Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Sonhei

Arte: Michael Litvack

Sonhei
Um caminho bonito
Levava a uma ribeira.
Via-se uma cascata
De água pura e clara.
Doces plantas e flores
À beira das gotas
Recebiam alimento
Do solo fértil e escuro.
Mais longe se avistava
Uma casinha de madeira.
Nela se entrava
Por uma porta aberta
Para um lar acolhedor.
Ali não vivia ainda ninguém.
Seria o ninho nosso,
Para o amor viver
Na paz de uma visão
E num sonho partilhado.
Foi assim que acordei:
Nos teus braços tinha dormido
Num quarto pequeno e quente.
Teus lábios sorriam
Por ver a felicidade nos meus olhos.
Ali ficaríamos a vida inteira,
Na nossa casinha de madeira.
Dulce Morais

Look Moda Machine Entrando no #Carnaval

Ola Queridas
Happy demais pelo penúltimo dia de fevereiro, vindo um fim de semana que promete, e feriadão prolongado para muitas de nos. Que maravilha.
Então #PartiuCarnaval
Contem pra gente o que vocês  vão usar nesse carnaval, por favor moças, dividam aqui no blog seus look pro carnaval.
Na minha humilde opinião essa é a época pra arrasarmos nos look's de carnaval.
Estou em duvida, mas tenho algumas ideias que acho que vão gostar.


        1ºLook Moda  
 Machine (Chique)


 Esse look com a saia estampa de frutas, é tudo de bom. Completando o look com uma sandália de salto grosso, alem de uma blusa larga branca. De acessório, brincos perolados pequenos, uma colar com pingente também pequeno. Alem de um bracelete largo com strass. Óculos pra finalizar a produção 


      2ºLook Moda        Machine (Casual)

Um Short jeans de cor, uma camisa ampla que pode ser branca ou de cor, tanto faz. Uma sapatilha aberta que seja confortável e pra finalizar um óculos.


 

3ºLook Moda Machine (Ousada)

 E esse é um look da qual eu estava babando no site da C&A. Ok, não to fazendo propaganda, mas é onde eu mais vou pra compra. Blusa leve, Saia meio comportada, um lindo Ankle Boots e brinco grande, pra dar um destaque. Usando uma maquiagem mais escura nos olhos e não exagerando no batom.


4ºLook Moda Machine (Na praia)

Outro look é com camiseta de algodão leve e short de alfaiataria modelo tipo trapézio. Não esqueça que escolha um modelo estampado. Um colar comprido e uma rasteirinha no tom da sua pele, finalizando com uma chapéu de palha colorido.

 É claro que nossas opções são ilimitadas, por isso compartilho o que interessa muito em  usar no carnaval, espero que você curtem bastante esses dias, e se forem a praia nada de esquecer o protetor solar, e a diversão é claro. Beijos e feliz carnaval

Thais Padalecki

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NOVA COLUNISTA:Thais Padalecki



SAUDAÇÕES LITERÁRIAS GALERA!



É com imensa satisfação que apresentamos nossa nova Colunista de Moda:

THAIS PADALECKI!



 Bio: Carioca apaixonada por Moda, livros hot, filmes, flores e chocolate. 

 twitter.com/Thaisneves2158


Bem vinda Thais! A partir dessa semana nossa querida e mais recente colunista assumirá a seguinte página:







I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L!

Por Danka Maia








  Bahi era um menino camponês com uma obsessão na vida: Conhecer o céu e o inferno. Queria mesmo saber se um era o deserto escaldante e o outro a miragem em meio ao mesmo deserto que seus pais viviam lhe contando em histórias e pregando peças. Em meio suas peraltices infantis, cria que talvez as mesmas o impedissem de chegar ao Oásis que todo ser tem direito quando" bonzinho".

