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quarta-feira, 30 de julho de 2014

7 Casos Incríveis de Combustão Humana Espontânea

Em 1663, o físico dinamarquês Thomas Bartholin descreveu uma mulher que “ardeu em chamas e fumaça” enquanto a cama de palha em que estava deitada permaneceu intacta. O estranho incidente, que aconteceu em Paris, é tido como o primeiro registro de um fenômeno que hoje conhecemos – mas que não compreendemos – como combustão espontânea.
A combustão humana espontânea é o nome dado ao raro acontecimento em que uma pessoa queima até virar cinzas, sem causa externa aparente para a ignição.
Características
A maioria dos 200 casos conhecidos de combustões humanas espontâneas (CHE) têm características similares.
Primeiro, o corpo é quase completamente incinerado enquanto a maior parte da área ao redor permanece intocada; apenas o corpo, o chão embaixo e o teto logo acima são afetados.
A segunda característica comum é que o torso é a parte mais consumida pelas chamas, com os possíveis restos pertencentes às extremidades.
A terceira é que assim como não há evidência externa de ignição, também não há anda que supostamente tenha acelerado ou começado o fogo.
Finalmente, a vítima está normalmente sozinha, e em casa, quando encontra o fogo mortal. E geralmente são reconhecidas como vivas quando o fogo começou, mesmo que não sejam comuns sinais de luta.
Há diversas teorias para explicar o fenômeno: explicações paranormais e naturais, envolvendo causas mais ou menos verificáveis.
Entre as explicações naturais mais plausíveis está a ideia de que as vítimas – que tendem a ser idosas, enfermas ou obesas – estão dormindo, ou imóveis, ou ainda mortas por algo como um ataque do coração, e acionam alguma fonte de fogo – comumente um cigarro derrubado.
Uma hipótese conhecida como o “efeito pavio” sugere que alguma faísca externa ou chama queima as roupas da vítima o suficiente para chegar à pele. A pele então libera gordura, que age de modo similar à cera da vela. O efeito foi testado e concluíram que o corpo humano contém gordura suficiente para garantir a própria combustão.
Outros estudiosos da combustão humana espontânea têm suas próprias teorias, baseadas em explicações mais “loucas”. Uma delas sugere que partículas como os raios gama causam uma CHE, em uma reação livre de oxigênio – mas como isso acontece e de onde vem a energia é um mistério.
Outra explicação ainda não testada é a de que níveis anormais de álcool no sangue atingem o ponto de pegar fogo espontaneamente. Mas os níveis de concentração alcoólica necessários para tanto faz a teoria impossível.
Uma terceira ideia é de uma faísca de um acúmulo de eletricidade estática, que inicia o fogo nas roupas da vítima. Mas isso soa pouco plausível para os infernos mortais que tiraram a vida de centenas de pessoas.
7 – Mary Hardy Reeser (1951)
Em 1951, na Flórida, os restos carbonizados de Mary Reeser, de 67 anos, foram encontrados na cadeira em que ela estava sentada, com nada mais fora o crânio, parte do pé esquerdo e o osso da coluna. Mesmo com o corpo quase completamente incinerado, houve pouco dano à sala – nada esperado para um incêndio típico.
O chefe de polícia local, J. R. Reichet, enviou uma caixa com evidências para o FBI, junto com uma nota: “Pedimos informações ou teorias que possam explicar como um corpo humano pode ser tão destruído, o fogo confinado a uma área tão pequena e tão pouco dano à estrutura do prédio, e a mobília do quarto nem mesmo chamuscada pela fumaça”. O FBI respondeu com a teoria do pavio – um cigarro gerou o fogo.
6 – John Irving Bentley (1966)

John Irving Bentley era um físico de 92 anos da Pensilvânia, encontrado morto em seu banheiro, queimado até a morte. A única sobra do corpo de Bentley foi a metade inferior da perna direita, com o pé ainda usando um chinelo. O corpo queimou tanto que as sobras foram parar no porão, embaixo do banheiro. Um teórico acredita que as cinzas do cachimbo de Bentley caíram nas suas roupas e os fósforos no bolso ajudaram no resultado. O que parece ser um jarro de água quebrado estava na banheira, sugerindo que Bentley tentou apagar o fogo, mas morreu antes de conseguir.


