Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

FELIZZZZZZZZZZZ! POESIA TODO DIA AGBOOK!





OI GALERA!!! SAUDAÇÕES LITERÁRIAS!


Estou vindo dividir minha alegria por ter recebido inda agorinha meu Certificado De Poeta do Bem, por ter sido uma das finalistas do lindo Projeto Poesia de Todo Dia realizado pela Agbook, juntamente com meu livro.
Os livros já estão disponíveis a nível nacional,então você já pode adquerir o seu, e todos os dias do ano terá uma poesia de vários escritores, entre eles, essa que vos escreve, Danka Maia.
É a segunda vez que a Poesia Frustração me proporciona um belo prêmio.E pensar que a criei na sala de aula há  muitos anos atrás quando ainda era formanda do curso de normalista do Colégio  Oscar De Macedo Soares, em Saquarema.
Estou muito, muito feliz!
Lembrando que todos os direitos autorais foram cedidos por nós autores para ser revertido para a APAE de São Paulo, então ao comprar estará ajudando pessoas  muito especiais e trazendo a beleza da poesia para seu dia a dia.
Não é Sublime?
Olha as minhas "fotinhas"...

     Meu Livro,Dia 92-Frustação
 
 


 
 
 
 
 
 
 Certificado De Poeta Do Bem!
 
 
 
 
 
 
Apaixonada, Feliz, E Certa de Que Estou No Caminho Que Deus Escolheu Para Mim!



Beijocas!
 
 


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Noite das Bruxas - Parte III

(...)
"Senti vontade de ficar ali mais um pouco, apesar de ele me dizer "Estás livre, podes ir embora, ninguém te travará." Fiquei, mais um pouco, lembrei-lhe daquelas pequenas coisas que fazem os humanos felizes, vi um brilho nos olhos dele, ouviu tudo e disse, "Preciso ir-me embora, apenas na Noite das Bruxas podemos estar entre os humanos, a noite está a acabar."

"Posso voltar na próxima Noite da Bruxas?", perguntei. Não esperei pela resposta, "Até daqui a um ano, estarei aqui", e saí, livre, como tinha chegado."

Releia a Parte I aqui e a Parte II aqui o início deste conto...


Nightwish 
The Phamtom of the Opera 

Noite de Bruxas - Parte III. Por Isa Lisboa

Há um ano que a serra me chama. Embrenho-me cada vez mais nas suas profundezas e nem sinal do meu misterioso amigo. A não ser a estranha convicção de que alguém me observa, a uma distância que não sei quanto segura é.

Quase me aventurei na noite, disposta até a encontrar vestígios dos velhos rituais que não sei se já consigo compreender.

Mas só numa noite do ano podemos estar entre os humanos, disse-me ele. Não fora isso, e o apelo da noite seria – suspeito - irresistível. Só assim já me acorda a meio da noite, arrancando-me de um sonho que acaba sempre da mesma forma.

Volto àquele sítio, sou eu mesma, vejo o meu rosto reflectido nos espelhos, não foi sonho, não naquela noite, apenas nas que se seguiram.

Aproxima-se outra noite das bruxas, ainda sei o caminho, voltarei lá. Vou cumprir a minha promessa, não apenas para manter a minha palavra, mas porque os sonhos não me são suficientes.

Continua dia 07.Nov.13

Foto de Isa Lisboa

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DESCULPE PRECISO FALAR! por Danka Maia






