Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

22 de Abril:DIA DE BRASIL! Por Danka Maia



Dia de Brasil

Pois é hoje é dia do descobrimento do Brasil. Nosso Brazuca aniversariando e uma das coisas que mais me revolta é que somos uma nação que não se lembra disto,como o dia de descobrimento(oficial ou não) não é comemorado? Estamos vindo de uma gama de feriados e pasmem nenhum ao dia da nossa Pátria. Como podemos respeitar ou exigir respeito de uma nação que ser quer reverencia, ou no mínimo se recorda dessa data?

Temos problemas que agravam essa falta de patriotismo? Sim, incontáveis!Mas é preciso entender que os mesmos motivos não são gerados pela Terra Brasil, e sim pelas pessoas,leis,governos.

Que possamos pensar nisto nesse dia!

O Brasil não precisa mudar, somos nós,o povo brasileiro que carece imediatamente desta mudança!

Feliz Aniversário Brasil!
 
NOSSOS APLAUSOS A ESSA TERRA QUE MERECE E MUITO NOSSO RESPEITO!

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Com Ane Viz

Revelações da guardiã por Ane Viz

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo." (Mark Twain)




Olá Intensos. Como estão? Hoje vamos ter como assunto da coluna Revelações da guardiã “O medo”. Bom, que tal começarmos com algo bem básico. O que significa a palavra medo?
































me•do |ê| 1

(latim metus, -us)

substantivo masculino

1. Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários. = FOBIA, PAVOR, TERROR

2. Ausência de coragem (ex.: medo de atravessar a ponte). = RECEIO, TEMOR ≠ DESTEMOR, INTREPIDEZ

3. Preocupação com determinado .fato ou com determinada possibilidade (ex.: tenho medo de me atrasar). = APREENSÃO, RECEIO

4. [Popular] Alma do outro mundo. = FANTASMA

(DICIONÁRIO PRIBERAM)



Uma definição bem interessante, não é? O que me faz pensar em outra. Coragem, vamos dar uma olhada nessa também?



co•ra•gem 1

(francês courage)

substantivo feminino

1. Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos.

2. [Figurado] Constância, perseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).



Então, podemos dizer que corajoso não é aquele quem não teme e sim a pessoa que o enfrente mesmo receando. Um conceito legal a meu ver. Uma citação que gosto muito é:



“Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.” (Nelson Mandela)




Ou




"A única coisa que devemos temer é o próprio medo." (Franklin Roosevelt)




E seguindo esta ideia, por que não, algo para refletirmos? Trago a vocês uma crônica. Espero que gostem:






























Medo




O medo impera na nossa sociedade e toma conta da vida das pessoas. Não estamos mais seguros em lugar algum. Não podemos sair de casa. Não podemos voltar tarde porque podemos ser assaltados. Não podemos abrir o portão da garagem sossegados porque pode ter alguém a nossa espera para roubar o carro ou fazer algo pior. Não podemos deixar os filhos sozinhos em casa porque é perigoso. Não ficamos tranquilos em deixá-los andarem na rua sozinhos porque é perigoso. Não podemos ter muitos cartões na bolsa. Não devemos andar com o talão de cheques inteiro na carteira, apenas com uma ou duas folhinhas, a quantidade que formos usar. Não podemos abrir e mexer na bolsa em locais públicos porque facilita a ação dos bandidos. Não podemos retirar dinheiro no caixa eletrônico depois de um certo horário porque é perigoso. Ao sairmos de casa para uma viagem, mesmo que seja somente um final de semana, quanto mais cadeados colocarmos na porta melhor. Se possível, acionamos alarme, cerca eletrônica e câmera de segurança.

Medo de sair de casa. Medo da violência. Medo do olhar do outro. Medo da repressão. Medo da exposição. Medo de viver.

A síndrome do medo e da insegurança se prolifera como uma doença de alto teor contagioso, transformando a vida em uma realidade artificial e superprotegida. A mente humana é dominada por neuroses, angústias, medo, pavor, desespero.

A sociedade está doente, trêmula, angustiada, insegura, impotente.

Mas se tivermos medo de tudo, deixando que esse medo generalizado tome conta de nossas vidas e consuma nossas mentes e energias, simplesmente não viveremos mais. Prisioneiros de nós mesmos. Deixaremos de viver, de sair de casa, de ir a uma festa, encontrar os amigos, caminhar no parque, viajar, trabalhar, ter filhos, nos divertir etc. Seremos os bandidos, os vilões, os verdadeiros assaltantes de nossas próprias vidas, de nossa própria personalidade. Passaremos a apenas subsistir. Sim, reféns em nossas casas, ou melhor, fortalezas. O problema não está no outro. Nós somos destruidores de nossas próprias vidas ao deixarmos o medo ser mais forte que nós.

