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domingo, 31 de maio de 2015

CONFISSÕES por Danka maia




A primeira coisa que quero confessar é que meu nome não é Hugo.

A segunda, é que jamais lhes direi meu nome verdadeiro.

Tenho plena consciência do que irei dizer pode ou não fazer sentido para você. Sei que poderei parecer um louco ou um grande herói. Essa é a terceira coisa a confessar, não importa o que pense sobre mim, isso não faz a menor diferença. Nessa vida, somos responsáveis diretos e precisos daquilo que imputamos sobre nossas cabeças seja para vida ou morte. Há doze anos quando ainda era um moleque de onze anos tomei a decisão mais dolorosa de toda minha existência, uma decisão que determinou o meu hoje não sei se o meu amanhã, mas que com certeza definiu meus últimos doze anos de vida.
Sempre fui um filho obediente, filho de mãe solteira e batalhadora, como milhões que eu e você certamente conhecemos e admiramos. Meu pai nunca foi pai, era um nome na minha certidão de nascimento assim como permanece até hoje na minha Carteira de Identidade. Mamãe nasceu no Sertão de Pernambuco, num lugar que o tempo esqueceu e a truculência separou para reinar e fazer cativo um povo que já nos olhos carrega dor e sofrimento. Não conheci meus avós, só recordo de mamãe contar-me que enviava dinheiro para eles todo mês até que falecessem. No meu mundo só havia duas pessoas, mamãe e eu. Ela saia às cinco da manhã para conseguir chegar a tempo as oito no emprego de doméstica do outro lado da cidade, mas morávamos tão longe que quase sempre o atraso era inevitável assim como a bronca da patroa dela, uma proletária recalcada, metida a besta que pelo motivo do marido possuir uma padaria de fundo de quintal sentia-se na condição de humilhar a quem fosse, no entanto, sua preferência habitualmente tornou-se minha mãe.

Como eu odiava aquela mulher!

Como abominava o jeito como tratava minha mãe, como olhava para mim, e como repudiava também a maneira submissa que mamãe lhe servia exaustivamente sem esboçar  nenhuma reação adversa de dignidade.Quando a embatia a resposta era velha conhecida:
_Filho,precisamos deste emprego para sobrevivermos.

E era uma dura verdade. Na medida em que crescia, minha rotina permeava ali entre o computador comprado em milhões de prestações, aos jogos e a molecada na rua. Apesar de ser eu a minha mãe, acabou virando um mundo de uma pessoa só: Eu.
Algo foi mudando dentro de mim de modo vil, carregado, calculista e aterrorizante.Eram sentimentos que ocultava de mim mesmo pois sabia no meu outro íntimo que se desse vazão a esse outro lado tão obscuro coisas boas não aconteceriam.Essa é minha quarta confissão,quando sentimentos ruins nos invadem e não são dominados previamente com veemência e acirrado vigor o torpe e o hediondo podem sim dominar a sua alma.E houve um dia que enfim dominaram a minha.Passei a olhar para mamãe e sentir gosto de sangue em minha boca, me via em flashes agarrando-a pelos longos cabelos e jogando-a contra parede sem nenhum respeito ou qualquer outro compaixão ou emoções dos que passei a vida confessando e nutrindo por ela.Talvez nessa altura deva estar ponderando que a quinta confissão é essa:Queria a mãe morta? Não, eu queria mata-la. Do mesmo modo, aquela mulher que lhe tinha como senhoria e seu marido vassalo.

A sexta confissão é que no dia 03/02/2000 desapareci da vida de todos. Fiz como todos os dias. Fui à escola,estudei,fui para o computador e a tarde joguei bola com meus amigos. Sorri como sempre, porém ebulindo por dentro.Quando todos adentraram,certifiquei-me de que ninguém me via e tomei o meu rumo.Fui embora.

A sétima confissão que faço, é que passados dois meses do meu desaparecimento, focado no que havia determinado como meta de honra, finalizei meu outro plano. Entrei de madrugada, na calada da noite na casa dos patrões de minha mãe e os assassinei. Quatro tiros, dois em cada um, na cabeça e no coração. Só careci dissimular a voz e contar-lhes uma história triste e comovente o bastante,contei que mamãe tinha falecido para permitirem que adentrasse em sua residência, não sabiam, não faziam ideia de que abriram a porta para uma execução arquitetada em seus ínfimos detalhes, a morte necessita de organização para se manifestar.

A oitiva confissão é desaparecer foi à saída que encontrei para não ter que matar minha mãe. Nesses últimos anos acompanhei tudo que ela fez para encontrar-me. Todo seu sofrimento, desespero e aflição em busca de mim. Mas essa foi a maior prova de amor que pude da-la, preferi o mundo cruel e nocivo a conviver com a ideia que desejei um dia sacrificar a vida da pessoa que mais amo.

A nona confissão, é que decide contar-lhes isto depois da trágica e exime dilaceração da família de PMS supostamente morta pelo seu filho.Não sei se foi ele ou não.No entanto, caso tenha sido,talvez não tenha tido tempo necessário para passar a frente do gosto de sangue na boca e fugir antes que o mal lhe sobreviesse.Se esta foi a sua verdade,compreendo porque assim agiu.Não há explicações plausíveis, cabíveis e esclarecedoras para esse intuito tão diabólico e malévolo.Assim como não afirmo que todas as pessoas, crianças ou não que desapareçam tenha se dado pelo mesmo caso como o meu se deu,contudo reflitam,poder ser uma explicação.Nunca mais poderei ver minha mãe,não posso abraça-la,sentir seu cheiro porque sei que cá dentro de mim,esse outro lado ainda habita,está somente adormecido.