    De tanto pedir, veio à boa notícia das ordens celestiais. Ele acordou com uma bela moça ao lado da cama, de cara soube que não era um ser terreno, o rosto dela falava claramente isso sem nenhum termo. O esticar da mão amiga, a mão direita aceitou sem titubear, soube que o momento de esclarecer suas dúvidas enfim abordara.

    Chegaram num lugar de bela paisagem, os ruídos e alaridos vinham da mesma direção. Ela o deixou livre e o menino agitado correu e o ao se deparar com aquela cena seu semblante fechou-se por demais.

    Era uma mesa enorme. Pessoas, pessoas e pessoas ali sentadas, todas em prantos e gritos. Em cima da mesa um banquete se perdia. Eram golousemas, pratos de toda sorte de paladares e todos se estragavam assim, simplesmente. Incomodado olhou o Ser e indagou:

    _Por que não comem?

    Ela sorriu e respondeu:

    _Olhe seus braços. - Que eram tortos, todavia especificadamente com cotovelos para fora, assim não podiam comer e assim padeciam com fome pela eternidade. A moça completou:

    _Este é o inferno Bahi.

    O garoto ficou atônito. Ali? Assim? Como? E logo foram para o mesmo local.

    _Mesmo lugar? - questionou o menino com certo desapontamento.

    _Não. Olhe mais atentamente. -pediu o Ser.

     E ele viu que o ambiente era o mesmo, mesma mesa abissal, mesmo banquete, pessoas com braços tortos, porém com belos sorrisos nos em seus cenhos.

    _Por quê?- Bahi necessitava compreender. E o Ser apontou para a diferença. As pessoas não podiam pegar o próprio alimento, no entanto, podiam alimentar ao seu vizinho.
     Bahi emocionou-se.

    Ali estava não só a diferença, ali se explicava o céu.


    Pois é leitor, nossas atitudes são que constroem ou destroem onde estamos, e criam em nossas vidas nossos céus ou nossos infernos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

EXEMPLO DE VIDA por Danka Maia


O desejo de todo pai e mãe é servir de exemplo para seus filhos. A tarefa parece fácil grosso modo, mas basta trazer aquele embrulhinho da maternidade e de cara a gente percebe que a coisa não será tão módica assim. Contudo, a Selma resolveu educar o Alexandre lhe ditando os sermões maternos que todos nós  de um jeito ou outro conhecemos tão bem....


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Amor a você

Nunca fui capaz,
Nessa vida quiçá outrora,
De amar ninguém como a amo.
O amor por você fui capaz de descobrir
E agora não posso desistir da felicidade que espero ter. Esse gostoso sentimento que está a me envolver,
Mas continuo sem você,
Venha sanar a minha dor,
Venha para o meu lado,
Como sempre houve de ser.
Grito com veemência
Para o mundo inteiro ouvir
Eu amo você,
E isso jamais cairá no esquecimento,
Sempre estarei a lembrá-la que amo você
E sem sua companhia nada posso ser.
De uma amizade inocente
Nasceu o amor agora forte
E estridente que grita
Aos meus ouvidos
E ao meu coração reprime,
Pois sei que sem você já não posso viver,
Seria apenas um louco na escuridão.
Te garanto já disse muitas vezes que nada é eterno,
Hoje volto atrás com pesar do erro,
Descobrir que meu amor não pode acabar,
Ela ao meu lado sempre terei,
E espero que a você também.
Saiba que ao acordar na manhã aurora
E vê o sol a sua janela há alguém a te amar,
Quando fechares os olhos em sua cama
Há alguém a te amar,
A cada respirar seu espero estar lá a te amar.
Que os anjos um dia escutem meu pedido
E do meu amor você deixe de duvidar,
Porque eu nunca vou deixar de ter amar,
E com minha única arte que resta,
A das palavras,
Cantarei o meu amor a ti
Pois nunca deixarei de ter amar!



sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Arte: Cotidiano de Todos

A arte faz parte,
Do que se invade.
A arte é a metade,
Daquilo que nem tem começo.

