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quarta-feira, 20 de maio de 2015

QUANDO O CORAÇÃO SANGRA por Danka Maia





Quando o coração sangra,

Não estanca,

Deixa correr,

Deixa ser,

Permita-se sofrer.



De sofrência até se morre,

Mas quando se escolhe,

nela viver.

Deixa o músculo vermelho escorrer,

O veneno precisa expurgar seus efeitos,

Retê-los tráz dor no peito,

Não carece disso guardar.



A faca enfiada na alma,

rasga sem dó.

não estou só,

então logo passa.

O poder de toda desgraça,

acaba, quando a gente

Imponente ,perante ela, grita:

_A vida ainda é minha,deixa eu manejar!



Ah moço,eu choro tanto,

Que minhas lágrimas parecem seca no sertão,

o Tempo todo,ali, me fazendo lembrar.

E quando sangra meu coração,

Como agora,

Suspiro fundo,

Olho no mundo,

Viro para para dentro de mim,

Esses olhos cansados,

E ainda enamorados,

Mesmo sem saber o porquê.

Me retiram do abismo,

Me lançam nas lembrancças de quem sou.

Aquele Eu que não sei onde vive,

Porém cá dentro de mim,

Surge assim,

Cuidando do que sobrou,

Me ensinando a continuar.



Hoje deixo o veneno ir.

Amanhã eu refaço os pontos.

O segredo não está na dor,

Mas no meu opor

Diante dessa falsa escravidão.