Mariana Baierle Soares








Nossa... Isso é intensidade! Infelizmente, a cada dia está mais complicados... Presos a nossa própria sorte... Mas até quando ela vai durar? Intensos, por hoje é isso, mas gostaria de lançar uma pergunta a vocês. Que tal me dizerem do que tem medo? É isso aí, acabei de lançar esse desafio. E aí? Quem tem coragem?































Até a próxima!

Beijos,

Ane.
























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Um trecho do livro:


"Se tem uma coisa que aprendi nesses três dias em St. Lacave é a teoria sobre ser “sarcástica” quando se quer fugir de algum assunto ruim. Funciona, é verdadeira, e comprovada." (pg:114/115)


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O QUARTO DO PERDÃO por Danka Maia


Esse é um capítulo do meu livro Casa Dos Destinos,um capítulo que gosto muito e que trago hoje para nossas reflexões.










A noite cai, trazendo consigo, a falta de informações sobre  Marieva. Jocasta, está terminando de acomodar o amigo em sua cama. É visível seu abatimento e desgosto. Ele por sua vez, em seu silêncio, e com a visão mais aclarada, não deixa de reparar a acompanhante em sua dor interna.
Mistura de culpa e incompetência.
— De jeito algum deveria ficar tão triste, minha amiga.
— ele sussurra na expectativa de lhe confortar.
— Não consigo para de pensar nela. Nem no que poderia ter feito para impedir, e não fiz.
— Por que não havia nada que pudesse fazer, ponto. No fundo Jocasta, você é tão limitada quanto eu e Evinha somos.
Jocasta para num baque e reflete sobre a última frase do amigo.
— É verdade. Tem razão. Aqui sou tão limitada quanto vocês dois! — levando a mão sobre o lábio inferior, como quem acabara de conceber uma ideia.
— Por que o espanto?
— Porque não deveria Adrian. Sou uma enfermeira, não uma paciente. Quando cheguei aqui, Raziel me falou sobre todas as regras da clínica, avisou para nunca me aproximar do arquivo morto ou do porão. E que as altas, eram avaliadas pelos superiores. Mas, se sou uma funcionária, por que não sei sobre o código seis?
— Pode ser que tenha esquecido. — especulou.
— Não, não, não! Jamais esqueço das regulamentos dos locais onde trabalho. E outra coisa me chama atenção... — os pensamentos ecoam na mente da samaritana.
— Seria?
— Se o coordenador, os seguranças, faxineiros, recepcionistas, possuem nomes de anjos, por que eu não, se sou uma agregada como eles?
— Também crê que a história dos nomes faz sentido?
— Adrian está abismado com elucidações da amiga.
— Agora sim. — senta-se de novo na cama, e refaz a rota com as mãos. — Conheci alguns deles, Mahasiah é uma enfermeira, Keliel o rapaz que cuida dos banheiros. Admito que achei os nomes esquisitos, diferentes. Não concebi que eram nomes de querubins. — levanta o dedo para o rosto de Adrian. — Por que só o meu, não é? Não tinha pensado sobre este aspecto. — retendo o indicador novamente. — E ainda tem outro pormenor, Evinha desconhece, mas atinei, entretanto, me mantive calada.
— Estou começando a ter medo é de você! — comentou Adrian, esbugalhando os olhos. — O que sabe?
— Até o presente momento não conheci, tampouco fui apresentada a qualquer médico. Como pode ser isto? Médicos e enfermeiras interagem o tempo inteiro seja num hospital, clínica ou emergência. Isto além muito de anormal, é inaceitável! Que lugar é este?
— Noto que as supostas descobertas de Evinha, além de dominarem a sua e a mente dela, não satisfeitas, estão se espalhando por outra. — sorriu comedido.
— A sua não? — Jocasta o coloca contra a parede.
— Olha Jô, a Casa dos Destinos é um lugar atípico. Compreendi o fato, no primeiro minuto que botei os pés aqui. Mas, depois do que me ocorreu, meu interesse pela vida se tornou tão ínfimo que nunca dei importância ao caso. De certa maneira, passou a ser um lar para mim.
— Mas e agora, Adrian? Ainda não se importa? — seu tom de voz exige dele uma posição.
— Atualmente, — olhando-a  agradecido. — tudo o que mais quero é poder ter você e a Evinha comigo. Permanecermos juntos. Sou grato à você eternamente, pelo carinho como me tratou, como cuida de mim. E a ela...
— procura olhar num ponto invisível. — devo  essa vontade de reviver, embora sem saber se isso será algum dia permitido.
Evinha me trouxe alegria em respirar. Tão somente, pelo simples fato de saber que posso respirar sem medo outra vez.
Eles se alcançam num olhar.
— Sugiro descansarmos Adrian, porque amanhã, nem que seja a última coisa que faça, irei revirar canto por canto desta clínica. E te prometo. — aperta-lhe o queixo. — Irei  encontrá-la.
— Boa noite minha amiga.
Quando a enfermeira já ia saindo, ele a chama:
— Psiu!
— Diga.
— No fim tudo dará certo.
Ela apoia a cabeça contra a porta sem esconder um quê de desolação e questiona:
— E se não der?
— É porque ainda não chegou o fim. Fernando Sabino. Ela ficará bem.
Jocasta apaga a luz.
E o olhar de Adrian, fica entregue para a lua clara, que invade todo seu quarto com toda veemência e amabilidade que lhe é peculiar.