   O DOM NOSSO DE CADA DIA
Há uma coisa que muito enfada nas pessoas, qual? A ferrenha mania de achar que pode julgar, submeter ou menosprezar o Dom que cada um tem.
Nada me irrita tanto no ser humano!
De uns dias para cá, num espaço de cinco dias vi sete casos envolvendo pessoas que amo e por isso vim, quando é comigo tudo bem,sei me defender, mas com as pessoas que amo a coisa muda de figura.Fiz questão de conta-los, de certa forma queria ver até onde isto ia se disseminar.Os que pouco me conhecem sabem que falo muito pouco sobre o assunto a seguir, entendo que isso seja um princípio meu,minha verdade, o que creio, e são minhas atitudes que tem que se manifestar através de mim e não ficar enchendo o saco de ninguém com faça isso ou aquilo, caso contrário  você vai para o inferno.
Sou evangélica há pelo menos muito anos,pai Pastor, mãe Evangelista,sou formada Teologia,fui Professora da Escola Dominical Da Igreja Metodista de Bacaxá por uns oito anos, na sede do Grupo Jovem, Novos Convertidos, Classe Principal das sedes de Sampaio Correa e Amanteigado, estou falando por ostentação? Não, estou falando para que entendam que sei e bem sobre o que estou abordando aqui.
   As pessoas acham que quando você é evangélico, incluindo os próprios,precisa se afastar, cortar vínculos com seus "antigos" amigos, parentes, pessoas que conviveram contigo a vida toda, e mesmo que ainda não conhecessem a "Luz Divina", foram os que estenderam as mãos e muitas, muitas e muitas vezes lhe tiraram do sufoco, da merda, da tristeza, da aflição, enxugaram suas lágrimas infindas vezes, mas você viu a "Luz Divina"!
  Não, agora você é santo e não pode sentar-se juntos dessas mesmas pessoas!Larga a mão de ser besta, que amigo de verdade independe de religião,seja qual for!
  Olhem aqui,vamos parar com essa mediocridade espiritual que o homem colocou como jugo em cima do próximo e justificar como santidade.
O nome disso é ignorância e não sabedoria, é ingratidão e não separar joio do trigo.O nome disso é falta de respeito, consideração, lealdade e não exigência de Deus.Ele jamais pediu para que nos separássemos e sim que nos juntássemos. Quer falar sobre a luz da Bíblia, bora falar! Estou cansada de ver "irmãos e irmãs" enfiar o dedo um no olho do outro, sem dó, nem piedade, apontar desacertos, falhas como se estivesse num pedestal sacro e fossem xerifes das Leis Celestiais, como se Deus carecesse disto. Vamos recordar ,o Salmo 14; 1 diz que Deus "OLHOU LÁ DO CÉU SOBRE A TERRA, E NÃO VIU UM JUSTO SEQUER." Não existe ninguém melhor que ninguém,Deus não habita nisso!

Quer chamar a atenção de alguém para sua fé? Respeite-o!

Quer mostrar a alguém a sua verdade cristã? Seja o exemplo, e não cobre o exemplo do outro.

Quer acordar alguém para Deus? Desde quando Ele te intitulou para ser seu despertador?

Desperta é Tu que dormes! Quem está perdendo amigos, família, oportunidades de ser um bom Ser Humano é VOCÊ E O SEU PRECONCEITO DESCABIDO, IRRACIONAL E NADA SANTO!

   Há outro versículo que  meu povo(evangélico) adora arrotar: “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15), meu querido, minha querida,pensas que estar na Igreja todo dia, segurar microfone,orar, faz de você ungido de Deus e seu próximo não? Errado, quando Deus mandou Samuel escolher o Rei de Israel, que era Davi,na época uma criança, Samuel olhou e até chegou escolher os filhos mais fortes e belos de Jessé,mas questionava O espírito de Santo através da mente ,Este foi enfático: " O homem olha aparência,eu olho o coração." Tome cuidado, a pessoa que  você execra, desfaz,menospreza,aponta, pode ser o Ungido que a vida inteira por causa de língua maldita não será!
  O Dom de uma pessoa,seja qual for,tem que ser respeitado. A Palavra de Deus é clara quando questionada sobre as dádivas que um ser humano pode ter:Isto não é dom de vós,é presente de Deus.
  Então, vamos à mão na consciência e pensar um bocadinho que não faz mal a ninguém? Quem sou eu ou você para julgar como bom ou ruim, sublime ou porcaria, dom ou falta dele a habilidade de uma pessoa?