A arte é o sonho vivido,
Pelo cotidiano trazido,
Pelos artistas revelado,
E pelo poeta nivelado.

A arte é uma realização,
Que se sabe o que se vê,
E mesmo assim, se crê,
Que a arte não tem coração.

A arte é um ser vivo...
Sabe como ser comigo,
Sábio ser como todos.
Sabe ser como poucos.

A arte é o dom de fazer o que sabe.
Quem sabe é artista. Faz arte.
A todos tudo cabe.
A poucos cabe essa parte.

Há muito tempo existe a arte de ser,
Mas, a poucos meses, resolveram aprender,
Que a verdade da vida,
É a despedida,
De um para com outro ser.

Simon-Poeta

A Arte: Cotidiano de Todos

A arte faz parte,
Do que se invade.
A arte é a metade,
Daquilo que nem tem começo.

A arte é o sonho vivido,
Pelo cotidiano trazido,
Pelos artistas revelado,
E pelo poeta nivelado.

A arte é uma realização,
Que se sabe o que se vê,
E mesmo assim, se crê,
Que a arte não tem coração.

A arte é um ser vivo...
Sabe como ser comigo,
Sábio ser como todos.
Sabe ser como poucos.

A arte é o dom de fazer o que sabe.
Quem sabe é artista. Faz arte.
A todos tudo cabe.
A poucos cabe essa parte.

Há muito tempo existe a arte de ser,
Mas, a poucos meses, resolveram aprender,
Que a verdade da vida,
É a despedida,
De um para com outro ser.

Simon-Poeta

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Aprender

Arte: Thaneeya McArdle

Aprender

Estudei muitos anos e não aprendi nada
Do que devia saber para viver.
Foi mais tarde que a vida me dispensou
As lições necessárias ao meu ser.
A primeira de amor me foi dada
Por um professor que soube bem ver
Por onde o meu coração passou,
E ofereceu tudo o que o podia ser.

Tive também um mentor insistente
Que tentou ensinar-me o desespero
Mas nunca consegui ser atenta às lições
A esperança em mim era forte demais.
O seguinte inculcou na minha mente
Da amizade o sal, o tempero
O poder, em todas as dimensões
Daquele que não poderia dar mais

O professor da mágoa também veio
E tentei aceitar o que tinha para dizer
Mas não devo ter compreendido a lição
Pois regularmente continua a voltar.
Mas gostei das aulas de devaneio
Da calma, da paz, do prazer
Que vive constantemente meu coração
Que só o sonho pode soltar.

Mas para aprender quem sou,
Só um professor pode ser útil. 
É o meu coração e a sua natureza,
Sou eu e o que faz a minha alma.


Dulce Morais

Um olhar além...



                                                               Imagem: Google





E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
                             Friedrich Nietzsche



Olhar além.
Além do ar que respiro.

Olhar a quem?
A quem me fere, transfere.

Olhar nos olhos
de quem está sempre metamorfoseando.


Olhar. olhar , olhar...

tristeza
pureza
santidade
malícia
beleza
safadeza e outras ezas

Saborear, aprender e superar tudo que vem do olhar.

Em meio a tantos olhares...
olhar meu interior e não piscar

Claudiane Ferreira



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Tecedeira

Senta-te aqui
Neste tapete que teci
Para ti

A cor dos teus olhos
Foi a que escolhi
Para o detalhe do bordado
Feito por cima
Da linha que prendi
Nos tons do teu cabelo
Assim este manto que estendi
Descansa nele tuas asas.

Vem
Senta-te aqui
Neste tapete que teci
Para ti –
Diz a aranha
À borboleta.  


Foto: Christophe Gilbert


sábado, 15 de fevereiro de 2014

QUATRO DIAS por Danka Maia (Continuação)









QUATRO DIAS

SEGUNDA PARTE......




Intrigada Sofia o indagou:

_E por que precisava de tal oportunidade? Já se passaram tantos anos.-sussurrou crendo que ele não ouvira.