Por que não?
Logo que fecha a porta do quarto de Adrian, Jocasta cessa por alguns instantes. Ela chora calada, e em seu coração pede que Deus, a ajude de alguma maneira, achar a amiga.
Devido o seu afastamento com o ser divino, imediatamente, chora, por acreditar que Ele não tem motivos para ouvir ou acatar nenhum de seus pedidos.  
De repente, um lenço de papel aparece em seu ombro direito. Ela se assusta com o objeto, e quando se vira, se depara com Azrael, outro enfermeiro, de sorriso fácil, bonachão e senhor de um olhar muito doce  e terno.
— Nossa Azrael, você me deu um baita susto! — leva a mão ao peito.
— Desculpe amada, mas estava passando e ouvi o seu pranto. Pensei em ajudar. Pode me dar um minuto?
— Agradeço sua gentileza. — mostrando o lenço de papel. — já ia me recolher, Azrael. Estou um pouco cansada, tive um dia difícil, se não se importar, podemos conversar em outro momento?
Ele cochicha quase em forma de gemido.
— É sobre Marieva. — Então a enfermeira se recompõe imediatamente segurando-o pelo punho.
— Sabe para onde a levaram? Se souber de algo, me conte por favor, Azrael!
— Não faça alarde. Fique quieta e acompanhe meus passos, vou levá-la até Marieva. Mas não faça barulho, mantenha a calma, está bem?
— Tem a minha palavra. — beijando os dois dedos em forma de cruz.
Peregrinaram por diversos corredores. Muitas entradas e saídas que confundiram Jocasta. Ela tem certeza que jamais estivera naquela parte da Casa dos Destinos.
E que o recinto parece ser ainda maior ,do que visto de fora.
Por fim, chegam a um passagem muito estreita e escura. Azrael apanha um acanhado candelabro para iluminar o ambiente hostil. No fundo, há uma pequena porta de ferro. Sem maçanetas, é muito fácil notar que a porta só pode ser aberta por dentro.
— A porta não está trancada? — ela observa o detalhe.
— Não, não está. Só deste modo, Marieva poderá sair, ela tem que transfixa-la sozinha. A porta apenas poderá ser aberta por quem está dentro do quarto de perdão.
— Quarto do perdão? — Jocasta não faz ideia do que seja aquilo.
— Marieva foi trazida para cá, não para ser punida, e sim, auxiliada em seu processo, Jocasta. Faz parte do seu tratamento. Foi uma determinação clara de nossos superiores. É preciso que você entenda isso para melhor ajuda-la.
— Não entendo. Por que o nome desta sala chama-se "quarto do perdão"? É por que vão perdoá-la pelo o que fez? Pela maneira como se comportou? E como isto faz parte do seu tratamento, se como sua enfermeira, não fui sequer avisada?
Azrael não deu maiores explicações, somente, enfatizou:
— Entre! Não há tempo para responder suas perguntas, ainda que pertinentes. Não demore, ela não tem muito tempo.
— Mas Azrael... Como, não tem muito tempo? Do que está falando? Não compreendo nada!
— Lembre-se: — ressalta. — É Marieva quem tem de abrir a porta e sair sozinha. Se  não conseguir compreender porque veio parar aqui, receio que talvez você não a verá mais. Precisa ajudar sua amiga, Jocasta. Vá! Não perca mais um segundo!
Enquanto caminha pelo escorredor escuro e estreito, a figura de Azrael gesticulando com as mãos para que a enfermeira prossiga vai desaparecendo. Mesmo sem entender o que o enfermeiro queria dizer, o prossegue o encurtado trajeto. Para em frente à porta, e com um leve toque dos dedos a empurra. Que vai se abrindo lentamente.
Lá dentro, há mais escuridão. O pequeno aposento é ainda mais abafado, úmido e fétido que todo o restante da clínica.
Um odor insuportável lhe traz quase o vômito. Há muita imundície e entulhos, todavia, nada detalhadamente possui contorno. Jocasta balbucia.
— Evinha? Evinha? Pode me ouvir?
No canto direito uma voz funda a responde.
— Jocasta! É você? Estou aqui. — Um barulho emana do lado contrário. Jocasta alumia, porém, não há nada lá. Então, torna para o lado onde ouviu a voz e consegue chegar até Marieva com muita dificuldade. Vai tateando pelas paredes, até tropeçar na moça que está no chão.
— Evinha, graças a Deus! — elas se abraçam. — Que bom te encontrar! Meu Deus, que bom ter te achado! Não sabe como fiquei por ter a perdido! — beijando a fronte.
— Fico aliviada em ver ser rosto outra vez. — A jovem está completamente tomada pela emoção.
— Desculpe! Mil desculpas! Não pude evitar tudo aquilo. Sinto-me um lixo por isso.
— Não há do que desculpar. O que poderia fazer naquela hora? O que importa, é quando pode, fez. Esta aqui. Veio me encontrar. — Marieva roça o dorso de uma das mãos no rosto da enfermeira.
— Jamais sossegaria antes de saber para onde a tinham movido. Não tem ideia de como essa noite  seria de tamanha aflição. Nem mesmo sei como a encontraria.
— E o Adrian? Como ele está?
— Confiante, mas abatido em estar longe de você. Somos dois bobões sem sua palhaça encantada! — elas gracejam.