Sabe quem somos se cometemos tal? Hipócritas!

  Minha intenção não é bancar certa ou errada, bonita ou feia,politicamente ou não correta.Como alguém que conhece a Deus,me vi na obrigação de primeiro deixar claro que Ele não tem nada haver com  a sua ignorância, segundo dizer as pessoas que você, seus olhos e sua língua vil falaram, que tenha pena de você, que ore por você! Porque  infelizmente  o papel que teria que estar sendo protagonizado por vossa senhoria terá que ser feito pelo seu próximo que talvez tenha mais espiritualidade que você e compreenda que o que raciocina nada tem haver com o que Deus tem para fazer na sua vida.

  Bora continuar,porque Deus é bom e a Benignidade dura de geração a geração!


 
Beijos Galera!











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O Eco Do Silêncio

Ouçam o vazio que ecoa
Numa escura e vil mudez
O grito desesperado soa
Para o espanto da surdez!
Em qual casa de repouso
Vai ver enfermos idosos,
O pai, o filho ou o esposo...
Ou uma casa de caridosos.
É como o eco em precipício
Em manhã fria de primavera
É a fala vazia em um comício
É o suplicio na estratosfera!
Cala-te ó vento ó tempestade
Quero ouvir quem hoje clama
A oferecer ajuda nesta cidade
A quem hoje está na lama!
Para eu poder dizer: Estou...
Socorra-me ó Florêncio!
A minha escrita já ecoou
O eco do silencio.

 By Osny Alves
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Noite das Bruxas - Parte II

(...)
Passamos ao pequeno jardim, onde abóboras suspensas no ar - como terão feito este truque - iluminam este espaço onde a noite se adensa. Trazem-nos um cálice, dizem-nos que são lágrimas de feiticeira, néctar muito raro, que temos que provar, pois nunca esqueceremos o sabor daquela bebida exótica. Começo por saborear um pouco, deixando o sabor apoderar-se dos meus lábios, sinto uma mistura de doce com pimenta, que fervilha na pele, convidando a beber mais. Arrisco e sinto que um leve fogo me queima a garganta, e avança pelos meus músculos, sinto como que um vórtice me suga e perco os sentidos...! 

(Re)leia aqui integralmente a primeira parte deste conto...

I Remember/Stranger Than You Dreamt It
Tha Phantom of the Opera 

Acordo ouvindo vozes há minha volta, parecendo distantes como se um vidro estivesse entre nós... Abro mais os olhos e vejo que existe, sim, um vidro, à minha volta, redondo, com filigranas de cor rubi... como os do copo de que acabei de beber... Vejo à minha frente a cara do Maître, um gigante...Não, não é gigante, sou eu que estou minúscula, dentro do cálice que me ofereceram. Ainda adormecida de todas estas novas sensações, tento perceber o que se passa,  consigo perceber que não chegarei ao topo, não vislumbro como poderei sair... O Maître diz-me "Não podes sair", como se adivinhasse os meus pensamentos. Começo a recuperar as forças, e bato no vidro, que se passa, onde me levas, responde-me...

Entrega-me noutras mãos e vejo à minha frente aqueles olhos perturbadores que ao início da noite me chamaram a atenção... Ao olhá-lo mais de perto, sinto o corpo adormecer, fico quieta, presa naquele olhar... Bebeste as lágrimas de feiticeira... Quando te vi, sabia que as provarias... Que queres de mim??? Como aconteceu isto...? Pergunto, com um misto de confusão, medo, sensação de que apenas posso estar a sonhar... As lágrimas de feiticeira são poderosas, quem as bebe fica prisioneira de quem serviu o cálice... Porque me queres como tua prisioneira? Os seus olhos não paravam de me fixar, como se estivessem mais fascinados comigo, do que eu estava com tudo aquilo, sentia-me já não com medo, mas como que hipnotizada... 

