevia a tirar a roupa frente ao espelho, desapertava o espartilho, conseguia respirar, e parecia bom, parecia que podia ser livre. E então o medo era mais forte, não podia ser bom, nunca seria nunca bom, não seria nunca uma boneca desengonçada, triste, só.

Dark Lolita (Kodona Style)_by Cha Tox

O mau da ganância

Ter, querer ou até mesmo possuir dinheiro é bom, quando se há um limite!
Quando esquecemos a barreira que nos impede de fazermos o errado, ai sim, o fato de querer, querer e somente querer o dinheiro e chegar ao ponto de ultrapassar os limites da decência, da ética, dos valores e da sanidade, é que vira ganância.
Um mau que cega a quem o abraça. Um mau que perturba muitos que se enganam neste mundo. Um mau que está destruindo junto a outros males, nossa sociedade. Um mau que devemos vencer!



Cássia Torres - 29/05/2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Canção do augusto amor

Amo-te, oh carne quente,
de sangue rubro.
Amo-te face resplandecente
das rosas de outubro.

Amo-te doce almíscar
cândido e enlevado.
Amo teu coruscar,
de sabor adocicado.

Amo a tua vontade
desmedida,
como amo minha verdade...

Amo-te sem maldade,
liberdade aguerrida
na tua insana bondade.

NO CÉU NASCEM OS HOMENS por Danka Maia

    


Bahi era um menino camponês com uma obsessão na vida: Conhecer o céu e o inferno. Queria mesmo saber se um era o deserto escaldante e o outro a miragem em meio ao mesmo deserto que seus pais viviam lhe contando em histórias e pregando peças.Em meio suas peraltices infantis, cria que talvez as mesmas o impedissem de chegar ao Oásis que todo ser tem direito quando" bonzinho".
 
    De tanto pedir, veio à boa notícia das ordens celestiais. Ele acordou com uma bela moça ao lado da cama, de cara soube que não era um ser terreno, o rosto dela falava claramente isso sem nenhum termo. O esticar da mão amiga, a mão direita aceitou sem titubear, soube que o momento de esclarecer suas dúvidas enfim abordara.
    Chegaram num lugar de bela paisagem, os ruídos e alaridos vinham da mesma direção. Ela o deixou livre e o menino agitado correu e o ao se deparar com aquela cena seu semblante fechou-se por demais.
    Era uma mesa enorme. Pessoas, pessoas e pessoas ali sentadas, todas em prantos e gritos. Em cima da mesa um banquete se perdia. Eram guloseimas, pratos de toda sorte de paladares e todos se estragavam assim, simplesmente. Incomodado olhou o Ser e indagou:

    _Por que não comem?

    Ela sorriu e respondeu:

    _Olhe seus braços. - Que eram tortos, todavia especificamente com cotovelos para fora, assim não podiam comer e assim padeciam com fome pela eternidade. A moça completou:

    _Este é o inferno Bahi.

    O garoto ficou atônito. Ali? Assim? Como? E logo foram para o mesmo local.

    _Mesmo lugar?- questionou o menino com certo desapontamento.

    _Não. Olhe mais atentamente. -pediu o Ser.

     E ele viu que o ambiente era o mesmo, mesma mesa abissal, mesmo banquete, pessoas com braços tortos, porém com belos sorrisos nos em seus cenhos.

    _Por quê?- Bahi necessitava compreender. E o Ser apontou para a diferença. As pessoas não podiam pegar o próprio alimento, no entanto, podiam alimentar ao seu vizinho.

     Bahi emocionou-se.


    Ali estava não só a diferença, ali se explicava o céu.

    Pois é leitor,nossas atitudes são que constroem ou destroem onde estamos,e criam em nossas vidas nossos céus ou nossos infernos.

SANTOS E IMORAIS Por Danka Maia




Quando A Verdade e A Luxúria Se Encontram, Apenas Uma Delas Pode Prevalecer.




 Viviana recebeu a dádiva de nascer e crescer em um berço cristão. Foi educada para ser a criança perfeita, a filha do pastor perfeita e como não podia ser diferente a esposa de homem de Deus perfeita. Que se deixe claro, que com Deus não se brinca, haja vista que das mãos do diabo, Deus pode livra-lo, mas das mãos de Deus quem te livrará?


