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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015


Meus 58 anos...

Aprendi a viver com muito pouco, e ao passo de meus dias que me subtraio mais e me guardo da violência deste mundo. Sempre a metade nunca o tudo, como se o dormir demais me fizesse mal e ao mesmo em tempo em que esforço demais, me consome a saúde.
Receio da bonança como se ela fosse uma senhora ingrata e fujo da miséria do se fosse a própria morte. Não levanto a voz ou me glorio de coisa nenhuma, pois tudo neste mundo é fruto da terra e ela aguarda com fome rever partes retiradas de seu corpo. Dos muitos risos que faz bem a saúde, devo guardá-los para uma eventual chuva de lágrimas.
Ando pela cidade vejo muitos mendigos remexendo as latas de lixo a procura de algo que se possa comer, e me pergunto em que somos diferentes se passamos o dia todo trabalhando para satisfazer somente a nossa carne, e temos que castigá-la para que na noite ela nos de um sono merecido.
Quando digo nunca serei nada é que não quero me enganar a usar um lugar que não me pertence. Sendo assim, sou terra e aguardo pacientemente para ser adubo em algum lugar deste mundo.
Guardo minha personalidade, temperada com minha alma a espera de justiça.
Mas onde eu acharei justiça neste mundo? Se cada dia um crime um assassinato ou uma execução.
Mas sei que, a muitas pessoas iguais a mim, que não querem perder sua vida a troco de coisa banal.Todos os dias meus olhos vêem horrorizadas as cenas de terror e as imagens de constantes violências contra a humanidade na TV.
Aprendi a viver só, e assim também caminhar e a controlar meu próprio egoísmo por que ele é a causa do mal de todos os humano. Viver pode ser padecer o corpo e enobrecer a alma ao se guardar do males da vida.
A contaminação pelo males deste mundo é o veneno que cega os homens e os afastam de Deus.Isso deve ser o motivo de tanta maldades.


Comendador Carlos Donizeti (DA)