Minha décima confissão vai para minha mãe embora não tenha nenhuma convicção de que algum dia  lerá ou saberá no seu intuito materno que sou eu quem escrevo essa carta.Houve uma noite de abril de 2008 que na ânsia da saudade voltei na calada da noite até nossa casa.Pulei o muro, e de passo em passo cheguei rente a janela de seu quarto mamãe.Entenda,seu moleque não poderia atravessar aquele linha tão tênue,caso fosse,a colocaria em risco e jamais permitiria isto.Só quero que compreenda,a vi segurando minha foto e suas lágrimas debulhando-se sobre a mesma, e com as tais as música que citava:"Quando penso em você,fecho os olhos de saudade, tenho tido muita coisa menos a felicidade." Mãezinha,não roubei,não menti,mas sim matei aquelas pessoas que para mim mereciam morrer e não há em mim nenhum ressentimento deste feito.Entretanto,jamais me perdoaria se esse meu lado negro a tivesse tocado com tamanha maldade que há nele,ai sim, eu jamais poderia ter seguido adiante.Sou trabalhador,estudei,passei por muitas mãos, algumas me afagaram outras não.O destino é um senhor implacável.

Minha décima primeira e última confissão é que morrerei em breve. Não virei bandido, sou operário, mas a vida me sentenciou com um câncer terminal com apenas vinte três anos de idade.Não tenho mais que uma semana segundo os médicos,na realidade acho que não passarei dessa noite.Não estou morrendo,morri desde o dia que decidi desaparecer da vida de sua vida mãe, e só almejo que você saiba que eu sempre a amei.

Adeus.

O Triângulo das Bermudas: Casos Famosos, Voo 19, Explicações e muito mais!


Triângulo imaginário é o local onde foram registrados centenas de desaparecimentos de navios e aviões. Vamos conhecer os casos mais famosos e algumas das diversas teorias que tentam explicar esses desaparecimentos....

O Triângulo das Bermudas é um triângulo imaginário formado entre o arquipélago das Bermudas, o estado da Flórida, nos Estados Unidos, e a cidade de San Juan, em Porto Rico. Esse triângulo cobre uma área de aproximadamente 1.3 milhões de quilômetros quadrados. No local, desaparecem até hoje centenas de barcos e aviões, o que intriga muitos estudiosos até hoje, que dedicam suas vidas a documentar os acontecimentos do local e a tentar resolver seus mistérios.

O local foi conhecido inicialmente como Triângulo do Diabo, mas em 1964 o escritor sensacionalista Vincent Gaddis publicou o livro Invisible Horizons: True Mysteries of the Sea ("Horizontes Invisíveis: os Verdadeiros Mistérios do Mar"), onde incluía um capítulo chamado "O Mortal Triângulo das Bermudas" e então o mundo começou a chamar o local como Triângulo das Bermudas.

O livro que fez o mundo conhecer o local

Edição em português do livro
que fez o mundo conhecer o
Triângulo das Bermudas...
Muitas pessoas já conheciam a fama do local de engolir navios e aviões, mas em 1974 é publicado o livro que fez o mundo inteiro ficar sabendo dele: O Triângulo das Bermudas de autoria de Charles Berlitz. O livro foi um verdadeiro bestseller e vendeu quase 20 milhões de cópias sendo publicado em 30 idiomas. Para se ter uma idéia, até hoje eu vendo ele em minha loja virtual, só que somente edições usadas, pois ele não é mais editado.

No livro, ele pegou alguns textos de Gaddis (o inventor do termo Triângulo das Bermudas) e recompilou alguns casos de desaparecimentos, misturados com falsidades, flagrantes e invenções, e apresentou algumas teorias para explicar os desaparecimentos, dando ênfase à teoria de que na verdade o local é um subproduto da destruição de Atlântida, a lendária ilha descrita por Platão. (Berlitz adorava o tema Atlântida e escreveu os famosos livros: Atlântida: O Oitavo Continente e O Mistério da Atlântida)

É claro que iriam lançar um livro refutando tudo o que ele dizia, assim como fizeram com Erik von Daniken, e coube ao escritor Larry Kusche fazer isso em 1975 com a publicação de The Bermuda Triangle Mystery—Solved. Nele Kusche aponta erros nos relatórios dos navios desaparecidos. O livro nunca foi publicado no Brasil.

Neste outro livro, Berlitz
trás novos casos
Posteriormente, Berlitz lançou outro livro sobre o Triângulo das Bermudas chamado Sem Deixar Vestígios (que também tenho à venda na minha loja), onde trás a tona muitos outros casos acontecidos no local. Ele diz no livro:

Desde que O Triângulo das Bermudas foi publicado, recebi milhares de cartas de leitores dos Estados Unidos e do mundo inteiro, bem como telefonemas nas mais diversas horas do dia e da noite. Mais da metade dessas mensagens era de indivíduos que tiveram, pessoalmente, experiências estranhas no Triângulo. Agora que meu livro tratara abertamente da questão, queriam comunicar suas experiências, antes alvo de tanta incredulidade e zombarias, a ponto de eles próprios começarem a acreditar que tinham sido produto da imaginação. Outros, com serviços prestados na marinha, na força aérea ou em companhias aéreas comerciais, foram advertidos para não discutir os incidentes por eles testemunhados. Nas palestras que proferi, desde a publicação do livro, na América do Norte e na Europa, quase invariavelmente algum ex-membro do exército ou da marinha mercante, sobrevivente de incidentes, dirigia-se à plateia, apresentando um relato extemporâneo de uma experiência que não pudera ser relatada antes.

Agora que o mundo todo tomou conhecimento do local, era hora de eles conhecerem alguns casos ocorridos...

Alguns Casos Ocorridos

Pesquisadores rastrearam casos ocorridos no local até a época de Colombo, que relatou  mau funcionamento de sua bússola e a presença de luzes emergindo do oceano! Mas tem gente que acredita que até os fenícios evitavam passar por lá, pois há registros de que eles temiam monstros que se moviam num oceano de algas. Hoje, há especialistas que vêem nisso uma indicação de que eles teriam chegado ao mar de Sargaços, área infestada de algas que se estende sobre o Triângulo.

Em 1790, o barco do espanhol Juan de Bermudez afundou na região, mas ele conseguiu chegar a uma ilha que chamaria de Bermudas, por causa de seu sobrenome. Como podem deduzir, ele batizou o arquipélago com seu nome.