A jovem casou-se com Ruí aos 20 anos de idade, um casamento modelo se não fosse pelo detalhe de descobrir-se que depois de algumas tentativas ele não poderia ser pai. Viviana era uma devota rigorosa, cumpridora de todas as tarefas na comunidade cristã a qual pertencia. Ruí era tesoureiro da igreja, irretocável em sua procedência. Entretanto veio a morte do titã, o pai de Viviana, após um câncer agressivo e desumano como todos. Seis meses de dor para a congregação e para a única filha e veio a chegada do Pastor Benjamin Galante, ou como anunciou em seu primeiro discurso para a comunidade: Pastor Galante. Ele era casado com Marry era uma mulher de poucas palavras, beleza natural sem retoques e muito sisuda. Galante era carismático, elegante e extremamente charmoso, porém sempre com aquele ar de contido.

Ben Galante


No entanto cada vez que o pastor Galante sobe ao púlpito dominava toda congregação, o silêncio era a única voz no templo. Seus sermões eram intensos, vívidos e estonteantes, parecia que de algum modo ele flertava com a igreja, mas na verdade sua voz grave e macia, pareciam estar flertando o coração de uma outra pessoa. Viviana chegava quase uma hora antes das reuniões começarem, antes mesmo que o marido Ruí, sempre na primeira cadeira da segunda fila da esquerda,onde a vista tinha como foco principal a visão de seu pastor.com o tempo, Viviana não conseguia lidar com o que sentia por  Galante, tinha inclusive receios que alguém  notasse até mesmo o marido, todavia aquilo tudo era tão vibrante e envolvente e ao mesmo tempo tão novo para ela, parecia dar-lhe forças para atrever-se. Contudo a moça recatada se continha e se detinha em si, pedia que Deus a guardasse de tal sentimento e a punisse se preciso fosse.
Num dia de calor, depois de uma almoço de confraternização da sociedade homens no templo, Viviana fora designada com outras para a limpeza, e foi quando subitamente alguém tocou-se suas contas assustando-a:

_Santo Deus!-colocando a mão sobre o peito do vestido rosa descabido.


_Desculpe Viviana não foi minha intenção assusta-la de tal modo.
Sim, era ele, e ouvir a voz a deixou muito mais abismada, até então Galante nunca viera ter com ela pessoalmente.

_Pastor. Abaixou a cabeça como quem não queria que ele soubesse o que estava estampado em seus olhos.

_Ocupo-lhe? - volvendo a tocar seu ombro numa breve massagem, uma gesto um tanto inapropriado para as regras daquelas rigoroso grupo para duas pessoas casadas, inda mais quando uma delas era o Pastor.

Na aquela noite Viviana não dormiu.

 A bruma madrugada jamais fora tão longa, por fim deixou a cama e sentou-se na sala para ler um livro, todavia, o livro não tinha as respostas que sua alma em chamas apetecia. Matava-se ponderando se friccionar daquelas mãos grandes e bem torneadas realmente a tocaram como a outro qualquer ou se realmente havia a mesma intenção que vira nos olhos dele. Sentia-se culpada somente em raciocinar tal hipótese, porém na semana seguinte quando ela fazia a limpeza costumeira do templo galante a chamou em seu gabinete. Suas pernas tremeram, o coração disparou a boca ficou seca, por um segundo pensou em não ir e arrumar uma desculpa posterior entretanto ao mesmo tempo aquele convite tornou-se irresistível.

O pastor queria mostra-la uma sujeira na cômoda de seu escritório, sujeira esta que Viviana não conseguia ver, até que se virou e seus olhos encontrou nos dele e com a fagulha acesa, o primeiro beijo brotou com força descomunal, não seria pecado dizer força diabólica.



E então Viviana conheceu a luxúria.
 


















E o seu gosto...








E achou que isso era bom.



A partir dali ele a envolveu numa trama de rede mentiras e sexo. Usava a Bíblia para justificar que seu ato era visto com naturalidade aos olhos do céus, uma vez que o rei Davi tivera várias esposas e a mulher que mais amara fora uma amante Betesebá, que casamento era indissolúvel aos olhos de Deus, mas o amor não, qualquer forma de amor era lícita, afinal Deus é amor, dizia ele, no entanto esqueceu de completar a frase: “Deus é amor e também fogo consumidor.”. E apaixonada Viviana decidiu crer nele. A primeira transa foi na sala de gabinete do tempo.
 Quente e tórrida.

 Com ele a moça recatada descobriu o outro lado da luxúria.


O Desejo...


 
A Fantasia...







E a...

 Passionalidade!





