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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Homofobia: Morte de travesti na véspera do Carnaval expõe 'problema da homofobia do Brasil', diz jornal inglês

INTEGRANTE DA BEIJA-FLOR FOI ASSASSINADA NO RIO DE JANEIRO (Foto: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

A morte de uma integrante da Beija-Flor, em Nilópolis, na Baixada Fluminense em janeiro deste ano, ganhou repercussão internacional após o jornal britânico "The Guardian" publicar um artigo dizendo que o assassinato expõe "o mundo sombrio por trás do brilho do Carnaval".

Claudio da Silva, 25, uma travesti que era conhecida pelo apelido de Piu, foi torturada antes de morrer por criminosos do Morro da Mina. A suspeita é de que ela teria envolvimento com um policial, informação negada pela família da vítima. 

 
A motivação para o assassinato com requintes de crueldade, pois Piu foi encontrada com sinais de espancamento e seis furos de tiros pelo corpo, é também transfobia.
"Foi um assassinato que deu a macabra confirmação do problema da homofobia e da transfobia do Brasil, assim como trouxe à luz o submundo do crime que se esconde por trás da fachada despreocupada do Carnaval", diz o artigo publicado no domingo (8).
O jornal observou que embora muitos homens se vestem de mulher nos blocos de carnaval e em festas típicas da época, a transfobia está enraizada no Brasil, com um gay, trans ou bissexual assassinado a cada 28 horas. "Alguns dos comentários [na internet] pareciam apoiar [o crime]", utilizando o termo "bicha" de forma depreciativa para descrever Piu.
Além disso, de acordo com o "The Guardian", o crime organizado é outro ponto que ofusca o brilho do Carnaval, pelo fato de a festa ser financiada pela atividade criminosa, tendo quadrilhas de traficantes e bicheiros como as principais fontes de renda.



Fonte: Revista Marrie