O USS Cyclops ancorado no rio Hudson
em 3 de outubro de 1911
Durante a Primeira Guerra Mundial, o U.S.S. Cyclops servia na costa Leste dos EUA até 9 de janeiro de 1918. Ele havia sido designado para o Serviço de Transporte Naval. O Cyclops teria de viajar até o Brasil para reabastecer navios britânicos no Sul do oceano Atlântico. Ele partiu do Rio de Janeiro em 16 de fevereiro e, após uma rápida parada em Barbados, entre 3 e 4 de março, nunca mais foi visto. Todas as 306 pessoas, entre passageiros e tripulação, desapareceram sem deixar rastro.

São muitos os incidentes e eles vão de 200 a não mais de 1000 nos últimos 500 anos. Os primeiros relatos mais sistemáticos começam a ocorrer entre 1945 e 1950. Na página do Wikipédia você encontra uma lista cronológica de alguns dos desaparecimentos ocorridos no local.

Mas parece que a tecnologia dos navios e aviões está diminuindo o ritmo dos desaparecimentos, pois não existem muitos registros nas duas últimas décadas. Alguns dos poucos casos são:

1995: o barco a motor Jamanic K, desaparecido quando ia de Cape Haitian para Miami, em 20 de março.
1999: o barco a motor Genesis, que sumiu no caminho de Port of Spain, em Trinidad, para St. Vincent, em 21 de abril.
1999: Cessna 210, desapareceu do radar quando ia de Freeport a Nassau, em 14 de junho.

Apesar de serem centenas de desaparecimentos ocorridos no local, nenhum supera o caso conhecido como Voo 19....

Voo 19: O Caso mais Famoso

Ilustração dos 5 aviões Grumman TBF Avenger
que sumiram.
Qualquer documentário que você ver sobre o Triângulo das Bermudas vai reproduzir este caso, que é uma das ocorrências mais documentadas na história do Triângulo das Bermudas. Vamos à história.

No dia 5 de dezembro de 1945 uma esquadrilha de cinco Grumman TBF Avenger deixou a base aérea de Fort Lauderdale. Cada avião conduzia três homens (um piloto, um radioperador e um artilheiro), com exceção de uma aeronave (que conduzia apenas um piloto e um artilheiro), de modo que 14 homens desapareceram. O Capitão conseguiu se comunicar com a base e dizer que eles estavam perdidos, a base pediu que verificassem a bussola e o capitão disse que a bússola não estava funcionando.

Agora que a caso vai ficar mais estranho... A base aérea mandou um hidroavião atrás dos 5 aviões, mas ele precisou voltar à base pois o rádio estava com problemas. Então a base mandou outro hidroavião, com treze tripulantes, que acabou desaparecendo junto com os outros cinco!

Até hoje não se tem informações ou qualquer outro fato sobre o Voo 19.

Possíveis Explicações

O que causa tantos desaparecimentos no local? Ninguém sabe ao certo e existem diversas teorias que tentam desvendar o mistério. Algumas vão para o lado sobrenatural, outras são mais científicas. O grande problema como você pode ver com a maioria das teorias é que elas explicam o desaparecimento de navios, mas poucas conseguem explicar o desaparecimento de aviões...

Restos de Atlântida: Para Charles Berlitz, o local é um subproduto da destruição de Atlântida. Em 2012 cientistas canadenses descobriram uma cidade submersa no Triângulo das Bermudas, e um robô submarino tirou as fotografias das ruínas de edifícios, quatro pirâmides gigantes e um objeto parecido com estátua de uma esfinge. Só que para os especialistas não é Atlântida, mas uma cidade que pertenceu ao período pré-clássico do Caribe e da história da América Central.

O local seria uma Distorção: Há lugares na Terra onde as leis da física parecem ser distorcidas, e a realidade algumas vezes se comporta de maneiras não familiares, criando efeitos fantasmagóricos.

Extra-Terrestres: escritores atribuíram os eventos aos OVNIs, que raptariam os aviões e navios e os levariam em suas naves. Essa ideia foi usada por Steven Spielberg em seu filme de ficção científica Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que mostra os tripulantes do voo 19 como humanos abduzidos.

Imagem do site HowStuffWorks ilustra bem o fenômeno
da nuvem eletrônica
Nuvem Eletrônica: Essa teoria em especial esclarece o que pode estar fazendo os aviões desaparecerem. No livro "The Fog: A Never Before Published Theory of the Bermuda Triangle Phenomenon" ("A Neblina: uma teoria jamais publicada sobre o fenômeno do Triângulo das Bermudas"), de autoria de Rob MacGregor e Bruce Gernon, eles contam um relato acontecido com eles. Em 4 de dezembro de 1970, Gernon e seu pai voavam para Bimini em um céu claro quando viram uma nuvem estranha com extremidades quase que perfeitamente arredondadas pairando sobre a costa da Flórida, nuvem esta que eles chamaram de "neblina eletrônica". E conforme voaram sobre ela, a nuvem começou a se espalhar, igualando ou até ultrapassando a velocidade deles. A 3.505 metros de altura, acharam que haviam escapado da "nuvem", mas acabaram descobrindo que ela havia formado um túnel, e a única possibilidade de fuga parecia ser passar por esse túnel. E quando estavam lá dentro, viram linhas nas paredes que giravam no sentido anti-horário, os instrumentos de navegação ficaram descontrolados e a bússola também passou a girar no sentido anti-horário.

O interessante é que Gernon passou por essa experiência mais uma vez enquanto voava com sua mulher e, muitos outros pilotos também tiveram experiências semelhantes ao sobrevoar a área.

Falha Humana: Em todos os locais e áreas, ocorrem acidentes causados por falha humana, e nessa região não seria diferente. O problema é dizer que todos os desaparecimentos foram causados por falha humana...

Centenas de aviões e barcos estão no fundo do mar no
Triângulo das Bermudas....
As próprias características do Local: a região do Triângulo das Bermudas tem características peculiares. A corrente marítima de água quente do Golfo, que passa pelo local, tem forte influência no Oceano Atlântico. Uma de suas maiores interferências é no clima, criando frequentes instabilidades, principalmente no Sul dos Estados Unidos e países do Caribe e América Central. Furacões e tempestades são registrados com regularidade naquela área de águas tropicais.

