Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

"UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR!"






Ei! Pensaram que não vinha mais é? Com imensa garra e força no coração começamos a Temporada do "Um Café e Duas Palavras Por Favor!2014"(o legítimo!), com pé direito!

Não poderia ser um convidado mais querido,amigo e verdadeiro.Quem Machine?

Espera, que esse papo será trilegal tchê!



Uma das pessoas mais inteligentes que já tive a oportunidade de conhecer, dono de uma personalidade forte,leal e com um coração gigantesco, eu hoje vou por a prosa em dia com ele:


JOSÉ CARLOS BORTOLOTI










Brasilês, Jornalista, Professor de Comunicação, Consultor de Marketing e Planejamento Estratégico puro, Articulista, Cronista, Fã de Filosofia, Psicanálise e de Gente que Pensa...










José Carlos Bortoloti:_Super La Machine e Amada Danka!

 Danka Maia:_Bora?
José Carlos Bortoloti:_  Boraaaaa....
Bem,eu gostaria de começar essa prosa esclarecendo algo que entendo como pertinente. A vida as vezes nos coloca em algumas situações um tanto obscuras, e o mais curioso é que a própria se encarrega em desfazer e refazer tais situações e foi em uma dessas que me deu a oportunidade de conhecer alguém por quem tenho respeito e carinho de coração. Dito isto, a primeira pergunta não poderia ser outra. Quando nasceu esse amor veemente pela língua portuguesa?
Acredito que nasceu comigo. O que somente descobri muito mais tarde. Sou precoce no jornalismo (no final da década de 70 você tendo “vozeirão” – timbre grave – era o bastante para entrar no rádio). Desta forma aos 15 anos eu já era “radialista” e, obviamente, com isso, tornei-me um “cigano”, pois percorri 3 estados em 2 anos, em emissoras diferentes. A parada foi para o Serviço Militar. À época era difícil escapar disso. Neste curto espaço de tempo, você aprende, além de praticando, com verdadeiros mestres. Os famosos “locutores”, de então, eram especialistas em quase tudo. E um destes que cuidava da redação sabia latim puro e acabou me introduzindo na língua raiz e nossa amada Língua Portuguesa Brasilesa e fui aprendendo cedo e certo, tanto na escrita como na oralidade. No inicio da década de 80, já estava fazendo rádio, jornal e Televisão, e chefiando redação. Era um “pia”, como chamam aqui no sul, e para conquistar espaço entre “velhas raposas” você precisava ser “muito bom” naquilo que fazia. Acredito que esta “cobrança”, quase em tempo integral, foi o que me aproximou muito de gostar e cuidar tanto da oralidade quanto da escrita. Alguns anos depois fui convidado para acompanhar os famosos “cursinhos pré-vestibulares” que à época eram uma indústria, cada cidade tinha no mínimo uns 6 ou 7 destes. Foi ai que me aproximei de um dos maiores professores e linguistas da nossa Língua, em termos de Brasil. Mesmo me mudando muito, de lugares, sempre mantive proximidade com este professor. Mais tarde, já na década de 90 acabei sendo seu auxiliar e ministrando cursos de língua portuguesa tanto escrita como na oralidade – à época -, chamados de Oratória.
Dai para ser um apaixonado foi facílimo e a “ultima flor do Lácio” me conquistou em definitivo. Passou a ser o grande diferencial em tudo o que fazia tanto no jornalismo quanto na consultoria empresarial pela facilidade de ministrar os cursos – oralidade – e pelo conhecimento adquirido em todo este tempo. Outro detalhe, é que estes antigos mestres, “te cobravam”, literalmente, no mínimo a leitura de 2 livros por mês e ainda tínhamos que fazer um resumo escrito e oral. Desta forma me aproximei da Filosofia e depois da Psicanálise, assim tornando meus cursos verdadeiros divãs da Língua Portuguesa, da origem do ser e da manutenção da Psique.Foi neste período – Década de 80 – que surgiu o “jargão”PENSAR NÃO DÓI.... Que me acompanha nas crônicas e artigos até hoje.


Quanta história, impossível não ficar aqui boquiaberta só constatando os fatos, não é pessoal?  O que me leva a uma outra curiosidade: O pulsa mais forte o jornalista ou o professor José Carlos Bortoloti?
Os dois, pois estão interligados. Como fui praticamente “feito” por mestres antigos, à época eu com 15 anos, e o mais novo deles já tinha 50 anos, portanto tinha aprendido além de Latim a Língua Portuguesa “raiz”, então não tinha como não ficar encantado com os dois.Amo o jornalismo, mesmo estando desencantado pela forma com que é praticado atualmente pelos famosos “colegas” brasileses, mas a Língua e suas formas literárias são no fundo, junto com a filosofia minhas grandes paixões.
Opa! “brasileses”,o amigo tocou num assunto que ia vir mesmo de minha parte, Aprendi esse termo num dos seus artigos no site Caderno de Educação, e adoraria que pudesse explicar mais uma vez o termo "brasilês”. Você crê que este tipo de "erro aceitável" coloca em xeque a nossa cidadania?
Doce Danka!
A cidadania não, mas nosso sistema educacional sim.
Nossa língua possui mais de 540 mil vocábulos e é uma das poucas línguas do mundo que aceita com tanta facilidade os regionalismos, as gírias e, principalmente, o neologismo  - criação de novas palavras ou vocábulos-. Isso se tornou mais evidente para o Brasilês no Governo de Collor de Mello ao repetir uma palavra do então Ministro do Trabalho e sindicalista Antônio Rogério Magri,  quando perguntou se ao se tornar ministro ele deixaria de receber seu salario, à época, e ele disse que seu salário era “imexível”.
Foi à gota d´água para que todos se pronunciassem contra aquele “despautério linguístico”. Porem estava correto, pois nossa Língua aceita, assim como “mensalão” e tantos outros que os dicionaristas vão incorporando à língua.
Já o Brasilês é nosso gentílico correto, mesmo que até nos órgãos oficiais – livros, protocolos, sítios da própria presidência da República entre outros veículos oficiais -, assim como toda a dita “Imprensa”  que, literalmente e cada vez mais, nos imprensa utiliza o brasileiro. E isso ficou incorporado. Mas convém lembrar que o sufixo “eiro”, na gramática é designativo de profissões: pedreiro, padeiro e assim por diante. E brasileiro era quem trabalhava como o lenhador que cortava o Pau-Brasil, esta árvore famosa – que hoje acredito esteja preservada entre outros poucos lugares no Jardim Botânico do Rio de Janeiro - .
Assim ao perguntar para a Danka Maia qual é a sua profissão, ela dirá entre outra é Escritora, já quando chegar a um hotel para preencher o cadastro ela colocará na nacionalidade – Brasilesa, pois eis que Brasilês é seu gentílico correto. Você conhece alguém da Inglaterra como Inglês e não como “ingleseiro”, correto?
Sabe Professor Bortoloti, quando descobri essa terminologia correta isso mexeu muito comigo, sabia? Lembro de ficar questionando-me até que ponto realmente eu conhecia sobre minha nacionalidade. Em sua opinião, qual é hoje a maior dificuldade do nosso povo e a sua língua? No que isto afligiu em cheio a nossa condição patriótica? 
#SOSEducacao . Esta “tag” (eis aqui outra aceitação de nossa língua, o estrangeirismo) foi criada juntamente com o Jornalista, Escritor e Professor Nelson Valente, também colega dos Diálogos no Caderno de Educação.
Primeiro, Danka, no conhecimento errôneo repassado aos professores quando de sua formação. E depois a falta de interesse destes pela leitura e origem histórica de nossa língua, o que somente acontece no Brasil.
Segundo a leitura. Moro em uma cidade, Passo Fundo, RS, que tem o maior índice de leitura “per capita” do Brasil – segundo o IBGE – ficando próximo de culturas europeias como a Inglaterra, França e países Nórdicos com 6,7 livros lidos até o final por habitante, em média gerais. Chega a 10,5 livros por pessoa ao ano, quando eu atingir o nível acadêmico e profissional. Eis um os motivos. Mesmo com a informativa e a facilidade de consultar um “google” da vida, a leitura não é feita como ler um livro ou uma crônica de Danka Maia. Como dizia o Grande Escritor Argentino Jorge Luís Borges: “(...) não existe mau escritor existe mau leitor....(...). Ou seja um escritor tem o dever de levar o leitor até o contexto criado. Se o leitor não tiver esta capacidade ele não esta lendo, apenas “passando os olhos” (por que não aprendeu) sobre os vocábulos e frases  e não está aprendendo nada.
Então começa com a formação de professores, continua com o completo desleixo da educação dos pais (estes sim responsáveis pela educação da criança) e termina com os professores (estes responsáveis pelo repasse de conhecimento). E por final um governo que parece querer a população o mais ignorante possível para controle dela (um dos ideais do socialismo).Assim como você falou do Brasilês, acima, todo mundo canta e esta escrito em todos os lugares oficiais, a segunda parte do Hino Nacional Brasilês como: ... “Deitado eternamente”, quando Manoel Osório Duque Estrada, um dos criadores de nosso Hino, escreveu:  deitado “ternamente” em berço esplêndido. E como todos cantam? E como está escrito em todos os lugares?Então educação é o meio para tornar o povo Brasilês um dos primeiros do mundo. Fora disso esquece-se.
Ah espere aí meu amigo, que parte dessa citação merece ser frisada. Colegas e nobres escritores, vamos refletir a respeito?




















Eu entendo que grandes escritores sempre nos motivam, entretanto, houve algum episódio reverso? Alguma escrita que lhe fez reajustar a qualidade da escrita brasileira?


Primeiro meus “professores” de prática na redação jornalística, depois minha paixão pelos filósofos. E os primeiros filósofos que chegavam ao Brasil, através de versão ou tradução eram em Lingua portuguesa raiz, ou você aprendia ou não entendia nada. Depois escritores brasileses como os tradicionais que se aprendia no antigo fundamental como: Guimaraes Rosa, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Cecília Meireles, Carlos Drumond de Andrade, Castro Alves e tenho até hoje uma versão de 1899 ‎os Lusíadas, este sim em Língua Portuguesa de Portugal, nossa língua mãe, ou então você entendia ou não adiantava ler. Ainda temos grandes mestres literários atuais no Brasil, mas parece que assistir “BBB” (não me atrevo a desmembrar a sigla para não ofender minha inteligência) é mais importante e os Pais, em casa, parece que não estão aí para o que está acontecendo, depois os professores ainda comentam em sala de aula o último capítulo.. Não se pode esperar muita coisa disso tudo...


Cheguei num outro ponto capcioso.Muito se ouve, de várias vertentes, ora os prós,ora os contra sobre a criatividade e a qualidade dos escritores brasileiros. Como o Professor José Carlos Bortoloti analisa este quadro literário?


Sim nos temos dois tipos de escritores no Brasil e isso começa no jornalismo. Com o advento da internet e o surgimento de “Blogs”, apareceram os “escrevinhadores” (diz-se de escritor ou autor de obras medíocres, ou seja, aquele que rabisca e acha que fez um texto).
Em meio a tudo isso surgiu e vê-se verdadeiros talentos cuja Língua Pátria está na alma, e eles primam pela escrita o que leva o leitor ao contexto pretendido – No Caderno de Educação temos os exemplos perfeitos disso – mas temos também os “copiadores” que entram no tal de “Google” – que e uma excelente ferramenta de pesquisa, se você souber o que está procurando – copia e cola, acrescenta algumas palavras e pronto. Lá está meu texto, artigo, crônica...
E temos um que é conhecido internacionalmente como um dos maiores “copistas”, ama paródias e colocar em suas obras o que já foi escrito por outros, sem destacar o criador. Assim passa como sendo dele e todo mundo “lê” e adora. Simples.
Porem neste caso a “quantidade” vai acabar gerando alguma qualidade no surgimento de verdadeiros artistas da palavra escrita e temos vários exemplos hoje em nosso País. Mas em sua grande maioria precisaria de um bom revisor antes de publicar.


Cinco palavras da língua portuguesa que ama.


- A língua em sua Oralidade e Escrita, para mim uma das mais belas e profundas do mundo. Pois para cada sentimento temos uma definição.
Se os "Doutores" da Língua Portuguesa não fossem tão elitizados, o que não é o seu caso logicamente, mas se esse ranço de separar-se e colocar-se num "Olimpo" fosse jogado por terra ou pelo menos diminuído, nós não ganharíamos mais a nível de cultura? Qual a sua visão sobre a questão.
- Sim ganharíamos EM nível educacional e escrito. Mas aqui precisamos separar a língua culta da língua natural da população nesta verdadeira “colcha de retalhos”, com os regionalismos (que amo muito, de paixão) e que acaba por ter uma variedade infinita e aumentando ainda mais a riqueza de nossa língua.
A chamada língua culta ou acadêmica, hoje está, literalmente, separada do restante. Esta não permite erros gramaticais de espécie alguma e somente é utilizada para trabalhos. Pois quem as escreve não falará daquela forma. No quotidiano retorna a linguagem mais popular com suas gírias, regionalismos entre outros. Depois estes chamados “linguistas” estão se tornando cada vez menores e um mestre em Letras hoje não significa que saiba tudo da nossa amada Língua Portuguesa Brasilesa não. Na escrita e na academia talvez. No dia a dia a resposta é não.
Então este ranço esta mais para o acadêmico do que para o resto.
E só se torna ranço, pois não aprendemos como deveríamos. E só não gostamos muito daquilo que não sabemos. E se não sabemos tivemos dificuldade no aprendizado. Dou-te um exemplo: Sou um “zero a esquerda” em matemática. Por quê? Além do péssimo ensino que tive nisso, minha natureza é voltada para áreas humanas e isso necessita ser percebido, notado, captado pelo professor em cada aluno e direcioná-lo para seu verdadeiro talento. Outro ponto é o conhecimento genérico. Ou seja, a generalização tende a voltar. Ela é cíclica. Em um mundo tão competitivo eu preciso ser bom em algo, mas preciso conhecer muito de muitas outras coisas caso contrário minha sobrevivência cultural não será tangível.


Deixa fazer a lista? (risos )
Digo uma palavra ou frase e amigo completa, bora lá?

Amo este boraaaaa lá.....


Time – Não gosto de futebol, para mim é primitivo.

Cor – Branca em primeiro e Azul em seguidinha

Sossego – Mar e leitura,

Família – Nosso Tudo. Sem ela não temos sociedade nem estado.

O bom em ser Professor é... Ver o sorriso de um jovem que entendeu, compreendeu e discerniu e ficou feliz com o que aprendeu.

Um Jornalista precisa ser... Gente. Acima de qualquer coisa

Copa no Brasil... Vai nos levar a bancarrota e quase falência do estado e deixar um rastro de violência que ficará na memória do Brasilês.

Medo – A ignorância do ser,

Sonho – Ver nossos jovens chegar às universidades completamente capazes sem precisar de exame, vestibular nenhum e saberem o que vão fazer e por quê.

Escritor – Todos os filósofos até o platonismo, mas o preferido é  Friedrich Wilhelm Nietzsche

Uma saudade... Do Mar.

Uma esperança... Ver nosso País entre os primeiros do mundo em educação.



O que mais o irrita no quadro da realidade do Brasil?

A (des) Educação que gera uma ausência de patriotismo, de povo.


Onde e o que estará fazendo o nosso "Profê Borto" daqui há vinte anos?

- Ainda escrevendo e lendo meus livros já publicados. Se o Superior do Universo permitir...

Claro que irá! Bem,o papo está bom,o café com gosto de chimarrão também, mas...Foi um prazer tê-lo aqui, uma honra mesmo. Peço que deixe a sua mensagem aos nossos leitores.



Duas frases que uso e que praticamente surgiram comigo e minha amada língua portuguesa Brasilesa na década  de 80:
Pensar Não Dói... E “Me surpreende sempre o que as pessoas fazem com as pessoas...!”,
 Boraaaa Brasilês.....


Foi um privilégio ter estado aqui com todos vocês brasileses que amo de paixão.


É um costume fechar o Um Café e Duas Palavras Por Favor, deixando uma música ao meu convidado, e fiquei matutando cá com meus botões qual melodia deixar ao amigo. Tarefa árdua, admito! Mas vai o que manda o coração...
Mas tendo em vista o seu fervor,sua dedicação a Língua Portuguesa,todo seu empenho como um todo,vi que não seria exagero algum afirmar que ela exerce um fascinação sobre sua pessoa e de certa forma creio que conduziu sua vida dada tamanha paixão e devoção.Pois então Professor José Carlos Bortoloti,de sua conterrânea e dona de uma voz inconfundível...






ELIS REGINA-FASCINAÇÃO










CONTATOS DO PROFESSOR E JORNALISTA
JOSÉ CARLOS BORTOLOTI:
blog - www.epensarnaodoi.blogspot.com.br






           


Receba Os Nossos aplausos!
























































































Às vésperas de mais uma exposição, eu tenho hoje a honra de receber um amigo que sempre me enriquece por demais quando podemos "sentarmos" e bater aquele papo.Sempre aprendo muito com ele,e neste dia trago ao Nosso "Um Café E Duas Palavras Por Favor", um dos melhores Artistas Plásticos do Brasil,e do mundo.
Um homem inteligentíssimo que possuí o toque refinado de ser muito solicito e generoso comigo.


De quem está falando Danka Maia?

