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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Regime de Kim Jong-un executou 70 funcionários, diz Coreia do Sul

(Foto: AFP)




O ditador norte-coreano Kim Jong-un executou 70 funcionários desde que assumiu o poder no fim de 2011, em um "reinado de terror" que excede em muito o derramamento de sangue durante o regime de seu pai, disseram autoridades sul-coreanas nesta quinta-feira.
Em um fórum em Seul, o ministro de Negócios da Coreia do Sul, Yun Byung-se, comparou as execuções atuais com as ocorridas durante o regime do líder norte-coreano morto Kim Jong-il. Durante os primeiros anos no poder, o governo liderado pelo pai de Kim Jong-un executou dez funcionários, de acordo com o ministro.
Um funcionário do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, que falou sob condição de anonimato, confirmou que a agência de espionagem acredita que Kim executou cerca de 70 funcionários, mas não quis revelar como obteve a informação.
Yun disse também que o "reinado de terror" de Kim afeta significativamente os norte-coreanos que trabalham no exterior, inspirando-os a desertarem para o Sul, sem revelar mais detalhes.
A Coreia do Norte, uma nação autoritária governada pela família de Kim desde a sua fundação, em 1948, mantém sigilo sobre o funcionamento de seu governo, dificultando a confirmação de informações.
Expurgos governamentais de alto nível têm uma longa história na Coreia do Norte.
Para fortalecer seu poder, Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte e avô de Kim Jong Un, retirou facções pró-soviéticas e pró-chineses de dentro da liderança nos anos após a Guerra da Coreia (1950-1953). As vítimas de alto escalão incluem Pak Hon Yong, ex-vice-presidente do Partido da Coreia dos Trabalhadores e o ministro das Relações Exteriores do país, que foi executado em 1955 após ser acusado de espionagem para os Estados Unidos.
Kim Jong Un também removeu os principais membros da velha guarda através de uma série de expurgos desde que assumiu após a morte de Kim Jong Il. O expurgo que mais causou polêmica até agora foi a execução em 2013 de seu tio, Jang Song Thaek, acusado de traição. Jang foi casado com a irmã de Kim Jong Il e já foi considerado o segundo homem mais poderoso da Coreia do Norte.
Agência de espionagem da Coreia do Sul disse a legisladores em maio que Kim ordenou a execução de seu então chefe de Defesa Hyon Yong Chol por supostamente reclamar das regras do governo e dormir durante uma reunião.
Especialistas dizem que Kim poderia estar usando o medo para solidificar a sua liderança, mas esses esforços poderiam falhar se ele não melhorar a economia despedaçada do país.