A região do Triângulo das Bermudas também é conhecida por ali se encontrar, mais que em outras partes do mundo, cavernas submarinas que se interligam, ocasionando alterações marítimas diversas.

Tais características peculiares criam no Triângulo das Bermudas um ambiente um tanto atípico para navegação e tráfego aéreo.

Gás Metano: É uma das teorias mais aceitas até o momento. O metano, formado após intensa atividade vulcânica submarina, está normalmente contido no interior das rochas, sob a alta pressão oceânica. Mas pode soltar-se naturalmente. Lembro que assisti um documentário de 90 minutos sobre essa teoria. Ele mostrava em escala um navio em um tanque e então soltavam uma bolha de gás logo abaixo dele. Não dava nem tempo de piscar os olhos e o barco já estava embaixo da água!

Um trabalho sobre essa teoria foi apresentado pelo professor Joseph Monaghan e seu pupilo David May, da Universidade Monash de Melbourne, Austrália, publicado no American Journal of Physics.

Só que essa teoria é refutada por muita gente, pois eles dizem que se uma bolha grande o suficiente fosse liberada no fundo do oceano, a bolha se romperia devido à grande pressão da água, e se converteria em várias bolhas menores antes de alcançar a superfície. Ao emergir, essas bolhas formariam uma grande turbulência, mas não tanta a ponto de pôr em perigo a sustentabilidade do barco.


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Como curiosidade, tem um episódio bem legal da série Arquivo X chamado Triângulo que trata do Triângulo das Bermudas. Nele Mulder vai investigar por conta própria imagens de satélite que chegaram às suas mãos e se vê, de uma hora para outra, a bordo de um famoso transatlântico que supostamente teria desaparecido no misterioso Triângulo das Bermudas às portas da Segunda Guerra Mundial. Universo paralelo, sonho ou teria o agente do FBI viajado para o passado?


Depois de ler esse post, o que você acha que está por trás dos desaparecimentos ocorridos no Triângulo das Bermudas? Deixe sua resposta nas opiniões!


Fontes (Acessadas em 18/12/2013):
- pt.Wikipedia: Triângulo das Bermudas
- pt.Wikipedia: O Triângulo das Bermudas
- pt.Wikipedia: Voo 19
- Mundo Estranho: Por que desaparecem aviões e navios no Triângulo das Bermudas?
- How Stuff Works: Como funciona o Triângulo das Bermudas
- DN ciência: Resolvido o mistério do Triângulo das Bermudas
- Yahoo! Triângulo das Bermudas é cheio de mistérios
- Voz da Rússia: Antiga cidade submersa é encontrada no Triângulo das Bermudas

Conheça 3 pessoas com histórias pra lá de curiosas

Hoje você vai conhecer outros três indivíduos com histórias interessantes: um que resolveu se eleger Papa, um que quer viver mais de 140 anos e outro que morou em um aeroporto durante quase duas décadas! Confira:

1 – O homem que se elegeu Papa


David Bawden, o homem da imagem acima, acredita que as eleições de todos os Papas que sucederam Pio XII após sua morte (que ocorreu em 1958) são inválidas, já que, segundo ele, todos os sucessores são modernistas hereges e traidores.
Portanto, como Bawden alegava que a Santa Sé estava vaga, em 1990, o norte-americano se elegeu “Papa Michael I” por um conclave formado por seis pessoas, incluindo seus próprios pais e ele mesmo. Seguidor do “Sedevacantismo”, Bawden alega que, de acordo com o princípio da epiqueia, se o Colégio dos Cardeais não apontar um pontífice válido, então católicos comuns podem realizar a eleição. Em 2009, o norte-americano contava com 30 seguidores.

2 – O homem que quer viver mais de 140 anos


O simpático japonês da fotografia que você acabou de ver se chama Yoshiro Nakamatsu e, na verdade, ele merece estar na nossa lista por vários motivos. Para começar, ele afirma ostentar o recorde de ser o maior inventor do mundo — com mais de 3 mil patentes no currículo — e de ter criado o primeiro disquete do mundo na década de 50, alegação negada pelo pessoal da IBM.
Nakamatsu também pretende viver mais de 140 anos e se dedica a encontrar formas de prolongar a vida. Ele inclusive recebeu um prêmio “Ig Nobel” em Nutrição — organizado pela Universidade de Harvard para homenagear trabalhos científicos inusitados — por seus esforços em 2005. Na época, o japonês apresentou uma pesquisa na qual fotografou e analisou exaustivamente cada refeição que ele fez durante um período de 34 anos.
A documentação e a análise das refeições continuam até hoje e, segundo o japonês, bebidas como chá, leite, água não filtrada e que contenham álcool precisam ser evitadas, pois fazem mal para o cérebro. Além disso, o período de sono deve ser limitado a seis horas apenas, e Nakamatsu acredita que o ideal seria que as pessoas fizessem só uma refeição diária — com não mais de 700 calorias — e que incorporassem atividades físicas moderadas a suas rotinas.

3 – O homem que não tem pátria


O caso do homem da imagem acima — um refugiado iraniano chamado Merhan Karimi Nasseri — é considerado um dos mais bizarros da história da imigração mundial. Conhecido como Sir Alfred Mehran, suas desventuras começaram em meados dos anos 70, quando ele participou dos movimentos a favor da derrubada de Mohammed Reza Pahlavi, o então xá do Irã.
Por conta de seu ativismo, Nasseri foi perseguido e torturado, e quando finalmente conseguiu escapar de seu país rumo à Europa, ele começou uma verdadeira peregrinação por vários países pedindo asilo. Em 1988, o iraniano decidiu que queria morar na Inglaterra e durante uma escala no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, teve todos os documentos roubados.

