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segunda-feira, 27 de abril de 2015

10 coisas relacionadas com os orgasmos que você provavelmente desconheça

O orgasmo é um desses temas que interessam todo mundo — e não nos referimos apenas à questão de tê-los ou não, mas também ao fato de, biologicamente falando, esse ser um assunto fascinante. Afinal, além da “mecânica” da coisa, você sabia que pessoas com morte cerebral podem ser estimuladas a bebês já foram flagrados se masturbando no interior do útero de suas mães?
Pois esses e outros tantos fatos e casos interessantes relacionados com o orgasmo foram mencionados pela pesquisadora Mary Roach durante uma conferência organizada pela TED, uma fundação norte-americana sem fins lucrativos voltada à disseminação de ideias.

1 – Orgasmo intrauterino


Em um estudo publicado no The Journal of Ultrasound in Medicine — intitulado “Observations of In-Utero Masturbation” ou “Observações da Masturbação Intrauterina” em tradução livre —, pesquisadores observaram um feto do sexo masculino segurando e movendo sua mãozinha sobre o pênis de forma bem... característica.
Embora as imagens que Mary apresentou fossem estáticas, vale destacar que o estudo foi realizado com aparelhos de ultrassom, portanto, quando as observações foram realizadas, havia movimento.

 2 – Ele pode acontecer apesar dos genitais

Segundo Mary, o orgasmo é um reflexo do sistema nervoso autônomo, responsável por comandar funções que não conseguimos controlar conscientemente, como é o caso do ritmo cardíaco, a digestão e a excitação sexual. E, de acordo com a pesquisadora, o orgasmo pode ser desencadeado por uma surpreendente variedade de estímulos — surpreendente mesmo!

Um exemplo mencionado por Mary foi o caso de uma mulher que chegava ao orgasmo se sua sobrancelha fosse estimulada. E pessoas com lesões na coluna espinhal — como paraplegia ou quadriplegia, por exemplo — muitas vezes acabam desenvolvendo grande sensibilidade em alguma região do corpo logo acima do ponto no qual suas lesões se encontram.
A pesquisadora revelou que na literatura médica existem exemplos de orgasmos provocados pela estimulação dos joelhos, e que um dos casos mais curiosos que ela já encontrou foi o de uma mulher que “chegava lá” toda vez que ela escovava os dentes. Segundo Mary, a moça procurou a ajuda de um neurologista, que descobriu que os orgasmos não eram provocados pela estimulação das gengivas ou pelo uso de determinadas marcas de creme dental.
O neurologista determinou que os orgasmos eram desencadeados pela complexa ação sensório-motora envolvida no ato da escovação. O mais triste é que, em vez de a paciente ficar feliz e simplesmente apresentar excelente higiene bucal — por que, né... imagine o incentivo nesse caso! —, ela procurou ajuda por pensar que estava possuída por demônios e trocou a escova de dente pelos enxaguantes bucais.
A própria Mary entrevistou uma mulher que só precisava se concentrar para chegar ao orgasmo, e a pesquisadora assistiu a uma demonstração pessoalmente, na qual a moça precisou de apenas um minuto para... bom, você sabe.

3 – Não é necessário estar vivo para tê-los


De acordo com Mary, a área responsável pelos orgasmos se encontra ao longo do nervo espinhal, na raiz do nervo sacral. Pois se o local exato for estimulado com a ajuda de um eletrodo, é possível provocar um orgasmo — e o mais curioso é que é possível o mesmo método desencadear reflexos espinhais em pessoas que sofreram morte cerebral, portanto, tecnicamente falando, pacientes legalmente mortos também podem ter orgasmos.
Para explicar como isso é possível, Mary se referiu ao “Sinal de Lázaro”, um complexo reflexo medular que pode ser observado em pessoas que sofreram morte encefálica. Ele é provocado pela estimulação do nervo espinhal através de eletrodos, e se caracteriza pelo movimento dos braços que se cruzam sobre o peito do paciente.
Pois segundo Mary, se somos capazes de estimular uma pessoa que sofreu morte cerebral e fazer com que ela cruze os braços involuntariamente, então também é possível provocar um orgasmo em indivíduos que faleceram — mas que continuam sendo mantidos vivos por meio de aparelhos. O pobre morto não desfrutaria nada do momento, evidentemente, mas, que é possível desencadear essa resposta, isso é!

4 – Eles podem alterar o hálito


De acordo com Mary, Theodoor van de Velde, um escritor dos anos 30 autor de um manual para casais, revelou que é possível detectar um leve odor de sêmen no hálito de mulheres que tiveram relações sexuais cerca de uma hora após o ato. Segundo Mary, Theodoor era um especialista no tema, e inclusive dizia ser capaz de diferenciar entre o cheiro do material ejaculado por rapazes mais jovens e por homens maduros.

5 – Eles podem curar soluços


Em 1999, em Israel, um homem começou a soluçar sem parar. Segundo Mary, a coisa durou alguns dias e, mesmo depois de o coitado tentar tudo o que amigos sugeriam, o problema persistia. Foi então que o homem resolveu — entre soluços — fazer sexo com a esposa e... os espasmos desapareceram.
O homem contou a história para seu médico que, por sua vez, decidiu publicar um relatório sobre o caso em um periódico com o título “Sexual Intercourse as a Potential Treatment for Intractable Hiccups” — ou “Relações Sexuais como Tratamento Potencial para Soluços Intratáveis” em tradução livre —, onde inclusive sugeria que pessoas sofrendo com espasmos constantes recorressem à masturbação caso não tivessem com quem “fazer o tratamento”.