— Vocês são muito importantes para mim, de verdade. Mas, como me descobriu aqui?
— Na verdade não achei, Azrael me trouxe aqui assim que saí do quarto de Adrian.
— Azrael? — Desconfia.
— Sim, ele é outro enfermeiro que trabalha aqui também. Foi assim que pude chegar até você, até o quarto do perdão.
— Ah, então é desse modo que o intitulam ?
— Parece que sim. Azrael me falou que não tinha muito tempo. Que devia te ajudar a sair daqui o quanto antes. Por que não abriu a porta, Evinha?
— Mas como Jocasta, se  estava fechada desde da hora que acordei?
— Não, não! A porta só pode ser aberta por dentro, e olhe, — tenta iluminar a tranca. — a chave está na maçaneta. Poderia ter saído. Por que não saiu?
— Nem sabia onde me colocaram. E sei que pode parecer demência o que vou dizer, mas já estava me acostumando a esse quarto. Alguma coisa aqui me faz sentir confortável. — Ela  olha tudo a sua volta.
— O quê? A esse cômodo? A essa sujeira? A essa escuridão? Você enlouqueceu? Nem um animal conseguiria viver aqui!
— Um animal não, no entanto eu... — atirando-se na parede enquanto com as costas, desce até o chão, onde se acomoda por fim.
— Evinha, por que acha isso? É óbvio que não merece estar aqui. Ninguém merece. Por que ficar  num lugar podre, imundo, fechado e triste como este, se a chave está na maçaneta, pronta para ser girada? — Jocasta não entende o comportamento apático da amiga.
— Esse ambiente é tão podre, tenebroso e triste, quanto sou por dentro, Jocasta. — abafando a voz enquanto mordisca a vestido.
— Tem que tirar estes pensamentos, da sua mente. Isso não te faz bem. Vamos, temos que sair daqui já! — a agarra pela mão.
— Não Jocasta! Eu não quero ir! — puxando a sua mão de volta.
— Santo Deus, garota! Ouça tamanha discrepância. É totalmente insano! Irá sair daqui comigo, e será imediatamente!
— Não, pensando bem não é. Não era isso que minha família queria, quando me trazer para cá? Me enfiar num mundo tão obscuro e tenebroso, onde não tivessem que explicar a seu suntuoso ciclo de social aberração maligna que sou? Uma assassina infeliz e descontrolada? — Evinha está tomada pelo rancor. Logo que ouve a amiga, Jocasta matuta sobre o que Azrael havia lhe despertado: "O quarto do perdão".
Embora sobre conflito, atinge a lógica do recinto, e tenta abrir a mente de Marieva. Jocasta a toma pelos ombros, e a obriga olhar dentro dos seus olhos.
— Sei o quanto se sente abandonada, esquecida e traída por sua família por ter te mandado para cá. Mas, sabe...
— Sabe, o quê Jocasta? — a moça não mostra  nenhuma rusga flexibilidade em seu comportamento.
— Precisa perdoá-los.
Marieva congela.
— Deve perdoar sua família, seu noivo, sua amiga. Precisa ultrapassar o que fizeram a você. — agachando ao chão junto à ela.
— Por que fala sobre essas coisas? Sabe quando irei perdoá-los? Nunca! Jamais absolverei nenhum deles. Nem mesmo depois de morta! O que cometeram... É desumano!
— E o que fez com eles, é humano? — Jocasta grita sem pudores.
Jocasta e Marieva travam um olhar bélico.
Pela primeira vez, a moça rica e rebelde, desce o olhar para a enfermeira. Fica notório que está em meio a um grande tumulto de anseios.
— Detesto ter que lhe relembrar, mas, tirou a vida de duas pessoas que um dia disse amar. Feriu sua família com atitudes e gestos hediondos, que você mesma me contou dias desses. Nunca  gostou de estudar, de receber ordens, vivia de maneira desregrada, sem respeitar ninguém. Evinha, saiu de sua própria boca: “Sinto muito ter feito minha avó sofrer tanto com meus atos, ela jamais mereceu isso.”
— Vá embora Jocasta! — levanta e vai para um canto ainda mais escuro.
— Eu vim para te buscar, não vou embora sem você.
— Jocasta está impregnada de uma coragem que em si, desconhece.
— E por que veio atrás de mim? Eu não faria por você, estou sendo sincera!
— Eu sei, acredito em você. E foi por isto que  vim.
— Para quê? Para me encher de sermões?
— Não. Para te mostrar o que significa ter um amigo de verdade.
Houve silêncio.
Marieva a entreolha, e vai para o outro lado do quarto, ainda mais tenebroso.
— E se eu decidir ficar? Não pensou nessa hipótese? Deveria!
— Pois duvido que a Evinha que conheço, aceitaria ficar num lugar tão avesso a condição humana como esse, sendo uma firme defensora de seus direitos. Venha, vamos!
— Ficarei, Jocasta. — refuta contundente.
— Sabe, vendo isso aqui, entendo que perdoar faça parte do mesmo processo.
— Você não sabe do que está falando. Não passou pelo que passei. A dor é única, sabia? — Tenta se justificar.
— Pelo que passou, não. No entanto, acredita que nunca me decepcionaram, humilharam ou me feriram? Fui estuprada pelo padrasto quando tinha nove anos de idade, sabia?
Marieva olha imediatamente para a amiga e se apieda do que ouve.