Do Mestre:
JOSÉ MARIA DIAS CRUZ

José Maria Dias da Cruz sem sombra de dúvidas é um dos poucos artistas que imprimiu sua característica na história da pintura brasileira do século XX. Filho de Marques Rebelo, conviveu com mestres como Iberê Camargo, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, e foi discípulo de Cézanne, tendo lecionado na prestigiosa EAV - Escola de Artes Visuais do Parque Lage, e no MAM-Rio. JOSÉ MARIA DIAS DA CRUZEm 1951, estudos de pintura com Jan Zach e de desenho com Aldary Toledo. Em 1956 viaja a Europa, reside em Paris e estuda com Emilio Pettoruti. Frequenta a Academia da Grande Chaumiere. A partir de 1973, já de volta ao Brasil, passa s dedicar-se exclusivamente a pintura. Equilibrando figura e geometria, transparência e forma pura, sem aperlar para as distorções subjetivas ou supra-reais. Seu enfoque diz respeito à representação fotográfica da realidade e sua transposição num espaço virtual. 
CLIQUE AQUI PARA CONHECER MAIS SOBRE ESTE ARTISTA.

Não posso fugir do trivial meu amigo, que estilo de pintura mais aprecia?

Não é nem uma questão de apreciação, mas de tomada de posição mesmo. Defendo os pintores verdadeiramente coloristas. E na contemporaneidade são muito poucos.

Aqui tenho que me alongar para me posicionar face à questão da cor na modernidade e contemporaneidade.


Helio Oiticica escreveu na década de sessenta que havia um problema na pintura, a cor. Declarou então que a pintura era da pintura de cavalete estava definitivamente encerrada.



Creio que esse problema da cor na pintura pode estudado a partir dos artistas pós impressionistas do final do século XIX. Van Gogh e Odilon Redon, aos se referirem ao rompimento do tom, afirmaram que se misturássemos um laranja e um azul puros em quantidade iguais obteríamos um cinza absolutamente incolor. Apoiavam-se no círculo cromático iluminista que pretendia racionalmente explicar todos os fenômenos cromáticos da natureza. Já Guaguin afirmou quer a cor era enigmática. E se perguntou se deveríamos pintar uma sombra azulada ou o mais azul possível. Instalam-se suas dúvidas. Sendo a cor enigmática, como racionalizá-la? Deveria usar a cor adjetivada ou pura? Já Cézanne afirma que a luz não existe para o pintor, tem que se substituída por uma outra coisa, a cor. No final de sua vida diz que não realizou e nem realizará nada que pretendia e que fora um primitivo pelas coisas novas que descobrira. Já Seurat, baseado no livro de Chevreul, pretendeu realizar uma obra ancorada em princípios científicos. Estudou a divisão do tom baseado no círculo cromático iluminista. Seurat foi seguido por Paul Signac e esse método foi classificado pela crítica como pontilhismo, que é apenas um procedimento e não uma questão teórica. No início do século XX duas retrospectivas importantes são realizadas em Paris entre 1902 e 1904, a de Van Gogh e Gauguin. Matisse, então, inicia o movimento fauvista. Afirma que as cores devem ser puras e obedecer à emoção. Diz ainda que não quer pintar com Signac, que escolhe uma cor ou outra baseado em princípios teóricos. É seguido por Braque, Vlaminck, Derain e muitos outros pintores. Sem uma base teórica forte o fauvismo dura apenas dois anos, de 1905 a 1907. Em 1906 é realizada a retrospectiva de Cézanne. Braque dá início aos primeiros quadros cubistas e começa e usar o rompimento do tom. É seguido logo por Picasso. A crítica não percebendo toda a riqueza dos rompimentos de tons dinamizando o colorido com uma dimensão temporal, afirmam que os cubistas resumiram suas paletas aos ocres, cinzas e pretos.


Estou maravilhada aqui!



Continuemos. Em meados do século XX tivemos alguns estudiosos das cores, Kandinsky, Klee, Albres e Itten, mas todos ainda considerando o círculo cromático iluminista. Alguns coloristas surgiram depois, poucos, certamente pelo fato de os pintores considerarem um olhar não pelo simples aspecto, mas um prospectivo que implica em um saber do olho, como nos adverte Poussin. Mas me parece que essa crise na pintura que eclodiu a partir da década de sessenta e os discursos sobre a morte da pintura recalcaram ainda mais a questão da cor. Claro, isso não impediu que grandes artistas com novas ideias surgissem. De minha parte continuei fiel à cor, e nos meus estudos descartei o círculo cromático iluminista.

Dias e sobre a sua pesquisa sobre Cézanne, se considera um especialista nesse assunto? Independente de sua resposta, gostaria se saber como avalia essa pesquisa.


Não há uma pesquisa. Houve no início, era ainda adolescente, um interesse pela pintura. Tive a sorte de desde o início consultar as fontes primárias. Dúvidas iam surgindo, e uma delas sobre as cores, muito recalcadas em nossa cultura. Daí chegar a Cézanne. O que percebi é que as cores eram um problema na pintura contemporânea e que Cézanne era muito mal estudado. Em diversos livros sobre cor ele é muito mal citado, e  em alguns nem é lembrado. Estou tentando entendê-lo e graças a ele descobri muitas coisas, como o cinza sempiterno, causa e efeito dos coloridos e isso me permitiu descartar o círculo cromático iluminista. Esse descarte me permitiu ainda redefini o rompimento do tom não mais como misturas pigmentares. Hoje digo que a cor é para ser pensada e os pigmentos para serem usados. Descobri muitas outras coisas, como a definição da cor abstrata substantiva e a concreta adjetiva, uma interpretação para o serpenteamento vinciano que fala dos limites dos corpos. Nas histórias das artes diz-se que Leonardo introduziu o sfumato na pintura. Isso é mais um procedimento e não uma questão teórica, ou se você quiser um pensamento.




Excelente explanação, cessa minhas dúvidas.Como são as cores no trabalho e na sua vida, por que escolhe algumas em especial? Qual seria o critério? Intuição?
Aqui vale antes uma observação. Cheguei à conclusão que temos as cores abstratas substantivas, que são ideias platônicas e as cores concretas adjetivas, cuja condição é ser no colorido. E esse colorido tem uma lógica. Portanto a escolha é bem mais o encontro da cor exata dentro de um colorido que afirme essa lógica. E creio que nesse critério há uma intuição, mas espinhosamente, isso é, com conhecimento.


Agora me conta  algo que tenho em particularidade em saber  o que pensa.Que relação você vê entre poesia e pintura?

Essa pergunta já foi bem respondida por Leonardo da Vinci. "A pintura é uma poesia muda." Uma poesia que se dá pelo pensamento plástico. Na modernidade e contemporaneidade, com a questão do espaço expandido, a fronteira entre pintura e poesia diminuiu muito.


 E como consegue dar a sensação de luz nas pinturas a ponto de parecer poético, ou não há essa intenção, o resultado vem e também o surpreende?

Entendi a estrutura cromáticas de Rembrandt, que pelo rompimento do tom chegava à luz, e não a um claro. Há no meu trabalho uma intenção de chegar à luz. Se você quiser veja isso como uma metáfora. O que me surpreende é ver que uma vez realizado um quadro que tenho ainda muito o que estudar tais as dúvidas que surgem.


Olha, me encanta ouvir de uma pessoa tão sábia quanto você:"Que tenho ainda muito o que estudar."Que  tais palavras sirvam para mim e para aqueles acompanham agora esse bate-papo como  o conhecimento é vital,libertador e inesgotável.Prosseguindo.Qual o maior artista plástico na sua concepção e por quê?

A sua pergunta me permite responder que os maiores artistas plásticos são aqueles que se mantém fieis às suas questões, e não a modismos, jogos de conveniências, etc.

Que influência as palavras do pai tiveram sobre sua obra? Para aqueles que não sabem, você é filho de um dos grandes Escritores de nosso País,Marques Rebelo.

Uma questão complexa essa. Creio ter escolhido a pintura para não enfrentá-lo em um campo no qual ele tem domínio quase perfeito.

Uma vez em nossas conversas, falei sobre as dificuldades na vida literária e você também comentou que por duas vezes pensou em parar com a pintura. Como foi esse momento? E como aconteceu a retomada?

A crítica não compreendeu o que vinha estudando e por vezes isso me desanimou. Cheguei mesmo a para algumas vezes, mas felizmente consegui me superar.

Sermos incompreendidos faz parte da nossa trajetória seja em que campo for,principalmente das artes.O Universo agradece por ter se superado.Lendo sobre sua vida, acompanhando e me preparando para essa conversa tão especial,li o seguinte: "O artista não é um ego, mas um eco." Por quê ?
  
O artista tem hoje que compreender que a ética é bem mais importante que seu próprio ego.


Ego...Disse tudo.E como foi ser considerado pelo Jornal do Brasil na década de 90 como um dos 70 melhores artistas brasileiros do século XX?

Claro, gostei da notícia. Pensei que poderia alavancar minhas vendas, mas isso não aconteceu. As coisas se complicaram em 2005 fui morar em Florianópolis muito desanimado. Mas lá continuei trabalhando, escrevi dois livros, O cromatismo cezanneano e Pintura, cores e coloridos, este que será agora lançado no Rio. Aliás, agora estou de volta, divulgando minhas ideias e isso tem valido muito mais que aquela consideração. E minha volta se deve muito ao empenho de uma grande amiga, Jandira Teske.


Amigos valiosos, raros e imprescindíveis, não é verdade? O que mais tentava passar para seus alunos quando foi professor no MAM Rio e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage?

Tentei mostrar como a cor tem que ser reestudada, que como disse, está muito recalcada na contemporaneidade.

Qual seria a perfeita harmonia artística na sua concepção?

Primeiro, não acredito em harmonia em termos absolutos. Como disse acredito que os verdadeiros artistas levantam mais dúvidas que conclusões. Certamente por nem mais pensamentos utópicos podemos ter. Vivemos um momento crítico e procurar entendê-lo já é uma tarefa enorme.


Teve influências de artistas brasileiros como Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Pancetti, Milton Da costa, Tarsila do Amaral, Santa Rosa e outros?


Nenhum me influenciou. Mas de alguns recebi bons conselhos. Me fizeram, pensar e isso é muito importante.

Com certeza, é essencial! E o que seria a geometria das cores? Em seus livros, o que mais valorizou?
  
A geometria sempre esteve presente na pintura, mas pelo lado gráfico, isto é, pelas formas que são mais racionais. Por isso na Renascença Vasari afirmou que o desenho era o pai das três artes, a arquitetura, a escultura e a pintura. Deu-se o primado da forma ou do gráfico sobre a cor. Isso se entende porque as formas são racionais e as cores enigmáticas. Nos meus estudos das cores e dos coloridos percebi, pelo pensamento plástico, que os coloridos têm uma lógica nada absurda, como diz Cézanne. Por essa lógica nos é possível construir espaços cromáticos. Entendo a construção lógica desses espaços como geométricos, apesar das cores e coloridos serem enigmáticos. Temos assim as formas subordinada às cores.
No meu livro tento mostrar essa lógica e nesse sentido creio que estou muito mais fundando um novo olhar e uma outra mentalidade.

As vésperas de mais uma exposição, sei que ainda há o frio na barriga, aquela sensação do que vai acontecer e vai ser um sucesso tenho certeza, o que podemos esperar de você, do seu trabalho?

Creio que sentirei que vai aumentar minha responsabilidade.


IMPERDÍVEL,NÃO?









Isso não passa nunca assim como seu talento meu doce amigo.Qual a mensagem deixa para nossos leitores.

Que duvidem sempre.

Senhoras e Senhores Este foi o Um café e Duas Palavras Por Favor!  Especialíssimo por receber este amigo querido que tanto admiro e respeito e por ser o último do ano.2014, vem novidades por aí!
Dias é do meu costume deixar uma música ao meu convidado,mas a você como meio de capitalizar mais vibrações positivas de sucesso em sua exposição,em sua vida, deixo uma frase de alguém que certamente tem muito orgulho de ti.

"Prefiro ter um pedaço,apenas, de um homem inteligente,a um homem ínsípido por inteiro." 
Marque Rebelo



Beijocas galera!










LOPES MARINHO


   Meu convidado de hoje está prestes a vivenciar um das maiores e melhores que um escritor busca: Se Primeiro Livro Lançado Por Uma Editora Tradicional!

  Como Será que anda seu coração? Sonhos? Expectativas?


Bora Saber?

  Vem cá tomar um chazinho de cidreira comigo, porque café com nervos a flor da pele não rola!


Senta Aqui Meu Querido

 LOPES MARINHO!






              Biografia

      Meu nome é Marcio Lopes, é um nome curto é o que a maioria das pessoas dizem. Mas para fazer uma homenagem ao meu pai que se chamava Marinho Lopes, e que morreu ainda muito jovem, com apenas 24 anos, eu decidi acrescentar o primeiro nome do meu pai e assinar o meu primeiro livro como Marcio Lopes Marinho. Nasci na cidade de São Gotardo (MG).
Atualmente moro em Uberaba, pois minha mãe Lázara das Graças mudou para cá comigo quando eu tinha apenas três anos de idade.
Gosto de escrever desde a minha adolescência  e os meus livros são sempre recheados de paixão, mistério... Mas se cheguei até aqui foi graças a Deus, ele é o dono da minha vida, o autor da minha vida. Devo tudo a Deus, pois sem ele nada somos.



Como você descobriu seu amor pela escrita?

Quando eu li o livro "O outro lado da meia noite" de Sidney Sheldon, eu tinha quinze anos.

Nossa, eu também tive minha fase de Sidney Sheldon foi anterior a Agatha Cristie.Bons Tempos, bons tempos! (risos).Agora, explique um pouco o enredo de seu livro pra gente.Breve degustação galera!!!!


Uma fortuna em joias foi entregue por um homem dentro de uma caixa para Rosa, na porta de sua casa. Logo depois esse mesmo homem é encontrado morto, assassinado!      Rosa fica desesperada imaginando mil coisas! Logo edescobre que a família Castelli quer as joias. Cada membro daquela família era  capaz de tudo para tê-las!   Greg Castelli aproxima-se de Rosa, fazendo-se passar por outra pessoa e Rosa acaba se apaixonando por ele, sem saber que ele estava com ela, apenas para esperar o momento certo para colocar as mãos na joias! Mas Greg  se apaixona por Rosa, e ele sabe que vai ser difícil  perdoá-lo, quando  descobrir que ele é um Castelli!




Ufa, que trama!!! Literalmente água na boca e olhos famintos, Eu querooooo! O seu tema preferido é o mistério. De onde nasceu essa paixão? Teve influências de alguém ou outros autores?
Sim. Sou fã do escritor Sidney Sheldon que infelizmente já morreu.

Infelizmente os gênios também se vão.Você tem outros livros escritos? Quais?

Sim. Tenho três livros escritos: As gêmeas devem morrer, Os pecados da outra e Amante assassino. As gêmeas devem morrer e os pecados da outra, estão publicados no clube de autores.

Quais são seus planos para o futuro, como escritor?

Escrever mais livros, continuar criando essas histórias, cheia de mistério e amor que eu gosto muito.

Qual o seu maior desafio como escritor?

Falar em público. Adoro escrever, porém falar em publico é um grande desafio pra mim, e eu estou pensando em vencer esse desafio agora no lançamento.

E conseguirá, será maravilhoso, tenho certeza! Agora me conta uma coisa o que mais te motiva na vida?

A fé em Deus.

Disse tudo meu querido, disse tudo! Como  é de ferro, lá vem...Hora da listinha...( risos)Cite três livros que marcaram sua vida.

O outro lado da meia noite, O mistério do cinco estrelas,  e a Escrava Isaura.

Apesar de ter minhas reservas para com ela,pergunto:Onde busca inspiração?

Vendo filmes, lendo, adoro ler.

 Que mensagem você gostaria de deixar para seus leitores?

Que nunca desista de seus sonhos, e nunca se esqueçam de Deus, colocando-o na frente de tudo, pois todos os seus sonhos se realizaram.

Lopes gosto de ti apesar de nos falarmos pouco, mas sempre quando ocorre é com sinceridade o que faz marcante do que algumas pessoas que vemos e falamos no mundo real no dia a dia.Que Deus o abençoe, que seja apenas o começo da sua jornada, que tudo de bom aconteça não somente no lançamento mais para o resto da sua vida e com pelo menos seis meses de garantia!(gargalhadas)

 Para ti deixo uma canção que amo e é minha oração para você neste novo ciclo:TUDO VAI DAR CERTO_ Jamilly



Até Galera!

























"UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR!" com Jhordany Siman(Simon Poeta)

   Meu convidado neste dia de Halloween não é por acaso, ele adora suspense,tem como inspiração ninguém menos que Edgar Alan Poe e muito talento para escrever apesar da pouca idade,prova cabal que dom não procura faixa etária, a gente recebe e pronto.
Machine de quem fala?

 Do Escritor Jhordany Siman(Simon-Poeta)



   Jhordany Souza Siman, mais conhecido como Simon-Poeta, é escritor, poeta e compositor desde os sete anos de idade. Nascido em 22 de junho de 1999, Simon tem como maiores objetivos ajudar a comunidade com todo esforço e garra-além de poesia. "A vida é bem melhor quando se sabe vivê-la bem, e com os amigos" diz Simon-Poeta em uma entrevista para o Jornal Diário do Aço em agosto de 2010. Fã de Edgar Allan Poe -escritor americano- e de suas obras, Simon se inspira em muitas das obras do escritor falecido em 7 de outubro de 1849. Os poemas de Simon muitas vezes são românticos, policiais, de protesto, de terror e outros de ações de graça e seus textos mais famosos são de terror e ficção. O eleito melhor texto de Simon foi A Brisa do Rio -2012-, onde o escritor se refere ao seu dia de aventuras onde viu, pela primeira vez um rio.




