Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

quarta-feira, 4 de março de 2015

COMPLEXO DE CINDERELA... SERÁ QUE VOCÊ TEM?

COMPLEXO DE CINDERELA...
SERÁ QUE VOCÊ TEM?




PRIMEIRO O BÁSICO:

O Complexo de Cinderela é uma patologia neuro-psicológica que afeta certos segmentos da população do sexo feminino. O fato é que nem a própria Cinderela sofria disso, pois na época dela, ou a mulher tinha um bom casamento como futuro, ou não havia mais nada, pois mulher não podia trabalhar nem fazer faculdade. Agora, quem tem essas possibilidades e as recusa, sofre deste complexo.

Recentemente ouve-se falar do Complexo da Cinderela, mas o que é afinal esse “complexo” e ao que é que se deve?
O complexo da Cinderela foi criado em inícios da década de oitenta, por Collete Dowling uma psicóloga norte-americana.
Essa mesmo autora descreve, que o “complexo da Cinderela” ocorre quando existe um sistema de desejos reprimidos, memórias e atitudes que tiveram sua origem na infância. Neste fenômeno existe uma crença da menina ou princesa vai ter sempre alguém que a proteja e que a sustente, tal como acontecia com a Cinderela e o príncipe.


Independentemente da idade, dentro dessas mulheres, existe uma criança que vive assombrando todos os níveis da sua vida, criança essa que ambiciona ter um “príncipe perfeito” que a proteja e lhe proporcione uma vida sem esforço e sem perigos. Consequência dessa crença, existe uma insegurança em vários níveis da vida, dando origem a todas as espécies de medos e dúvidas.
Por consequência desses medos, insegurança e desse príncipe que nunca mais chega, as mulheres que sofrem deste complexo, subestimam-se a elas próprias, autos sabotando-se e menosprezando-se.
Quando de fato encontram alguém ou um “príncipe”, as mesmas crenças que sempre o ambicionaram, podem provocar o seu abandono. Pois devido a essa crença, elas tornam-se extremamente dependentes, ao mesmo tempo que elevam as expectativas ao máximo. Esperando que aquele “príncipe” lhe dará o mundo e fará todas as suas vontades. Isso irá provocar, por um lado continuas decisões, ao mesmo tempo que “asfixia” do “príncipe”. Por mais que o “príncipe” a valorize, nunca chegará. Além disso é obvio um sentimento transversal de incompetência e conformismo, pois abdicam de desenvolver as suas competências e conhecimento, por esperarem o “príncipe”.
Para mulheres com este complexo, necessitar de trabalhar pode significar, que aquele não é o “príncipe”, pois se fosse, não necessitariam.
Este complexo teve origem na educação, na cultura e nas sociedades essencialmente ocidentais. Pois durante muito tempo, o papel da mulher era ficar em casa, não trabalhavam, pois a sociedade de forma geral, via o trabalho, o estudos e o conhecimento, quase exclusivo para os homens. Assim sendo, desde muito cedo, as pequenas mulherzinhas eram educadas/formatadas para serem “princesas”.





Gradualmente a sociedade veio-se alterando e com ela a educação. Atualmente já existem mais mulheres no ensino superior que homens. As mulheres têm acesso à informação, ao trabalho, tal como os homens. Contudo ainda muitas recusam todas essas oportunidades de evolução pessoal e profissional, centrando-se exclusivamente no “casamento de sonho”.
As mulheres com esse complexo, possuem baixa tolerância à frustração, pois a sua competência de resolver problemas é muito escassa. Não são educadas para ser independentes ou autônomas, mas dependentes de um “príncipe”. Desistem com facilidade de algo que não tenha a ver com o seu “casamento” ou o seu “príncipe”. Não vão à luta, acomodam-se.

É importante referir o forte papel na educação, destas crenças. Como estas há crenças de um emprego perfeito, de pessoas perfeitas, amigos perfeitos, dia perfeito. Provocando inevitavelmente continuas desilusões e inseguranças. É necessário ter em conta quais os conceitos que passamos para as nossas crianças, pois elas muitas vezes irão aprender literalmente. E como vimos irá influenciar necessariamente a sua vida futura a todos os níveis.




DIAGNÓSTICO E SINTOMAS



Esse famigerado problema expande-se na atualidade de maneira monstruosa. Sim, você ainda deve estar se perguntando o que diabos é o Complexo de Cinderela. Bem, faça agora o teste que propomos e depois terminaremos este artigo com mais esclarecimentos sobre tal assunto.





Teste para diagnóstico

1- Quando está sentada no sofá, inutilmente, você:
a) Lê um livro.
b) Vê um filme.
c) Chora desesperadamente porque está só e o rapaz que pegou seu telefone há cinco meses atrás ainda não ligou.

2- Faz sol, em uma tarde de domingo, você:

a) Vai à praia com suas miguxas.
b) Liga o ar condicionado do seu quarto e dorme a tarde toda.

c) Come dois litros de sorvete de brigadeiro com menta e chora porque o cara da primeira questão ainda não te ligou.

3- Suas miguxas (as mesmas da praia, afinal, você não tem muitos amigos, com mais exatidão, você tem o vasto arsenal de apenas duas miguxas) te chamam para assistir a um filme de romance, você decide:

a) Ir ver, já que você não chora em nenhum filme pois tem um coração de pedra bauxita-estalagnita.
b) Convencer suas miguxas de assistir a outro filme, tipo um terror bem tosco, como Encarnação do Demônio em que Zé do Caixão estrela brilhantemente.

c) Que vai assistir com uma condição: tem que ser AQUELE filme que vocês já viram 505456484534657 de vezes e que passa todos os dias na sessão da tarde porque, como você já gravou de cor as falas do filme, não precisa de prestar atenção e pode ficar pensando/viajando na hipótese de o rapaz (o mesmo das outras questões) DEFINITIVAMENTE ter esquecido de te ligar.

RESULTADO DO TESTE


Se você respondeu, na maioria, de todas as opções deste enorme teste, a letra C, parabéns! Você é, indubitavelmente, uma sofredora do Complexo de Cinderela. Ou seja, você fica em casa sem fazer NADA esperando que seu príncipe encantado venha para te salvar dessa vida desgraçada/medíocre. Mas não tema, um dia você supera o complexo! Após perceber que ficou para titia aos seus interessantíssimos 40 anos. Ou não...

Em casos avançados da doença, a paciente apresenta completa instabilidade emocional e neurológica, muito acima do nível já esperado para seres do sexo feminino.
 Foram relatados casos até mesmo de mulheres que, em alto grau de enfermidade, gastaram praticamente todas as suas economias em futilidades, e até mesmo um caso aonde uma paciente australiana gastou 10.000 Dólares em um outdoor para tentar achar o inexistente príncipe encantado. Tal caso foi registrado por pesquisadores britânicos como sendo "absurdamente alarmante"

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