Boto: O Prazer Vem Das Águas no Amazon!Confira!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sociedade Brasilesa! -Uma Família Desestruturada – por José Carlos Bortoloti

Sociedade Brasilesa!
-Uma Família Desestruturada –



 
"... A sociedade não é mais do que o desenvolvimento 
da família se o homem sai da família corrupto, 
corrupto estará para a sociedade...! ".
Henri Lacordaire


O pensador francês Jean-Jacques Rousseau, em um de seus escritos, deixado para a posteridade e muito bem dito afirmou: “(...) O homem nasce puro e a sociedade o corrompe...!”. 

Utilizo ambos os pensadores citados, sem ser pretensioso, para, ao menos tentar, fazer uma análise rápida do que está acontecendo com a Família Brasilesa.

Sim como estado evoluímos de outra instituição um pouco mais antiga: a família. Senão vejamos:
O governo, como forma administrativa de todo este país, amado por Deus, pode ser considerado nosso “pai”. A Justiça, um dos poderes mais fundamentais e necessários, nossa “mãe”.
O congresso, por consequência seriam nossos “irmãos mais velhos”.
A população, da qual me incluo os demais filhos desta imensa e amada família verde e amarelo.
Mas o que está acontecendo com esta família na última década?

Esta desestruturada. Não me atrevo a utilizar outro adjetivo. Como afirmei no início, não pretendo ser prepotente, apenas e simplesmente uma análise do que está nos acontecendo.

Nosso pai, não é um pai que um filho espera. Ele está igual àquele pai – alcoólatra, drogado, perdido na prostituição, com outras “mulheres”, esquecendo-se de nossa “mãe”.

E nossos irmãos mais velhos (o congresso) que deveriam, por sua vez, “se colocar” no lugar do pai, estão seguindo o mesmo caminho. Ou seja, o exemplo dado pelo pai está servindo aos irmãos mais velhos.
Sim exatamente o mesmo caminho.

Nossa mãe (a justiça) encontra-se perdida. Tenta de todas as maneiras, ainda, salvar o restante dos “filhos”: Nós todos! Mas está encontrando dificuldades terríveis.

O “pai” forte, com apoio dos “irmãos mais velhos” – estes também fortes – parecem  quererem tomar conta de toda a “família” com ordens, com medo, com desmandos, com tentativa de compras dos “irmãos menores”.
Estes “irmãos menores”, - todos nós – na maioria das vezes nos sentimos encurralados, enfraquecidos, temerosos. Por outro lado, por sermos de boa índole, como todo filho sempre ficará do lado mais fraco, a “mãe” – Justiça – e tenta de todas as maneiras, além de salvar a “mãe”, proteger os irmãos menores.
Sim entre nossos “irmãos menores”, temos pessoas inteligentíssimas, sábios, generosos, educadíssimos, mas temos também, como toda família as “ovelhas negras”, e não podemos simplesmente abandoná-los à sua própria sorte.

Desta forma acabam se revoltando. E muitas vezes se enfurecendo e enfurecidos, talvez, nem sempre façam atos que sua “mãe” aprovaria.  Mas um tanto quanto perdidos, eles tentam salvar o que ainda lhes resta. A dignidade que foi aprendida com os avós (outros governos, mesmo de outras “famílias” – (países)), e saem e busca de soluções, muitas vezes sozinhos e desencontrados.

Não sei se fazemos (repito, faço parte dos irmãos menores) a coisa certa. Mas de uma coisa temos certeza. Sim, absoluta. Não é isso que queremos para nossa “família”. Queremos preservar nossa “mãe” (justiça), a todo  e qualquer preço. 

Sempre defenderemos os mais fragilizados. Está na nossa natureza. Está nos nossos genes. Em nossa memória genética. E não abrimos mão disso.

Não queremos mais um “pai” e “irmãos mais velhos”, envolvidos e escândalos, roubos, tribulações de toda espécie que nossa “mãe” (justiça) sempre nos ensinou que é errado.

Temos alternativa? 
Sim, confesso, buscando minha coragem natural mais forte, daquilo que aprendi que os valores, a dignidade, o respeito é que fazem de uma família ser, por sua vez respeitada e admirada. E não nos sentimos assim: Por isso digo a todos meus “irmãos menores”: 
Em Outubro, talvez possamos arrumar outro “pai” para nossa “mãe”. Não aguentamos mais vê-la assim, sozinha, desprotegida, ameaçada, vilipendiada, humilhada de todas as formas. É nossa fé que nos leva a, talvez, fazer algo que nunca pensaríamos. Mas precisamos de outro “pai” para nossa  desprotegida “mae”.

Precisamos  renovar e fortalecer nossa imensa  família  - “País” – de qualquer forma. Não podemos perder o que julgamos de mais importante: 
Precisamos do amor, da proteção, dos conselhos, de um “pai” amoroso, presente. Precisamos de “irmãos mais velhos “ – Congresso – que nos proteja, que estejam de mãos dadas conosco. Estamos parecendo órfãos.

Um grande “tio”, parente distante, de outros tempos o “tio” Rui Barbosa deixou escrito nos “livros da família”:

“... Mas, se a sociedade não pode igualar os que a natureza criou
desiguais, cada um, nos limites da sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educação, atividade e perseverança...!”.

E os desiguais somos nós, os “irmãos menores”. Estamos nos limites de nossa energia. Nossa moral está abalada. Não aguentamos mais as desigualdades que estão fazendo com nossos “irmãos menores”, principalmente no nordeste.
Não aguentamos mais a “deseducação” de nossos irmãos em todos os sentidos. Nossos “irmãos bem pequenos”, não estão mais sendo ensinados em casa. Na escola, os professores parecem somente se interessarem pelo “dinheiro” que vem ou não de nosso “pai”. 
Com raras exceções – estas sim vindas do Nordeste – os professores, nossos “irmãos mais sábios”, estão tirando do próprio bolso, seu suado dinheirinho para comprar merenda e material escolar para tentar, ainda, ensinar algo que valha a pena.
Mas como disse nosso “tio” Rui Barbosa, nós ainda temos muita perseverança e esperança acima de tudo.

Talvez muitas outras “famílias” não gostem e que Ele, (seja o nome que queiram dar outras “famílias”) nos proteja, mas nos queremos o “divórcio” de nossa “mãe”. Queremos outro “pai”.

Que seja mais amoroso, mais presente, mais preocupado com seus filhos. E não o que está aí.

E nossos “irmãos mais velhos”, - Congresso – Já são grandinhos. Eles que sigam suas vidas e deixem que façamos a nossa.  Mas com justiça, com moralidade, com valores, com dignidade que possamos manter nossa “família” – País-, e nossos “irmãos menores”, - toda a população -, Com mais fé em nós mesmos.

Do contrário sucumbiremos. Não seremos mais uma “família” e sim um bando. E não queremos isso
Queremos nossa “família” de volta.
Queremos nosso AMADO BRASIL, Verde e Amarelo de volta.
Um grande pensador chamado Thomas Paine disse: “... A sociedade é produto de nossos desejos, e o governo de nossas maldades...!”.
Então se o Brasil é produto de nossos desejos, não queremos mais um governo de maldades.
Quero minha “família” – BRASIL – de volta!
Você que é meu irmão menor... Por favor... Ajude-me?
Por favor...


Entendimentos & Compreensões

Afinal... Pensar não dói...!”.
Das vivências e percepções de uma atualidade triste