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quarta-feira, 11 de março de 2015

Arqueólogos acreditam ter identificado possível casa de Jesus Cristo

De acordo com Owen Jarus do portal Live Science, uma equipe de arqueólogos realizando trabalhos em Nazaré, localizada em Israel, identificou uma casa do século 1 que pode ter sido o local no qual Jesus cresceu. Segundo explicaram, a residência se encontra parcialmente escavada nas rochas ao pé de um morro, conta com paredes feitas de pedras e argamassa, e possui uma série de aposentos.

O local foi descoberto no final do século 19 por um grupo de freiras, mas foi só em 2006 que um time de pesquisadores britânicos foi enviado para investigar. Durante os trabalhos, os arqueólogos confirmaram que a residência realmente data da época de Cristo, e que as famílias que a ocuparam séculos depois do tempo de Jesus diziam que aquela era a casa na qual o nazareno tinha sido criado por José e Maria.
Os arqueólogos frisaram que, com base em seus achados, de momento não é possível afirmar com total certeza que a casa realmente pertenceu à família de Jesus. Contudo, os pesquisadores também não descartam a possibilidade de que a residência possa ser autêntica devido a uma série de evidências relacionadas com o local.

Casa de Jesus e tumba de José


Segundo explicaram, a propriedade parece ter sido abandonada em algum momento do século 1 e, depois, reutilizada como uma espécie de cemitério, já que duas sepulturas foram encontradas ao lado da casa — uma delas inclusive chegou a ser venerada durante a época das Cruzadas por supostamente pertencer a José.
Algum tempo depois, Nazaré passou para o domínio do Império Bizantino — até o século 7 — e, durante esse período, o local foi enfeitado com mosaicos e uma igreja foi construída sobre a casa para protegê-la. Com o passar do tempo, o templo acabou caindo no abandono até que, no século 12, os cruzados em missão na Terra Santa reformaram o local. E foi graças à igreja que a propriedade conseguiu sobreviver em relativo bom estado até os dias de hoje.

Evidências


Conforme mencionamos anteriormente, o local foi descoberto por freiras — do convento Irmãs de Nazaré — no século 19. Mais tarde, em 1936, um padre jesuíta com formação em arquitetura chamado Henry Senès esteve na residência e fez um minucioso levantamento da estrutura. Assim, quando a equipe de arqueólogos recebeu permissão para investigar a casa, ela teve acesso não só à estrutura, mas aos documentos de Senès também.
Além disso, a equipe analisou artefatos do século 1 descobertos no sítio, como fragmentos de recipientes usados para cozinhar, vasos de calcário e uma peça circular empregada para produção de fios — artefatos que sugerem que uma família ocupou o local. Aliás, os objetos de calcário são indício de que os habitantes provavelmente eram judeus, já que, segundo suas crenças, esse material não se torna impuro.

Reconstruindo o tempo


A análise de todas essas peças e documentos permitiu que os arqueólogos pudessem reconstruir o desenvolvimento do sítio do século 1 até os dias atuais. Além disso, a equipe também descobriu outros sítios nas redondezas que oferecem pistas de como era a vida em Nazaré na época de Cristo.

Segundo disseram, os romanos começaram a controlar a região durante o século 1 a.C. e, apesar de sua influência na área, a população que vivia próximo a Nazaré se recusava a aceitar a cultura romana. Isso sugere que os nazarenos nutriam um forte sentimento contra Roma e defendiam com fervor sua identidade judia. As descobertas da equipe foram publicadas em uma série de artigos científicos, e logo ficarão disponíveis para análise de outros estudiosos. 

Fonte(s)
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