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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Confissões De Papel Por Danka Maia

 



Ainda que eu saiba, insisto em não ver.

Ainda que escute, prefiro não ouvir.

Assim é o coração e a mente,

Amantes errantes,

Numa teia de Disfarces.


Minh'alma sonha calada e assim vaga,


Meus olhos pasmam em cores que não sejam do teu eu...


Ainda não te julgo como amado,


Mas na fleuma trago a palavra,


Ah,ela é a marca.                     



Ainda que me sinta ensandecida,


Ainda que dedos apontem,


Mentes  insistam em burilar-me,


Tu és meu alarme,


Faces e fazes do meu eu,


Que não quero mais.



Não vivo no mundo,


Passo por ele,


Só para te ver,


Tentar ler,


O feitiço que me encantou.



Ainda que seja frágil, me faço de forte,


Seria eu esnobe?


Não, somente consorte num coração jovem.



Ainda que o ainda não se rompa


Na aurora da minha existência,


Esse teu jeito de me fazer crer,


Que valho a pena,


Por tão só ser,


Desata em mim um nó louco,


Num poço,


Cheio de emoções contidas,


Ranços impregnados de malditas,


Um coração de mulher,


Que o vento desfez,


O mundo julgou insensatez,


Mas você...


 Meramente o fez.