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sábado, 16 de janeiro de 2016

6 lendas amazônicas que vale a pena conferir

 Boto:

De acordo com a lenda, um boto cor-de-rosa sai dos rios nas primeiras horas das noites de festa e com um poder especial, transforma-se em um lindo jovem vestido com roupas brancas. Ele usa um chapéu branco para encobrir o furo em sua cabeça. 
Nas festas, com seu jeito galanteador e falante, o boto dança, bebe,  e  aproxima-se das jovens solteiras, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio, local onde costuma engravidá-las. Na manhã seguinte volta a se transformar no boto, pois o seu encantamento só acontece à noite. 



Guaraná: 

Um casal de índios desejava muito um filho. Um dia pediram a Tupã para dar a eles uma criança. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade,  atendeu o desejo trazendo a eles um menino.
O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida. Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.
A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são tão negras quanto os olhos do menino.


Pirarucu:

O Pirarucu era um índio guerreiro que era muito valente e muito orgulhoso, vaidoso e injusto e gostava de praticar a maldade. Foi então que o Deus Tupã resolveu castigá-lo por todas as suas maldades e pediu a Deusa Luruauaçu que fizesse cair uma grande tempestade e assim aconteceu. Uma forte chuva caiu do céu sobre a floresta de Xandoré, o demônio que odeia os homens começou a mandar raios e trovões tornando a floresta toda eletrizada pelos fortes relâmpagos e o  forte guerreiro chamado de Pirarucu encontrava-se na hora da chuva caçando na floresta tentou fugir, mas não conseguiu, vencido pela força do vento caiu ao chão e um raio partiu uma árvore muito grande que caiu sobre a cabeça do jovem guerreiro, achatando-lhe totalmente (o que originou sua cabeça chata). O jovem guerreiro teve seu corpo desfalecido, carregado facilmente pela enxurrada para as profundezas do rio Tocantins, mas o Deus Tupã ainda não estava satisfeito e resolveu transformar o índio em um peixe avermelhado, grandes escamas e muito saboroso, um peixe que seria incansavelmente caçado por todos.



Matinta Perera:

Diz a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo. Ao ouvir durante a noite, nas imediações da casa, um estridente assobio, o morador diz:- Matinta, pode passar amanhã aqui para pegar seu tabaco. No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo. A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de "virar" Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo "rasga-mortalha". Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta:" Quem quer? Quem quer?" Se alguém responder "eu quero", pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de "virar" Matinta Perera.


A origem do Rio Amazonas:

Há muitos anos, existiam na selva amazônica dois noivos apaixonados que sonhavam ser um casal. Ela vestia-se de prata e seu nome era Lua. Ele vestia-se de ouro e o seu nome era Sol. Lua era a dona da noite e Sol era dono do dia.
Havia porém, um obstáculo para aquele namoro: se eles se casassem o mundo se acabaria. O ardente amor de Sol queimaria a Terra toda e o choro triste da Lua toda a terra afogaria.
Apesar de apaixonados, como poderiam se casar? A Lua apagaria o fogo? O Sol faria toda a água evaporar? Assim, eles se separaram.
Eles nunca puderam se casar. Os noivos ficaram desesperados, a Lua de prata e o Sol de ouro.
No desespero da saudade, a Lua chorou durante todo um dia e toda uma noite. Suas lágrimas escorreram por morros sem fim até chegar ao mar. Mas o mar, com tanta água embraveceu-se, ele não queria aceitar tanta água.
A sofrida Lua não conseguia misturar suas lágrimas às águas bravas do mar. Algo estranho aconteceu. As águas escavaram um imenso vale, serras se levantaram. Um imenso rio apareceu. E assim as lágrimas da Lua formaram o rio Amazonas, o rio-mar da Amazônia.


Vitória-Régia:

Conta a lenda que uma índia chamada Naiá, ao contemplar a lua (Jaci) que brilhava no céu apaixona-se por ela. Segundo contava os indígenas, Jaci descia a terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu. Naiá ao ouvir essa lenda, sempre sonhava em um dia virar estrela ao lado de Jaci. Assim todos as noites, Naiá saia de casa para contemplar a lua e aguardar o momento da lua descer no horizonte e sair correndo para tentar alcançar a lua. Todas as noites Naiá repetia essa busca, até que uma noite Naiá, decide mais uma vez tentar alcançar a lua, nessa noite Naiá vê o reflexo da lua nas águas do igarapé e sem exitar mergulha na tentativa de tocá-lo e acaba afogando-se. Jaci se sensibiliza com o esforço de Naiá e a transforma na grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que só abre suas pétalas ao luar.