— Sinto muito, Jocasta — se aproxima novamente. — E sua família, sua mãe, o que fez?
A enfermeira esboçou um riso sem ao menos chegar abrir os lábios.
— Me mandou morar com minha madrinha, disse que estava inventando mentiras porque tinha ciúmes dela com o marido. Dois anos mais tarde ele fez o mesmo com a minha irmã.
— Ela preferiu ficar a favor de um homem, do que da própria filha? — Evinha fica indignada.
— Sim, preferiu. Mamãe ficou com ele, até que morresse.
— E você? O que fez? — na expectativa de ouvir a vingança da amiga, diante da imensa injustiça materna.
— Cresci, estudei, batalhei, e todas as quartas-feiras fizesse sol ou chuva, durante vinte anos, fui visita-la na casa da minha irmã, que cuidava dela.
— Não acredito que não tenha guardado mágoa dela. Não mesmo! Ninguém é tão supremo!
— É claro que tive muito mágoa dela. — replicou com ênfase. — Porém, com o tempo percebi que a única pessoa que havia se prendido aquela situação era eu, mais ninguém.
— Aonde quer chegar? Ela trocou você e sua irmã, por um homem? Qual é!
— Sim, mas viveu a vida dela, do jeito que  queria. Quando alguém te faz algo, é você quem se torna o prisioneiro, não a pessoa. Durante anos, percebi que eu, era a refém de tudo aquilo. Fui eu quem sofri, chorei e remoí. O que minha mãe podia bancar? Pedir desculpas? Sim, isso era o máximo. Entretanto, cabia a eu sair daquela circunstância. O perdão é exatamente como esse quarto, Evinha. Exatamente!
— O quê? Feio, fedorento e escuro? — ela abre os braços mostrando a alcova.
— Não, é algo que te aprisiona pelo tempo que desejar, porque a chave sempre estará na porta. Tudo que precisa, é decidir levantar, caminhar, ir até a maçaneta, girar a tranca e sair. Se alforriar. — concluiu.
Os olhos da jovem ficaram gotejantes com que acabara de escutar: "Se alforriar".
— Quer que eu esqueça tudo que me fizeram padecer até hoje?
— Não, quero que se lembre de que é a única pessoa que esteve cativa aqui durante todo esse tempo. Ninguém mais está aqui além de você. Nem seu noivo, nem sua amiga ou sua família, somente você, Marieva.
Ela reluta calada. Trava uma batalha épica dentro de si, entre o soberba e a livre-arbítrio.
— Estou indo. — Jocasta se caminha até a porta. — Fiz o que deveria fazer aqui. Quero que saiba que eu e Adrian estamos esperando por você, ansiosos.
Ela volta, e a beija na face.
Respira fundo e sai do quarto.
Ao romper a porta que se bate imediatamente. Jocasta caminha por mais alguns metros do corredor tenebroso com o candelabro que Azrael deixou ali.
Quando está para sair, reclinar-se na parede e não consegue conter as lágrimas. Lamenta, convicta que falhou outra vez.
Entre soluços, ensaia continuar andando, após alguns passos, ouve um rangido na porta. Para, olha, iluminando o ambiente. Mas não é nada além de um velho rato passeando por ali. Torna e segue seu caminho tentando achar a saída de tantos corredores. Ouve seu nome em um tom muito baixo.
— Devo estar ouvindo coisas. — prossegue.
Quando ouve outra vez.
— Quem está aí? — indaga temerosa. — Tem alguém aí?
Ao  virar  para  sair da passagem, nota uma silhueta, cintila com o candelabro e pergunta mais uma vez.
— Quem está aí?
Nada surge.
No entanto, do outro lado, uma aparição se aproxima lentamente tateando as paredes do lugar. Jocasta a alumia, e encontra um olhar muito conhecido.
— Não acredito! — balbucia.
Corre em direção à sombra, coloca entre ela e a silhueta a luz para não haver erros.
E não houve erros.
— Não creio que tenha vindo! — a enfermeira joga o candelabro no chão, e agarra a amiga contra o peito com toda sua força. — Você veio, Evinha! Você veio!
— Parece que sim.
— Pensei que a tivesse perdido para sempre. Foi tão inflexível. Meu Deus, você veio, Evinha! — ela para por um instante, e a questiona curiosa. — O que a fez mudar de ideia?
— Raciocinei, se um amiga pode ir atrás de mim em um lugar tão inóspito como aquele, para mostrar do que era capaz de fazer por mim, entendi, que sair de lá, seria a prova, como amiga, de que sua ação valeu a pena.
— Tenho muito orgulho de ser amiga sua!  
— Nenhuma decepção em minha vida foi maior do que carinho que tenho por você e por Adrian. Meu passado me aprisionaria lá eternamente. Contudo, vi que meu futuro poderia me libertar.
 Jocasta coloca as mãos delicadamente sobre o rosto de Marieva.
— E conhecereis a verdade... — segreda.
— E ela vos libertará! — termina a jovem.
 Apanham o candelabro e tentam encontrar o caminho de volta. Enquanto Raziel, surge em um canto da parede com uma luz amena sobre seu rosto, ele, era a silhueta que Jocasta vira antes de Marieva. Com um leve sorriso e tocando as pontas dos dedos, como quem insinuasse uma batida de palmas afável, com a restrita finalidade de  não emitir nenhum ruído, confidencia:
— Bom trabalho Jocasta. Bom trabalho.