6 – E já foram prescritos por médicos


De acordo com Mary, no início do século 20, muitos ginecologistas acreditavam que durante os orgasmos femininos, as contrações provocadas eram capazes de “sugar” o sêmen através do colo do útero e fazer com que os espermatozoides chegassem aos óvulos mais rapidamente, aumentando as chances de que ocorresse a concepção.
Essa teoria, na verdade, tem raízes remontam à época de Hipócrates, quando os médicos acreditavam que o orgasmo em mulheres não só era recomendado como “ferramenta” de fertilização, como era necessário para que ela ocorresse. Tanto que era muito comum que os doutores de então frequentemente explicassem aos maridos a importância de satisfazer suas esposas.

No entanto, nos anos 50 a dupla de pesquisadores Masters e Johnson resolveu testar a teoria, realizando testes com cinco mulheres — que, basicamente, tiveram capuzes cervicais contendo sêmen artificial colocados no colo do útero e se masturbaram enquanto os médicos faziam raios-x. Os resultados não mostraram qualquer evidência de que os orgasmos femininos eram capazes de sugar o sêmen mais depressa, e a teoria foi derrubada.
Por outro lado, existe uma forma de aumentar as chances de fecundação através do orgasmo. Segundo Mary, os espermatozoides que permanecem no corpo durante uma semana ou mais começam a desenvolver anomalias que os tornam menos eficientes na hora de penetrar os óvulos. Assim, o sexólogo britânico Roy Levin especulou que esse talvez seja o motivo de os homens terem evoluído para se masturbar com mais frequência — e entusiasmo.

7 – Os veterinários ainda prescrevem os orgasmos


Apesar de a teoria dos “orgasmos sugadores” não funcionar em humanos, existem evidências de que essa técnica pode dar certo em animais. Tanto que na Dinamarca o Comitê Nacional para Produção de Porcos descobriu que quando as porcas são estimuladas sexualmente enquanto são inseminadas artificialmente, pode ocorrer um aumento de 6% no número de porquinhos concebidos.
O levantamento foi levado tão a sério que, segundo Mary, o comitê inclusive desenvolveu um plano de estimulação para porcas — composto de cinco passos —, e criou material de apoio como DVDs e cartazes para ser distribuído aos criadores de suínos. Aliás, a pesquisadora exibiu um trecho do vídeo em sua apresentação (que você conferir a partir do minuto 11:20), no qual vemos um homem fazendo movimentos com as mãos que imitam a ação de um macho.
Alternativamente, caso os fazendeiros achem desconfortável demais “por as mãos na massa”, existe a opção de adquirir um vibrador desenvolvido especialmente para suínos e que pode ser acoplado ao tudo do inseminador artificial.

8 – E falando em animais...


Se você assistiu ao trecho apresentado por Mary, você deve ter percebido que a porca não parece entrar em êxtase após os meneios e investidas do rapaz durante a inseminação artificial. Pois a pesquisadora levantou essa questão com uma especialista que explicou que os animais não registram feições de dor ou prazer em suas faces como os humanos, mas isso não significa que devemos concluir que eles não sentem nada.
Segundo Mary, os porcos, assim como os cães, costumam usar mais a parte superior dos rostos e têm orelhas muito expressivas. Já os primatas, tal como os humanos, tendem a usar mais a boca para manifestar sensações, portanto é mais fácil reconhecer as demonstrações de prazer nesses animais.

9 – Estudá-los em laboratório não é nada fácil


Você se lembra de Masters e Johnson, a dupla de pesquisadores que mencionamos no item 6? Pois na década de 50 eles decidiram se lançar à missão de descobrir o que acontecia com o corpo humano durante o ciclo completo de resposta sexual — da excitação até o orgasmo. Contudo, como você sabe, nas mulheres boa parte do processo ocorre no interior do corpo, o que levou os cientistas a desenvolver uma máquina para conduzir seus estudos.
Batizado de “artificial coition machine”, o equipamento era, basicamente, um pênis feito de acrílico transparente equipado com uma câmera e uma fonte luminosa, e ficava conectado a um motor que simulava os movimentos do coito. Infelizmente — considerando o aspecto curioso da coisa — a máquina acabou sendo desmontada e não existe mais. Contudo, apesar das dificuldades...

10 – Mas pesquisá-los pode ser muito divertido


De acordo com Mary, na década de 40, um pesquisador chamado Alfred Kinsey decidiu calcular a distância média que o sêmen pode alcançar durante a ejaculação. O objetivo do cientista era o de comprovar se a força com a qual esse material atinge o colo do útero pode ser um fator relacionado com a fertilidade.
Assim, Kinsey, armado com uma fita métrica e uma câmera de vídeo, reuniu 300 homens em seu laboratório. Curiosamente, o pesquisador descobriu que em três quartos dos participantes, a ejaculação não era nada extraordinária nem lançava o sêmen a longas distâncias — mas que o material era simplesmente liberado sem muito espetáculo. Entretanto, o estudo revelou um recordista!
Um dos participantes no estudo de Kinsey ejetou seu sêmen a uma distância de quase 2,5metros. Infelizmente, segundo Mary, todos os homens que se voluntariaram a se masturbar em nome da ciência tiveram suas identidades preservadas, sendo assim, ninguém sabe quem foi o prodigioso indivíduo que bateu essa impressionante... marca.


A palestra acima foi apresentada por Mary Roach em 2009, mas até hoje continua entre as conferências mais populares e assistidas da TED. Aliás, não deixe de visitar o site da instituição — você pode acessá-lo através deste link — para conferir uma série de conferências fascinantes disponibilizadas pelo pessoal da organização.

Fonte(s)
Imagens