O que muito, muito me chamou atenção sobre você é a sua pouca idade e o seu nobre talento.Gostar de Edgar Alan Poe é coisa para gente "grande",de perto só conheço Lord Marcelo Brando que é um dos melhores quando o lance é terror. Me conta Jhordany, como nasceu essa afetividade literária por este mentor?

Queria frisar primeiro uma expressão que usou: "grande". A pessoa não precisa ser adulta para pensar... não é verdade? Mas, pena que muitas pessoas hoje em dia, me discriminam e discriminam outros escritores mirins. Mas, voltando ao assunto inicial da questão, minha afetividade por terror e por Allan Poe, veio da escola. Estávamos estudando sobre textos de escritores famosos e então lemos O Retracto Oval de Poe... todos sabem que eu sou muito sensível e não conseguia que nada bom passas por min sem que eu reconhecesse. Minha paixão por Edgar Allan Poe veio desde esse momento, que até hoje eu considero um dos melhores momentos da minha vida!


Como é apoio da sua família em relação a sua escrita?

São meus maiores fãs... ficam demasiadamente felizes quando ganho algum prémio ou alguma gratificação, mas não se decepcionam quando eu tenho minhas "derrotas". Minha base é a família... eles me amam e me apoiam em tudo que sou e decido. Foram eles que me ensinaram que ninguém é diferenciado de ninguém. É lindo o apoio que recebo!

Imagino que talvez os demais em sua faixa etária percebam tal diferença em seu talento e creio assim que há uma reação, me conta como é?

Ah! É muito esquisito! A primeira vista me acham um nerd, mas como é possível uma pessoa que só é bom em algumas matérias ser assim? Eu amo língua portuguesa e outras matérias, mas odeio química, física, matemática, e, por incrível que pareça, educação física também. Depois de um mês que me conhecem, me acham um "senhor" intocável, pelos gostos refinados e tudo mais; e depois de uns três meses, passam a ver o que eu sou realmente, cá entre nós, eu sou todas essas coisas... tenho meus dias de "senhor" intocável, meus dias de nerd e também meus dias mais descontraídos... só quem tem inteligência máxima, me entende e entende meu interior.

Você pensa em ser o escritor profissional? Quais seus sonhos no ramo literário?

Eu quero ser um escritor profissional sim, meus planos são muito extensos, mas entre eles, considero mais importante minha faculdade de administração de empresas para criar uma editora. Penso nisso pois, quero dar oportunidades e asas a quem acha que é impossível o mundo da arte e da poesia. E tenho muitos planos também, como montar uma ONG de incentivo a cultura e muito mais. Fui eleito, aqui em Ipatinga, como vereador mirim. Minha principal proposta foi e é a cultura! Amo ser apoiado, e creio que irei receber o reconhecimento e o amor de quem apoio.

Fora ,Edgar, quais são suas outras inspirações?

Clarice Lispector, Chico Xavier, Machado de Assis, Shakespeare, e outros mais escritores.

Bom, para quem não sabe, agora saberá Jhordany S. Siman também fará parte de nossos colunistas,com série sobre suspense e como é essa nova empreitada para você, conta para titia lindo de bonito! (risos)

(Risos) É muito bom ver o reconhecimento de seu trabalho, e é muito bom trabalhar para ver o reconhecimento... estou na expectativa e ansioso para saber a decisão final do publico sobre minha obra cujo nome é Imortal; vai ser uma espécie de Crepúsculo, só que com uma 'pitada de Simon'. Vai ter um pouco de terror sim, mas não será o suficiente para se igualar com Allan Poe. Peço então aos leitores que acompanhem minha série!

Hora da  lista. me enumere 5 livros, músicas e filmes que adora e escolha um dentre todos como seu predileto e conte a razão.

A Música Estrelar de Anderson Ceia, Frágeis Memórias de Carol Oliveira, Memórias Póstumas de Brás Cubas por Machado de Assis, O Cisne Negro - filme e O Retracto Oval por Allan Poe... eu gosto mais Do Retracto Oval, primeiro, porque é de Allan Poe, isso já é uma vantagem (risos), em segundo lugar, porque foi através dessa obra que conheci Poe, em terceiro lugar, porque é uma obra perfeita e totalmente psicológica. Isso não quer dizer que as outras obras devem ser desvalorizadas... ao contrário, estão na minha lista... queria colocar mais, só que tive que escolher os cinco primeiros lugares.

Digo a palavra você completa:

Amor: O sentimento que está falho;
 Escrever: Não vivo sem;
 Cor: Marrom;
 Futuro: À Deus pertence;
Edgar Allan Poe: Um anjo do terror, e não um anjo do mal;
Sucesso: Escrever muito;
 Família: Minha vida;
 Palavra bonita:Demasiadamente (risos);
Palavra feia: Mim -que me conhece sabe que eu escrevo mim com N... coisas do TOC
 Chegada no Danka Machine: Orgulho e sensação de mais uma porta aberta.

Uma frase que move sua vida.

"Tudo que amei, amei sozinho". Essa frase de Allan Poe tem tudo a ver comigo... me sinto assim, só, mas ao mesmo tempo, me sinto acompanhado pela arte e pela poesia.

Deixe um mensagem aos nossos leitores.


Se alguém se esquecer de viver a realidade para viver os sonhos, esqueça de viver, pois os sonhos é a realidade, só que em outro mundo, e não nesse... enquanto vivemos aqui, vamos ser realistas.

Meu lindo de bonito,foi um prazer tê-lo aqui,espero e tenho certeza que fará um belo trabalho no Danka Machine, porque talentoso sei que é.
O mundo é Seu!
 Para fechar com chaves de ouro deixo o Conto: O Corvo, de seu mestre Edgar Alan Poe!




Beijocas Galera!


















Meu convidado hoje é um querido, cujo se acreditasse em outras vidas diria que é de lá que somos.Sabe foi de "cara" a nossa afinidade.Por isso,antes de tudo, recebam esse meu lindo de bonito:
Artista Plástico Carlos Saramago



Carlos Saramago Nasceu em Abrantes em 1972.Autodidata,começa a pintar desde muito cedo. Exposições 1989 Coletiva,,Galeria do convento de S. Domingos,Abrantes.1989/90 A DESTRUIÇÃO DO OZONO exposição organizada pelo instituto da juventude de Santarém/ Teatro VARIÉTE DE ASCONA,Suiça/Colectiva na Galeria "AAA Ascona",Suiça.1993 Museu do Hospital Civil de Legnano,Itália.1996 8º Feira Mostra de Mação/Biblioteca Municipal António Botto,em Abrantes.1998 Biblioteca calouste Gulbenkian,Mação/ II Feira de artesanato e Gastronomia de Mação/Bar "Tea For Two",Abrantes/Natal-Galeria da Câmara Municipal de Mação.


Bora então começar esse prosa?

Gostaria que você contasse em que momento da sua vida percebeu que era diferente.Pois é uma das sensações de um artista em qualquer segmento,sentimos que há uma peculiaridade em nós.Como foi esse processo para você?

Realmente quando se toma um caminho como a pintura nunca se sabe o que se espera,tentei por muitas vezes chegar a um Saramago Único ,mas esta busca interior não tem fim ,isso que me move e da me vida interior ,esta busca de mim mesmo ...por isso ainda ando nesta luta interior para ligar me e sentir me seguro .

Ousaria afirmar que o que mais te move, te completa,te faz feliz é também o que mais te trás insegurança de alguma forma?

Sim , a pintura é a minha forma de ser Eu ,mais ou menos completo, este meu estilo de provocar e olhar o mundo ,a insegurança é boa ,vivemos todos inseguros ...nos sonhos agarramos nos a algo e é so acordar.

      I RUN



Verdade Saramago,"Nos sonhos agarramos a algo e é só acordar."E como sentiu que a Pintura seria sua forma de arte? Por que não a escrita? A música?

Nunca pensei nisso ,mas quando tinha os meus 7 anos ,mais ou menos ,estava no hospital e dei comigo a olhar pormenores que me diziam algo,um simples reflexo no espelho ...um risco no teto ...comecei a desenhar ,sem me dar conta . Acho que estava dentro de mim.

Mágico não? Acho sublime essa forma que a vida encontra de nos fazer chegar até onde nosso destino foi traçado. Eu me apaixonei de cara, no bom sentido, por suas obras e por você. O que me fez ter essa conexão com sua arte é a intensidade de emoções e até questionamentos que suas telam me promoveram.Até que ponto tem de você ali? Dessa visão interna ou externa do mundo ao seu redor?

Estou ali?! (Tela) onde me encontro... Me acho Infinitos de mim e ai Quando chego a um ponto em que as minhas ideias e sonhos se soltam e fervem dentro de mim, ai sei que tem que sair para a tela algo,intimista ,estes sentimentos que muitas vezes não os reconheço meus ,mas sim nos outros...esta minha forma de ser curioso ,Inventar me no meu mundo ,mas eu sinto a minha arte minha .é isso que me importa ,quando passo a mensagem e as pessoas se encontram nesse mundo,sinal que vivemos todos ligados,só temos que abrir as portas ,tem muita gente fechado a sete chaves e não se abre... A arte é o melhor meio de nos fazer sonhar e soltar.Quando você olha e sente algo, entrou no meu mundo que é também seu... A minha arte so despertou algo em você ,um Clique visual ...direto para sentimentos escondidos ou disfarçados .

Verdade, concordo contigo. E sobre inspiração? O que te inspira? Diria que sofreu alguma inspiração direta ou indireta de outros pintores se sim, quais?

Sempre gostei do Dali, mas so mais tarde segui o surrealismo, mas em todos os meus trabalhos havia sempre surrealismo, indiretamente penso que a obra de Julio Pomar,pintor português e Dali me inspirou sempre ,e um amigo que conheci na suíça Giorgio Rotilio que me ensinou também algumas técnicas , mas a maior inspiração é mesmo a vida e a pratica .


INTROSPECÇÃO A CURA



Sei que nossas obras são como filhos,cada um tem seus predicados e por isso são singulares.Mas você tem alguma obra que a destaca por alguma razão? Pode nos contar?

Tenho muitas, mas existe uma em particular do ano 1994 "Le Spose ", marca um momento da vida em especial, tinha saído do hospital em Itália ,tinha estado 1 mês em coma induzido ...todos os trabalhos seguintes foram uma tentativa para segurar pinceis e restaurar as ideias... "Le Spose" representa as mulheres nos meus sonhos na altura. Por isso ainda tento manter em minha pose

Agora preciso rir sobre o caso de manter a pose...(gargalhadas)

Eu tenho por aqui uma listinha que peço aos meus convidados desse café virtual, me diga 5 filmes,5 músicas , 5 livros que mais gosta e o que mais te marcou e claro a razão.

Hum...

Filmes: As Palavras Que Nunca Te Direi, Matrix,a lista de Schindler,aconteceu no oeste,império dos sentidos.O 1º porque sou um apaixonado romântico, Matrix porque é surreal , a lista (faz parte da história) Oeste adoro e o império...porque o mundo gira a volta dos sentidos.

Músicas e livros?

Músicas: António Variações -Estou além,Doors,Zappa,Muse, R.E.M
São tantos!(gargalhadas)
Livros: A Cabana,O Profeta
Jose Saramago- A Caverna e Todos  Nomes
Livros está complicado... Gosto todos poemas de Florbela Espanca e Pessoa
Sonetos de camões também adoro!

 Agora você encheu minha alma de alegria, Amoooooooooooo Florbela Espanca, "minh'alma de sonhar-te anda perdida, meus olhos andam cegos de te ver..."Aiiiiiiiiii!
Eu amo Florbela!

Agora vamos falar umas coisas sobre você? O Carlos? Podemos? (risos)

Sim,podemos.

Como você se define?

Acreditas que estamos a conversar e estou ouvindo isto?Depeche Mode - World in My Eyes Official Video HQ
Sou simples e humilde.


"Mundo Em Meus Olhos


Deixe-me te levar numa viagem


Ao redor do mundo e voltar


E você nem tem que se mexer, apenas fique parada


Agora deixe que sua mente faça a caminhada


E deixe que meu corpo faça a conversa


Deixe-me te mostrar o mundo em meus olhos


Eu vou te levar para a montanha mais alta

Para o fundo do mar mais profundo


Nós não precisamos de mapa, acredite em mim


Agora deixe meu corpo fazer o movimento


E deixe minhas mãos te aliviarem


Deixe-me te mostrar o mundo em meus olhos"

E por que essa música Saramago?

Ela me tranquiliza (gargalhadas)

Sou péssimo a dar entrevistas (gargalhadas soltas em ambos os lados)

Agora essa é a questão, estamos conversando, entrevista é coisa para chatos.

Ah...Por  isso eu estou adorando falar contigo, temos algo já em comum.

Sabe que sinto isso? Há identificação natural. Não é engraçado?
Essas coisas me encantam na vida!Vamos nos concentrar, digo uma palavra você completa, ok? Bora?

Ok. Bora bora!

Uma cor...

Azul

Jura? A minha também.Me fez recordar o verso da canção de Tim Maia:"Azul da cor mar..."

Uma palavra...

Sentida

Um sentimento...

Amor

Um gosto...

Vida

Um cheiro...

O humano é o mais lindo ...

Um sonho...


Felicidade





Deixe uma mensagem para nossos amigos aqui do Danka Machine.

A nossa passagem neste mundo é curta e cheia de emoções. "Vivam a vida e sejam felizes ...Há uma Primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder... Pra me encontrar..." Florbela Espanca

Sou péssimo em despedidas ou em deixar um até já !(gargalhadas)

Meu lindo foi um prazer passar esse tempo aqui contigo,rindo,conhecendo melhor sua pessoa que de cara e de coração muito me cativou. Que essa amizade,parceria siga além mares! Que cada dia uses mais esse dom tão iluminado para aclarar nossas mentes, almas e corações.Para perder o costume,deixo na voz de Fagner, Fanatismo dela,Florbela Espanca que tanto nos agrada.Beijocas Saramago!


FANATISMO-FAGNER


BEIJOCAS GALERA!














 Minha entrevistada de hoje caiu em minha vida  quase de paraquedas(risos).Ela é inteligente, talentosa e trás consigo uma explosão de vida além da luz que possuí.
De quem está falando Machine?
Da Sublime Cássia Torres!







Percebi que como eu, você tem um lado racional bem atuante, uma vez que sou professora de matemática. Como lida com isso? Diria que é uma vantagem ou não?



 Acho uma vantagem, pois serve como um freio em mim, onde me mantenho em equilíbrio.



Verdade Cássia,também sinto isso, mas  sabe adorei ler sua frase: "Espalhar minhas palavras" e até a usei numa conversa rápida com a Isa Lisboa. Mas gostaria que elucidasse melhor este conceito tão ávido e que me pareceu tão você. Explana essa ideia menina!



 Acredito fielmente no poder que o Amor e as palavras têm em nossas vidas. Sempre quis de alguma maneira ajudar as pessoas e aos poucos fui encontrando o jeito que mais se encaixava em mim. Poder espalhar Amor, carinho e amizade através das palavras é gratificante, pois, é disso que o mundo precisa, para que sejamos mais humanos uns com os outros.

Onde, quando e como nasceu a Escritora Cássia Torres?



Nasci dia 14 de setembro de 1989, às 20h28m no hospital Assuncção, localizado no bairro Assuncção da cidade de São Bernardo do Campo/SP. Acho que nasci normal, apesar de ter algum fiozinho estranho em meu cérebro e eu nem queria conhecer esse mundo tão cedo para ter deixado o nascimento só à noite (Risos).



Quais foram as suas inspirações literárias?



Em primeiro lugar Deus, pois a bíblia é um mundo magnífico cheio de palavras mais que fantásticas. Segundo são as músicas. Elas me param e me fazem pensar no modo fabuloso que os compositores acham para criar suas canções. Gosto muito principalmente as que passam boas mensagens ao mundo e que contém rimas.



Disse tudo moça,sem Deus não rola nada, agora me conta faz parte dos seus planos seguir uma carreira sólida como escritora?



Sim! Em um futuro não muito distante, pretendo ter uma maior dedicação a esse universo maravilhoso das palavras.



Boa Cássia!Tenho certeza que o cenário literário mundial agradecerá.E por falar nisto,como é a sua visão sobre o cenário literário brasileiro em relação ao exterior?



Acho que assim como no exterior, aqui há várias pessoas que conseguem passar o que pensam de uma forma bastante transparente e que a cada dia, enriquecem suas ideias e isso só aumenta o prazer em ler ou ouvir suas escritas.



Está em algum projeto atualmente?



No momento não estou, mas é um dos meus planos.



Sabe Cássia te achei muito inteligente e muito talentosa através do que conversamos e do que tenho lido escrever, você tem uma escrita limpa. Mistura se é que possível o clássico e o contemporâneo e foi o que chamou atenção em ti por que é um dom. E ao mesmo tempo vejo que tudo ali se funde em ti como parte de universo tão seu e tão íntimo. Gostaria de saber quem é a Cássia Torres? Que faz? O que pensa? No que acredita?


Cássia Torres é uma pessoa que vive em um lugar distante. Um mundo sadio onde o Amor e a Justiça prevalecem. Lá ela está sempre aprendendo e com esses aprendizados, ganhando forças para jamais desistir e mostrar às pessoas, que o mundo dela é de todos. Que as pessoas não devem fechar seus corações, pois ao fazerem isso, estarão morrendo. Ela acredita que um coração sadio é um coração limpo, com Amor, perdão, paz. E esses itens importantíssimos só são gerados quando se está em comunhão com Deus.
Ela gosta muito de ficar escrevendo em um lugar calmo, ao som de uma boa música e criando suas rimas e é mais uma pessoa neste mundão afora que deseja que todos consigam viver em um ambiente limpo, agradável, puro e digno de existência. Onde todos os valores são enraizados dentro dos corações para que quando o mau bater à porta, eles estejam preparados para enfrentar tal força.

