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sábado, 3 de maio de 2014

Meus dois seres

Foto: Quintal das cores



Houve quem neles se perdeu,
Houve quem neles se encontraram,
Eu os procuro em mim,
Na tormenta ou bonança,
São meus feitiço,
Deles me faço

E se dizem quem sou,
Também por eles vejo o mundo
E ele me devolve
A Esperança
Refletindo a cor
Respondendo ao que procuro

Parecem notas recitais,
Duas únicas notas,
Quem elaboram
A canção
Destes meu relés mortais.

Meu universo tem cor de grama,
Mas quando a paixão chama,
Faço-os da cor sangue
Um mangue,
Para determinados pés atolar

E há momentos que castanhos
Podem ser
Abraçando a terra
E quem comigo caminha
Trazendo luz a meus dias

Podem ainda ser azuis
Como o céu durante o dia
Sonhando voar como os pássaros nele
Ou com as estrelas à noite
Mas o verde sou sempre eu

E cá nos meus botões concebo,
Que cor há na esperança,
De que me enxerga na noite clara?
Sou amor...
Sou querer...
Sou emoção..
Raiva ou paixão?
Ah meus dois meninos
Sois sempre meus seres
Fazendo de mim esse tom de verde

Verde como a árvore que abraço
Num dia de sol
Como a folha do pequeno arbusto
Beijada pelo vento
Como o pé que suporta a rosa
Por vezes até com espinhos
Mas com perfume a fazer valer a pena
Verdes são meus espelhos
Onde sempre me poderão encontrar
Lá no fundo
Pronta a dar-se
A quem procura o verde.

Portanto, amigos desses meus amores
Sejam enfeitiçados ou vingadores
Esqueça a vingança
Faça-se bonança
Destes dois senhores
De Isa e Danka


Quem são, advinham?