Nasseri embarcou mesmo assim, mas, chegando a Londres, na falta de uma identidade, as autoridades decidiram deportá-lo de volta à França. No entanto, como ele não portava qualquer documento, o iraniano foi proibido de entrar legalmente na França e, por ser refugiado, tampouco pôde ser enviado de volta ao Irã.
Como resultado, Nasseri ficou retido no Terminal 1 do aeroporto de 1988 até 2006 — o que significa que Sir Alfred Mehran permaneceu em Charles de Gaulle por 18 anos! —, quando teve que ser hospitalizado. Até onde se sabe, após sua passagem pelo hospital, o iraniano foi transferido para um centro de caridade francês e, depois disso, ninguém sabe ao certo qual é o seu atual paradeiro.
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Conheça o exótico Museu dos Sapos, na Suíça

Conheça o exótico Museu dos Sapos, na Suíça [galeria]
Se você um dia estiver de férias ou residindo na Suíça e quiser fazer um passeio diferente, pode aproveitar para visitar o Museu dos Sapos, na comuna de Estavayer-le-Lac. Lá você encontrará uma exibição com nada menos do que 108 sapos (e um esquilo) posicionados de forma a representar eventos do nosso cotidiano. 
No espaço, que acaba de ser reformado e reabre suas portas hoje (30), você verá os anfíbios em diversas poses completamente mundanas: reunidos para uma partida de dominó, em volta de uma grande mesa enquanto se embebedam, em uma sala de aula, dançando e até mesmo cavalgando um esquilo. Tudo bem, admitimos que esse último não é uma cena tão comum assim. 
O conceito do estranho museu foi criado por François Perrier, um oficial da Guarda Imperial de Napoleão que era completamente fascinado por essas criaturas saltadoras e as recolhia enquanto marchava pela Europa com o Exército Francês. Quando voltava para casa, ele retirava as entranhas dos animais, os estufava com um bocado de areia e construía dioramas com objetos em escala para parecer que os sapos realmente estavam interagindo socialmente.
O Museu também possui outras exposições, como uma coleção de armas e objetos medievais e uma mostra com 200 lâmpadas usadas nas ferrovias suíças. 

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Conheça as sereias de Fiji e reveja seus conceitos sobre criaturas míticas

Conheça as sereias de Fiji e reveja seus conceitos sobre criaturas míticas 


O mito das sereias sempre fascinou as pessoas: uma jovem mulher, com cabeça e torso humanos e rabo de peixe, que era capaz de seduzir pescadores em alto mar e levar os pobres rapazes para a morte apenas com a sua beleza impressionante e canto místico.
Entretanto, o primeiro “exemplar real” da criatura conhecida como sereia de Fiji assombrou as pessoas do século 19. O organismo grotesco foi exposto em um museu de Londres em 1842 por Phineas Taylor Barnum e atordoou visitantes que esperavam ver um indivíduo de aparência deslumbrante.

Um jornal da época chegou a relatar que “nós nunca mais conseguiremos relatar, mesmo em poesia, a beleza das sereias nem cortejar uma delas mesmo em sonhos – pois a senhorita Fiji é a própria encarnação da feiura”.

Lenda e farsa

Claro que a tal sereia de Fiji não passava de um engodo para arrancar dinheiro de curiosos. O exemplar era apenas um artigo de taxidermia criado a partir de uma cabeça e torso de macaco com o rabo de um peixe.

O resultado da combinação, entretanto, era horrível o suficiente para desassociar a imagem de moças graciosas do conceito dos seres mitológicos do mar para qualquer um que avistasse o espécime exibido no museu.

A encarnação da feiura na cultura popular

Apesar de ser reconhecida como fraude posteriormente, a sereia de Fiji não abandonou totalmente o imaginário popular e chegou a aparecer em algumas produções do cinema e da TV das últimas décadas.
No cinema, um dos personagens de “A Casa dos 1000 corpos” é assassinado é transformado em uma das bizarras criaturas depois de ser empalhado. E na TV, algumas séries que variam desde Arquivo X até programas voltados para o público infantil, como Scooby-Doo! Mistério S/A e Gravity Falls, fazem pequenas menções à criatura em alguns episódios.

Arte e terror

Mais recentemente, uma artista chamada Roxanne Jackson usou as sereias grotesca como tema de suas esculturas. Os rostos desfigurados misturados com os corpos esquisitos são uma combinação memorável e indutora de pesadelos.
As figuras femininas e monstruosas criam um misto de repúdio e fascínio da mesma maneira que os shows de horrores e museus de curiosidades do século 19. Confira algumas obras da artista na galeria abaixo.
Depois de conhecer a sereias de Fiji, vai ser difícil desassociar as imagens graciosas do mito original das criaturas criadas por taxidermistas em séculos anteriores.

Fonte(s)
Imagens

Não adianta insistir: confira outros 5 lugares que você não pode visitar

Em uma matéria anterior aqui revelamos para você uma lista de lugares que não podem ser visitados, como é o caso do Santuário Grande Ise, no Japão, da Sala 39, na Coreia do Norte, e do Clube 33, que fica na Disneylândia. No entanto, existem muitos outros locais por aí que ninguém pode visitar, e nós reunimos mais cinco deles para você conferir:

1 – Fort Knox

Local: Estados Unidos.
Coordenadas: 37° 52′ 59.52″ N, 85° 57′ 54.9″ W.

Conhecido pelo nome oficial de “United States Bullion Depository” — ou “Depósito de Ouro dos Estados Unidos” —, o Fort Knox foi construído em meados da década de 30 para guardar as reservas de ouro dos EUA. O edifício também já chegou a abrigar a Declaração de Independência dos Estados Unidos, a Constituição, uma cópia da Magna Carta e várias joias, reservas e documentos históricos de países europeus durante a Segunda Guerra Mundial.
O Fort Knox conta com dois andares, e a entrada ao cofre é guardada por uma porta com mais de meio metro de espessura pesando 20 toneladas. Além disso, originalmente, a estrutura foi construída com 750 toneladas de aço reforçado, 670 toneladas de cantoneiras também de aço, mais de 450 metros cúbicos de granito e quase 3,2 mil metros cúbicos de concreto.
O forte é guardado por câmeras de segurança, alarmes, arame farpado, cercas elétricas, minas terrestres, guardas fortemente armados, microfones e por batalhões que formam parte das unidades do exército que montam acampamento na área. O motivo? Atualmente, o Fort Knox guarda um total de aproximadamente 4,2 milhões de quilos de ouro — apenas! —, e o acesso ao interior do cofre, obviamente, é terminantemente proibido.