_Sempre achei que essa conversa por mais dolorosa que fosse tinha que existir.Temos assuntos inacabados Sofia, sabe disto.- Fitando de lado enquanto limpava o suor de seu rosto de traços marcantes e bem feito.

A moça sabia que Guto tinha razão. Mas às vezes o que nos adianta a razão frente à decepção? Nada. Quando a circunstância nos puxa o tapete jogando-nos num abismo de emoções e lágrimas pouca coisa resta, uma delas, palavras.Simplesmente parecem perder toda seiva que muitas vezes nos coloca de pé. O que Sofia queria esconder do rapaz fora a depressão cavalar e crudelíssima que enfrentara calada e que somente Milton notou porque teve que conviver com ela.

_Sofia de novo com esse quarto fechado?- Milton era baixo,branco, cabelos negros,olhar pequeno e  um pouco paciente.Compreendia que aquele casamento fora um acerto bem feito para si e a filha do pastor.Porém se irritava constantemente nos primeiros anos com a convalescência emocional dela e as idas ocultas ao psiquiatra.

_Desculpe.- Respondeu num tão quase inaudível.

_Poxa tem que levantar dessa cama e ir viver! A casa está uma desordem, comida para fazer, roupa para lavar. Daqui teus pais estão ai para o glorioso almoço de domingo e se ver essa bagunça toda vou me explicar como para eles? Anda, levanta logo! Anda, anda!

A moça se erguia num esforço descomunal da cama. Punha primeiro os pés para fora enquanto a  outra parte de si implorava que fenecesse naquele exato segundo e assim terminaria todo aquele calvário.Milton ia abrindo as cortinas com grosseria e mais resmungos,afinal aquele era seu único trabalho, fazer de conta que tudo estava bem.

Sofia naquele dia em particular havia decidido, sem nada avisar, sem combinação nenhuma com o marido porque evidentemente este a calaria até mesmo usando a força como ocorrera algumas vezes,que naquele almço haveria um grande desvendamento.Queria se revelar, pronunciar  toda dura verdade tão bem abrigada,rasgar o peito, expor a alma, abandonar as vestes daquela postura reprimida, abrir as pernas dos pensamentos e conceber frente a todos a si mesmo,mostrar quem ela era e como se sentia para aqueles que se intitulavam sua família.Cansara de ser uma gente cotidiana, de maquiagens mal feitas e retoques ainda piores.Carecia que aquele tipo de fidelidade resignada fosse enfim extirpado de sua vida para todo o sempre.Seu pai era um homem comum, cumpridor metódico de seus deveres religiosos e por ele considerados preciosos.Entendia pouco de prazeres,e ao findar de tantos anos não conseguia mais  dissipar o que eram seus poucos desejos, se tinha sonhos ou se tudo se aglomerava na tediosa linhagem que construíra ao longo de tantos anos de dedicação.

A mãe era mais uma dona de casa comum, vendia cosméticos e roupas para membresia da igreja. Uma mulher submissa, uma mãe distante, um ser que nunca saberemos se realmente existiu.

Esse era o mundo de Sofia.

Ela se arrumou como nunca. Vestiu-se como mandava o figurino, roupa contida, sapatos baixos, pouca maquiagem, cabelos presos e um sorriso falso saudando seus genitores:

_Cada vez mais jovem mãe! Pai, mais forte, não?

Nenhum dos três compreendeu o que havia acontecido com a filha e esposa recatada, aquele tom irônico não era lhe era peculiar, na verdade, não estava no roteiro do clichê de família. Sofia não suportava mais a vida, as pessoas e o sentimento de sempre: Frustração.

Sentou-se apanhando o garfo e apanhando um enorme pedaço do frango comprado na padaria, abocanhou e com a boca cheia disse:

_Tenho depressão profunda, sabiam? Estou tomando cinco medicações ao mesmo tempo e nenhuma resolve o meu problema. Nenhum! Então, o que farão?