 Hora da santa listinha que ninguém é de ferro. Me liste 5 filmes, músicas e livros e um especial que mexe contigo e o porquê.

 Filmes:
1º O Senhor dos Anéis
2º O evangelho segundo João
3º Cartas para Julieta
4º Um amor para recordar
5º Todos da Era do Gelo (Amo animação rs)

Músicas:
Unheilig - Geboren Um Zu Leben
2º Shaman - Fairy Tale
3º Kansas - Dust in the wind
4º Zé Ramalho - Admirável gado novo
5º Anderson Freire - Raridade

Livros:
1º Bíblia
2º Filosofia - Os grandes pensadores (Philip Stokes)
3º Fernando Pessoa e seus heterónimos
4º Contos Escolhidos (Machado de Assis)
5º Justiça (Michael J. Sandel)
 A Bíblia dispensa comentários,pelo menos para mim!
Especial:
Uma das coisas que mexem comigo é o fato de na bíblia, ter vários exemplos de pessoas que amaram, venceram, cresceram e selaram um Amor com Jesus. Elas nos mostram e ensinam os valores que hoje, andam esquecidos no mundo como Amor, Perdão, Justiça, Lealdade e tantos outros. Outra coisa são as músicas. Elas que além de formarem um belo poema com suas belas letras, passam-me paz e tranquilidade para que eu consiga formar uma escrita gentil e apreciável pelas pessoas.

Se soubesse que o mundo terminaria amanhã. O que faria?
Se eu soubesse que o mundo iria acabar amanhã, eu continuaria fazendo o que faço hoje. Continuaria vivendo o máximo que eu puder, dando o melhor de mim em tudo que faço. Acho que as pessoas devem e merecem viver e serem felizes todos os dias, independentemente do amanhã.
Gostaria de te falar que estou muito feliz por estar aqui do nosso blog o Danka Machine. Sinto que irá longe menina. Então esse espaço também é teu. Brilhe ainda mais porque você tem luz própria. Deixe uma mensagem para galera.

Gostaria de deixar uma passagem bíblica que diz: “Mil cairão ao teu lado, e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido.” Se andares sempre no caminho correto, confiando a Deus tudo que desejas, Ele irá fazer com que seus sonhos se realizem.
Tem uma frase minha onde digo que: “Sem Deus, tudo se tem e nada se consegue.” E o que eu quero passar nela, é que uma pessoa pode ter tudo o que quiser, mas sem Deus, ela terá apenas coisas mundanas, e não terá a maravilhosa chance de experimentar o generoso e gratificante Amor que Deus tem por todos nós.   
Cássia, foi um prazer ter você nessa prosa boa que só, e que fico feliz de estar aqui  conosco no Blogue Danka Machine.E que a vida nos leve numa bela amizade.Como sempre deixo para marcar esse encontro, uma música que você citou, por isso peço a colinha(gargalhadas), mas que também aprecio e muito!
Adimirável Gado Novo.
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber...
E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer...

BEIJOCAS CÁSSIA!
BEIJOCAS GALERA!

























Meu um café de hoje é muito, muito singular.O primeiro via Skype...rsrs Porém, tem um motivo muito pertinente, garanto!
Bora comigo, galera?


              Vem Cá, GAIO MONTE-MOR!




Gaio, agradeço por estar aqui, e começo essa conversa com a pergunta que não quer calar, como foi que começou a escrever e como foi que a escrita erótica despontou na sua vida?


Comecei a escrever na adolescência, por influência de meus pais, que sempre gostaram muito de ler. tínhamos uma sala para guardar os livros na estante, uma espécie de pequena biblioteca e passei parte da minha infância lá. Arrisquei umas linhas, geralmente criando histórias de luta entre heróis e vilões. Depois minha vida seguiu outro caminho e fui deixando isso de lado. Somente nos últimos anos retomei o prazer de escrever. Vou contar um segredo aqui, que ninguém sabe. Comecei a escrever erotismo reatando partes de fatos que eu mesmo vivenciava. Aliei isso à minha imaginação e aí surgiram meus primeiros contos policiais e eróticos. relatando* Misturei realidade e fantasia, ao ponto que nem eu mesmo sabia mais o que realmente ocorreu e o que inventei. Como filho único, era muito chegado aos meus pais. Eles me fizeram apreciar todo tipo de arte desde cedo. Minha mãe faleceu quando eu tinha 14 anos, aí eu e meu pai nos tornamos mais amigos. Ia com ele para uma partida de futebol com a mesma alegria que em uma livraria. Acho que por isso sou fã da leitura, não vivo sem ela, assim como dos esportes de modo geral.

Agora Gaio, me conta uma coisa este seria seu nome de verdade ou um pseudônimo? se sim Qual motivo?


É um pseudônimo. Uso por que sou militar e escrevo romances com conteúdo erótico.


E que tipo de leitura te incentivou como foi esse processo para você?

 Comecei com os clássicos. Depois passei a ler tudo que caía na minha mão. Na adolescência fiquei viciado em revistas de mulher nua e quadrinhos eróticos, aqueles livrinhos em preto e branco com desenhos. Depois que passei dessa fase, me interessei por Machado de Assis, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade, mas também por Agatha Christie, Miguel de Cervantes, Sir Arthur Doyle, ou seja, sou bem eclético. Adoro suspense e erotismo e também um pouco de pancadaria, por isso curto livros e filmes de ação.

Sir Arthur Doyle e Agatha Christie? Isso já nos  torna amiguinhos de infância! (gargalhadas)

Eu já te acompanhava um tempo, sei que aprecia o Senhor Holmes, não é?

Nossa você não tem noção Gaio! Meu marido dos sonhos!(gargalhadas)E você pretende se lançar como escritor oficialmente ou é algo que faz por hobby?


A minha vida inteira foi por puro prazer. Mas tenho vontade de lançar meu livro sim, oficialmente.

Mas me esclarece uma coisa, você citou que foi passeou ali pelo universo das revistas de mulheres nuas, quadrinhos eróticos e teve sua fase mais clássica, desculpe, mas preciso perguntar (gargalhadas), já se considerou como um digamos "tarado"? Ai que vergonha!

Posso ser sincero? Ainda me considero (risos)

NOSSA! E acha que para escrever contos há uma necessidade em ter um apetite sexual mais salivante como costumo brincar?

Eu acredito nisso. Se a pessoa não tiver um interesse verdadeiro por sexo, não gostar muito da coisa ou enxergar apenas como algo normal, não consegue ter prazer com as cenas que escreve, nem despertar esse prazer nos outros. Meu apetite é saudável, mas influencia sim na minha escrita.

Gaio, diante de sua colocação chego ao meu veredito, sou frígida! (gargalhadas)

Não me entenda errado, Danka (risadas). Não quis dizer que o escritor que não escreve cenas de sexo é por que não gosta da coisa. Mas para ser escritor erótico, acho que deve ser uma premissa.

Gaio (gargalhadas), como psicanalista devo procurar um para ontem!

Está querendo se arriscar nos contos eróticos, Machine?

Sabe que me perguntam sobre isso Gaio, sou sincera, não é o tipo de leitura que aprecio, não por ser conto erótico, é que como leitora sou apaixonada por biografias, no entanto, depois de conhecer a  minha amiga Nana Pauvolih notei um modo diferenciado e passei a ler mais pela influência da escrita dela, por isso estamos labutando num próximo livro que logo,logo vem por ai.

Em parceria? Muito interessante. Como falei no inicio da nossa conversa venho acompanhando o seu blog há um tempo e admiro o trabalho de ambas. Aposto que o livro vai ser no mínimo, arrebatador.

Vem coisa boa por ai, mas vamos nos ater aqui, estão vendo galera, ele tão persuasivo que consegue ludibriar mole,mole.O que me leva a próxima pergunta. Você é homem bonito,estou vendo, tendo esse privilégio, inteligente, e com as mulheres, ser um escritor de contos eróticos favorece ainda mais ou não? Eu tão assanhada hoje!

Assim você me deixa envergonhado ( risadas). Eu mentiria se dissesse que não. Sabe a primeira coisa que elas me perguntam? Se o que escrevi foi vivenciado por mim.

Mas vamos falar mais sério, sendo um militar, boa pinta, é difícil não associar que parte de sua escrita não possa ter vindo de suas experiências pessoais, até porque como escritor de uma maneira ou outra  sempre vai um dose de nós na trama, nos personagens, ou contigo não é assim?

O que escrevo é ficção. Quando crio uma cena de assassinato, por exemplo, não quer dizer que foi baseado em experiência. Já pensou se fosse assim? O que iam pensar de você após Nora Deiel? (Risadas). Mas sendo bem sincero, uso um pouco do que já vivi sim, acabo doando um pouco de mim. Fica mais verossímil. Mas são apenas doses. O leitor nunca vai saber o que foi criado ou o que foi fruto de experiência pessoal.

Isso tem lá sua verdade, toda vez que preciso falar de Nora me sinto no dever de esclarecer que não sou uma psicopata. (risos). E sendo homem em relação ao universo masculino, sente preconceito?

Engraçado você tocar nisso, pois sinto sim e isso me surpreende. Um escritor conhecido outro dia disse para mim que escrever livro erótico era coisa de mulher. Só para ter uma ideia.

Então minha colocação não é insana! (risos) Quando li o que me enviou me passou isto pela cabeça à reação dos homens a você porque é mundo muito corporativista não é?

Exatamente. Usam termos pejorativos, mas não me incomodo.

Uma das colocações que você me fez para aceitar a entrevista seria a preservação da sua vida pessoal, então respeitando isso logicamente, queria saber sobre sua personalidade. Por exemplo, me lista seus cinco filmes prediletos, músicas e livros.

Filmes: Tropa de Elite (não tem como não cita-lo), O Poderoso Chefão, Melhor é impossível, Clube da Luta e Cidade de Deus.

Livros: As Vinhas da Ira, Crime e Castigo, Dom Casmurro, O Caso dos Dez Negrinhos e Lolita.

Amo os três últimos citados!

Músicas: Nemo, do Nigthwish; Enter sandman, do Mettalica; Paranoid, do Back Sabbath; Os Cegos do Castelo, de Nando Reis; Depois, Marisa Monte, eu vou ali no Zeca Pagodinho"Deixa A Vida Me Levar" que ninguém é de ferro.(gargalhadas)

E como o Gaio Montemor se vê daqui há uns vinte anos?

Prestes a me aposentar, vivendo só do prazer que é escrever. Vivendo de vez em Araruama, se der sorte com alguns filhos para alegrar meus dias.

Hum, quer dizer que ter filhos faz parte de seus planos? Temos candidata, se não, por favor, deixe o endereço para a pegar a senha, coleguinhas agradecem!(gargalhadas).


Filhos são planos para o futuro, vamos deixar bem claro. (risos) . E quanto às candidatas, não acreditem nas palavras lisonjeiras de Danka Maia. Nenhuma que visse minha cara feia ia querer pegar a senha.

Bem, assim como você fez suas "exigências",porém, tenho as minhas também. O Danka Machine está passando por nova reformulação, aprimorando,não pretendo mudar a fórmula afinal time que está ganhando não se mexe.Mas pedi que conversássemos pelo Skype,por que  eu gostaria de te fazer esse convite "pessoalmente",quer ser um dos colunistas do blog ?

É um convite muito especial e uma honra para mim recebê-lo, Danka. Entretanto o problema é que já tem a Nana Pauvolih com contos eróticos. Pode ficar uma situação meio constrangedora, não? Dois do mesmo estilo, no mesmo lugar.

Ah...Mas, todavia, entretanto e porém, você tem o diferencial que eu quero, sabe o que é? É um homem. A visão masculina é o seu diferencial além da malícia para o gênero policial.(risos)

Se for assim, aceito com grande prazer. Dois lados da mesma moeda, não é isso? O erotismo romântico e feminino de Nana e o meu, masculino, com ação, mais seco.

Exato. Sinceramente, quando li e entramos em contato achei muito corajoso da sua parte assumir essa escrita, dias antes até conversei com um colega no Face que também pensava nesse segmento, ai surgiu você, e não tive dúvidas, seria uma honra Gaio.Vejo talentos de longe, e não tenho o menor problema em saber valoriza-lo,saiba disto.

A honra é toda minha. Como disse antes, acompanho o blog, e fazer parte dele, além de inesperado, me dará muito prazer. Só espero ficar à altura dos talentos que vejo aqui.

Tenho certeza que você veio para ficar Gaio! Quer deixar alguma mensagem para a galera do blog?

Gostaria de agradecer à você pelo espaço, pela entrevista e pelo convite. E aos leitores que tão bem me receberam aqui, comentaram o conto do Oficial Pachenko, conversaram comigo. Estou ansioso para começar. Me aguardem! Pachenko vai surpreender vocês!



É isso ai galera,a partir de agora Gaio Montemor no time do Danka Machine.



Para Fechar Com Chave De Ouro!
 Beijocas galera!




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Meu convidado hoje se encaixa numa daquelas que a vida tira e nos ensina. Como todos sabem, faço parte do blog Tubo de Ensaios,e um dia uma amiga de lá me falou sobre a entrada deste escritor.Sou sincera,o achei nariz em pé.Porém,julgamento precipitado erro duplo e qualificado.Aprendam! Nessa nova empreitada onde o Danka Machine foi aberto para divulgar os textos, poesias e afins de outros colegas escritores.Por educação lembro que disse a mim mesma, "Ele jamais irá aceitar!"  Pois bem, resumidamente ele foi o primeiro a aceitar e abraçar o projeto e quando vi toda disponibilidade dele, fui desconstruindo uma visão que um pré-conceito havia idealizado.Por isso,com muito honra, e podendo enfim dizer que  ele é doce,educado,um talentosíssimo escritor e uma pessoa singular, vem cá prosear comigo:


OSNY ALVES




Assina Osny Alves e/ou OSA
 Idade 46 anos
 Professor de Língua Portuguesa y Española
 Autor do Livro Perfume de Anjo
 Publicado na 15ª bienal Internacional do Livro
 Em São Paulo - Brasil em 1998.


Há uma  linha de pensamento que diz que baiano não nasce,baiano estreia.E pessoalmente acho a citação muito espirituosa e autêntica.Então, modificando um pouquinho a estrutura e na sua opinião logicamente:Escritor nasce ou se descobre sendo escritor?

Veja bem... Eu me  descobri aos dezessete anos de idade, mas já sonhava ser um escritor aos nove anos e meu sonho era escrever como Castro Alves, nunca consegui, mas estamos no mesmo barco, ou melhor, na mesma carreira.


É verdade Osny,é verdade e para você qual ou quais são os motivos ou agentes motores que te fazem escrever?Inspiração seria uma delas?

É complicado dizer que só escrevo quando estou inspirado, como escrevo desde os dezessete anos, virou um vicio e escrevo ao menos uma poesia por dia! Mas com inspiração elas saem bem mais empolgantes é claro...


Sabe, eu tenho um problema com a inspiração, e da forma como colocou  chegou bem perto como  penso.Escrever quando amamos é um deleitoso vício.Estou aliviada,alguém semelhante aos meus adágios.(risos) Agora,me diga,Como você avalia o cenário literário brasileiro hoje como autor e como leitor. 

Eu enquanto professor, de Língua Portuguesa é triste  ver uma gama enorme de discentes que não gostam e nem se importam com qualquer tipo de leitura, tenho alunos do terceiro ano do ensino médio que nunca leu um livro, por outro lado, há aqueles que amam ler e isso me dá um pouco mais de combustível para continuar a escrever! Agora enquanto leitor, amo ler as poesias de meus colegas, que tem semeado muitos brotos de versos maravilhosos pela web, estes estão de parabéns!


Minha quarta pergunta ainda é no campo literário, quais são seus autores e obras prediletas, se existe alguma em especial e qual a razão? 

Ah existem muitos autores bons, como Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Castro Alves e muitos outros, mas Castro Alves é o que mais fascínio me trouxe aos meus nove anos de idade, com o poema “Laço de Fita”.

Agora vamos conhecer mais do ser humano.


Osny por Osny, como se define, te dou três palavras.

Criativo, Romântico e Detalhista.

Quais as belas coisas da vida que aprecia?

Poesias, Carros, Filmes!

Se tivesse o direito de escolher um poder, seja utópico ou não, qual seria?

Ter asas e voar para o infinito, podendo até serem de cera!

Adorei, sem medo de ser Ícaro.Bárbaro!

Qual seu maior defeito e a sua maior qualidade?

Defeito: Fazer piada de tudo.
Qualidade: Escrever a piada.

Nobre defeito e qualidade.Vamos fazer a famosa listinha. (risos), Enumere de 1 a 5 filmes e músicas que te marcaram por alguma razão ou porque simplesmente  gosta e ponto.

MUSICAS
Coldplay - The Scientist
Chicago - If You Leave Me Now
Robbie Williams - She's The One
Bryan Adams – Heaven
Roupa Nova - Linda Demais
Kid Abelha – Como Eu Quero

FILMES
Duro de Matar - Bruce Willis
Indiana Jones - Harrison Ford
Robin Hood – Kevin Costner




Eu falo e você completa:

Adoro quando... Crio um poema fantástico!