2 – Arquivos Secretos do Vaticano

Local: Cidade do Vaticano.
Coordenadas: 41° 54′ 16.9″ N, 12° 27′ 17.1″ E.

Além de ser o local que guarda todos os atos já promulgados pela Santa Sé, assim como todo tipo de documento papal acumulado ao longo dos séculos, estima-se que Arquivos Secretos do Vaticano contam com quase 84 quilômetros de prateleiras repletas de materiais, e que eles contam com 35 mil volumes apenas no “catálogo seletivo”.
Na verdade, os documentos guardados no local não são tão secretos assim e podem ser consultados publicamente — contanto que eles tenham mais de 75 anos. Além disso, existem índices disponíveis para quem quiser conferir quais são os textos e obras que constam no acervo geral.
Contudo, o acesso físico aos Arquivos Secretos do Vaticano é terminantemente proibido, e, se você quiser verificar algum texto, primeiro é necessário enviar um pedido solicitando o documento específico que você deseja consultar.

3 – Mezhgorye

Local: Rússia.
Coordenadas: 54° 15′ 18″ N, 58° 6′ 7.2″ E.

Mezhgorye é o nome de uma cidade militar fechada localizada próximo ao Monte Yamantaw, nos Montes Urais, na Rússia. A localidade foi fundada a partir da fusão das guarnições militares Beloretsk-15 e Beloretsk-16 — e possivelmente de uma terceira chamada Alkino-2 — em 1995 e ficou conhecida no resto do mundo após ser descoberta por satélites espiões norte-americanos no final dos anos 90.
Segundo a estimativa de especialistas, Mezhgorye — que ainda está em construção — ocupa uma área de mais de 980 quilômetros quadrados e tem capacidade para abrigar uma população de 60 mil pessoas. Além disso, militares norte-americanos observaram vários projetos de escavação no local ao longo dos anos, o que levantou fortes suspeitas de que a cidade abrigaria uma instalação nuclear secreta e possivelmente um bunker.
Os russos já apresentaram várias explicações a respeito da movimentação em Mezhgorye, alegando que a cidade não oferece qualquer risco aos EUA. Segundo disseram, o local funcionaria como um centro para trabalhos de mineração, que lá existiria um enorme cofre que guarda tesouros russos, um abrigo nuclear e um armazém para alimentos. No entanto, nenhuma dessas justificativas convenceu os norte-americanos completamente.

4 – Bohemian Grove

Local: Estados Unidos.
Coordenadas: 38.468091° N, 123.002671° W.

Localizado em Monte Rio, em São Francisco, mais precisamente na Bohemian Avenue 20.601, o Bohemian Grove é um clube extremamente exclusivo composto apenas por homens. A organização foi fundada no finalzinho do século 19, e os integrantes — membros da elite econômica, política e artística dos EUA — se reúnem anualmente durante duas semanas em um acampamento.
Alguns dos membros mais ilustres do clube incluem ex-presidentes norte-americanos — como Eisenhower, Nixon, Ford, Reagan e o Bush pai e filho —, assim como figurões famosos como Mark Twain, William Hearst, Clint Eastwood e integrantes da família Rockefeller. Segundo os rumores, nesses retiros os sócios participam de uma série de cerimônias carregadas de simbolismos e rituais.
A lista de espera para entrar no Bohemian Grove é de 15 a 20 anos, e é necessário que o aspirante seja convidado por dois membros do clube. Além disso, o candidato deve provar que frequentou alguma universidade de elite e que é muito bem relacionado. Uma vez aceito, o novo integrante precisa pagar uma taxa de iniciação de US$ 25 mil — além de taxas anuais de sócio no valor de US$ 5 mil.

5 – Igreja de Santa Maria de Sião

Local: Etiópia.
Coordenadas: 14° 7′ 49″ N, 38° 43′ 10″ E.

Na verdade, não é a Igreja de Santa Maria de Sião que tem a entrada proibida, mas sim a Capela das Tábuas, que faz parte do mesmo complexo. E o motivo da restrição é o fato de o local supostamente guardar nada menos do que a Arca da Aliança, que teria sido levada de Jerusalém à Etiópia pela Rainha de Sabá e o filho do Rei Salomão.
Segundo a tradição, a capela é guardada por um monge guardião que é escolhido para passar a vida inteira confinado no local — rezando e fazendo oferendas diante da relíquia. Antes de morrer, o guardião deve nomear quem será seu sucessor, e, no caso de que ele faleça antes de fazer isso, os membros do mosteiro de Santa Maria de Sião então devem se reunir e realizar uma votação para eleger o novo defensor da Arca.
Muitos historiadores duvidam das alegações de que a verdadeira Arca da Aliança realmente se encontra no interior da Capela das Tábuas. Mas, como ninguém além do guardião pode ter acesso à relíquia, é impossível provar se o artefato é autêntico ou não.
Fonte(s)
Imagens
Leitor Colaborador William Tavares

Piração de Adolescente por Clara Silva





Meu erro foi não seguir os meus princípios,
Foi esquecer o que sou,
E me deixar levar...

Foi deixar que uma noite me tirasse o riso,
Meu erro foi esquecer que você existe,
Foi permitir que a raiva me dominasse,
Foi esquecer da sua importância para mim,
Foi enfim,te magoar.

Peço hoje que perdoe pelos meus atos,
E se um dia puder,
Volte.
Venha confiar em mim.
Não sei quão grave foi meu erro.
Mas você para mim é assim,
Incondicional!

A Menina Que Não Tinha Saudade






Apesar de ter um dos meus livros com o mesmo título,essa cronica é inédita!


Aprecie Sem Moderação!




