Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

RAINHA DA BELEZA por Carlos Donizeti




Quando fui descendo a ladeira envolvido por uma grande quantidade de flora e fauna, junto também estava o alivio da alma diante de tanta beleza. Não era mais eu em carne e ossos era somente o espírito dando graças à majestade Criadora de tanta beleza, estava encantado pela sua extensão e em todo seu perímetro havia pequenas fontes de luzes verdes chamadas matas ciliares. Eu era o rei e meus súditos eram os pássaros que cantavam, as borboletas responsáveis pela polarização e os grilos cantões da madrugada. Havia também uma grande quantidade de vidas orgânicas trabalhando em grandes parcerias. Eu sentia-me agraciado ao andar por aquele tapete de gramas esverdeado colocado ali só para eu passar. Minha aparência ali não causava modificações alarmantes só sintonizava a paz com a tranqüilidade de viver.
Reconhecia estar junto com minha essência à mãe terra na qual eu fui tirado e o que compunha a maior parte de meu corpo a água. Sentia-me muito bem, estava em família.
Ai eu coloque-me só de bermuda e com muito respeito fui adentrando em suas águas limpas, no inicio senti as diferenças de temperatura depois foram sintonizando a sua temperatura e flutuando em suas águas eu era carregado pelas suas forças nos tornando num só ser, terra e água.
Extasiado eu profetizava em relances de arrebatamento pelos privilégios que os momentos da vida me proporcionava.
Estava feliz porque os contatos com a natureza trazem humildade e elevação do espírito.
Renovava minhas forças e curava meu espírito aprendendo com a mãe natureza.
Não me contive diante de sua grande extensão e grandeza e fui seguindo suas corredeiras e um lugar bem distante você brotava com pequenos e humildes olhos d águas. Todos borbulhando incessantemente pequenos botões d água.
Como uma criancinha indefesa você nascia ligada ao cordão umbilical da minha mãe terra.
Ai eu descobri, somos irmãos de sangue e vida e morte.

Carlos Donizeti
Compartilhar:
←  Anterior Proxima  → Página inicial

2 comentários:

Agora no Blog!

Total de visualizações de página

Danka na Amazon!

Siga Danka no Instagran

Danka no Wattapad

Curta Danka no Facebook!

Seguidores

Confissões Com Um "Q" De Pecado

Entrevistas

Danka no Google+!

Danka no Twitter

Danka no Skoob

Seguidores

Arquivo do blog