Odeio quando... Escrevo por escrever...

Família é... A base para quem eu me tornei.

Errar é... Saber que ainda não é a fórmula certa para a perfeição!

Palavra feia... Ódio

Palavra bela... Amor

Escrever é... Realizar sonhos

Um Ser Humano melhor é um Ser Humano que... Realiza os sonhos do outro

Deixe seu recado aos nossos leitores.Gosto muito de uma frase de “Frederick Langbridge” Dois homens olham pela mesma janela. Um vê a lama. O outro vê as estrelas.
Pergunto: O que você está vendo?




Eu vejo como fui tosca!(gargalhadas) Mas brincadeiras a parte. Agradeço demais por estar aqui, por aceito o convite de forma tão solicita e camarada.Para não perder o costume deixo para ti como marca desse nosso bate-papo, desse cafezinho virtual.Espero que goste! Muito obrigada!


Coldplay- The Scientist



"Eu só estava pensando em números e figuras,
Rejeitando seus quebra-cabeças
Questões da ciência, ciência e progresso.

Não falam tão alto quanto meu coração"





FUI GALERA!







   Minha convidada de hoje é uma das escritoras mais humanas que conheço,apesar de nosso contato até aqui ,ter sido no mundo virtual. Ela é muito talentosa, doce,e é uma daquelas pessoas que você pode parar para ouvir, aprender sem medo de ser feliz como se o tempo não passasse.
De quem estou falando?


Zelair dos Santos De Carvalho(Izah Poetisa)





Nasceu na cidade de Morretes, litoral do Paraná. Estudou na Escola Rural do Barro Branco, Escola Municipal Arlindo De Castro, Escola Municipal Dr. Luiz Fernando De Freitas, Escola Municipal Miguel Schleder , e no Colégio Estadual Rocha Pombo.
Atualmente reside na cidade de Pinhais região metropolitana de Curitiba. Casada, três filhos e  um casal de netos.É artista plástica,desenhista,artesã.Atua na área de teatro amador ,é escritora por profissão.Escreve contos,crônicas,poemas e romances e etc.Entre o seus trabalhos publicados está o livro Cronicidades pelo Clube De Autores,onde participa com dois textos.Quatro antologias,três poesias,e duas seleções de contos,pela Câmara Brasileira De Jovens Escritores.O romance Gêmeas ,publicado pela editora Perse,onde é co-autora. Seu mais recente trabalho  é o livro de poesias com o título” Um Quê de Você” pelo Clube de Autores,Além de ser apaixonada pelo seu trabalho é também apaixonada por suas duas cidades preferidas.Sua terra natal e a cidade onde hoje mora com sua família.


Como foi que descobriu a escrita entre seus dons?

Comecei  a escrever assim que fui alfabetizada,e quem me descobriu escritora,foi uma professora de francês.

Inspiração. Existe? Pode determinar a variação ou grandiosidade de um escritor?

Existe,das formas mais variadas possíveis,mas não determina a grandiosidade do escritor.Dependem muito do estado de espírito  do leitor.

Quais foram suas maiores influencias literárias?

 Cecília Meireles,e José de Alencar



Cenário Literário Brasileiro. Sei que você está indo para Bienal do  Rio de Janeiro, quais as suas expectativas, como você analisa esse momento no país.

Minhas expectativas são as melhores possíveis,sei que vai ser uma experiência ótima.Creio que o nosso país esta vivendo um momento bem oportuno para a poesia,as pessoas estão mais românticas.

Existe um fator que abrange qualquer setor, mas ao meu módico jeito de ver entendo que dentro do mundo literário é tão descabido porém uma realidade infelizmente.Me refiro a competitividade entre escritores.Como a Zelair vê essa questão e como lida com isto.

 A competitividade  existe em todas as áreas as vezes é bom, vezes isso é ruim.Eu escrevo coisas que vem do meu eu,das minhas emoções, e não me preocupo com a concorrência.Faço  o que gosto,e se apenas uma pessoa gostar do meu trabalho já me sinto feliz,meu recado esta dado.

Carece dizer mais nada! Adoro!

"O Brasileiro não gosta de ler." Verdade ou mentira? Por quê?


Verdade nua e crua! Porque já não tem bibliotecas nas residências,e coma evolução da informática,nem os pais lêem mais,e sendo assim não podem incentivar os filhos a fazer algo que eles próprios não o fazem. 


O que um escritor jamais pode deixar de ser em sua opinião.

 Auto crítico sempre!

Vamos falar um pouco sobre a pessoa Zelair.Nos conte cinco livros,músicas e filmes que você aprecia e ressalte um e o motivo da escolha.

Filme apenas dois ( O resgate do soldado Ryan)
Nacional-(O pagador de Promessas)
Livros-  Tenda dos Milagres,Don Casmurro,Grandes sertões Veredas, a Bíblia Sagrada.
Li outros grandes livros mais esses foram os que me marcaram muito. Principalmente a parte do velho testamento da Bíblia.



Zelair por Zelair como você se define?
Uma pessoa que sofreu todo tipo de preconceito, que se pode imaginar.Porém determinada, decidida, corajosa,e acima de tudo,paciente.Tudo isso me fez hoje uma mulher feliz, realizada,como mãe, esposa,escritora,e  principalmente como mulher!

A primeira palavra que vem a sua mente quando digo:

Deus...Admiração
Família... Tudo
Leitura...Fundamental
Medo... Nenhum
Alegria... Sempre
Regozijo...felicidade
Poesia...Dom

Saudade...Necessária

Deixe uma mensagem para nossos leitores e futuros projeto. (fique a Vontade)

Gostaria de aconselhá-los a lerem mais, romance, gibi, jornais ,poesias, política,tudo!
A leitura é imprescindível, ajuda a formar o caráter do cidadão,e faz deles formadores de opinião.E todo cidadão que é um formador de opinião,não se deixa manipular.Povo que tem cultura,sabe  aproveitar as oportunidades,não esperam que alguém o avise quando ela chegar,se chegar!
Projetos:
Publicar minha segunda coletania  de poesias
“Perfume de Tua Ausênsia”
Terminar de escrever meu romance:
“Ribeirão dos Cedros “
Levar adiante meu projeto a oficina de cinema que é filmar um curta com uma poesia minha.
“ Quem és Tú ? “
E dirigir uma peça de teatro com outra poesia minha como tema:
“Maria De Ninguém”

Acho que ficou claro para nossos leitores porque trazê-la aqui.Como você acrescenta,mostra outras vertentes,e renova para aqueles que estão começando a  jornada.
Muito feliz por ter você aqui querida! E como costume, a música que deixo para você como marco neste nosso encontro é uma que para mim soa você.


MARIA,MARIA -MILTON NASCIMENTO

É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....


Fui Galera!











Hola chicos !
No, no estás viendo las cosas , hoy nuestras 

" Palabras De Dos y Un café Por Favor " tiene acento castellano .
Él ha sido un amigo que he aprendido a querer y admirar .Siempre muy dulce y suave y escritos que atravesará el alma.

Tengo el honor de hablar con él hoy:

JULIO MARTINEZ ARIAS





  
  Nací en la ciudad de Mariscala,lavalleja,Uuruguay,el día 12 de febrero de 1963.Cursé parte de la primaria en mi ciudad natal,completándola luego en la lapital del país,Montevideo.Hice la Secundaria,por un método de exámenes libres.Fuí periodista radial,y escrito inicándome como locutor.Escribí para varios periódicos,entre ellos El País de la capital.Fuí docente el literatura y soy actualmente licenciado el parapsicología que es a lo que me dedico actualmente.Soy lector acérrimo,pero ello no influye en lo que escribo.Hecreado un estilo literario,al considerar que lo único válido el literatura es la originalidad.He apostado ha ella en cada uno de mis poemas.Mis libros de escasa difusión al ser la mayoría de auto edición:El valle de los lirios negros,Las azucenas del despeñadero,Sinfonía otoñal,Alma de perume,De cara al mundo,Profecía y Hacia los atardeceres delirantes,entre otros.



¿Y qué más ?
Vamos a ver ahora!
Ven conmigo !


Julio en primer lugar quiero darle las gracias por estar aquí conmigo en este café virtual.Usted es una persona que aprendió a admirar y les gusta y que tiene todo mi respeto .Quiero empezar nuestra conversación no en la fuente de todo.¿Cómo empezar a escribir ?

Nunca supe como,sé que necesitaba hacerlo.Tenía entonces,11 años.

¿En serio? Pero es magia!Sin embargo, siendo que no podría empezar a creer lo contrario.Ahora dime ,¿Cómo ve usted la intuición?

La intuición es propia del ser humano.Existen seres hipersensitivos y otros no tanto,pero ella subyace igualmente en ellos.

¿Qué tipo de escritor que influyó ?

Fueron muchos,porque de muchos se nutre quien pretende ingresar al mundo de las letras.Casi siempre se accede a través de lectura,por ello la influencia.En mi caso,fueron fundamentales,Evaristo Carriego,Fernando Pexoa,Julio Herrera y Reissig,Juana de Ibarbourou,don José Pedroni,entre otros.

 Masters no es cierto ?En su opinión ¿cuáles son los mayores desafíos para un escritor ?

En mi caso personal representan verdaderos retos creativos los que se desprenden de las injusticias sociales.Uno vé con dolor,las enormes franjas sociales que dividen y separan a los hombres y experimenta una impotencia tal,se siente tocado,y recurre a su instrumento de batalla que es su bolígrafo.

 Ya sabes lo que me hizo poner este desafío desde otro punto de vista .Aquí en Brasil , los nuevos escritores como yo , nos dan mucha la situación de nuestro espacio y terminó por olvidar lo que nos fijamos bien situada para tener también este responsabilidad social para emitir nuestros ojos y este regalo a las injusticias sociales.
Muy bien ponerla pon para ver Julio !

Hablando un poco sobre ti :

¿Qué le gusta leer?

Generalmente poesía,todos los autores posibles.Me transmíten el alimento básico para que mi espíritu continúe emocionándose y sobreviviendo.Ello no quita que también lea novela,biografías y cuentos cortos,que tengan siempre como condimento el misterio.


Y hablando de la poesía...

Aquí el trabajo de Julio Martínez






Dime 5 canciones, libros y películas que le gustan.

Canciones:Quererte a ti,Volveré,La casa,Del que se ausenta y La camisa negra.libros:La montaña,Los parques abandonados,Media noche.Películas:Vivir por vivir,Cinema paradiso,La casa blanca y Cumbres borrascosas.

Muy buenas opciones! ¿Cuál es su mejor escritura o poema que más les gusta y por qué?

Es difícil significar,a ciencia cierta,cual es mi mejor escrito,dado que uno pone todo lo que es en cada uno de ellos transformándose en nuestros hijos del alma y además  porque la ellección es de los lectores y no del creador.Aún así,Instante supremo,un soneto que me ha dado muchas satisfacciones,por la nutrida aceptación popular y por como lo crée y en qué circunstancias,creo que es mi mejor obra,en miniatura poética.

Tienes razón , es un poema, soneto o un libro, será sin duda un poco de nosotros , nuestra alma allí con la misma pasión por un niño.










¿Cuál es su pesperctiva de su vida como escritor?

Dado el limitado mercado de que disponemos,en cuanto a edición  y consumidores,no avisoro mayores perspectivas de futuro,aún cuando,en este aspecto se revierta sustancialmente.El sueño de todo escritor es llegar a su gran público,para ser reprobado ó aprobado y en ese aspecto no se vislumbra claro el horizonte.Partamos de una realidad que rompe los ojos:cada vez leen menos las sociedades contemporáneas.

Tienes razón, el mundo contemporáneo y el aumento gradual de contacto visual entre las personas en relaciones de inflexión relaciones virtuales y no contribuye al aumento y la eliminación de este tipo de sentimientos profundos de los cuales todos menos su mayoría los escritores se alimentan directamente .


Qué mensaje le gustaría dejar a nuestros lectores


 Dejando de lado,un instante,la literatura,mi mensaje sería,tratar en lo posible,equiparar las enormes diferencias sociales,la discriminación,en todo aspecto,las diferencias de género.Estas actitudes,transforman al mundo y,particularmente,a la sociedad en su conjunto,en paraísos tranformados en infierno latente para la raza humana.Todos somos responsables.Por tanto,todos debemos poner lo mejor de nosotros,para que en un futuro próximo,seamos todos iguales en un marco de equilibrio equitativo.


 Señoras y Señores: esto es ser brillante que quiero que conozcas .
Julio quería , una vez más , muchas gracias por estar aquí , dinos lo que piensas,
abrir los ojos a lo que está alrededor de nosotros mismos .

Fue un honor para mí!
Quiero salir de este poema de Charles Chaplin como un regalo de nuestro encuentro.

NECESITO ALGUIEN
Yo miro a los ojos cuando te hablo .
Se oye mis dolores con paciencia y neurosis.
Necesito a alguien que va a luchar a mi lado sin ser llamado ;
amigo a alguien lo suficiente como para decirme la verdad que no quiero oír, a pesar de que le odio por ello.
En este mundo de escépticos , necesito a alguien que crea en esa cosa misteriosa , desacreditada , casi imposible de encontrar : Una amistad .
Lo que luchar para ser leal, simple y justo , que no desaparece , si yo alguna vez pierdo mi oro y ya no siento el partido .
Necesito un amigo reciba con gratitud mi auxilio , mi mano extendida.
Aunque esto es sólo para sus necesidades.
Tengo un amigo que es también un compañero
en atracones y las pesquerías , las guerras y las alegrías , y por medio de la tormenta, gritando a coro conmigo :
"Nosotros seguiremos reímos mucho todo"
No pude escoger los que me trajeron al mundo, pero puedo elegir a mi amigo.
Y este compromiso búsqueda de mi propia alma , pues con una amistad verdadera , la vida se hace más simple , más rica y más bella ...






Nos Vemos Pronto Chicos!



































11/08/2013






 Essa semana acabei me deparando sem querer com algumas entrevistas do Escritor Paulo Coelho, embora não seja uma fervorosa leitora de sua escrita, não dá para negar:Ele escreve e muito bem, haja visto ser um dos escritores brasileiros mais bem sucedidos de todos os tempos.Então pensei que tal lermos um "remake" de suas entrevistas e tentar aprender algo de alguém que com toda certeza e muito a nos acrescentar?
Ele já mencionou poder fazer chover,abrir o trânsito e até ficar invisível! Como? Vamos ler?


O famoso escritor brasileiro Paulo Coelho, concedeu uma entrevista recentemente na qual falou, entre outros assuntos, sobre a vida de Jesus Cristo. O escritor, que atualmente mora em Genebra, na Suíça, e está lançando o livro “Manuscrito Encontrado em Accra” causou polêmica ao afirma que Jesus foi um “bon vivant” politicamente incorreto.
Católico, Paulo Coelho disse acreditar que Jesus teve uma vida politicamente incorreta, além de ter sido um “bon vivant”.
- Ele viajou, bebeu, socializou sua vida toda. Seu primeiro milagre não foi curar um pobre cego. Foi transformar água em vinho, não vinho em água – afirmou o escritor, ao jornal britânico The Guardian, afirrmando que Jesus era um “bon vivant”.
Paulo Coelho falou também sobre as supostas contradições encontradas nos evangelhos. Segundo ele, é bom que os evangelhos tenham retratado as várias contradições, pois isso permite um retrato mais fiel da vida de Cristo.
- Se retratassem um Jesus sem contradições, os evangelhos seriam falsos, mas as contradições são um sinal de autenticidade. Então, Jesus diz, ‘dê a outra face’, e aí ele vai lá e pega um chicote…Ele é um homem para todos os momentos – explicou o escritor, que falou também sobre a fé, afirmando acreditar ser algo que serve para conectar as pessoas à vida.
- Quanto mais você estiver em harmonia consigo próprio, quanto mais feliz você estiver, mais fé você terá. Fé não serve para te desconectar da realidade, ela conecta você à realidade – declarou.
Menos mago e mais interessado emprestígio, Paulo Coelho diz que telepatia
é "sacal" e se proclama de vanguarda
"Eu não tenho complexo.
Eu sou um ótimo escritor. Um ótimo escritor. E sou vanguarda"

Fama e fortuna Paulo Coelho já tem de sobra. Agora, quer respeito. O escritor de 32 milhões de livros vendidos no mundo, amado pelo público e espinafrado pela crítica, decidiu partir para um novo patamar: o que ele escreve não só vende como, afirma, tem qualidade, sim. "Estou absolutamente convencido de que o que eu faço é bom", diz. Aos que chamam de tosco seu estilo, que ele prefere classificar de "direto", replica: "Burro é quem não sabe se explicar". Nessa trajetória em busca do reconhecimento, o escritor parece ter sacrificado o mago, como ele próprio se classificava na fase esotérica. O novo Paulo Coelho não troca uma discussão acadêmica (até na própria Academia Brasileira de Letras, se o destino assim o permitir) por encontro algum com mestres enigmáticos e entidades de outros planos. Diz que não faz mais ventar, afirma ter preguiça de conversar com seus discípulos e declara preferir o fax à telepatia, agora definida como "um negócio sacal". Mágica mesmo continua sua autoestima: na entrevista a seguir, Paulo Coelho alinha entre suas referências literárias vultos do porte de Henry Miller e Jorge Luis Borges.
Paulo Coelho gosta de quebrar barreiras e ultrapassar fronteiras para divulgar sua obra. No início deste ano, ele confirmou um acordo com a Amazon, uma das maiores livrarias virtuais do mundo, para a venda de 17 de seus livros pelo formato e-book, em português. Trata-se de um dos primeiros autores nacionais a disponibilizar um material tão vasto na nova ferramenta. É também um novo caminho para atingir seu leitor no momento em que é obrigado a dividir a primazia das listas dos mais vendidos em todo o mundo com Dan Brown e seus códigos misteriosos.
A rede mundial, na verdade, não representa um mistério para Coelho.  Afi­nal, quando boa parte do planeta buscava formas de combater as cópias ilegais, ele passou a oferecer em seu blog oficial links para download de 20 obras em português e traduções para outros seis idiomas. É o já conhecido Pirate Coelho (http://paulocoelhoblog.com/pirate-coelho/). “Coloco as traduções que encontro na Internet, facilitando o trabalho de piratear meus livros”, justificou. No site, o escritor lembra que não detém os direitos autorais sobre as traduções e incentiva o internauta tanto a adquirir uma cópia legalizada ou, se for baixar o livro, distribuí-la gratuitamente em bibliotecas de cidades pequenas, hospitais e presídios.
Paulo Coelho tem um “faro” especial para compartilhar os anseios de seus leitores. Quando estava para lançar A bruxa de Portobello (Planeta), por exemplo, em 2007, percebeu a grande intimidade de boa parte do público com as ferramentas da internet e, em parceria com o site de rela cionamentos My Space, lançou um concurso chamado A Bruxa Experimental, em que leitores eram convidados a fazer um filme baseado nos personagens do livro. Sobre sua relação com novas ferramentas, o escritor respondeu às seguintes questões.