Não irei fazer-te mal, prendi-te neste cálice porque quero olhar-te, um dia já fui assim, e perdi quem eu fui... Quem tu foste? Já fui humano e com o olhar cheio de esperança como tu, tornei-me numa criatura da noite e não me lembrava de como era antes... Quero levar-te comigo, posso contemplar-te durante horas a fio, será que consegues devolver-me um pouco do que era...?

Fiquei suspensa daquelas palavras, daquele olhar saudoso e que sofria... Não precisas de mim para te lembrares como é ser humano, disse-lhe, se não estivesse ainda dentro de ti, não o terias reconhecido quando me olhaste, eu seria indiferente para ti, apenas mais uma mortal... Sei que te lembras, e sei que também te lembras que não se prende a esperança, porque senão ela morre... 

Tens razão, não posso manter-te aqui... Passou a mão por cima do cálice e de novo um vórtice me puxou, desta vez para fora do copo. Obrigada, disse eu, e sem saber se o devia fazer, peguei-lhe na mão, enorme, com garras, assustadora... Por momentos vi, vi quem tinha sido aquela criatura do imaginário... Vi que foi um homem com sonhos, alegrias e, sim, esperança... Vi como perdeu tudo isso, como se transformou num dos nossos medos mais profundos... 

Senti vontade de ficar ali mais um pouco, apesar de ele me dizer "Estás livre, podes ir embora, ninguém te travará." Fiquei, mais um pouco, lembrei-lhe daquelas pequenas coisas que fazem os humanos felizes, vi um brilho nos olhos dele, ouviu tudo e disse, "Preciso ir-me embora, apenas na Noite das Bruxas podemos estar entre os humanos, a noite está a acabar."

"Posso voltar na próxima Noite da Bruxas?", perguntei. Não esperei pela resposta, "Até daqui a um ano, estarei aqui", e saí, livre, como tinha chegado.

Continua dia 04.Nov.13....

Foto de Isa Lisboa

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Era uma vez...

Imagem da Web

Era uma vez...

Era uma vez
o medo que os anciãos
tentavam combater
à volta da fogueira
na noite em que diziam 
adeus à luz.

Era uma vez
uma oração oferecida
pelos pedintes que recebiam
bolos doces em troca
da salvação das almas perdidas.

Era uma vez
uma crença há muito esquecida
que matou inocentes
sedentes de liberdade.

Era uma vez
a tradição de esconder
dos pedintes e mendigos
o rosto atrás de uma máscara
para que nada saia da bolsa.

Era uma vez
travessias tão difíceis
que faziam desaparecer sem rasto
milhares de esperançosos 
em busca de um mundo melhor.
E o medo dos que haviam sobrevivido
que eles voltassem assombrar
as colheitas dos que tiveram mais sorte.

E hoje vivo eu
inocente e ignorante
do que aqui trouxe esta tradição.
E brinco de ser
o que outros tentaram esquecer.

Feliz Halloween :)

Dulce Morais
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Obrigado

Meu obrigada a todos os escritores/poetas/poetisas/leitores que, de alguma maneira, me ajudaram e me ajudam para que eu, a cada dia mais, aprenda com suas palavras e experiências.

Obrigado

Como eu gosto desse lugar
agradável e doce sensação
Aqui eu posso compartilhar
o que sinto em meu coração

Partilhar e ler letras assim
é ótimo para o crescimento
Cheias de riquezas, enfim
sustentam-nos o alimento

Há diversos pensamentos
em suas particularidades
Ricos em seus sentimentos
agradando todas as idades

A você digo gentilmente
parabéns e obrigado
De poder continuamente
aprender ao seu lado
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Soneto aos Poetas

Dizem que são intocáveis,
Outros dizem que são chatos,
Já outros, que são estáveis,
Quanto aos outros, são idiotas natos...

Muitos têm visões diferentes sobre um poeta,
Mas amam a poesia,
E se esquecem que quem a faz não é um atleta,
Mas sim, quem sofre a agonia.