5 – Henry Thomas (1980)
Henry Thomas, de 73 anos, foi encontrado na sala de sua casa em Wales quase que completamente incinerado – exceto pelos seus pés calçados e pernas abaixo dos joelhos, e o crânio. Metade da cadeira onde estava também foi destruída, e o calor derreteu o controle da televisão.
O policial John E. Heymer comentou que “a sala estava inundada por uma luz laranja, que vinha das janelas e de uma lâmpada. Essa luz é o resultado da luz do dia e da eletricidade sendo filtradas por gordura humana evaporada e condensada nas superfícies. O restante da casa estava completamente intacto”. A equipe forense afirmou que a morte foi resultado do efeito pavio, sugerindo que Thomas caiu na lareira e sentou-se de novo. Entretanto, Heymer discorda, dizendo que o oxigênio na sala fechada não iria permitir o efeito, e ainda lembrou-se das bordas da calça da vítima – “que pareciam queimadas por um laser”.
4 – George Mott (1986)
Apenas um crânio encolhido e uma costela foram encontrados depois que George Mott, um bombeiro nova-iorquino de 58 anos, queimou até virar cinzas, junto com a cama onde estava deitado. Investigadores lançaram a ideia de que um arco elétrico e um vazamento de gás tinham causado as chamas. Mott era conhecido como um fumante e bebedor pesado, e não estava com a máscara de oxigênio que costuma usar.
3 – Jeannie Saffin (1982)
Um dos poucos casos de combustão espontânea em que uma testemunha esteve presente é o de Jeannie Saffin, uma mulher de 61 anos com idade mental de seis. Saffin estava sentada com o pai, de 82 anos, na casa deles, em Londres, quando, de acordo com o testemunho do homem, ele percebeu de relance um raio de luz.
Quando se virou para a filha, ele a viu coberta de chamas mas sem movimento ou qualquer tentativa de apagar o fogo. Ele tentou apagar o fogo, machucando as mãos no processo. Jeannie sofreu queimaduras de terceiro grau na parte superior do corpo, mas morreu uma semana depois, enquanto estava no hospital.
2 – Michael Faherty (2010)
O irlandês Michael Faherty, de 76 anos, foi encontrado morto, com a cabeça perto da lareira, em sua sala. Os danos no local estavam limitados ao teto acima de sua cabeça, o chão logo abaixo, e o corpo, totalmente incinerado. A polícia, entretanto, não acreditou que a lareira foi a causa do incêndio. O coronel afirmou que “esse fogo foi investigado e eu fico com a conclusão de que isso entra na categoria de combustões humanas espontâneas, para a qual não há explicação adequada”. Outros acreditam que as cinzas do fogo tenham sido responsáveis.
1 – Robert Bailey (1967)
Em um estranho caso de combustão espontânea em Londres, um passageiro de ônibus avistou chamas azuis na janela de um apartamento superior e presumiu ser um jato de gás. A testemunha chamou o corpo de bombeiros, e Robert Bailey, um homem de rua, foi encontrado morto nas quentes escadarias do prédio. Um bombeiro afirmou que as chamas azuis – extinguidas com uma mangueira – estavam vindo de uma fenda no abdome de Bailey, que ainda estava vivo quando começou a queimar.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Rugas na face

As rugas da face são livros,
contam a história de uma vida,
os cabelos brancos são
destinos e atinos...
O cansaço nos olhos
vieram das noites de choro...
O rosto marcado é o tempo,
mostra o alento que se esvaiu,
O resto de sorriso no rosto
é a saudade do tempo
no qual se foi feliz...

Josué Brito

domingo, 27 de julho de 2014

Poderia vir Morfeu

Desenho: Isa Lisboa
O vento passa por entre as folhas das árvores, tocando-me uma sinfonia ritmada, certa.
Aqui sentada, poderia vir Morfeu, entregar-me-ia toda a ele. Deixaria que o seu beijo me fizesse descansar, envolta pelo cheiro da terra, pela vida que dela pulsa.
Talvez que a terra me puxasse para si, e me tornasse eu também árvore, de raízes firmes e enterradas no chão, que os meus braços se transformassem em galhos. Com folhas como estas, para que o vento fizesse música comigo.
Que o meu corpo se fizesse tronco, que daqui a muitos anos alguém tentasse rodear-me com os braços e não achasse a mão do outro lado.
Árvore robusta. Resistente ao tempo.
Aqui estou deitada. Talvez apenas as árvores peçam às suas raízes que saiam e me envolvam os tornozelos, os pulsos, as pernas, toda eu.
E assim não sairei daqui.
E assim terei um lugar.