No Brasil, o e-book ainda é visto como um produto distante. O que você pensa dessa nova ferramenta?

Não é só no Brasil. Penso que temos ainda uns cinco anos para que o e-book se torne uma realidade em diversos países. Mas os editores já perceberam o problema – quando o e-book se estabelecer, o escritor vai prescindir do editor e ir diretamente para a livraria virtual – e estão muito incomodados.  Incomodados mas sem nenhuma resposta concreta, além das discussões bizantinas sobre como encarar esta nova realidade. Quando resolvi comprar as traduções de meus livros, já que nunca vendi os direitos digitais, notei um completo desconhecimento do que acontecia. Não queriam vender, mas não detinham o direito de publicação – e quando pedíamos uma resposta concreta sobre o que desejariam fazer, não tinham resposta. Terminei tendo de usar meu prestígio para conseguir comprar as traduções.

 É possível dimensionar o tempo de transição entre a geração acostuma­da ao papel e aquela que viverá com aparelhos eletrônicos?

Assim como o teatro sobreviveu a tudo (cinema, televisão etc.), o livro em papel também vai sobreviver. Mas o que estamos vendo em diversos países do mundo, inclusive no Brasil? As livrarias independentes estão desaparecendo. O grande problema reside aí: não há nada que substitua uma boa livraria, pelo convívio, pela atmosfera, pela beleza. Não sei quanto tempo essa transição levará, bem menos do que imaginamos, e creio que a adaptação de todo o mercado será muito difícil. Por outro lado, o e-book tal como conhecemos hoje será em breve substituído pelos smartphones. Quando digo em breve, estou falando antes do fim deste ano.  E escrever para o formato do smartphone é muito difícil. O que me facilita é que tenho experiência com um blog diário no Brasil, e com o meu blog – textos curtos e diretos.

Você mantém uma intensa interação com os leitores, acompanhando a visitação de seus blogs, até propondo participação em sua criação artística. Quais as principais vantagens dessa relação tão próxima?

 A Internet permitiu isso. O que me surpreende é que outros escritores não estejam fazendo o mesmo, já que essa interação é muito enriquecedora. No fundo, a matéria-prima de qualquer livro é o ser humano – e o que tenho feito com meu blog e as duas comunidades sociais de que participo (Twitter e Facebook) me deixa muito satisfeito.

Aliás, você nota alguma mudança no perfil de seu leitor?

  Noto a mudança, mas não por meio da Inter Vejo que os leitores de Onze minutos, por exemplo, não são os mesmos que leram O diário de um mago ou O alquimista, publicados 15 anos antes. Então, o que acontece? Os leitores se renovam, o que é bom para o escritor – que tem de se renovar também.
Você chegou a perguntar a Fernando Morais sobre quanto tempo demoraria para seus livros serem esquecidos. Acredita em uma vida longa (ou mesmo eterna) a partir do mundo digital?

A carta no fim da biografia é mais retórica do que qualquer outra coisa. Mas acredito que o mundo digital ofereça essa possibilidade. E tenho exemplos concretos a respeito: filmes. Vários filmes que eu gostaria de ter visto e desapareceram do mapa e das locadoras podem ser encontrados em sites P2P. Então o cinema renasce, apesar de as pessoas chamarem isso de “pirataria”.

 Você já pensou em utilizar as novas ferramentas, a Internet e seus correlatos (Twitter, Facebook etc.) como material para uma trama?

Sim, pensei em fazer um livro com as minhas frases no Twitter, mas apenas para a comunidade que está ali. Não será vendido em livrarias, será gratuito, em formato digital. O escritor escreve para ser lido. Podem dizer que eu me dou a esse luxo porque já vendi mais de 135 milhões de cópias, mas não é verdade. Qualquer escritor quer compartilhar suas emoções e suas experiências.

 Uma das grandes preocupações atuais dos editores diz respeito aos direitos autorais digitais. Como os autores devem se posicionar em relação a isso?

 Conhecer como funciona.  Não creio que a preocupação dos editores esteja ligada aos direitos autorais. Mas qualquer autor hoje precisa saber como funciona.

 E você teme a pirataria de e-books?

 Eu não temo pirataria em nenhuma área. Veja a resposta que dei sobre o cinema – se não fossem os sites de compartilhamento de arquivos, eu não poderia ver muitos dos filmes que estavam na minha lista, mas tinham desaparecido do mercado. Por sinal, no meu site Pirate Coelho, vi que, entre a primeira resposta da entrevista e esta, foram baixados 155 arquivos em diversos países do mundo!

 Seus livros têm falado cada vez menos de esoterismo. O senhor ainda se considera um mago?

A ideia do mago é muito mais uma questão de percepção do universo. É uma maneira de olhar o mundo além da realidade concreta. Mas eu tenho vários livros que não tocam em magia. Meus livros falam de questões filosóficas.
Seria esse o ponto comum entre eles, na sua opinião?
O ponto em comum é uma coisa chamada estilo. Do meu primeiro livro até agora, eu tenho mantido um estilo que é absolutamente direto, enxuto. Vou cortando, cortando, até chegar à essência da coisa. No começo, isso foi mal interpretado. Achavam que era uma coisa superficial. Mas é essa característica que dá aos meus livros o seu aspecto único.

Depois de tanto sucesso, as críticas ainda o incomodam?

Eu sou um autor muito polarizador: as pessoas me amam ou me odeiam. Estou acostumado. Mas a única crítica que me magoou não foi dirigida a mim. Foi quando disseram que meu leitor era burro. Eu não quero generalizar, mas existe um fascismo cultural no país.

 O senhor se sente perseguido por ele?

Acho que são perseguidos por ele todos os que não se enquadram num certo padrão, que é o de valorizar o que é incompreensível e inacessível. Só que, felizmente, isso só vale para a crítica, que se isolou da realidade. As pessoas que escrevem esse tipo de coisa ficam numa torre de marfim, sem saber o que se passa em torno delas. Acham que estão abafando, que está todo mundo escutando o que elas dizem. Só que não sabem que ninguém dá ouvidos a elas. De que adianta um livro que impressiona mas que não é lido? O que eu disse sobre James Joyce é verdade: ele é ilegível, ilegível.

 Mas livros como Ulisses e Finnegans Wake, de Joyce, são considerados marcos do modernismo, talvez dos mais geniais do século XX. O senhor acha que a sua obra irá sobreviver também?

 O fato de uma obra sobreviver não quer dizer que ela seja lida. Eu tentei ler Ulisses, não consegui e achei que era burro. Só que eu não sou burro, Ulisses é que é ilegível. Mas as pessoas se acovardam muito para falar dessas coisas. Você tem sempre de passar a idéia de que entendeu tudo. E a culpa não é sua, a culpa é dos caras que escreveram. Eles têm a obrigação de ser claros. Burro é quem não sabe se explicar. Mesmo um livro como Sidarta, do Hermann Hesse, é uma coisa mal-acabada. O cara não soube acabar o livro, entendeu? Termina com aquela frase: "Tem que olhar o rio". Que rio, pô? Acho que o Hermann Hesse não sabia como terminar o livro e meteu essa história aí de rio.

 Hesse é um prêmio Nobel...

 Sim, mas eu tenho direito de dizer isso sobre ele, até porque foi um escritor que me marcou muito. O fato de Sidarta acabar mal não invalida o resto do livro.

 Houve uma época em que o senhor dizia que era capaz de promover magias como fazer ventar, por exemplo. Hoje se arrepende dessas declarações?

Não me arrependo, porque isso é verdade.

O senhor pode fazer ventar agora?

 Não, não faço mais. Isso é bobagem. Não preciso mais fazer demonstrações públicas.

 E magias em benefício próprio? O senhor dizia que costumava abrir o trânsito com a força do pensamento. Ainda faz isso?

Não, de jeito nenhum. Não vou gastar energia com isso. Já fiz, já passou.

 Não fica mais invisível, como dizia ficar?

Não, isso é inútil. Gasto minha energia em outras coisas agora.

 Então, o senhor abriu mão da magia?

Talvez desse tipo de magia. Acho que faz parte do aprendizado brincar um pouquinho. Depois, tem de falar sério. Descobri que essas coisas não são importantes. Esse negócio de fazer chover, por exemplo. Pô, o que que isso vai me ajudar? Além disso, já cheguei a dar três grandes demonstrações públicas do que eu sou capaz e acho que basta.

 Quais foram elas?

 Uma foi para o jornal O Globo, em 1987. Eu disse que fazia ventar, a jornalista pediu para fazer e eu fiz [na reportagem mencionada, a jornalista não pede ao escritor que faça ventar. Relata ter ficado impressionada com o fato de uma forte ventania ter ocorrido logo após ela ter perguntado se ele era de fato um mago]. A segunda foi para a Marília Gabriela, assim que o presidente Fernando Collor foi eleito. Ela me perguntou como seria o seu governo. Eu disse: daqui a dois anos ele se ferra [a apresentadora informou, por meio de sua assessoria, que o episódio não ocorreu em seu programa]. A terceira foi quando o Jô Soares me perguntou se eu sabia o nome do namorado da Zélia [então ministra da Economia, que teve um romance com o colega Bernardo Cabral]. Eu dei as iniciais [o apresentador disse que nunca perguntou a Paulo Coelho o nome do namorado da ex-ministra. Informado de que o próprio escritor havia relatado o episódio, disse que talvez não se lembrasse].

 É uma etapa ultrapassada, então?

 Digamos que foi um período de brincadeira, e brincar é permitido a todo mundo, até porque a vida é muito lúdica. Eu não tiro o valor dessa época em que via essa coisa da magia até com um certo deslumbramento.

 O senhor não se considera mais um mago, portanto?

Vou me considerar a vida inteira, mas não no sentido esotérico, isso eu nunca me considerei. É no sentido de uma percepção que os seres humanos têm... Aí ficou essa coisa de mago. Mas eu serei lembrado, se for lembrado, como escritor.

 O que fez com que o senhor desistisse de sua candidatura à Academia Brasileira de Letras?

 Foi um sinal. Não foi medo de perder para a Zélia Gattai, não foi nada disso. Foi exatamente assim: na terça-feira, dia seguinte à morte de Jorge Amado, fui dormir candidato. Tomei café da manhã candidato e fui andar na praia. Fui andar já para me programar para essa tarefa: teria de cancelar alguns compromissos no exterior, começar a fazer as visitas, todo aquele ritual da Academia. Mas, na hora em que eu sentei na areia para fumar um cigarro antes de andar, veio aquilo: "Não se candidate".

 Uma voz?

 Não, não foi uma voz. Foi um sinal interior muito claro. E eu decidi obedecer, mesmo contra a minha vontade.

 O senhor chegou a receber manifestação de apoio de algum acadêmico?

Nem de apoio nem de hostilidade.

O que o atrai na possibilidade de tornar-se um acadêmico?

 O que me atrai é a possibilidade de diálogo. A Academia é um lugar onde você vai encontrar pessoas inteligentes, de todo tipo de tendência. Existe esse convívio, esse diálogo do qual eu sinto vontade de participar.

E existe também o fato de que isso significaria o seu reconhecimento enquanto escritor?

Tem tudo isso. A Academia é um lugar muito respeitado no Brasil. Tanto é que todo mundo quer entrar para a Academia.

 O senhor não se acha devidamente respeitado?

 O respeito principal eu tenho, que é o respeito do meu leitor. E não tenho complexo. Eu sou um ótimo escritor. Um ótimo escritor. E sou vanguarda.

 Quais as características de sua obra que a fazem ser vanguarda, na sua opinião?

 Primeiro, o fato de ela ser rejeitada pelo sistema acadêmico. E depois o fato de o público gostar dela. Porque o público sempre pensa à frente.

 É verdade que o senhor guarda num cofre à prova de fogo as críticas que são publicadas a seu respeito?

Verdade. Porque as pessoas falam barbaridades! E porque eu quero deixar registrado que a minha trajetória não foi um mar de rosas. Quando minha obra for analisada, não quero que pensem: um belo dia, ele escreveu um livro e vendeu no mundo inteiro. Não foi assim, não. Depois, essas críticas estão todas assinadas. Serão avaliadas também.

Seria uma espécie de revanchismo programado para a posteridade?

 Não é revanchismo, mas cada um é responsável pelo que escreve.

 A escritora Rachel de Queiroz declarou que tentou ler um livro seu, mas não conseguiu passar da página 8. O senhor ficou ofendido?

 Eu olhei todos os meus livros e nenhum começa na página 8. Com prefácio e tudo, eles vão começar lá pela página 10. Acho que a Rachel estava brincando.

 O senhor tem uma boa autoestima, não?

 Eu diria que sou uma pessoa absolutamente convencida do que faço e absolutamente convencida de que o que faço é bom.

 O senhor diz ter sido influenciado por três escritores: William Blake, Jorge Luis Borges e Henry Miller. O que considera ter herdado de cada um?

 De Blake, o aspecto visionário. De Borges, o jeito de combinar realidade com delírio. E, de Miller, a espontaneidade da narrativa.

 O tema preferido de Miller, o sexo, também o interessa?

 Ainda não me senti maduro para falar de sexo. Fiz duas tentativas, em Brida e Veronika Decide Morrer, mas acho que não consegui me expressar. O assunto, porém, me interessa muito. Até porque já li muito sobre o tema e já pratiquei muito também. Minha geração teve uma relação muito saudável, muito libertária com o sexo.

 O senhor já declarou ter vivido experiências radicais nessa área. O senhor vive um casamento aberto?

 Já vivi, não mais. Aqui em casa o jogo é duríssimo [o escritor é casado há 21 anos com a artista plástica Christina Oiticica].

 Um jornal chileno afirmou que o senhor teve um romance com Cecilia Bolocco, quando ela já mantinha um relacionamento com o ex-presidente argentino Carlos Menem. É verdade?

 Cecilia é uma amiga muito querida, que conheço desde a época em que era apresentadora da CNN. Eu me encontrei com ela em outubro passado, quando fui convidado para dar uma palestra em Santiago [Chile]. Tinha jornalista no salão do hotel, na piscina, nos corredores. Ela é altamente visível, eu também. Se tivesse havido qualquer outra coisa que não um café, você acha que as pessoas não iriam perceber? Isso de outubro é uma bobagem.

Pode-se concluir que houve uma relação anterior a outubro, então?

 Não, não se pode concluir nada. Estou te relatando o negócio de outubro.

 Mas eu poderia perguntar se, no passado...

 Você pode imaginar o que quiser.

 O senhor dizia que, na qualidade de mago, tinha alguns discípulos no Brasil e fora dele. Ainda tem?

Infelizmente. Quer dizer, retiro o infelizmente. Tenho porque sou obrigado. Mas eu não tenho o menor saco. Tenho muita preguiça e muito pouca paciência.

E o senhor ainda fala com J. [empresário que mora na Holanda e a quem o escritor se refere como seu mestre em alguns de seus livros]?

Falo eventualmente.

O senhor dizia que costumava falar com ele inclusive por telepatia.


Não, não. Telepatia dá muito trabalho, um negócio sacal. É por telefone ou fax mesmo.       



 Fontes: Revista Veja,Notícias Gospel Mais.


   Agora tirem suas conclusões, eu já tirei as minhas.


Fui Galera!

                                       





































      Hoje estou trazendo uma das últimas entrevistas de Charles Chaplin.
      Bora conferir?



Sir Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin, foi um ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico.
Nascimento: 16 de abril de 1889, Walworth, Reino Unido
Falecimento: 25 de dezembro de 1977, Vevey, Suíça
Filhos: Geraldine Chaplin, Sydney Chaplin, Charles Chaplin, Jr., Mais

Cônjuge: Oona O'Neill (de 1943 a 1977).