Eles se encontravam sete vezes por semana, ora no templo, na casa dela, na casa dele, quando seus conjugues não estavam logicamente. Após dois anos de caso de “amor” tórrido e avassalador, a primeira consequência surgiu, porquê é impossível arcar com ações sem esperar reações.
Quando não podiam estar um com o outro, Galante e Viviana tinham a prática de enviar intensas cartas de amor descrevendo como gostariam que fosse o próximo encontro, descreviam sem pudores o que esperavam de cada um.
E foi uma dessas cartas endereçadas a Benjamin que Ruí o marido de Viviana encontrou no descuido da mulher. Furioso, questionou-a, mas ardilosa soube contornar a situação e explicar que na verdade vira aquilo num programa de televisão para casais, que tinha a finalidade de apimentar a relação e esse era seu intuito, uma vez que pela frieza da convivência mal tinham relações sexuais. Dali em diante as coisas esquentaram entre eles, e agora Viviana tinha que se desdobrar entre seu marido e seu amante pelo menos doze vezes semanais, muitas vezes os dois no mesmo dia em horários evidentemente diferentes. Ela reclamava com Galante sobre a situação, astuto, expunha que a inesperada reação do marido dela salgava as coisas entre eles uma vez que eram muito mais absorventes e alucinantes. Foi quando a segunda consequência veio, Viviana estava grávida, todavia uma vez que o esposo era estéril, ficava óbvio que o pai do bebê era o Pastor. Esperto, ele fez a cabeça dela como e o que deveria mencionar a Ruí, e obedientemente ela acatou sem pestanejar.

 A moça contou sobre a gravidez ao marido e como Deus os abençoara, como o espermatozoide de Ruí era forte e vigoroso,e, ele de novo creu na esposa fiel e recatada.
Contudo no quarto mês de gestação, Viviana perdeu a criança, foi um momento difícil para Ruí, ele queria muito ser pai, mas sem dúvidas foi um alívio para sua esposa e seu pastor, não seria exagero citar que ambos foram abençoados.
Com o tempo, um outro agente entrou na questão: O ciúme.


Viviana já não suportava mais a presença de Marry e da sua condição como esposa de galante, já deixara de ser um jogo amoroso e se tornara um jogo de poder, coisa comum entre as mulheres, mortais que disputam tudo entre si, diga-se de passagem, costumam até se arrumar para competir com a outra. No entanto, aqui a partida era mais acirrada quanto desigual, afinal Marry não sabia que seu posto era cobiçado e sofria ameaças da parte de Viviana. Muito menos que seu marido estingava a amante em relação a esse parâmetro de forma veemente. Sim, Galante gostava de ressaltar a beleza de Viviana e narrar como ela daria uma excelente esposa de Pastor. “Mas no caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho.”
E não outro modo de retirar tal obstáculo que não seja retirando-a definitivamente. O pastor galante choramingava a sua amante que não poderia se divorciar, era contra a Lei Divina, porém não suportava mais um minuto daquela situação, e usando novamente seu poder bélico de convencimento, conseguiu o que queria.


Viviana que era filha de farmacêuticos, tinham acesso e conhecimento a certas substancias entre elas, o anticongelante é definido como uma substância química que, quando adicionado a um fluido à base de água, reduz o ponto de congelamento da mistura. Anticongelantes são usados ​​em uma ampla variedade de equipamentos mecânicos durante os meses de inverno para evitar o congelamento da solução aquosa de transferência de calor de fluidos.
Líquidos anticongelantes também são usados ​​em pistas de patinação no gelo, sistemas de refrigeração (como um refrigerante secundário), sistemas de aquecimento e ar condicionado, unidades de energia solar, e muitas outras aplicações. Anticongelantes químicos incluem salmoura, como o cloreto de cálcio, álcoois, como metanol, etanol e propranolol e glicerol e glicóis.Todavia, no, no, no corpo humano podem produzir um infarto fulminante sem deixar vestígios de um possível assassinato.
Dias depois a esposa do pastor Galante, Marry sofreu um ataque cardíaco fulminante segundo os médicos.
A primeira pedra havia sido retirada com aparente êxito do caminho de Viviana para o altar. Mas espere! Ainda faltava a segunda pedra a ser deslocada, o seu amado Ruí. Entretanto, o conjugue desconfiou de algumas ações ilícitas do seu pastor, que tinha o poder de usar somente um talão de cheques para suas despesas e Ruí descobrira que de um certo tempo, vez por outra ele utilizava até três talões num mês e ao confrontá-lo ficou estarrecido com o modo agressivo como foi recepcionado pelo sacerdote, um jeito tão inóspito que o levou a uma decisão totalmente repentina por Galante e Viviana. Ruí resolvera deixar a congregação e junto dele deveria por lei canônica ir sua esposa.

Chegara a hora de Ruí sair de cena.
 Porém, no início deste conto citei que das mãos do diabo, Deus pode tira-lo, mas das mãos de Deus quem pode livrar? Há um versículo que é claro a respeito disto:

“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.”