 Mina vivia pelas ruas causando alarme nos vizinhos e o que causava espanto era que além de muito ágil parecia não ter muitos sentimentos. Alguma coisa na vida daquela menina a transformara ou simplesmente não permitira que  desabrochasse para o mar dos emoções.Por duas vezes haviam a levado para uma Instituição de menores,mas  fugia, e no outro dia lá estava Mina,a menina que não tinha saudade.
Morava debaixo da ponte com avó, o que ninguém sabia era que os pequenos furtos de alimentos ou roupas que a garota cometia, tinha naquela avó a ultima morada da guria.No entanto,a vida tem sim essas mazelas, apontamos o dedo indicador como juízes,afinal, ofertar os demais sempre carece maior esforço, na verdade um pouco,somente um pouco de intenção. A vida da mocinha resumia-se ao comer o almoço e já traçar como arrumar o jantar, não havia espaço para emoções,cria que eram poções que a gente pode esperar.
Na vizinhança observando jazia Clemente, bancário aposentado, cabelos grisalhos, óculos fundo de garrafa, sempre barba por fazer, um poeta não assumido, um amante de causas impossíveis, toda vez que o destino cruzou o caminho senil coma menina, era isto que Mina representava para ele, uma causa não perdida, mas esquecida, daquelas milhões que a humanidade não quer se ocupar.
_Essa menina não presta!
_Pivete!
_Safada!
_Ladra!
Todos diziam, todos não, havia  um que nada discorria, a via com olhos especiais.Sim,porque é necessário ver de outra vertente o nó cego que a vida dá.E enfim houve  um dia que Mina foi a casa dele para furtar e Clemente que já a esperava deixou uma mesa farta e a convidou para sentar.
_O senhor vai me prender?
_Não.
_Vai me matar?
_Não.
_Vai me estuprar?
_Também não.
_Vai fazer o que?
_Eu vou te escutar.
A garota abaixou a cabeça, ninguém jamais a contara que o que  falava era digno de se ouvir.Pensou consigo:"_Esse velho doido,vou sumir daqui."
_Olhe moço,não perca seu tempo comigo.Sou alvoroço,nasci com o pé torto,estragado, eu não chego lá.
_Depende. - rebateu Clemente.
_De que?
_De onde for o seu lá.O meu era aqui,-mostrando a sua casa, a foto das filhas e da esposa já falecida.-E eu cheguei,então ,você também pode chegar.
_Posso não, todo mundo fala que sou coisa ruim.
_A questão não é o que te falam, e sim, se você escuta. O mundo pode  falar severas coisas de mim,mas eu estou aqui,e o que eu sou,só eu sei,ninguém mais,e nisto que se deve acreditar.
_O senhor sabe o que é saudade?- ela indagou como súplica.
_Sim, vivo nela e dela sou. Você não?
_Nem sei o que ela é doutor.
_Venha comigo. - Disse o moço a puxando dorso da mão.-Pode ver aquele lindo beija-flor ali em cima daquele muro? Alinhe seu corpo aqui na minha sombra, está vendo?
_Sim, estou vendo!- explodindo de alegria. -Ele é azul-escuro brilhante  e ...- o pássaro voou.
_Já foi o segundo! Passou o instante! - arrematou o homem.
A menina pôs os olhos em Clemente sem esconder a frustração e desencanto da precoce partida da ave.
_Se foi... - concluiu.
_Saudade é isto, filha.
_O que?
_Este segundo que acabou de passar. A Saudade nunca passa, é sempre esse segundo presente perdido de que algo ou alguém que amamos que acabou de esvair cá entre os dedos. -mostrando-lhe a mão.-Mas toda vez que ela roí,volta-se no tempo.- volvendo o corpo dela para o muro.-Fecha-se os olhos,expurga as dores,sai rancores,perdões e o que era prisão vira liberdade, e o que era tristeza vira alegria, e o que era maldade-agora tocando nela.- Torna-se bom por natureza.
_Por quê?
_Porque a saudade é mais refinada das purezas.
_Eu quero ter saudade.
_Para lembrar-se do beija-flor ou sentir dentro de si o toque da intensidade?
A menina só falou:
_Para deixar de ser maldade.
Clemente se comoveu com as palavras e a expressão decidida no semblante da menina.
_Você tem pai ou mãe?
_Só avó.
_Nem irmão?
_Cairão no mundo,sei deles não.
_E você gostaria de ter o que para sentir saudade?
_Alguém feito o senhor já bastava.
_E o que tenho de especial?- quis saber o velho Clemente.
_Me fez sentir que sou gente, que posso ser normal.
Ele a abraçou contra o peito,afanou seus cabelos ensebados.Assumiu que lhe daria trato,cuidou de sua avó e Mina adotou.As pessoas o paravam na rua, a pergunta era sempre a mesma.
_Clemente, não tem medo homem do que essa menina pode te fazer?
Ele ria, coçava a cabeça. Porque  é preciso ter paciência com a ignorância, e mais uma vez se permitia esclarecer:
_Vida faz mal a morte?
_De certo.
_Então é de mal que irei morrer, e saiba você, que é Mina quem vai me oferecer.
_Essa menina não tem jeito, e você já homem de idade!-berrava o moço.
_Numa coisa tem razão, eu tenho idade.Mas quanto o jeito,esse deu o seu,esvaneceu e assumiu a menina que não tinha saudades.

Festa Do Divórcio por Danka Maia





                     