RELATOS CONTROVERSOS SOBRE ABDUÇÕES NO ALASKA

RELATOS CONTROVERSOS SOBRE ABDUÇÕES NO ALASKA



Cabe a Você Decidir…
Em 1972, uma escala de medidas foi estabelecida para encontros alienígenas.
CONTATOS DE QUARTO GRAU, abdução, têm sido o mais difícil de documentar...
até agora.



Inspiração do Suspense

  Em outubro de 2004, o cineastaOlatunde Osunsanmi finalizou as filmagens do seu suspense A Caverna do Medo (The Cavern) e viajou para a Carolina do Norte para fazer a pós-produção. Enquanto estava lá, uma conversa em um jantar oportuno incitou um interesse que seria a gênese deCONTATOS DE QUARTO GRAU.
 
Um colega contou a ele sobre uma psicóloga vivendo nas Carolinas que se mudou de uma remota cidade próxima ao Mar Bering. No Alasca, ela tinha conduzido um estudo sobre distúrbios do sono que revelou dados apavorantes. O que Osunsanmi ouviu o fascinou... ainda mais porque isso estava expressivamente documentado. Através do seu contato, ele a localizou. Após uma certa relutância, ela compartilhou sua história.
No outono de 2000, os pacientes da terapeuta, sob hipnose, exibiram comportamentos que sugeriam encontros com não humanos. Antes de dormirem, todas as pessoas se lembravam de uma coruja branca do lado de fora da sua janela. Elas acordavam paralisadas, ouvindo barulhos assustadores por detrás das suas portas antes que um assaltante desconhecido as arrancava dos seus quartos aos gritos. As lembranças subsequentes ficavam obscuras.

Investigando o fenômeno, a médica descobriu uma história de pessoas desaparecidas e atividade bizarra da região, datando da década de 1960. Quanto mais ela vasculhava, mais ela acreditava no inacreditável: as histórias dos seus pacientes não eram memórias falsas, mas prova abrangente de abduções alienígenas.


Amostras da Atividade Alienígena Real no Alasca


  •  Em fevereiro de 1965, um oficial da Aeronáutica e a tripulação de voo, em rota de Anchorage para o Japão, tiveram uma percepção visual por radar de três grandes objetos. Os OVNIs seguiram o avião de carga F-169 ao longo do Pacífico e desapareceram a uma velocidade de pelo menos 1.500 mph.


  • · Os testemunhos do tenente-coronel da Aeronáutica, Wendelle C. Steven, da filmagem da câmera de uma arma que capturou discos voadores sobre o espaço aéreo do Alasca e o desaparecimento no meio do voo do Senador de Estado dos Estados Unidos do Alasca, Nick Begich, são uma amostra das histórias da presença extraterrestre.
  • -Em novembro de 1986, no espaço aéreo na costa de Anchorage, o capitão Kenju Terauchi e a tripulação do Voo 1628 da Japan Airlines relataram uma gigantesca "nave-mãe" extraterrestre duas vezes o tamanho de um porta-aviões. Sua insistência foi apoiada por retornos do radar.


Experiência OS CONTATOS DE QUARTO GRAU
 




Usando filmagens de arquivo nunca antes vistas integradas ao filme, Osunsanmi expõe as aterrorizantes revelações de múltiplas testemunhas. Suas descrições sobre terem sido visitadas por alienígenas compartilham detalhes perturbadoramente idênticos, a validade do que é investigado ao longo do filme.




OS FATOS


    Contatos de 4º Grau é um filme sobre abdução,    baseado, segundo os envolvidos, em fatos reais. A história se passa emNomeAlaska, e utiliza, com bastante licença criativa, o desaparecimento misterioso de 24 habitantes locais. O FBI investigou o caso, que ocorreram entre 1960 e 2004, concluindo em 2006 que o álcool era o fator comum na maioria dos desaparecimentos. Antes de o FBI concluir a investigação, acreditava-se que as mortes e os desaparecimentos era o trabalho de um serial-killer local.
O filme é baseado na teoria que as pessoas desaparecidas foram abduzidas por aliens. Previsto para estrear nos cinemas em Janeiro de 2010, Contatos de 4º Grau é caracterizado como um documentário, com “as evidências mais perturbadoras sobre abdução alien jamais documentada”. O foco do filme é nas sessões de hipnoterapia entre a Dr. Abigail Tyler, interpretada por Milla Jovovich, e seus pacientes que insistem em dizer que foram seqüestrados.


- O FBI e os habitantes desaparecidos de Nome, Alaska.