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Silêncio

Quero um minuto
de silêncio; um segundo
da paz que o homem
esqueceu...

Quero um instante
sem o ranger das velhas locomotivas,
que correm na vermelha
ferrugem...

Quero esquecer por um momento,
que vivo cercado de aço, pedra,
barro cimento, calçada e
pouco silenciar...

Quero poder ouvir novamente
meus pensamentos... Chega
de sinos, martelos, ratos correndo
sobre as lajes...

Quero esquecer toda a loucura
dos asfalto que inda hoje
abaixo dos meus pés
ardem...

Não peço nada demais, só
peço o que quer os sons
da minha mente...
um pouco de paz.
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SOLIDÃO... Por Danka Maia


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O DANKA MACHINE SENDO PRESENTEADO GALERA!



O DANKA MACHINE SENDO PRESENTEADO GALERA!





O DANKA MACHINE RECEBEU UM PRÊMIO!!!!!


Muito feliz em recebê-lo em dose dupla, pelas amigas Dulce Morais ,através do  Crazy 40 Blog (http://crazy40blog.wordpress.com)e Isa Lisboa,através do instantaneos a Preto e Branco
( http://instantaneospretobranco.blogspot.pt)
Muito feliz em poder dividir com você que está aqui, que para aquele momento no seu dia a dia para nos pretigiar lendo e acompanhando nosso trabalho.


ESSE PRESENTE  TAMBÉM É SEU!


As Regras para participação são as seguintes:
1) Mostrar o prêmio;
2) Anunciar o premio com um post no seu blog e agradecer ao blog que o indicou (com link);
3) Nomear 10(dez) blogs para este Prêmio;
4) Fazer um Comentário no blog que indica para este Prêmio e que ele deve seguir as instruções citadas.


Segue abaixo a relação dos Blogs escolhidos pelo Danka Machine:
  


Carlos Saramago em Carlos Saramago – http://carlos-saramago.blogspot.com/
Cláudio Castoriadis em Cláudio Castoriadis - http://claudiocastoriadis.blogspot.pt/
Sandro Panografia em Sandro Panografia - http://panografia.blogspot.com.br/
Roberta Del Carlo em Uma Rosa Azul-http://rob-umarosaazul.blogspot.com.br/
Ant Lima em Ant News- http://antlimanews.blogspot.com.br/
Rosa Mattos em Contos da Rosa- http://contosdarosa.blogspot.com.br/
José Carlos Bortoloti em Sala de Protheus-http://epensarnaodoi.blogspot.com.br/
Thales Travalon em TSonhador-http://www.tsonhador.com/
Félix Diddio em Caderno de Educação-http://www.cadernodeeducacao.com.br/
Taína Ruiz em Cidade Fantasma-http://www.livroscidadefantasma.blogspot.com.br/
Anne Lieri em Recanto dos Autores-http://recantodosautores.blogspot.com.br/



A TODOS O QUE É JUSTO!!!