Muitos odeiam os poetas,
Mas amam seus escritos,
Isso os deixa em berros e gritos:

Pois o Mundo ingrato,
Nada sensato,
Se esqueceu dos poetas, e foi viver a poesia!

Simon-Poeta
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Noite de Bruxas - Parte I

Este conto foi escrito entre Novembro de 2011 e Novembro de 2012… Resgatado de entre memórias difusas, realidades que se confundem com sonhos, todas apanhadas pela caneta de uma escritora…



The Mirror/Angel of Music
The Phantom of the Opera

Noite de BruxasParte I , por Isa Lisboa

Seguimos no carro por entre as árvores verdejantes, que formam um arco sobre as nossas cabeças, deixando a sensação de estarmos a ser guiados por um roteiro mágico. Ao fundo vislumbra-se por entre a vegetação densa o que parecem ser as torres do castelo de uma princesa de contos de fadas, quase espero que a fada Sininho passe alegremente a fazer as suas travessuras...

Ao longe vejo uma fogueira a crepitar no cimo da serra, mantém-se uma chama viva, apesar de a chuva bater cada vez mais forte. Lembram-me dos rituais que se diz são ainda praticados por aqui... Imagino pós a serem lançados à fogueira, mantendo aquela chama crepitante e tão misteriosa...

Chegámos à aldeia, seguimos agora pelas ruas estreitas, direita, esquerda, em frente, direita. Paramos junto ao velho coreto, imagino-o testemunha silenciosa e paciente de amores e desamores, revoluções e conspirações, danças pagãs e procissões em honra aos santos. Vários carros parados, um lugar vazio, um único, parece que reservado para nós.

Entramos, espera-nos um mestre de cerimónias, vestido a rigor. O seu olhar de imediato me prende os olhos, sinto a vento a fustigar-me as costas, a porta atrás de mim fecha-se com a força do vento.

Dirigimo-nos à mesa, um lobisomem entra furtivamente na sala, enquanto me sento em frente a uma aranha que se passeava pela mesa e que estranhamente parece olhar-me como se fosse uma presa... Por um breve momento, preciso lembrar-me de que é Noite das Bruxas, em que os monstros saem à rua, o único dia em que podem passear-se livremente, sem assustar os mortais...

Trazem-nos a ementa para a noite, o que me distrai das intrigantes sensações que me assaltam desde que cheguei. Como entrada, Salada de Tentáculos de Monstro Marinho, com Óleo de Azeitonas Embruxadas, seguindo-se Peito de Dragão Alado com Frutas dos Duendes embebidas em Poção Mistério. Assim avançamos até à sobremesa, Tarte de Frutos do Bosque Encantado com raspas de Asas de Morcego.

À volta, o lobisomem continua a passear-se, falando descontraidamente com uma vampiresa que parece pronta para voar pela noite em busca não entendo de quê...

Passamos ao pequeno jardim, onde abóboras suspensas no ar - como terão feito este truque - iluminam este espaço onde a noite se adensa. Trazem-nos um cálice, dizem-nos que são lágrimas de feiticeira, néctar muito raro, que temos que provar, pois nunca esqueceremos o sabor daquela bebida exótica. Começo por saborear um pouco, deixando o sabor apoderar-se dos meus lábios, sinto uma mistura de doce com pimenta, que fervilha na pele, convidando a beber mais. Arrisco e sinto que um leve fogo me queima a garganta, e avança pelos meus músculos, sinto como que um vórtice me suga e perco os sentidos...! 

Continua na Noite de Bruxas.....

Foto: Isa Lisboa

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Haikai Iludido




Sentado acolá,
Com uma linda flor na mão,
Venha me buscar?

Simon-Poeta
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Iludido

Sinto-me com algo estranho...
Não sei do que se trata,
Só sei que essa dor me mata,
Mais dor sinto quando vejo teus olhos castanhos.