Em 2005, detetives do FBI foram designados pra investigar uma série de desaparecimentos não resolvidos e mortes em Nome, Alaska. A maioria das vítimas eram habitantes nativos. Entre 1960 e 2004, 20 pessoas morreram ou desapareceram em circunstancias misteriosas. Em 2006, o FBI concluiu que “o consumo excessivo de álcool e o inverno extremamente rigoroso” eram a causa dos fatos ocorridos.

- Dr. Abigail Tyler e o Jornal Psiquiátrico do Alaska  

No filme, Milla Jovovich interpreta a Dr. Abigail Tyler, psiquiatra que descobre as “abduções alienígenas” durante as sessões de hipnoterapia dos seus pacientes. Em um Site, chamado “Alaska Psychiatry Journal”, você pode encontrar uma “biografia” da Dr. Tyler com artigos relacionados: há tópicos sobre terapia de distúrbios do sono, distúrbios emocionais, hipnoterapia e regressão. Entretanto, não há no site informações para entrar em contato com a profissional. O site “Alaska Psychiatry Journal” foi registrado em GoDaddy em agosto de 2009. Não há registros de licença ou fichas para atendimento de nenhuma doutora Abigail Tyler no Alaska. A disponibilidade de uma única publicação on-line desta “especialista” validaria os fatos, como o mesmo não é possível, podemos concluir que tudo não passa de um estratagema viral para a promoção do filme. Já os pacientes que aparecem no “documentário” nunca foram vistos entre os habitantes de Nome, segundo moradores locais.
Habitantes de Noma reclamam da falta de veracidade dos fatos relatados e a falta de consideração com os familiares dos desaparecidos. Muitos deles não estão, até hoje, insatisfeitos com a conclusão do caso e esperavam que ele fosse reaberto. Mas, agora, com os “novos fatos” expostos por essa produção hollywoodiana só dificultaram mais que a verdade, um dia, possa vir à tona.

TRAILER> CONTATOS DE 4º GRAU
 



Fontes> Imagem Filmes, Examiner & Rural Alaska Blog  

sábado, 26 de julho de 2014

A Urgência de Uma Necessidade por Danka Maia


 
 Por mais retundante que pareça,quem nunca se sentiu perdido, esquecido ou meramente frustrado por tentar desesperadamente mostrar ao outro a urgência de algo ou alguma coisa e perceber de imediato que não  conseguiu se fazer entender? Que por mais que tenha se retorcido em palavras ou atitudes o outro não alcançou o tamanho da sua precisão? Dessa busca pela compreensão imediatista que todos nós mortais ao menos uma vez na vida experimentou nasce essa crônica.

Afonso era um típico magnata das pedras, advindo de família donas de jazidas e mais jazidas de pedras preciosas, nascera em berço de ouro literalmente e com esse tipo de gente é muito complicado compreender sob o ponto de vista do mero e relis mortal que  careça de alguma coisa. Por isso todos espantaram quando o milionário adentrou o recinto do bar da esquina esbaforido aos berros:

_UM GRAMPO! UM GRAMPO PELO AMOR DE DEUS!- Ressalva: Naquele boteco ninguém sabia quem ele era, e ai começava a sua saga.

_Meu senhor, vá com calma ai!- disse o dono do ambiente com um pano sujo "limpando" o balcão.

_Eu preciso muito de um grampo! Um grampo desses de cabelo! Alguém tem um grampo? - retirando da carteira um alto valor em notas prosseguiu:_ Pago o preço que pedirem dinheiro não é problema!

Todos riram e voltaram a bebericar seus copos de cachaça. Afonso saiu frustrado, ombros caídos, passos perdidos. O que ninguém jamais poderia supor era que o endinheirado necessitava de um simples grampo de cabelo para prender os cabelos de sua única afilhada e que também ocupou o lugar de filha, para prendê-los a grinalda. A moça teimara em casar-se num vale perto dali no meio do nada com tudo muito simples e rústico. Tão simples e rústico que ela mesma preparou-se, entretanto na hora de subir ao altar e Afonso passa-la aos braços de Felipe, o noivo,  a grinalda caiu.E para uma família grega isso significava para lá de mau agouro, daí a caça desatinada do pai/padrinho para que sua única herdeira não passasse pelo apuro e maldito prenúncio de ter o casamento fracassado antes mesmo de começar.