A América, às vezes tem sorte. Se Charlie Chaplin tivesse morrido durante as últimas duas décadas, os Estados Unidos ganharia a reputação de ter barrado permanentemente em seu território, um dos grandes cineastas do século 20. “Eu sou mais velho do que Deus,” Chaplin diz agora na idade de 83 anos, e sua vida à uma idade madura deu a América uma oportunidade para pelo menos fazer algumas correções na maneira como ele foi tratado.
Os elogios para o retorno de Chaplin já acabaram. Ele foi homenageado com brinde, vinho, jantar e até mesmo premiado no Oscar. O que pode ser menos dramático, mas no longo prazo, irá revelar-se mais significativo, é que suas longas metragens estão recebendo uma nova rodada de exposição ampla. Uma nova geração, muitos dos quais, embora cinéfilos, não viu as maiores obras de Chaplin, está olhando para eles agora – Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Monsieur Verdoux. Fãs antigos estão reafirmando sua crença de que a arte de Chaplin é do tipo que perdura para além da mera evolução da moda no mundo do cinema.
Quanto ao próprio homem, o público se choca ao renovar a experiente familiaridade com ele. Ainda ágil no humor e capaz de falar de maneira incisiva sobre seus filmes, ele demonstra, contudo, os sinais da idade. “Minhas pernas não são mais tão boas agora“, diz ele sobre suas pernas, ele muitas vezes tem dificuldade para lembrar, fala pausadamente, se cansa facilmente, “deve dormir bastante“, e, geralmente, anseia por tranqüilidade. No entanto, Chaplin também alimenta o desejo de fazer outro filme. Ele mostra entusiasmo ao descrever o que ele quer fazer, mas há também dica de que o reconhecimento de seu trabalho pode ter que ficar no que foi realizado até agora. Ele está seguro no conhecimento de que seus filmes pertencem ao mundo no espírito, se não em termos financeiros. Ele é conhecido por ser um negociador duro quanto aos filmes que ele controla. “Só muito recentemente é que eu permiti que meus fossem exibidos tanto quanto eu poderia“, o reconhece. “Quando eu morrer, eles serão algo para deixar para os meus filhos.”

 

Eu experimentei uma pré-estreia do Chaplin que a América encontrou em seu retorno triunfal, em abril. Quando nos sentamos pouco antes de sua viagem na extensa e de teto alto sala de estar, da sua casa, em Manoir de Ban, em Vevey, na Suíça, eu ponderei o choque que o público teria ao ver em primeira mão o que teria acontecido com o amado vagabundo. No caso de Chaplin, a idade faz um particular triste contraste. Ele era conhecido na tela por sua agilidade surpreendente e magnífica destreza com que ele pudesse fazer seu corpo fazer qualquer coisa necessária para um giro engraçado ou um gesto comovente. “Às vezes eu me pergunto como eu mesmo fiz algumas dessas coisas“, ele riu durante as duas horas de nossa conversa. Era fascinante vislumbrar isso em termos de movimentos bruscos de gestos que permanecem à sua disposição. De repente, no meio da conversa, ele estalaria os dedos, palpitaria seus ombros, ou dramatizaria uma coisa, e a inundação de memórias de Chaplin velhos tempos voltavam.

Nossa conversa variou de seus filmes às suas atitudes em relação aos membros da sua família, e contou sobre a situação política que fez-lhe “exilar-se” dos Estados Unidos. Aqui você encontra o que Chaplin tinha a dizer sobre uma variedade de assuntos.
Com exclusividade, a entrevista que Charles Chaplin concedeu à Revista Show.

Pergunta. Você ainda tem esperança de fazer outro filme?

 
Chaplin: “Eu tenho uma história chamada “The Freak“, que eu não consegui vender. É uma história maravilhosa, localizada em uma faixa ao longo da América do Sul. Ela começa de uma maneira muito interessante. Um homem está em uma casa bem na borda de um precipício. Seu amigo vai embora, e ele vai para a cama. De repente ele ouve um grito terrível durante a noite, e parece estar vindo de sua janela. Ele não consegue saber de que se trata.
“Então, ele ouve um solavanco e percebe que algo está sendo atacado, então ele vai até o telhado e lá é muito menina com asas, que está sendo atacada por águias. Naturalmente, esta é uma parte maravilhosa para a garota. Ele se aproxima dela e pergunta: “Você machucou suas asas, ou algo assim?” E ela vai… (Nesse ponto Chaplin requintadamente imitava movimentos de agarrar uma criatura, antes de continuar, triste.) Mas tudo isso acabou agora.”

Pergunta. Você acha que você poderia fazer o filme?

Chaplin: “Ah, sim, eu poderia fazer isso maravilhosamente. Eu conheço toda a mecânica e tudo mais. A única coisa que eu quero é uma câmera de mão. Essa é a desvantagem da idade moderna. Tudo é tão mecânico e assim por diante. Mas eu comprei este aparelho mecânico, somente as asas se movem muito lentamente. Eles devem ir assim,  você vê.” (Ele agitava os braços com uma rapidez incrível.)

Pergunta. O que você acha dos filmes de hoje?

 
Chaplin: “Eu não acho que eles se comportam como o meu. Eu sou muito franco em dizer isso. Eles não têm nenhum mérito. Eles são tolos, e se artistas tiram suas roupas – bem, tudo bem, mas eu diria que é o que eu desaprovo sobre o cinema moderno. Qualquer queridinha pode chegar e tirara roupa, e ela é interessante para o público médio. Mas eu trabalhei dei um duro danado para fazer um filme, e tudo que fiz foi com amor, com meu coração e alma, e com um entusiasmo incrível. Pode-se dizer que o meu trabalho tinha invenção. Eu não considero que sou um gênio. As coisas vêm difíceis para mim. Eu acho que elas devem vir mais fáceis para outras pessoas.
“Devo dizer sobre o filme moderno que há muito pouco censura. Eu não acredito em uma política de censura tanto quanto em certas restrições. Acredito que eles devam incentivar a invenção. Mas eu acho que deveria ser o cineasta quem exerce as restrições. Tínhamos o escritório Breen. Um cineasta de hoje não tem de aturar tanto quanto isso. De certa forma foi bom, em alguns aspectos, era ruim e tolo. Você iria passar por um monte de bobagens preconceituosas. Mas, ao mesmo tempo, houve a restrição de que todo o desempenho de entretenimento deveria ter porque sem ela, você teria em um strip-tease ou algo assim.”


Pergunta. Será que o fato do governo dos EUA impedir a sua volta terá algum efeito na sua produção de filmes?

Chaplin: “Eu acho que não. Não. Isto não me deixou amargurado. Sou introspectivo e eu pensei, bem, uma guerra estava acontecendo e eles ficaram aterrorizados com comunismo. O povo do FBI perguntou porque eu segui a linha do partido. Eu disse, ‘Se você me disser que linha do partido é, eu vou te dizer se eu sigo-o ou não. “Eles não podiam acreditar que eu não era comunista. Ah, sim, eu era simpático a qualquer um que estava quebrado e precisava de ajuda. Isso é toda a política na qual me envolvi.”

 

Pergunta. Por que até agora você nunca permitiu que Um Rei em Nova York fosse mostrado na América?

Chaplin: “Ah, porque é um pouco forte, mesmo agora, quando você pensa em todas as ramificações políticas. É um pouco difícil de engolir. Mas eu não fiz isso com qualquer amargura. Ele tem um ótimo desempenho do meu filho Michael e há muitas coisas boas naquele filme. Se um filme dar oportunidade para invenção, eu agarro-a e não me importo que diabos de consequências terá. Nós zombamos de um monte de coisas como a educação progressiva e o enredo desviou-se naturalmente em relação a este rapaz que o FBI estava tentando pressionar para informar sobre seus pais. Mas eu não aceitaria qualquer ideia a menos que houvesse uma grande comédia nele. Eu não sou um panfletário. Eu me diverti muito, e essa é a única coisa que eu estou interessado.”

Pergunta. Quais são algumas de suas lembranças do inicio do cinema?


Chaplin: “Os filmes não eram pretensiosos e não custavam milhões. Fizemos um filme por US$1000. Se você passasse disso, eles queriam saber o que você estava fazendo. Eu lembro que fiz uma dos filmes de maior sucesso da minha carreira, “Dinamite e Pastel”, e foram duas bobinas, e eles queriam que eu o fizesse em uma bobina. Mack Sennett foi uma grande influência. Aprendi toda a minha comédia dele. Ele ria das coisas que eu fiz, e eu pensava, bem, não é tão engraçado, mas ele achava engraçado, e ele me deu muita confiança. Eu gostava dos velhos tempos na Califórnia, quando Thomas Ince e Sennet estavam por perto.”

Em um certo ponto a entrevista foi interrompida quando Chaplin deixou a sala ao saber que sua filha, Annie, havia quebrado o tornozelo em um acidente de esqui. Seu filho, Christopher, 8, voltou com ele por alguns instantes, e disse que sua irmã estava se sentindo melhor agora. “Eu não iria esquiar de novo por nada“, brincou Chaplin, enquanto acomadava-se em sua cadeira com dificuldade.

Durante a conversa houve referências esparsas quanto ao seu bem-estar financeiro, levando à conclusão de que sua riqueza era extremamente importante em sua auto-avaliação.  Em um determinado momento ele disse: “É muito bom acabar neste lugar de luxo. Para um menino pobre entrar em tudo isso é muito bom, muito reconfortante” Perguntado se ele tinha alguma filosofia particular sobre o dinheiro, Chaplin respondeu: “Não, não, não. Isso surgiu de uma maneira jocosa. Um homem, um repórter na Inglaterra, disse: “Nós entendemos que você gosta de dinheiro.” Eu disse, ‘Bem, tenho que a excentricidade do gênio – dinheiro e mulheres’ Ele disse: ‘Por que você diz isso?’ e eu disse: ‘Porque é importante, eu odiaria ser velho e sem dinheiro.”

Tem havido muitos relatos de discussões de Chaplin com alguns de seus filhos em seu grande clã familiar. Ele não era relutante em expressar sua opinião sobre Victoria, a quem chamou muito bonita, mas também chamou de “idiota” porque ela não atendeu o seu conselho e se casou com um palhaço de circo. Ele era arrebatador sobre Geraldine, que, segundo ele, “era turbulenta, quando ela era criança, mas ela desenvolveu essa doçura maravilhosa, e ela é muito divertida, muito interessante e muito gratificante”. Ele estava satisfeito porquê sua filha, Josie, havia se casado bem, de acordo com ele, e ele fez questão de ressaltar que seu marido, “um bom rapaz grego,” era um negociante de peles. Apontando para as peles em uma cadeira, ele disse: “A família recebe todas as nossas peles dele.” Referindo-se ao seu filho, o ator Sydney Chaplin, o diretor e a estrela chamou-o “um homem muito engraçado” com evidente prazer em seu trabalho, mas critica-o por não levar nada a sério “como eu faço.”

Ele era quase reverente em relação ao seu relacionamento com sua esposa Oona, filha do dramaturgo Eugene O’Neill. “Pura sorte” foi a maneira como ele descreveu ter sido casado com uma mulher mais jovem. Eu não sei o que faz disso uma sorte, mas faz.”

Saí da conversa com Chaplin desejando muito que eu o houvesse encontrado anos antes, para que eu pudesse comparar como ele era, antes com a sua personalidade agora. Sua reputação está em seus filmes, é claro, e não na opinião de alguém sobre ele como pessoa. Mas ele causou uma impressão agradável, pois o senso de humor estava fortemente lá, ele foi gentil e hospitaleiro, e ele tinha uma espécie de ar de velho estadista de artes sobre ele. Uma observação rápida o forte ego que as pessoas ha muito tempo têm falado.

O firme conhecimento de que seus filmes são reverenciados parece dar-lhe a força para aceitar a sua idade avançada filosoficamente. Ele sabe que muito tempo depois que ele tiver ido embora as pessoas vão estar rindo alegremente ao saborear seus filmes. Mas, dentro dele também parece ser o desejo de fazer mais um filme, uma vez que ele luta contra a ideias de aceitar que o seu trabalho, tão grande como é, julgada, deva estar concluída.


Sua viagem para a América foi extremamente importante para ele, embora ele tenha escolhido para centrar a sua vida em outro lugar. Afinal, foi nos Estados Unidos que o artista, nascido no Reino Unido, teve seus maiores triunfos. Agora que as honras foram dadas a ele, o país está novamente apreciando as realizações de Charlie Chaplin.  Por isso ele sobreviveu ao Macartismo.


AS FRASES DE CHAPLIN







              


FUI GALERA!












ENTREVISTA COM W.P.ANTUNES
29/07/2013
                       
               Meu convidado de hoje também uma incógnita para mim, então, estou como vocês ansiosa para ver como esse papo vai fluir e o que ele tem para nos falar.Mas, sim, creio que será mais um prosa  daquelas, boa que só!



                Vem cá, W.P.Antunes!



Biografia de W. P. Antunes

Eu, W. P. Antunes, ou Wictor Pedroso Antunes, como à maioria já sabe estou numa exausta procura por uma editora que me publique – eu não, meu livro! – Todo escritor sabe que não é fácil escrever um livro, ainda mais publica ló, pois saiba que a muita “ladainha” (burocracia) para pelo menos enviar um livro á ser avaliado e, não é da noite para o dia que um livro é aceito por uma editora, elas possuem uma rígida avaliação á cada original (livro) que chega lá, por fim quem sabe o que quer vai atrás!
Bem, contando um pouco como foi que surgiu a ideia de escrever, ela chegou cedo, desde uns sete anos tinha essa vontade de escrever um livro, não apenas um, mas queria muito escrever uma saga, desta saga, sempre tive vontade de escrever sobre coisas surreais. Para chegar a ter a ideia de “Os Mittles”, já havia pensado em muitas outras ideias, porém Os Mittles foi à única história que quis entrar a fundo. Pois bem, aqui estou, escrevi este livro, agora só me resta publica ló.
No momento escrevo o segundo livro desta trama e já tenho todo seguimento da história na cabeça, só resta pensar em cada detalhe conforme vou escrevendo. O próximo livro se chamara “Os Mittles e o Retorno Maldito”.
Sobre “Os Mittles e o Colar Iluminus”, eu quero lhes dizer que não foi nada fácil torna ló como esta agora, ou seja, revisei muitas vezes o livro, pois parece que nunca está perfeito. O que acontece na verdade, é que foram necessárias essas revisões, ou então meu livro nunca seria publicado. É que conforme fui passando os anos e me aprimorando mais na literatura, percebi que o livro não estava o bom suficiente, então revisei ele muitas vezes, no entanto, se eu for ler meu livro novamente, vou sem dúvida melhora ló mais ainda, porém isso já não é mais necessário.
Pretendo tornar essa série de magia magnífica, por mais que já haja alguns livros com esse tipo de gênero, vou trazer uma forma completamente diferente do mundo mágico, ou melhor, citando ele a meu ver desse universo de fantasia, cada escritor com sua característica. Bem é obviu que há semelhanças entre meu livro e outros do mesmo seguimento e não têm como não haver, mas acontece que isso não importa o que importa é a criatividade de cada aspecto da história. Críticas haverá e é delas que vou me fortalecer!
Mesmo eu ainda não sendo um grande dominador da escrita, sou dominador da criatividade.
Falando um pouco de mim, acredito que algumas pessoas podem pensar que sou louco – acredito não, tenho certeza. – O que acontece é que eu sou um jovem tão normal como qualquer outro. Tenho minhas paixonites, gosto de jogar videogame, me estresso com minha mãe, gosto de ir a festas e dançar, ouço musica alta, e entre outras. E o que acontece às vezes, é que alguns podem pensar que sou muito “careta”, “antiquado”, porém a única diferença que possuo, é que eu decidi escrever muito cedo. Não que eu tenha tomado à decisão errada, mas sinto que este é o momento para eu iniciar com a escrita, com essa série de magia, mesmo que eu vá conseguir publicar o livro daqui muito tempo, ainda sim sei que tenho de escrever. Acho até que este é o melhor momento, pois é agora que tenho minha mente aberta para criar coisas surreais, não tenho tanto o que me preocupar ainda.

Eu estou a alguns passos de saber o que vou realmente decidir para minha vida, e para que não tome a decisão errada, vou fazer o que realmente quero antes que seja tarde, o que então seria muito difícil ter de me limitar a escrever para trabalhar em outra coisa que não me sentiria satisfeito.

PROMETE NÃO, GALERA?
BORÁ LÁ!

Primeiro quero narrar que estou muito feliz em tê-lo aqui no "UM  CAFÉ E DUAS PALAVRAS ,POR FAVOR!", e espero que seja tão deleitoso para ti quanto para mim.Quero começar depois de ler sua biografia, e você sendo tão jovem,como você avalia o cenário literário Brasileiro hoje? De um a dez, que nota daria, e diga o motivo.

Logo vou dizendo que a literatura no Brasil a meu ver é muito pouco difundida, acho que á poucas oportunidades para literatura, até então já melhorou muito, porém deve melhorar muito mais. É preciso aprimorar a divulgação de livros pelo país, o Brasil lê muito pouco, suponho que deva haver mais projetos, levando a literatura para todos os cantos do Brasil, o acesso aos livros deveria ser facilitado também – abaixando os preços de um livro por exemplo.

Dou então 8,5 para a nota do cenário literário Brasileiro. Pois, como os livros não são tão complicados de se obter, porém falta um empurrãozinho para incentivar o pessoal, tanto para a questão dos escritores iniciantes, como também a leitura no país.


E me conta,como foi que o "bichinho" da escrita pegou você? Conte para gente.

Ele pegou quando iniciei no mudo da leitura, no momento em que comecei a ler, desde um gibi a livros grandes, fui então me interessando por este universo da escrita, por fim me veio a ideia de escrever. Mesmo no começo eu não querendo ainda muito isso, entretanto isso logo mudou, conforme criava uma história na minha mente, quis por no papel, enfim percebera que escrever realmente é para mim.