_O que deu nela?- indagou o pai ao marido.

_Ela parece estar endemoniada!- soltou a mãe.

_Desculpem meus sogros,Sofia não está não bom dia e...

_PAREM DE FALAR DE MIM COMO SE EU NÃO ESTIVESSE AQUI!

Houve um silêncio estarrecedor.

A moça abandonou a mesa, apanhou a bolsa e saiu sem direção. Era um dia chuvoso, pior somente a tempestade que carregava na alma. Atravessou carros e carros. Uns frearam em cima dela, outros a xingaram,entretanto pouco importava,queria algo que nunca mais soube o gosto.Sofia queria a sensação  do vento no rosto,do querer, do sorrir,do se permitir,algo que só desfrutou enquanto esteve com Guto. A liberdade.

E de novo vem o destino com as suas. Milton saiu no carro atrás dela, sendo sua responsabilidade ou cofrinho, ainda sim era seu encargo. Foi na descida de uma transversal que um motorista de um caminhão acreditou que podia romper o sinal prestes a fechar que a vida dele foi ceifada.

E o peso da culpa inundou a alma já afogada de Sofia.

_Matei meu marido sabia?- confessou remexendo os pés naquela terra árida.

_Do que está falando Sofia?- Guto não compreendeu a declaração da jovem. - Até onde sei Milton morreu num acidente de trânsito e...

_Causado por mim!- gritou com os olhos cheios de lágrimas. - Eu o matei. O condenei, e por mais que tenha sido um parasita não merecia isso de mim.- ajoelhando lentamente e entrando num surto de misto e desespero.Guto abaixou passando a mão em seus cabelos sem saber o que proferir para lhe abrandar a dor tão notória e desumana.

_Sofia... Olha... Ainda está nervosa com tudo isso e...

Num ímpeto se ergueu pondo o dedo no rosto do rapaz ainda no chão:

_E a culpa é sua! A culpa sempre foi sua!

_Minha? Um acidente de carro?

_Sofro de depressão profunda desde faca que me cravou na alma. Jamais deixei de pensar um dia se quer no motivo que o fez fazer tamanha sacanagem dessas comigo! Arruinou a minha vida e foi viver a sua, senhor Doutor em Física Quântica!Você não presta! Não vale o que come!

_Sofia... - Guto por minuto deixou que ela despejasse o vômito da mágoa nele, compreendia merecer.

_ Foi frio, cruel, egoísta! Meu Deus como eu pude devotar a minha toda a alguém assim!Todos os meus sonhos foram com você Guto. Todos!- partindo para cima dele com raiva e o esmurrando apesar de sua pouca estatura em relação à dele.

Guto deixou que disseminasse sobre ele toda sua cólera, enquanto ia rememorando partes da música que tão bem os detalhou naqueles anos de afastamento na inconfundível voz de Elza Soares.

 

ESPUMAS AO VENTO
 

 

"Sei que aí dentro ainda

Mora um pedacinho de mim

Um grande amor não se acaba assim

Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento

Raiva passageira

Mania que dá e passa feito brincadeira

O amor deixa marcas que não dá pra apagar

Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão

Cabeça doida, coração na mão,

Desejo pegando fogo

Sem saber direito a hora e o que fazer

Eu não encontro uma palavra só pra te dizer..."

 

Com o tempo a moça cansou, agora só segredava:

_Por quê? Por quê? Por quê?- e foi a primeira vez depois daquele fatídico rompimento que permitiu que os braços dele afagassem seu corpo outra vez. Na medida em que as mãos dele iam descendo por suas costas era como se um ar quente de pleno aconchego viesse a dominando e acalmando os nervos tão a flor da pele. Por outro lado, Guto sentia os cabelos delas outra vez entre seus dedos, seria uma miragem em meio ao deserto? Estaria tudo aquilo realmente acontecendo?