  Dorito,como era chamado, era um bom vivã. Uma cara simples e de bem com a vida. Vivia sorrindo e abraçando todos a sua volta, sem contar nos beijos. Beijos para lá, beijos para cá.
Era o seu jeito de demonstrar afeto, carinho pelo próximo. Porém, houve um dia que Dorito chegou à padaria da Sebastiana para aquele café no meio da tarde de todo dia e com a mesma empolgação pediu para o Osório:

_Ô meu querido, manda ai o "Zé pretinho" que me faz feliz!

_Para já meu chefe!- respondeu o atendente que tão bem conhecia o amigo e freguês.

Ali bebericando, conversando e interagindo, por várias vezes ele parou na frente de um e de outro e pediu:

_Me dá um abraço?- Todos riram. Aquele não era o Dorito, pedir abraço? Era ele o senhor que agarrava a todos com seus abraços de ursos e beijos cheios de calor humano. Dorito também ria da reação das pessoas, no entanto, o que ninguém sabia era que o dono da alegria viera de uma consulta médica naquela tarde e recebera um diagnóstico de câncer na próstata avançado e não viveria muito, e não viveu mesmo, um mês e meio depois o feliz Dorito Partiu da Terra dos viventes.

    A pergunta que não quer calar é: Até onde entendemos a emergência do outro? Ou até onde estamos dispostos a isso? Aqui com meus botões penso: "Compreender a urgência da necessidade do outro é como ir ao banco precisando de dinheiro. Você sabe que tem algo disponível, mas não sabe se é o bastante."

Diante disto, como quem precisa da urgência, sejamos mais francos, sem orgulhos, sem supostas vantagens a oferecer, e como quem pode socorrer que possamos ser o mais ouvinte dos mortais. Sabe leitor as pessoas carecem das mais variadas necessidades e na maioria das vezes isto está intrínseco num olhar chamado "ME INTERPRETE, POR FAVOR!" Entretanto, a correria desse mundo moderno, onde as redes sociais tomam a maioria do nosso tempo, onde todos são felizes, estamos esquecendo literalmente de gostar de interpretar o olhar do próximo, do poder do seu brilho, daquela máxima:" Te conheço só pelo olhar!". Isto está deixando de ser uma verdade, uma bela verdade. Deixo esse texto para que aqueles me amam, que fiquem mais atentos a mim e como sendo também aqueles que amo, que eu esteja mais aberta que nunca para alcançar todo as suas emergências como prioridades minhas. E a você meu amado leitor, que perceba o quanto alguém necessita de algo, alguma coisa, uma mera atitude sua nesse exato momento.

Bora lá,ajudar!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

VOCÊ SABE RECONHECER UMA CRIANÇA EM CRISE?

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Muito falamos dos pequenos mas na realidade será sabemos realmente distinguir uma criança que esteja passando por algum tipo de crise seja de que tipo for ? Criança tem depressão? Tem distúrbios? Como percebê-los? Você realmente consegue perceber seu filho,sobrinho ou alunos?

Vamos falar sobre isto? Bora lá!

É preciso entender que toda criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida,na verdade compreender que o que ela sente seja de fundo emocional justamente pela sua condição enquanto infante. Ela não sabe nomear os próprios sentimentos. Depende do adulto para dar este significado daquilo que se chama tristeza, ansiedade, angústia ou um mero aborrecimento. Por isso, tende a sumarizar o sofrimento e queixa-se de problemas físicos, porque é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional. Por isso, preste atenção quando seu filho, ou a criança que você tenha contato evidenciar sempre a mesma dor de cabeça, dor de barriga, no estômago, pode ser uma mera desculpa para não ir a escola,pode ser uma dor física de verdade ou a camuflagem perfeita para evidenciar essas dores emocionais.

O que se tem percebido nos últimos anos é que a depressão, na infância, caracteriza-se pela associação de vários sintomas que vão além da ansiedade de separação manifesta quando a criança começa a frequentar a escola, por exemplo, e incluem até de medo de comer e a escolha dos alimentos passa a ser seletiva.Portanto, a criança pode estar dando sinais de depressão quando a ansiedade de separação persiste e ela reclama o tempo todo de dores de cabeça ou de barriga, nunca demonstrando que está bem.
Ai nos perguntamos ,sobrará o que para observarmos.Eis alguns quesitos importantes.

