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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Confissões De Papel Por Danka Maia



Ainda que eu saiba, insisto em não ver.
Ainda que escute, prefiro não ouvir.
Assim é o coração e a mente,
Amantes errantes,
Numa teia de Disfarces.
Minh'alma sonha calada e assim vaga,
Meus olhos pasmam em cores que não sejam do teu eu...
Ainda não te julgo como amado,
Mas na fleuma trago a palavra,
Ah,ela é a marca.                     
Ainda que me sinta ensandecida,
Ainda que dedos apontem,
Mentes  insistam em burilar-me,
Tu és meu alarme,
Faces e fazes do meu eu,
Que não quero mais.
Não vivo no mundo,
Passo por ele,
Só para te ver,
Tentar ler,
O feitiço que me encantou.
Ainda que seja frágil, me faço de forte,
Seria eu esnobe?
Não, somente consorte num coração jovem.
Ainda que o ainda não se rompa
Na aurora da minha existência,
Esse teu jeito de me fazer crer,
Que valho a pena,
Por tão só ser,
Desata em mim um nó louco,
Num poço,
Cheio de emoções contidas,
Ranços impregnados de malditas,
Um coração de mulher,
Que o vento desfez,
O mundo julgou insensatez,
Mas você...
 Meramente o fez.