Qual nome se pode dar a isto?
Será que eu ainda sou amado?
Estou vivendo o inesperado.
E nem sei mais se ainda lhe conquisto...

Não sei viver correctamente,
Nem sei ser eu mesmo,
Só sei que a vida é além de um vilarejo,
Que rodeia nossas mentes.

Não sei se estou iludido...
Muito menos sei a verdade,
Só sei que me sinto pela metade,
Pois desconfio que estou sendo traído!

Simon-Poeta
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SENDA


                                                                  Imagem: Denis Octubre


                                                              Caminho com fé, buscando
cumprir minha missão íntima
os dias de lutas, lágrima,
tumultos, mas superando.

                                                                                              claudiane
                                                                                              22/10/13



" Se chamares experiências às tuas dificuldades e recordares que cada experiência te ajuda a amadurecer, vais crescer vigoroso e feliz, não importa quão adversas parecem as circunstâncias".
                                                                                                                                        Henry Miller

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Imortal - Capítulo I

Minha nova série aqui no Danka Machine.

Tudo que amei, amei sozinho”
Edgar Allan Poe

   Sentia fortes dores... quase não suportava mais; sangue em toda parte, tudo é desgraça! Tudo é tristeza. Assim que fiquei sabendo que William morreu, quase fui junto; além da tamanha dor que sentia das feridas em meu corpo inteiro, tinha a dor que me pesava na consciência e no coração. O velório foi triste -como todos-, quase ninguém compareceu, foram apenas três pessoas o dia todo, eu, Marye -a mãe dele- e Rougger -seu irmão-. Rougger só levou sua mãe, não se interessou em ver o próprio irmão... quanto à Sr. Marye, não ficou por muito tempo, pois passou mal e teve que ir embora... para evitar um pouco mais cinco horas seguidas de tédio, mandei enterrarem-no logo. Momento triste... apenas eu... só. 
   Na realidade, eu apenas tive um companheiro quando me casei com William. Imagine só que dificuldade uma roqueira, desnaturada, sem se importar com a vida conseguir ser amiga de alguém pois, todos são “santos” e não querem estar perto de você. William veio em um momento muito especial em minha vida... quando eu estava prestes à pular de uma ponte, pois, 'tudo que amei amei sozinha'... jamais namorei... nunca tive amigos. Quando eu me apaixonava por um menino legal, ele me rejeitava sem antes mesmo eu falar que o amava. Não sei... acho que tinham medo de mim.
   Ele era como eu... amava Rock And Roll, Rock Metálico, e o Rock Inglês -o que mais gostávamos-. Ah! Eu vi um deus em minha frente e, logo que eu ia o convidar pra sair, ele me convocou antes mesmo que eu precisasse abrir a boca. Não pensei duas vezes... aceitei e contava as horas, os minutos e até os segundos. Mas, minha desgraça era que o tempo não passava.
   Assim que casei-me com ele, vivi os dias mais felizes da minha vida, até mais feliz do dia em que fui em um show dos Beatles e tirei uma foto com John Lennon e Paul McCartney. Ah! Não consigo me esquecer dos momentos que vivemos juntos. Você pode até pensar que eu me casei com William por gratidão; mas lhe desminto agora... se tu acreditares em amor à primeira vista, com certeza acreditará que eu e William nos apaixonamos à partir da primeira troca de olhares. Eu, que sempre fui sozinha e que só passei por dificuldades nessa vida, aproveitei o que o destino reservara-me. 
   Quando cheguei do velório, não tinha nada a fazer... então, para meu consolo, fui tocar em suas roupas, sentir o cheiro dele e o amar eternamente, pois nosso amor é imortal. A calça que estava reservada na frente de todas que estavam no armário, cujo, julgo eu, ele usaria no dia seguinte, estava uma folha de papel com algo escrito... curiosa, quis logo ver. Quando comecei a ler, me surpreendi e me emocionei... isso era o que estava escrito:

Se da vida colocar-me o mel na boca,
Sentirá a mais estranha, farta, louca...
Vontade de me amar,
E sempre mais me abraçar...
Se com o passar do tempo recordar-te de min,
Irá então perceber, 
O que fez de ruim,
Daí irá ver, 
Que jamais conseguirá se esquecer de min.
Mesmo se o véu deslumbrante da vida se apagar,
E a morte me dissipar,
Com certeza, irá se lembrar,
Do amor que eu tinha por você, minha beleza rara!
Se um dia quiseres morrer,
Irá pensar duas vezes ou mais,
E assim será capaz,
De então dizer: Como eu amo você!
Se dissipar-me em brigas,
Irá depois se arrepender,
Deleitando-se sobre a morte cálida,
Estranhamente pálida,
Irá então perceber,
Que eu não só te amava,
Mas ainda amo você!

Chorei... não me segurei! O dia seguinte, era a comemoração do nosso primeiro ano de casados.
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MUITO OBRIGADO!!!





QUE FELICIDADE!!!!

Ver que atingimos 45.000 mil acessos em oito meses de existência é uma satisfação muito grande.Só que tem um blogue e faz seu trabalho com verdade, veemência, dedicação, como eu , Danka Maia,Jana Bragança e todos os nossos AUTORES E COLABORADORES sabe o que significa ver isso!

Recebam os nossos 45.000 mil obrigados com  todo carinho, a você que passa por aqui para ler, interagir, fazer o Danka Machine acontecer de fato!



   O NOSSO PRESENTE
 
É
 
A SUA PRESENÇA!!
 
 
 

 
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Já Amei uma Vez

Já amou uma vez...
Sei que sim,
Pois então...
Na verdade.
Com certeza!
Digo com o sopro da Natureza
Que a vida pede mais um chance
Todos sabemos
Que tudo não passa de um lance
Você me deixou pois sei
Jamais morrerei
De amor por alguém
Não quero nada nem ninguém, já não tenho uma gota
Volte p'ra min?
Você me pergunta...
Tudo calado
Não se ouve nenhum riso chorado
Alguém já se foi e
A doçura é monótona
Mas tenho consciência
Por que me perguntas se já amei uma vez
Eu te digo
Já amei sim, uma vez!

Leia de novo, só que de baixo para cima


Simon-Poeta
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Amor e confiança sempre andarão juntos

Amor e confiança, juntos estarão
amarrados em qualquer situação
no emaranhado de uma emoção
No coração, vão fazer a varredura
combatendo o mal com ternura
com um toque singelo que cura
Somente unidos serão capazes
de tirar todos os tipos de males
fazendo nele, limpezas eficazes
Varrendo para longe, o de ruim
que aos poucos, culmina assim
as desgraças que sujam o jardim
Pragas essas que o torturam
fazendo maus que machucam
até não aguentar, ai o trancam
Em uma cela imunda e vazia
será isolado do que mais queria
que era tanto ver um novo dia
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A ti

Arte: Irene Carranza








Puxa-me a ti
Ama-me, não me prendas
Voltarei sempre


Isa Lisboa


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Escuridão – Capítulo V

Arte: Autor desconhecido

Escuridão – Capítulo V 

A surpresa foi enorme quando, ao acordar naquela manhã, viu a primeira claridade dos últimos seis anos. Era ténue e desapareceu quase imediatamente. Apenas teve tempo de entrever um halo mais claro, um pormenor do dia, uma sombra menos escura. Tinham sido só alguns segundos de surpresa, antes de tudo voltar ao que lhe era agora habitual: a escuridão. Sentiu algo estranho. Uma mistura de medo e de curiosidade, de vontade que voltasse a acontecer, acompanhada por uma estranha sensação de vertigem. Não disse nada. Não contou a ninguém. Poderia ter sido só um sonho. Tinha apenas acordado quando o evento sucedera. Só podia ser isso mesmo: um sonho. O dia continuou como todos os outros. 