SONO

Quais são as características do sono da criança deprimida?
Na depressão infantil, o sono começa a ser interrompido por pesadelos e o medo de ficar sozinha faz com que reclame e chore muito na hora de dormir. Não é o choro de quem quer continuar brincando. É um choro assustado, indicativo do medo que está sentindo o tempo todo.Sumariamente cabe o notar que o mesmo tipo de choro e comportamento vai se repetir em outros momentos do dia que não costumavam acontecer.
Quando os quadros de depressão passaram a ser reconhecidos na infância?
O reconhecimento da depressão na infância é relativamente recente na psiquiatria, justamente pela dificuldade que a criança tem de referir-se ao que sente. Por isso, muitas vezes, era considerada portadora de fobias específicas, tais como os transtornos comportamentais e a ansiedade de separação. Foi só há mais ou menos 20 anos, que a doença passou a ser reconhecida em adolescentes, uma vez sua forma de expressão é diferente da dos adultos.

 

DIAGNÓSTICO

Hoje em dia tornou-se de certa forma comum alegar a Hiperatividade e o DDA (Déficit de Atenção) a comportamento em geral infantil.Sim, há muitos casos,mudanças genéticas inclusive comprovaram isto, mas para o leigo, o pai, a mãe, avó, tia , como você diferencia a depressão dos distúrbios de hiperatividade e atenção?
Na criança, é bem fácil diferenciar a hiperatividade da depressão. Criança hiperativa não para quieta mexe-se o tempo todo, principalmente os meninos. Porém, existe um subtipo de hiperatividade que se caracteriza pela desatenção. A criança não é hiperativa fisicamente, mas não consegue focar a atenção, por isso se retrai e vai abandonando as atividades. Muitos a consideram desligada, mas ninguém a considera uma criança triste.
Ao contrário, a criança deprimida logo elucida que não se interessa por nada e não há brincadeira que a faça sentir-se melhor. Fica parada o tempo todo e quer sempre alguém em que confie por perto.


Então, crianças deprimidas perdem a iniciativa?




 
Sim,perdem.Perdem a iniciativa e deixam de aprender. Na escola, apresentam várias dificuldades de aprendizado e, num primeiro instante, são encaminhadas para a avaliação do oftalmologista, do otorrino, da fonoaudióloga. Passam também por testes específicos para o déficit de atenção e hiperatividade. No passado, o diagnóstico de depressão era feito por exclusão. Hoje se sabe que sintomas como alterações do apetite e do sono, diminuição da atividade física, medo excessivo, duradouro e persistente, são próprios da depressão infantil.

FATORES DE RISCO



Existem fatores que podem desencadear e que aumentam o risco de quadros depressivos nas crianças?
Existem. Como nos adultos, luto, perdas, separação dos pais, dificuldade de adaptação a situações novas, mudança de escola e de domicílio podem gerar estresse, que vai desgastando a criança e conduzindo a um quadro depressivo. No entanto, na maioria dos casos, existe um componente hereditário, genético, mais significativo do que nos adultos, responsável pelo desencadear quadros de depressão na criança.
Filhos de pais depressivos ou com parentes próximos com quadros de depressão correm maior risco de apresentar o problema?


Eis outra verdade. Correm, e a depressão que se inicia na infância, geralmente, é mais grave. Por isso, a criança deve ser tratada o mais rápido possível.

Qual é o inconveniente de não diagnosticar a doença e não iniciar o tratamento precocemente?
Primeiro, a dificuldade de aprendizado é grande. Depois, a criança vai crescer achando que a alegria estampada nas outras pessoas não foi feita para ela e conforma-se com esse referencial. Mais tarde, quando adolescente, estará mais propensa ao uso de drogas, porque irá procurar alguma coisa que alivie esse desconforto permanente. Não é possível que só os outros consigam ser felizes.
Lido com uma pessoa que amo que foi diagnosticado com depressão profunda na adolescência para a vida adulta e eu tenho plena certeza que ele desencadeou esse processo na infância, e posso lhes dizer por experiência própria,na vida adulta tudo se torna mais complexo.Porque a ideia de felicidade, capacidade,superação foram desfragmentadas sumariamente, ou seja, você lida com uma pessoa que vive o hoje,o amanhã e o futuro simplesmente não existem.
Drogas??? Num primeiro momento, as drogas fazem isso num piscar de olhos…
Vamos explicar. Juntar o imediatismo próprio do adolescente com o alívio momentâneo que a droga dá é um caminho que passa a falsa impressão de que o problema está resolvido. Isso torna a situação mais difícil ainda. Quando ouve que deve abandonar o uso de droga, ele argumentará:Agora que estou me sentindo bem e sem a droga passo mal?
Nos adultos, a estimativa é que para os quadros depressivos sejam mais frequentes nas mulheres (três mulheres para cada homem). Nas crianças, essa diferença entre os sexos também existe?
Na infância, a ocorrência de depressão é praticamente igual nos dois sexos. A diferenciação começa na adolescência, fase em que as meninas são mais vulneráveis. Sem dúvida, a questão hormonal interfere consideravelmente nesse processo.