SENHORAS E SENHORES NOSSOS APLAUSOS PARA OS MELHORES BLOGUEIROS DO MUNDO!


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Cicatrizes

Cicatrizes
São tatuagens que levamos
Para sempre no coração.
Por mais que olhamos com os olhos do amor,
No fundo veremos as marcas da dor

Osny Alves
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Minha Dona Pensa Que É Gente!!! por Danka Maia




Oi "Cãolera" machine!

Bem, dentre tantos nomes de pesos aqui no blog fui convidado pela Escritora Danka Maia para vir fazer parte do time,não serei um colunista e sim um "Cãolunista", afinal alguém tem que defender a classes dos amigos de rabos na blogosfera,não é verdade? Perai! Tem uma pulga sem teto tentando adentrar no meu lindo e sedoso pelo rasteirinho,mas não vou facilitar o processo para essazinha não! Ui! Au! Pronto!

Continuando, eu cheguei à família Silva da Silva, brazuca que só, como podem ver pelo sobrenome, assim:



A Mel,é a minha dona que pensa que é gente e que eu particularmente chamo de Meleca,pois ela vive tirando caca da nareba e acha que eu não vejo!
Que absurdooooooooooooooooo!
A Meleca é uma mãe maravilhosa exceto pelo fato que aos poucos vou relatar aqui para vocês.
Meu nome é Prince Lancelot da Silva,mas ai veio o chatonildo do namorado da Meleca,o Belonino que a turma chama de Bilo, e disse que para por esse nome em mim,uma vez que era um cachorro do tipo linguiça. Agora vejam que cara sem noção!Nesse dia começou uma guerra entre ele e a Meleca:
_É linguiça!
_Ele não é linguiça,é Prince Lancelot!
_Vou chamar de linguiça!
_Vai nada o cão não é seu retardado1
_Linguiça!
Por fim, ele teve uma ideia maravilhosa para continuar com a mamãe:
_Tá bem vou chama-lo de Tofu!
Para quem não sabe Tofu é um queijo feito a base de soja.Então o Bilo se saiu bem com a mãe mas na verdade quando ele me olhou eu acho que o simbolismo do nome era uma ameaça a minha pessoa,pense comigo:"TOFU" ESTOU FU..., diz que não é uma grande e nada mera semelhança?
Enfim,ai eu cresci sendo o Tofu da Meleca, ah comigo vive também a Fininha,uma outra filha da mamãe,contudo como podem ver o nome não faz jus a figura dela.




 
Caraca, essa foto não, vai matar a "cãolera" do blog do coração! Esse ângulo da Fininha não favorece a moça!
 Troca a pose mana!






Ai sim,ficou show!
 Quer dizer...Enfim...Já perceberam que Fininha não deveria ser o nome dela,concordam?
Atualmente esse sou eu, um Dom Juan Clássico de um AU AU! Fala sério!
Sou moreno,baixo, simpático e sem preconceitos,

TRAÇO GATAS LITERALMENTE!













Sai para lá Pretinho, sai fora que essa matéria é minha e não sua! Rompe!
Continuando...Por falar em Gatas eu sou parado, quatro pneus no chão por essa Deusa aqui...

Monalisa Duque de Abreu...Minha Mona!







Mais um pé no saco? Sai fora Carlão, Veí não saca nada de coisas do coração!Invejoso!
Bom Cãolera, agora toda segunda estou chegando na quebrada para contar o que rolou no fim de semana comigo e minha família,amigos de rabo, Mona Diva e tudo que estiver ligado ao nosso mundo dos totós de família!
Toca na pata aqui!


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Sempre te amarei


Tentarei aqui te demonstrar
O orgulho em poder te amar
A grande emoção que senti
No momento que descobri
Nossos traços sendo selados
Deixando os dias iluminados
Com muito amor e dedicação
Diante da alegria e satisfação
Satisfação em poder partilhar
Um sentimento doce de amar
A maior dessas preciosidades
Pura cheia de graça e verdades
A amiga do amor é a confiança
Que em nós planta a esperança
Criando um laço incondicional
Inexplicável e fora do normal
O lindo laço que nos foi dado
Que gentilmente é abençoado
Uma união que eternamente
Nos deixa sonhar livremente
Com as raízes significativas
Transformando nossas vidas
É o amor que por você sinto
E para o céu e estrelas eu grito
Infinitamente minha gratidão
Pois tu és parte do meu coração
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FRAGMENTOS DE UM DESEJO- 007 TUAS MÃOS Por Nell Morato