As semanas sucederam-se e nada de novo aconteceu. A luz, ou melhor, o sonho daquela claridade, não voltou. Já não pensava nela quando, ao virar a esquina de uma rua em direção à estação do autocarro que a devia levar a casa do irmão, voltou a ver. Desta vez não era simplesmente uma leve e breve aparição da luz. Era uma luminosidade tão forte que teve de fechar os olhos e cobri-los com as mãos. A dor foi intensa, mas passou. O choque foi mais intenso ainda. Não podia deixar de sentir aquela mistura de curiosidade e de medo. 

Decidiu consultar o médico e explicou-lhe os eventos. Imediatamente foram receitados novos testes, novas análises e, após algumas semanas, novos resultados estavam disponíveis. A doença recuava. Ninguém compreendia as razões da situação. Nem os médicos, nem ela própria. E ninguém podia prever se iria continuar a ver ou entrever a luz ocasionalmente, se iria voltar a acontecer, ou se iria continuar a melhorar. Nenhum médico se atrevia a prognósticos. Tudo era desconhecido. Nunca tinham visto uma tal coisa. 

A mãe dela, guiada pela fé, estava convencida de um milagre, de que Deus ouvira as suas súplicas repetidas e decidira, enfim, devolver a vista à sua filha. Os irmãos, mais pragmáticos, armaram-se em especialistas em psicologia e explicavam que, como a força de vontade e o desejo de combater a doença eram mais fortes, e como ela nunca tinha desistido de querer voltar a ver, a mente tinha acabado por vencer o corpo fazendo recuar a doença. 

Quanto à principal interessada, nenhuma das explicações a satisfazia. Se Deus ouvia as súplicas, devia certamente fazer milagres a quem precisasse muito mais do que ela. A sua mente não tinha vencido o corpo, simplesmente, porque ela já tinha renunciado há muito a combater a doença. Já se tinha convencido de que iria ficar cega até ao fim da vida e o facto nem a incomodava assim tanto. Claro, gostaria de voltar a ver o rosto dos que amava. Claro, desejava voltar a ver as cores. Com certeza que queria admirar o Mundo e comunicar com um simples olhar, adivinhar pela expressão na cara e o olhar o interlocutor o que ele pensava, o que sente ao ouvir as suas palavras, ao ver uma das suas esculturas. Mas o que lhe parecia indispensável na vida, agora, ela só o tinha encontrado depois de perder a vista. 

Era a aceitação de quem ela era. A argila e a escultura já a chamavam no tempo em que ainda via, mas a família, a sociedade, exigia que uma menina tão inteligente não perdesse o seu tempo de maneira tão inútil. No entanto, quando deixou de ver, já não pareceu estranho a ninguém. Pelo contrário, todos a encorajaram a continuar a experiência e agora mostravam orgulho no seu sucesso. 

A independência que conquistou durante os últimos seis anos, ela sabia, não teria sido aceite tão facilmente. Mas, para uma pessoa que não pode ver, e que todos esperam ser independente, tornar-se autónoma, é uma vitória, não só para ela, mas para toda a família e amigos que já imaginavam assisti-la até ao fim da vida. 

O que iria acontecer se a doença recuasse verdadeiramente? Iria conseguir guardar tudo o que tinha conquistado? A história não o diz. Ensina, no entanto, que só as pessoas que a amavam verdadeiramente ficaram ao seu lado. Diz também que essas pessoas, por vezes, confundiam amor e controlo mas que, graças – e não por causa – à doença e às suas consequências, aprenderam a ter orgulho nos sucessos e nos passos que dava na direção da independência. E ela sabia que tinha começado a ver quem era, a ver o queria para ela, exatamente quando os seus olhos deixaram de ver… 

— FIM —
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Lago dos Cisnes



Estupendo esse vídeo!
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A Última Gota (Terror)


Simon-Poeta
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