Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Por que perseguimos os ex-namorados no Facebok?

Quem nunca “stalkeou” alguém no Facebook? Você pode até dizer que não, mas é bem provável que já deu uma conferida no perfil de alguém que achou interessante. Além disso, o caso fica ainda mais sério quando o assunto é espiar o (a) ex. Um estudo realizado na University of Western Ontario descobriu que 88% dos usuários da rede social de Zuckerberg já passaram algum tempo vigiando a vida alheia na internet.
Todavia, os motivos por trás da prática são muito variados, indo desde a mera curiosidade até o schadenfreude – sentimento de sentir prazer com o infortúnio de alguém. Mas por que razão obscura continuamos com isso? O que esse hábito acarreta?
“Nós somos programados para prestar atenção nos outros indivíduos”, informa a psicóloga Pamela Rutledge, que estuda o impacto da mídia e da tecnologia em nossas vidas. “Mesmo que nos separemos, nós queremos acreditar fundamentalmente que ninguém pode nos substituir. Desejamos uma afirmação de que somos valorizados e que somos bons, portanto esperamos que a outra pessoa esteja pelo menos um pouco triste ou sofrendo”, explica.

Segundo Rutledge, a prática é mentalmente satisfatória, pois atribuímos um valor pessoal àquela pessoa mesmo que ela não esteja mais relacionada conosco. Do ponto de vista da procrastinação, essa é uma maneira de evitar que nos empenhemos em procurar outros relacionamentos.

O risco dos stalkers

Como nem todas as redes sociais possuem as mesmas regras, o stalker também corre o risco de acabar se expondo, seja por curtir uma postagem por engano ou esquecer que o LinkedIn mostra quem visualizou o perfil nos últimos dias – função que já existia no falecido Orkut.
Existem diversos programas e vírus na internet que tiram proveito da obsessão em descobrir quem está nos vigiando. Entretanto, se depender do dono do Facebook, isso não será possível. Porém, ao menos que a espionagem da página alheia se transforme em ameaças ou invasões, as chances de ser descoberto são bem poucas – e enquanto o objeto de atenção não tem nenhuma ideia, os danos psicológicos atingem apenas o stalker.

“Você não está ameaçando ninguém, só está sendo muito curioso”, diz a psicóloga. “Óbvio, que existe uma linha tênue em tudo isso. Se você está passando tempo demais seguindo alguém, é melhor reavaliar suas atividades. Em certo ponto, o costume se torna inteiramente pessoal. Ele não corresponde mais a outra pessoa de maneira alguma”, conclui.
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