Perdida... Seu olhar voraz... Ela e a caixinha... 
Num lindo tom dourado com preto... 
Brilhando dentro da gaveta aberta...
Resistir... Precisava resistir... Resistir...
Vai doer... Lembranças de um quase amor.
Lágrimas deslizam suavemente em sua face...
E a linda caixinha mostra seus segredos,
um belo rosto masculino... Viril...
Emoldurado por cabelos negros desalinhados.
As mãos... O seu olhar urgente... Nas mãos...
Belas mãos tocando de leve na madeira,
do encosto daquela cadeira... Cerra seus olhos e sonha... 
Sonha com as mãos acariciando seu rosto,
por entre os fios de seus cabelos e sente seu corpo
gritar... gritar de saudade... dos momentos que nunca existiram
mas que ela viveu... Viveu com ele, as mãos tocando seu corpo
fazendo-a gemer de prazer... Eu quero você... Desejo...
As mãos antes delicadas... Exigiam mais, queriam mais...
Os sons do tecido rasgado... Ela deslizando para o chão
A linda caixinha dourada alçando voo, enquanto belos rostos 
e mãos descem em direção ao seu corpo trêmulo. 
Geme mais alto e se encolhe abraçada nos rostos e mãos.
Enquanto lágrimas deslizam suavemente em sua face.

Nell Morato 
[Todos os direitos reservados]

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Com Ane Viz

Revelações da guardiã

Olá, Intensos!Como vocês estão? A semana foi boa? Provavelmente cheios de planos para sábado à noite e domingo. Bom, tenho certeza que esperavam pelo fim de semana, mas chega de conversa fiada. Hoje vamos discutir sobre: Sobrenatural.



Posso imaginar vocês franzindo o cenho ou arqueando a sobrancelha se perguntando "Do que está falando?" ou "Para que isso?".



Bem meus queridos intensos, estou apenas colocando lenha no fogo. Existe sempre a ideia de que o sobrenatural envolve o drama, mas não e bem assim. Por favor, não pensem que é uma regra, ok? Quem ai já ouviu falar ou assistiu esses filmes ou series:












- Meu namorado e um zumbi;

- Crepúsculo;

-Hospedeira;

- Supernatural;

- Diário de vampiros...











Ou em livros:

-A mediadora;

-Academia de vampiros;

-Entre outros...



Todos esses filmes, seriados e livros tem temática sobrenatural ainda assim, alguns deles, são romances, comédias, mas claro, com uma pitada de terror. Agora, quero lançar o seguinte desafio:



Mandem uma frase ou um texto curto de alguma temática sobrenatural, em breve, explicarei melhor.



Por hoje é só.



Beijos,

Ane.





Página do livro: AQUI

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Meu livro: AQUI

Minha página no Skoob: AQUI

Meu twitter: @AneViz

FC do livro no twitter: @aguardiafc

Onde adquirir as obras:

Livraria Multifoco:

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Livraria Cultura:

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Livraria Travessa:

AQUI

Um trecho do livro:

"Se tem uma coisa que aprendi nesses três dias em St. Lacave é a teoria sobre ser “sarcástica” quando se quer fugir de algum assunto ruim. Funciona, é verdadeira, e comprovada." (pg:114/115)

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Emanação

Imagem: Michael Bennett

Emanação


Segurar na palma d'alma

amor expandir

energia maviosa  doura vidas


Claudiane Ferreira

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AMANTES EM MÃOS por Danka Maia





Parada em meu divã,
Contemplo teu poder em dominar,
O recinto,o lugar,
E eu tua escrava,
Pairando,apenas esperando,
Que determine como
Devo me portar.


Ah e seu teu jeito emudecido me enlouquece...
Tudo que careço fazer,
É deixar que todas as nuances de teu corpo rijo,
Determine meu riso, quiça meu lamentar.
Lacrimo de prazer,
Sorrio de amar,
Porém tudo que digo,
Imponente e preciso
È que me ordene sem palavras:
_Faça o que digo!



E nessa aventura,
Me levas,
Me tens,
me encanta,
Eu vou além...



Meu terno arrebatador de sonhos e fel,
Oferta-me o mel,
E por vezes tão cruel,
Me faz gueixa,
Submissa,
Sobrepujada,
Na mordaça,
Deixo o meu eu...




Agora a hora me chama,
Madrugada seca tu me deste
Foram dores e não amores
Devo eu te abandonar?
Parte de mim ordena o Sim,
A outra impera o Não,
Contudo neste relés coração,
Há espaço em minha mente,
Mesmo que seja demente,
Mesmo que eu sofra por esforço,
É finda esta lida,
Meu suntuoso amante remorso,
Deitarei em meu sepulcro,
Deixo-te...



 Controle Remoto!













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