Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

domingo, 19 de julho de 2015

Construções feitas para provocar a vizinhança

 Em episódio de “Chaves”, a vila toda resolve se unir para organizar o Festival da Boa Vizinhança. Apesar das diferenças entre eles, os personagens conseguem entender que funcionam como uma grande família morando na mesma região. Mas nem sempre a convivência com o próprio vizinho é muito pacífica.
Muita gente resolveu mudar a própria casa para irritar outros moradores da rua! Já noticiamos aqui a história de um rapaz que construiu uma estátua mostrando o dedo do meio ao lado da moradia da ex-namorada. Mas ele não foi o único: confira abaixo mais 5 exemplos de pessoas que não levaram os desaforos pra casa. Ou melhor... levaram, sim.

1. Listras da discórdia

Uma milionária queria demolir sua casa de três andares no exclusivo bairro de Kensington, em Londres, para construir uma nova moradia com dois andares de porão. Seu pedido, porém, foi indeferido pelo Conselho de Urbanismo e ela resolveu protestar contra essa decisão pintando sua residência com listras vermelhas e brancas. A casa de £ 15 milhões (quase R$ 75 milhões) virou atração turística e irritou os outros moradores.
Já que não pôde demolir a residência, milionária pintou a própria casa de forma a irritar os vizinhos

2. Briga de família

Depois de passar anos em alto mar, Thomas McCobb retornou para a cidadezinha de Phippsburg, no Maine (EUA), e descobriu que seu meio-irmão havia herdado a casa da família. Irritado com a decisão, ele comprou um terreno em frente à sua antiga residência e construiu uma mansão gigante – a mais incrível da região, em 1806 – apenas como forma de provocação.
Mansão de Thomas McCobb em foto de 1960

3. Romeu e Julieta dos hermanos

O Edifício Kavanagh, em Bueno Aires, foi construído em tempo recorde entre 1934 e 1936. Na época, foi a estrutura de concreto armado mais alta do mundo – e continuou sendo a da América Latina por bastante tempo. Só isso já qualificava o prédio como um exemplo histórico e arquitetônico da capital argentina. Mas o motivo da construção deixa a história ainda mais deliciosa.
A jovem irlandesa Corina Kavanagh era apaixonada por um rapaz da família Anchorena. O relacionamento, porém, nunca foi aprovado pela família do moço, que fez de tudo para que eles não ficassem juntos. Para se vingar dos Anchorena, Corina mandou erguer o edifício em um terreno que ficava entre a mansão da família e a Igreja do Santíssimo Sacramento, construída por eles para ser o local de seu descanso de eterno. Será que a discórdia foi para o além-túmulo?
Por ser impedida de ficar com o seu amado, irlandesa mandou construir este edifício com a intenção de provocar a família do rapaz

4. Casa da Igualdade

A Igreja Batista Westboro é conhecida por sua luta ferrenha contra a comunidade gay. Por conta disso, Aaron Jackson comprou uma casa em frente à sede da Westboro apenas para pintá-la com as cores do arco-íris – um dos maiores símbolos do movimento LGBT. Jackson é fundador de uma ONG que luta pelo direito dos homossexuais e sua obra/provocação tem sido chamada de Casa da Igualdade.
Casa da Igualdade também celebra uniões homoafetivas

5. Estreito de Richardson

Na Nova York de 1882, Hyman Sarner queria construir um prédio com vista para a Avenida Lexington. Ele já tinha um terreno enorme, mas precisava de um último pedacinho de terra, de cerca de 1,5 m de largura, para conseguir o que queria. Na época, ofereceu US$ 1 mil ao proprietário, Joseph Richardson. Ele não aceitou a oferta – queria, no mínimo, US$ 5 mil pela terra.
Como o acordo não deu certo, Sarner construiu o prédio como pôde, sem aquele terreninho ali do lado. E, claro, colocou janelas que davam para vislumbrar a Avenida Lexington, que ele tanto queria. Qual foi a resposta de Richardson? Assim que o prédio vizinho ficou pronto, ele aumentou a própria residência, tapando todas as janelas do prédio ao lado – apenas para provocar!
Casa à direita tem apenas 1,5 metro de largura e 31 metros de comprimento e foi erguida para tampar as janelas do prédio ao lado como forma de protesto