O tempo parou. O tempo sempre para, pois é o maior dos admiradores do amor. A mão direita dele deslizou do meio das costas pelo ombro até chegar a seu queixo e ali relembrar um antigo carinho, esfrega-lo delicadamente antes de beija-la. Sofia se perdia nos seus olhos, porém ao sentir que seus lábios outra vez tocariam, o empurrou com força veemente e rebateu de pronto:

_Jamais!

E Guto viu outra vez seu mundo ruir. Cabisbaixo apanhou as bolsas e se pôs a caminhar rumo a tal Taberna do Vale que Sinval os recomendara.Uma hora e meia de silêncio depois chegaram num vilarejo esquecido pelo próprio Deus.Haviam duas casas. Uma era grande e suntuosa, uma pousada de fato a outra uma pequena tapera, feita de barro brocado, não seria um exagero menciona-la como miserável.

Direcionaram para maior quando a voz de jovem que jazia numa sombra  aproximou-se deles.

_Sofia e Guto?

Os dois se entreolharam, porém calados entre si. Guto o respondeu com a voz seca pela sede e cansaço:

_Sim. Somos nós.

E maior foi à surpresa quando o mesmo saiu da escuridão e um sua aparência os sobressaltaram. Ele arrastava-se pelo chão, parecia uma deficiência que o impedira de erguer-se, muito magro, contudo muito ligeiro e extremamente simpático:

_Que bom tê-los aqui!Sou Jordan.- erguendo com dificuldade a mão para sauda-los. - É uma honra poder revê-los.

A palavra rever arqueou a sobrancelha esquerda da moça e fez o jovem coçar a barba já por fazer.

_Podem me acompanhar.Sinval me instruiu os levarei até minha Taberna.A Taberna do Vale.Serão meus convidados desta vez, adoro isso, a vida dá tantas voltas!

Guto rompeu o silêncio:

_Nos conhecemos de onde Jordan?

O menino esmirado parou e num enigmático sorriso replicou:

_Não lembra Guto? Justamente você? - voltando a caminhar.

Sofia puxou o rapaz pela camisa.

_So que ele está falando? De onde se conhecem?

_Não faço a menor ideia Sofia. Nunca vi o carinha antes.

_Você nunca foi um bom fisionomista. - rebateu em repreensão e tomou a frente da conversa em passos rápidos rente ao jovem.

_Com licença Jordan, mas fiquei meio confusa quando citou nos rever e agora em relação ao Guto.

_È comum que esqueça de mim Sofia.Eu compreendo, ainda mais da maneira que fiquei.- evidenciando a forma de seu corpo.- No entanto,graças aos dois eu ainda vivo e no final verão que isso foi o mais importante,vamos?.- e prosseguiu os passos.

Sofia e Guto criam que a hospedaria seria a grande e bela casa,mas para sua surpresa,mais uma do dos últimos dias não foi.Jordan direcionou-se para o tal casebre caindo em pedaços.

Guto revoltou-se:

_O amigo, pelos céus, não me diga que vamos passar a noite nessa choça desmoronando?

_Guto!- beliscou Sofia seu braço devido menção ríspida.

_Acredite meu amigo, será muito mais confortável do que na Casa dos Segredos.

Lá dentro tudo era rústico e simples. Complexo mesmo, somente o nó que jazia nas mentes de Sofia e Guto.

Quem era Jordan?

 De onde os conhecia?

 Que segredo era este?

Continua...






































sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

14 DE FEVEREIRO,DIA DA AMIZADE!




SAUDAÇÕES LITERÁRIAS!



Amados,o DankaMachine deixa aqui seu agradecimento pela sua amizade sendo caro leitor ou leitora,mas que sempre vem nos prestigiar com nossos textos,poemas,contos,cronicas e todo tipo de escrito que a nossa criatividade permite e você tem nos agraciados com sua fiel presença.


Receba nossa pequena lembrança,porque a amizade seja em que esfera for,sendo verdadeira é o tesouro mais valioso do mundo!