"E foram felizes para sempre." Alana ficara com a frase logo após a primeira audiência com o juiz sobre o divórcio com Danilo.Por mais que tivessem um  bela história construída,singularidades e muitos amigos em comum que torciam por eles,já não dava mais para continuar aquela vida a dois.O mundo havia tinha ficado pequeno demais para comportá-los.Mas a amizade, essa era irretocável, por isso foi tudo tão tranquilo, tão bem discutido tão civilizado e principalmente com respeito, predicados difíceis de se ver ou ter nessa circunstância.A coisa fora tão bem resolvida que os mesmos amigos decidiram dar uma festa para celebrar o fim do casamento e o recomeço para ambos.
Tudo feito com boas gargalhadas, decoração, bolo, música ao vivo e bebidas das mais variadas possíveis, até o padre que fizera a cerimônia do casamento veio para abençoar agora a desunião do casal e uma nova benção para o novo início.
Danilo e Alana chegaram juntos, pairava sobre eles embora nada dissessem um ar de  não dever cumprido,no entanto,ambos não se permitiam que o outro notasse tal sentimento.
_ E vocês já decidiram com quem ficará o Subúrbio e a Favela?- um casal simpático de  cachorrinhos da raça pincher, filhos daqueles dez anos.Perguntou Alice uma das muitas amigas íntimas do casal que estava na festa do divórcio assim como na do casório.
_Não decidimos ainda. - Alana  fitou o então ex-marido espantada, afinal nem mesmo eles tinham pensado em tal conjuntura.Subúrbio e Favela jamais conseguiriam viver separados um do outro ou sem ela ou Danilo.
_Vamos lá que o Padre quer falar contigo cara! - Surgiu Tenório já devidamente aditivado puxando Danilo pela gola da camisa indo ver o sacerdote.
Alana ficou ali e numa roda de fofocas femininas o assunto disparou:
_Então, já pensou o que vai fazer da sua vida de solteira?- averiguou Melissa, outra amiga.
_Sabe que ainda não. - rebateu Alana.
_È normal, a gente fica  meio perdida mesmo no começo.Me lembro que quando o Cadu e eu nos separamos.Nossa! Fiquei mais perdida que cega em tiroteio. - admitiu.
_Por que foi mesmo que se separaram Melissa?- indagou a Sol com dando mais um gole na taça de vinho.
_Os "por quês" ,não é meu bem?- Melissa concertou e prosseguiu. - _Não suportava mais aquela toalha molhada em cima da cama, aquela mania infernal de só usar sandálias brancas dentro de casa... Insuportável!
Alana riu por fora ao ouvi-la, por dentro se questionou:_Como? Acabar um casamento por causa de toalhas e sandálias?- Achou um cúmulo e foi  para outro lado onde jazia Peterson olhando o céu da sacada.
_Alana,ainda não a tinha visto para te dar um beijo!- a saudando calorosamente.
_Pois é, estava com as meninas. - sorriu.
_Pronta para voltar a ser solteira oficialmente?- o amigo lançou no ar virando o corpo para ela.
_Ai...Não sei.
_Deveria. Sabe Alana, se houve um casal no mundo que achei que jamais passaria pelo fantasma da separação era você e o Dan.-admitiu o moço um tanto quanto chateado.
_Por quê?- Ela quis saber.
_Porque sempre fizeram tudo não da maneira certa, mas da maneira que os dois desejavam. Jurava que tinham a fórmula de se viver bem como casal.- Desabafou deixando Alan também perturbada.
Do outro lado da festa Danilo ouvira coisas esdrúxulas também. Um que terminara porque odiava o bolo de chocolate que a esposa fazia, outro que não suportava a camisola bege da mulher. Como Alana, estava horrorizado.
Por fim se deparam com o bolo do divórcio. Um fitou o outro e abaixaram a  diante da noivinha com a cabeça do noivo nas mãos ensanguentada.Um mar de emoções passaram entre eles.Desde o dia em que se conheceram até a tarde daquela decisão.
_Por que estamos mesmo fazendo isso Alana?- Danilo retrucou.
_Ia fazer a mesma pergunta. - objetou.
_Senti que estávamos desgastados. Achei que não podia mais te fazer sorrir.-Confessou Danilo.
_Eu cri que não havia mais sintonia entre nós, parecia que almejávamos coisas completamente diferentes.
_Jamais reclamei dos seus bolos, mesmos os solados. - o rapaz confessou.
_Nem eu da toalha molhada e da roupa espalhada por toda casa, essa mania linda e irritante que você tem. - admitiu a jovem.
_Eu adoro a sua camisola bege, odeio a de zebra, mas nunca falei.
E foi então que perceberam que a verdadeira essência de estar junto de quem se ama, às vezes não é necessariamente a sintonia ou capacidade de fazer o outro feliz o tempo inteiro. E sim, de omitir as coisas que odiamos por amar, pelo simples bem querer. Que viver para sempre é lindo, porém para chegar até lá o hoje,o agora precisa ser construído com renúncia e dedicação do aqui, do já.Que brigas, discussões são fundamentais para mostrar como estavam evoluindo enquanto pessoas e que o importante era como se resolviam após as farpas trocadas, e viram que tudo era bom.
No final da festa, reuniram todos e comunicaram que o divórcio estava revogado para o espanto de todos. Somente o padre sorriu emocionado. Na saída alguém os questionou:
_Por que continuar um casamento fracassado?
Ambos sorriram. Mas Alana pediu a palavra com o olhar e com o mesmo Danilo aprovou:
_É verdade, temos um casamento em fracasso. No entanto, as pessoas não são perdedores quando fracassam e sim quando desistem. E nós..- Se entreolharam com esperanças.-Não queremos desistir.
E antes de sair pelo batente da porta se beijaram.



sábado, 30 de maio de 2015

SOLARIUM por Danka Maia




Aponta-me se quiseres,

E se isto desejares.

Pois o meu apreço

É o que de ti mereço

Neste teu mundo, não há mais eu.

Fogosa é tua utopia,

O encanto se perdeu,

Foi-se o verso,

Veio o breu.


Jaze em mim

O vazio deste querer.

Lúgrime penitência de minh'alma

Funesto deste réis ser.

Mas o que dizer?

Não foi isto que me imputastes?

Fizeste-o bem.

Eu fui, eu sou, porém serei?

Não, feneceu meu sol eu sei.
O Brilho matino da lua
Oculta as suas muitas faces,
Meros disfarces.
As tuas cairão.
As minhas brilharão,
Vem ó morte!
Afasta-me desta escuridão.
O Poeta esqueceu-se de lagrimar,
O que?
 As minhas muitas verdades,
Os teus cruéis enganos.
O Poeta me traiu.
Caí no sortilégio do teu encanto,
E o pranto?
Esvaneceu no meu despertar.
Verei o meu escopo
 Labutar na tua felicidade,
Meu brio espalmar,
O céu enegrecer,
Minha seiva se perder,
Assim num doce abandonar,
Como a lua que age fria toda vez que deixa o mar.