SINAIS NA ADOLESCÊNCIA



Existe alguma diferença entre o quadro clínico da depressão infantil e da depressão na adolescência?
Outra verdade.Existe, principalmente nos meninos, até por fatores culturais. O menino não internaliza as emoções como a menina, que se tranca no quarto e chora. Ele se torna extremamente agressivo, fica na defensiva o tempo todo e sai brigando com o mundo.
Basta alguém lhe dizer bom-dia, para achar que o estão acusando de alguma coisa. Rebelde e desafiador está permanentemente em confronto. Cria problemas na escola, em casa e entra em conflito com as figuras hierárquicas. Irrita-se com muita facilidade e essas reações, às vezes, são confundidas com algum transtorno de comportamento. Quando se fala aos pais que ele está deprimido, eles reagem:“Como? Se ele tem uma energia para brigar que não tem fim?”.
Na realidade, o adolescente deprimido age como se a melhor defesa fosse o ataque e, se conseguimos ultrapassar essa barreira, ele se mostra muito angustiado e chora.
Mas também não é verdade que toda criança tem fases em que se mostram mais quietas e caladas e, às vezes, apresentam dificuldade de adaptação na escola. O limite entre o que acontece com a criança sem maiores problemas e as que têm distúrbios mais sérios é muito sutil. O que deve ser valorizado nesses casos?
Crescer é doloroso. Só crescemos quando o incômodo é maior do que o medo da mudança. Aí, tomamos coragem e damos um salto. Isso acontece ao longo da vida e na infância inteira. A criança tem medo de dormir fora de casa, mas, convidada por um amigo, pensa – “Se eu não for porque estou com medo, não vou poder brincar com meu amigo” – e a vontade de estar com ele supera o medo. A criança deprimida não tem essa vontade e, consequentemente, não encara os desafios. Retomando as reações da criança normal, diante da dificuldade ela se retrai, fica mais quieta. É um comportamento de proteção, desejável, que evita situações de maior risco. Entretanto, a partir do momento em que se sente mais confiante, encara e vence o obstáculo. Isso é motivo de enorme alegria que a ajuda a fortalecer a autoestima e a aumentar a autoconfiança.
Já a criança deprimida não dá esse salto. Aliás, não tem autoestima, sente-se permanentemente incapaz, não enfrenta desafios. Como é mais difícil desistir do que tentar, vai sofrendo um afunilamento das atividades.Ela se autossabota o tempo todo.
A adolescência é uma fase de crises, mas de crises extremamente breves, fugazes. No mesmo dia, pela manhã, o adolescente é a pessoa mais infeliz do mundo e, à noite, o mais alegre, porque conseguiu enfrentar e resolver os problemas que o afligiam. No deprimido, o processo da crise é longo, permanente.


REAÇÃO DOS PAIS


 Respeitadas as diferenças de cada família, como costuma ser o comportamento dos pais diante de um filho com depressão?

A primeira reação, principalmente se existem outros filhos, é de alívio. “Que bom, como ele é quietinho, não dá trabalho nenhum!”, eles dizem, porque durante o dia não demanda atenção, fica quietinho no seu canto. Todavia, à noite, quando afloram os medos, ele começa a incomodar, porque não quer ficar sozinho, nem deixa os pais saírem de perto. Geralmente, essa dificuldade de desligar-se acaba gerando conflito entre os cônjuges. O pai acha que a mãe está superprotegendo a criança, que está cada vez mais mimada.
O que acontece com a maioria dos filhos? Longe dos pais, da mãe principalmente, eles são ótimos, alegres, comunicativos. Já a criança deprimida fica quietinha num canto, não brinca. Não é que seja muito agarrada à mãe. Mesmo longe dela, mostra-se retraída, quieta.
Os pais têm enorme resistência em entender esse comportamento como doença. A primeira leitura é interpretá-lo como erro de criação e sentem-se culpados. Na grande maioria dos casos, a criança é encaminhada para psicólogos e só depois de um ou dois anos, quando a terapia não resolveu, é que procuram outro profissional.
Como lidamos com esses casos?
Temos que procurar trabalhar muito no sentido de sair do consultório e do ambiente hospitalar para atuar nas escolas com os professores. São eles as pessoas mais capacitadas, não para o diagnóstico, mas para traçarem uma avaliação do comportamento da criança. Os pais estão emocionalmente envolvidos e fica difícil para eles assumir essa tarefa.