Duas noites depois, Rui havia morrido, evidentemente infarto fulminante.
O investigador Teles foi quem achou muito estranho ou muita falta de bom senso divino dois infartos fulminantes acontecer num período tão curto numa mesma localidade, com pessoas de um mesmo ciclo social, e começou a estudar o caso, mas tudo levava ao mero e infeliz acaso do destino e assim terminaria esse caso se, digo se, o investigador teles não tivesse a brilhante ideia de pernoitar noites a fio tanto na frente da casa do pastor como da viúva desamparada e aguardar como uma raposa à espreita pelo lixo. Sim lixo, o lixo de uma pessoa fala muito a respeito dela. O que come, com que gasta, onde vai, com quem se relaciona...
Tanto Viviam como Galante se desfizeram daquelas cartas, das avassaladoras cartas de paixão ardente. A trama foi desvendada, logo que Teles ofereceu a regalia da prisão perpétua ao invés da certa prisão de morte se, ela colaborasse com a investigação do caso.A revelação bombástica veio do pastor,que assumiu ter persuadido Viviana logo que soube que Ruí seu marido lhe contara que deixara para ela um seguro de um milhão de dólares caso ele viesse a falecer,ou seja,para Benjamin,Viviana foi um plano premeditado desde o começo.

Maldito é homem que confia no homem!

Enfim, Viviana hoje vive um caso de amor explicito e sem pudores numa cela no Estado do Texas.
 E o pastor Ben Galante?

Digamos que ele foi prestar contas ao seu antigo chefe(Deus) um pouco antes da hora combinada, antes de ser demitido por justa causa com uma injeção letal no mesmo Estado.






Até Galera!

sábado, 24 de maio de 2014

Azar dobrado...

Por Shirley Couto.

Quando o azar aparece, ele nunca vem sozinho, traz sua família inteira!

Em plena manhã de segunda feira, cinco da matina mais precisamente, minha 'dona' sai para trabalhar e eu fico olhando por detrás da cortina do vitrô da sala. Todos os dias sigo o mesmo ritual. Contudo, nesse dia, fui surpreendida pelo barulho de um carro estranho e velho (se é que posso chamar aquilo de carro), parado em frente a nossa humilde residência.

O maldito carro fazia mais barulho que sirene de viatura policial em perseguição nos filmes americanos. Parecia que aquele inferno jamais fosse acabar. Na verdade, não acabou, piorou.

Em meio a agitação de seu atrapalhado condutor; aos olhares curiosos das pessoas que, como minha 'dona', passam rumo ao ponto de ônibus para mais um dia de labuta; e dos latidos incansáveis dos meus horrendos amigos caninos, vindos da casa de minha vizinha ao lado, aparece repentinamente um bandido.

Sim, caro leitor, um ladrão! Como diz o ditado: "nada é tão ruim que não possa piorar!"

O atrapalhado  motorista daquela lata velha, encalhada em frente ao nosso portão, estava tentandofazer com que seu meio de locomoção (não me atrevo a chamar aquilo de carro, como ja disse) ligasse, mas nada conseguia. Tentava uma vez, duas, três, mil vezes e nada. Tirava a chave da ignição, colocava de novo, repetia a rotina, parava, respirava, soltava um palavrão entre cada tentativa e voltava ao ritual. Nada!

De repente, do nada, como que para fechar o dia com chaves de ouro, chegam dois motoqueiros (novidade!) muito bem vestidos (até pensei que fossem ajudar ao pobre coitado, dono do carro) que anunciam:

- Isso é um assalto! Queremos carteira, celular, relógio e seu carro.

O dono do carro (carro? eu disse isso?) com uma calma nada esperada, olha para os ladrões, suspira e pronuncia as seguintes palavras:

- Podem levar! Mas uma coisa eu lhes digo: se esse carro funcionar com vocês eu passarei a acreditar em duas coisas, milagre e azar. Azar dobrado.

Eu, Morgana, do outro lado do vitrô da sala, sem que ninguém percebesse , fiquei apenas a pensar:

- Como pode uma pessoa ter tanto azar? Aff, ainda bem que sou uma bichana amada por meus 'donos' e que jamais saio na rua, pois sei o que me espera se eu sair!!!!

Formada em Letras pela Unicamp, com pós-graduação em Língua Portuguesa, Shirley Couto é professora de Português do colégio Sérgio Buarque de Holanda, na Zona Sul de São Paulo. Realiza trabalho de leitura e redação com alunos das séries finais do Ensino Fundamental e escreve a coluna Gatices e outros bichos para o blog da Editora Nova Alexandria toda sexta-feira.

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