SUICÍDIO

Muitos adolescentes se suicidam, às vezes, por motivo aparentemente banal, mas no fundo, por trás desse gesto, está a depressão. Quadros de depressão não reconhecida e não tratada podem levar a extremos como esse?

Felizmente, o suicídio infantil é raro, porque a criança tem uma visão diferente da morte. Não a vê como fim do sofrimento. É como se fosse um sono do qual acordará depois.
Na infância, o mais comum é surgir um comportamento que chamamos de parassuicida. Acidentes podem acontecer com todas as crianças, mas com a criança deprimida são frequentes, porque ela não se protege, cai da árvore, é atropelada, arrebenta-se andando de bicicleta. Mal se refez de um, está metida em outro acidente. Parece que nunca aprende a resguardar-se.
Na adolescência, a intensidade dos sentimentos e emoções aumenta. Adolescentes são mais imediatistas e querem resolver rápido a situação que tanto os incomoda. Por isso, num impulso, em momentos de extrema angústia, cometem suicídio. É muito difícil perceber neles uma ideação suicida estruturada e planejada ao longo do tempo.
O que se tem notado, nessa faixa de idade, é a tendência ao envolvimento com gangues. Dão a impressão de que se sentem atraídos pela ideia de morte e, como não têm coragem para matar-se, enreda-se em situações em que um tiro disparado por outra pessoa, será a melhor solução para o problema, já que não têm nada a perder.

TRATAMENTO

No tratamento das crianças com depressão há sempre necessidade do uso de medicamentos?



 
 
 
 
Não. Na infância, conseguimos controlar alguns casos leves e reconhecidos precocemente com psicoterapia e
 a orientação dos pais. No entanto, como a depressão tem um componente genético muito forte, em certos casos,
 a necessidade de medicação torna-se quase compulsória.

Como nos adultos, a medicação precisa ser usada por bastante tempo?
Não. Felizmente, a criança responde muito mais depressa aos medicamentos do que o adulto e, quanto menor for o tempo de uso da medicação, melhor. O que se faz, nesses casos, é indicar um antidepressivo numa dose a mais baixa possível até a criança começar a apresentar o comportamento esperado para a idade. Isso demora uns dois meses aproximadamente. Sedimentado esse comportamento, suspende-se o remédio, mas tanto a introdução, quanto sua retirada, são feitas aos poucos, lentamente.Por isso, reforço mais uma vez,a importância cabal que o tratamento o quanto antes oferecido se for o caso é de extrema necessidade.
Às vezes, comentários na imprensa leiga sugerem que alguns medicamentos para a depressão infantil aumentariam a ocorrência de suicídios. Existe alguma relação cientificamente comprovada nesse sentido?
O que acontece é que adolescentes muito deprimidos pensam em morrer, mas a depressão é tão intensa que eles não têm o impulso para tentar o suicídio. Quando começam o tratamento para a depressão, o que primeiro melhora é a iniciativa e não o humor. Não é que o antidepressivo tenha um efeito colateral que leve ao suicídio. Não, infelizmente o humor é a última coisa que melhora.
Por isso, ninguém pode usar antidepressivos sem ser acompanhado de perto por um médico, porque é preciso reconhecer o momento em que há essa passagem ocorre e redobrar a atenção.
Espero que esse artigo possa ter ajudado e elucidado essas questões aos leitores.Em caso de dúvida, não hesite em procurar ajuda especializada.

Poema aos escritores

Somos nós, os que usam as mãos
e as palavras, somos nós que no fim da jornada
sobre todos escrevemos, mas esquecemos de viver.

Somos nós que tempos amores incorrespondidos,
somos nós que muito amamos e pouco,
pouco pedimos.

Somos nós que registramos a histórica,
somos nós que cantamos as vitórias
e declamamos solenemente as derrotas.

Somos nós filhos de Camões, netos de Shakespeare
sobrinhos de Cervantes, que fizemos grandes heróis,
que coroamos estórias pequenas, tornaram -se em nossas
linhas, grandes.

O que seria do mundo, se não fosse a escrita,
o que seria de nós, se não fosse o papel,
sem a tinta e sem a pena,
somos escritores, somos imaginação.