Os gibis,os santos gibis! Também comecei através deles, sabia? E por falar nisso, vamos nós aqui nessa conversa,quais foram, se existiram, seus maiores inspiradores para escrever.

Sem dúvida tenho uma pessoa em especial, a que realmente me inspirou para escrever meu primeiro livro, J. K. Rowling – para quem não sabe, ela escreveu Harry Potter. – Esta foi à única em especial. Posso citar também, Thalita Rebouças, Rick Riordan.

A história dela é incrível ela escrevia nas horas vagas nos Pubs de Londres e por três anos Harry Potter foi negado pela Editoras.Agora, se pararmos e pensarmos, como editoras puderam negar uma obra como essa? Vai entender!(risos)  Por falar nisso, vamos deixar o seu aqui?

 


 Como é a receptividade entre os familiares, amigos?

No inicio de quando estava escrevendo o livro, eu não havia revelado ainda que decidi escrever um livro, porém minha mãe descobriu, logo assim de começo minha família não quis criar expectativas nem me motivar para isso, até então meus pais pensaram que eu iria escrever até certo momento e logo desistiria, por fim não ocorreu isto, eu acabei o livro e divulguei, até o momento de agora ainda levou tempo, só atualmente eles me apoiam. Entre meus amigos, quando eu revelei, disseram que sou louco, outros ficaram surpresos e estupefatos diante da noticia, isto mais entre os professores, eles acharam isso novo e raro, assim hoje receptividade aumentou.

 Muito legal!O apoio é sempre vital, seja em que esfera for.Mas em sua opinião, o que um escritor jamais dever fazer e outra que ele sempre tem de fazer.

Um escritor nunca deve plagiar as ideias de outros, também para um escritor iniciante, nunca deve criar muitas expectativas de que tudo dará certo, além achar que irá se sustentar daquilo, nunca se deve esbanjar de uma coisa que tanto pode dar muito certo como muito errado.
Um escritor sem dúvidas deve ler sempre assiduamente, também tem de ser um grande pesquisador por coisas curiosas do mundo, para assim despertar a criatividade. Tem de ser intelectual, ser uma pessoa misteriosa cheia de ideias. Além de saber escrever. É o que eu penso, para formar um bom escritor.

Você pretende seguir carreira como escritor? Como você se vê daqui a 20, 30 anos nesse seguimento?

Penso sim em seguir está carreira. Eu não tenho certeza de que vou viver disto, por isto então pretendo trabalhar de outras coisas, assim eu possivelmente escrever seria quase um hobby. Daqui uns 20, 30 anos então eu vejo como um bom escritor, porém não sei se seria um escritor famoso, espera-se que sim.

É um trabalho de formiga mesmo Antunes,e você chegará onde quiser.O que acha entre os escritores nacionais e internacionais? Diga o que pensa.

Os escritores nacionais são ótimos, possuímos grandes destes, como Machado de Assis e Monteiro Lobato. E em minha opinião os escritores internacionais são tão bons quanto os nacionais. Acredito que todo escritor tem seu jeito, e cada um deles estão de maneiras distintas pelo mundo.

 Faça uma lista de 10 livros, filmes e músicas que mais mexem contigo, escolha um deles e diga a razão.

Livros:
- Série Harry Potter.
- Série Percy Jackson e os Olimpianos.
- Quem ama, Educa!
- Antes tarde do que Nunca.
- Resident Evil: Retribuição.
- O Fascinante mundo da Astronomia.
- Mil e uma Noites.
- Tosco.
- Irmãos de Preto.
- Ulisses.

Livro Antes tarde do que nunca, pois é um livro que abre a mente dos desanimados com a vida, fortalece as pessoas, um livro de autoajuda, foi muito bom para mim, dele aprendi a vencer muitos obstáculos, digo até que, se não o tivesse lido, seria difícil encontrar o caminho para não desistir de querer seguir escrevendo.

Engraçado você falar sobre um livro de autoajuda, ontem a Thami Holiver fez uma enquete no Face sobre isso,opinião sobre livros de autoajuda e hoje você cita um e explica como te ajudou.Massa!

Filmes:
- A procura da Felicidade.
- Todos os filmes de Harry Potter.
- Sonho de Fuga.
- Sherlock Holmes.
- Em algum Lugar do Passado.
- Poderoso Chefão.
- Titanic.
- Sim Senhor.
- Desventuras em Série.
- 2012.
Filme Sherlock Holmes, foi um filme incrível, como muitos outros também, mas este me despertou interesse, pois o filme trás um enorme caso para se desvendar, o então Sherlock Holmes entra em cena com sua mente sábia, ele desvenda os segredos muito bem escondidos em detalhes, surge uma pequena euforia, pois é um caso sem fim, mesmo assim o detetive da riqueza de detalhes.

Você tem gosto cinéfilos semelhantes aos meus,tem uns sete ai que eu amo.E Sherlock Holmes,melhor nem entrar no assunto, a pessoa aqui é suspeitosíssima para falar sobre este ser magnifico que Sir Arthur Doyle criou.(gargalhadas)

Musicas:
- O Astronauta de Mármore – Engenheiros do Havaí.
- Major Tom – Peter Schiling.
- Still loving you – Scorpions.
- Snow – Red Hot Chilli Peppers.
- The Letter That Johnny Walker Read – Asleep At the Wheel.
- Elephant Gun – Beirut.
- Enjoy the Silence – Depeche Mode.
- My Way – Frank Sinatra.
- Que país é esse – Legião Urbana.
- I Follow Rivers – Lykke Li
Música “The Letter That Johnny Walker Read”, o nome é enorme, porém mesmo ainda sendo uma musica country, uma musica inglês, ela mexe comigo, pois conta uma história triste, em que eu acho muito fascinante. Eu não vou contar a história porque é grande, caso queira saber, só pesquisar a tradução.

Antunes, que maravilha, amo Astronauta de mármore sabia? 

"Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...
Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite vai temer o fogo,
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul..."
l


 Qual é o seu maior sonho?

Ver a saga que tenho em mente completamente publicada e sendo muito bem recebida pelo publico.

E verás, Deus é mais, sempre!

 Complete: 

Amar é... Sentir prazer de estar perto do que é amado ou até mesmo pensando.
Escrever é melhor que... Pensar nas desigualdades e injustiças do mundo.
Tristeza... Só me atinge quando percebo que as relações familiares vão mal.
Eu prefiro... Ser muito bem reconhecido com pouco dinheiro. Do que... Ter dinheiro e não ser reconhecido.

Deixe uma mensagem para nossos leitores.


Para os meus futuros leitores, espero que gostem da história e a recebam muito bem, peço que não critiquem tanto para apenas me atrapalhar, critiquem-me para me ajudar a melhorar. Também peço que leiam o livro até o fim, caso queiram, porém se for para ler, que leia até o fim, isto para que sejam incentivados a ter completa visão da história para assim julgar, caso tenha algo a julgar.

Querido,W.P.Antunes, bom demais ter você aqui, foi um prazer conhecer uma pessoa inda começando e tão bem centrado.E a música que dedico a ti não poderia ser outra.


ASTRONAUTA DE MÁRMORE-ENGENHEIROS DO HAWAI


Bom Demais!
















ENTREVISTA COM ISA LISBOA
22/07/2013


Hoje tenho prazer de receber aqui mais uma brilhante escritora e pessoa que passei admirar e gostar.Ela escreve muito bem,tem  predicados refinados em sua escrita, e diretamente da Cidade de Sintra,Portugal, vem cá bater um papo comigo.
Quem?


ISA LISBOA




BIOGRAFIA


Nasci no terminar da década de 70 numa aldeia de Abrantes, Portugal. Atualmente vivo no concelho de Sintra, a romântica vizinha da cidade da luz, Lisboa.
Sobre mim? Sempre gostei de números. Não por serem certos, como se poderá pensar à primeira vista. Antes pelo que podia fazer com eles. Há um jogo fascinante que se pode fazer com os números. A Matemática é apenas a base. Depois pode fazer-se música com números. Fiz carreira dos números, numa ciência pouco conhecida em Portugal, o actuariado, que ainda abraço.
Mas para além dos números, sempre gostei também das letras. Não gostava de gramática, o que reconheço parece um paradoxo, comparado com a paixão pelos números. Gostava da parte subjectiva das letras, de ler e interpretar textos, de filosofia. De escrever. Sempre escrevi.
Sempre escrevi em cadernos, que guardo e revejo sempre que preciso regressar a outros eus.
Há dois anos decidi começar a partilhar a minha escrita na Web, e ainda bem que o fiz. Escrevo cada vez mais agora, e cada vez mais me reencontro e me reinvento nas palavras.




OS BLOGUES DA ESCRITORA






Agora vamos ao que interessa, prosear!

Isa, eu sinto você muito tímida, como quem quisesse passar  pelo mundo sem deixar rastros e ao mesmo tempo imponente quando leio os teus escritos.Minha primeira pergunta é,a escrita é uma forma de ser mais desinibida, um caminho talvez?


Danka, primeiro que tudo, quero agradecer pelo convite para esta entrevista, o qual me deixou muito feliz. Tenho muito gosto em estar aqui, tomar café com você e trocar duas (ou muitas mais) palavras.

O prazer é todo meu, saiba disto.


Respondendo às suas questões, defino-me mais como uma pessoa reservada, que como tímida.
Acredito que o caminho se faz tanto com passos suaves como com passos fortes. Ambos são necessários e ambos deixam as suas pegadas, e são as circunstâncias que nos ditam a que ritmo caminhar.
Quanto à escrita, ela é, antes de tudo, uma forma de exercitar o meu lado artístico e sonhador, que convive desde sempre com o meu lado pragmático e com as ciências exatas de que me ocupo na minha profissão. É também, por vezes, uma forma de partilhar os meus pensamentos, as minhas preocupações, a minha visão sobre alguns temas.

Para você o que caracteriza uma pessoa como um escritor?


Para mim um escritor é alguém que ao descrever uma rua, me faz sentir lá: ouvir os barulhos que me rodeiam, sentir os aromas que a invadem, ver a luz que a ilumina, observar a cor e a disposição das casas. É alguém que me leva a conhecer pessoas diferentes. Algumas delas que conheço muito bem, algumas que poderiam ser eu, outras que não imaginaria que poderiam ser reais, algumas completamente irreais - mas ainda assim fascinantes.
Essa é uma das coisas que mais aprecio na literatura, o poder viajar através das palavras, por isso alguém que consegue fazer-me sentir aquilo que escreve, é alguém que considero um bom escritor.

Certa vez eu conversava com um amigo que também é um colega literário,e ele me falou algo  bem pertinente."No dia que os escritores descobrirem que podem mudam o mundo, então ai a vida no Planeta Terra irá começar."é uma frase que pode ser compreendida sobre várias vertentes.No entanto, a citei  porque quero sabe da Isa Lisboa,se pudesse mudar algo no mundo o que seria e por quê?

O nosso mundo enfrenta alguns problemas, sociais, económicos, ambientais. Tudo isso se verifica não só a nível global, como também na nossa rua. E as causas são muitas, tantas, que poderíamos falar o dia inteiro sobre elas…
Mas há algo que observo muito nos noticiários televisivos e também no dia-a-dia e que sinto estar bastante relacionada com todas estas questões: estamos a tornar-nos cada vez mais individualistas. Tal é consequência do mundo cada vez mais “imediato” em que vivemos, mas também acredito que nos prejudica enquanto sociedade.
Acredito que fazemos parte de um todo, que o que cada um faz afecta o outro, positivamente ou negativamente. E acredito que muitos conflitos poderiam ser evitados se tomássemos um pouco de tempo para nos colocarmos no lugar do outro. Existe uma frase de que gosto muito: “Apenas conheces verdadeiramente um homem depois de teres andado 1.000 milhas nos sapatos dele.” 
Este é um exercício que eu reconheço ser muito difícil: quantas vezes temos dificuldade em gerir os nossos próprios passos, quanto mais imaginar-nos a caminhar nos sapatos de outro…! Mas se pensarmos um pouco nisso, será que alguns aspectos da nossa própria vida não se tornariam mais fáceis se o fizéssemos?

É verdade Isa, é uma forma de pensar bem persuasiva.Continuando,o que Isa Lisboa diria para ela mesma como escritora?


Isa Lisboa dir-me-ia: Nunca deixes de te desafiar e surpreender a ti mesma.
Qual é ,se é que tem,algum tema que ainda não escreveu e que sente vontade de escrever e um que jamais escreveria.
Existem alguns temas e formas de escrever que gostaria de experimentar ou explorar mais. Por exemplo, já escrevi duas pequenas crónicas de viagem, e gostaria de voltar a essa temática, pois foi muito bom escrevê-las, e é um formato interessante, sobre o qual gostaria de aprender mais. Uma outra temática que gostaria de abordar é a temática do ambiente, e espero fazê-lo brevemente. Também gostaria de explorar mais os formatos de crónica sobre temas generalistas e de artigo.
Temas sobre os quais nunca escreveria? Não gosto de dizer a palavra nunca, mas por opção pessoal, não escrevo sobre política ou religião, e, neste momento, não considero abordar esses temas.


Acredita na inspiração? Por quê?


Sim, claro que acredito na inspiração! Aliás, é ela quem escreve os meus textos por mim! (risos)

Estão vendo? o problema da Dona Inspiração é comigo! (gargalhadas aqui.)


A maioria dos meus textos surge de repente. Ou pelo menos a ideia deles, surge assim. Pode ser uma frase que alguém diz, uma fotografia, algo que observo na rua... São pequenos detalhes que fazem surgir uma ideia, um verso, uma frase. Isso para mim é inspiração, sem dúvida!


Qual foi ou qual seria, ou se não a teve, qual seria a sua maior frustração enquanto escritora?


Não posso dizer que alguma vez me tenha sentido frustrada enquanto escritora.
Creio que me sentiria frustrada se me decidisse a escrever sobre um determinado tema e a inspiração me abandonasse, por mais que a chamasse!

Como  observa o quadro de interesse dos jovens no que tange ao envolvimento literário hoje em seu país?


Creio que o interesse na literatura tem vindo a diminuir ao longo dos anos, particularmente no que se refere a alguns formatos, como por exemplo, a poesia, ou a literatura habitualmente classificada de mais erudita.
Mas felizmente, o hábito da leitura ainda não se perdeu, pois ainda existe procura de boa literatura.
Não há como negar que há diferenças cabais e a meu ver necessário entre os escritores e sua nacionalidade. E eu queria muito que você contasse para nós como  você,Isa Lisboa, percebe, recebe e vê essas diferenças que no fim acabam enriquecendo a todos sem dúvidas.Conte aqui para sua amiga.(risos)
No que se refere à escrita que aborda temas sociais e culturais, existem algumas diferenças, como é natural. Ainda assim, mesmo nesses campos, podemos encontrar muitas semelhanças entre sociedades, até entre povos separados por um oceano, como é o caso de Portugal e do Brasil.
Já quando falamos de temas como o amor, a saudade, a felicidade, a tristeza, tudo o que se refere ao que se passa nas almas, há de certa uma forma uma linguagem comum, que todos os povos entendem. E é bom que nos possamos aproximar por via disso.
Mas mesmo naquilo que é diferente, eu acredito que podemos aprender muito uns com os outros. Aliás, sempre acreditei que apenas lendo poderia aprender a escrever, por isso ler, vários estilos e temas, continua a ser essencial para mim!


Quem ou como você se imagina como autora daqui há 10 ou 20 anos?Você pensa em se dedicar exclusivamente a literatura?


Até há cerca de dois anos atrás, poucos eram o textos que tinha partilhado. A maioria deles ficavam bem guardados em caderninhos, que ia abrindo de vez em quando para reler ou escrever algo de novo que surgia. Sempre tive vontade partilhar a escrita, mas não tinha uma ideia definida de como o fazer, nem sentia ainda um apelo tão forte para essa partilha .
Até que numa conversa surgiu a idéia de fazer o meu primeiro blog pessoal. E então as minhas letras começaram lentamente a saltar das páginas dos caderninhos. Hoje em dia escrevo muito mais, e cada vez com mais vontade e mais gosto! Tenho aprendido muito ao ler alguns autores da blogoesfera, cujo talento me tem inspirado a explorar novas formas de escrever e incentivado a continuar.
Por isso, realmente não imagino os próximos 10 ou 20 anos sem os meus cadernos, e espero conseguir continuar a melhorar a minha escrita, explorar novos temas e, quem sabe, novos estilos.
Neste momento, não penso dedicar-me em exclusivo à literatura, pois a minha profissão continua a ser algo que gosto de fazer e na qual penso ainda ter muito para dar. Mas claro que a literatura continuará sempre a ter um lugar na minha vida, seja por via dos blogues ou por outras oportunidades que o Tempo me traga!


Então vamos agora, para a Listinha:


Enumere 10 livros ou autores,músicas e filmes que mais goste.Escolha um e diga o motivo.


Talvez pareça estranho, mas esta é uma pergunta difícil para mim! Sinto sempre muita dificuldade em seleccionar apenas um certo número de referências! Mas vou então tentar!

Tentaremos Isa!(risos)


Livros e autores:
 Vou referir memórias literárias de diferentes fases da minha vida: Sophia de Mello Breyner e “A Fada Oriana”, Antoine Saint Exupéry e “O Pequeno príncipe”, Fernando Pessoa, obra ortónima e heterônima, Isabel Allende e “A Casa dos Espíritos”, Vergílio Ferreira e “Até ao Fim”, Emile Zola e “Germinal”, Kafka e a “Metamorfose”, Steven Sherill  e “O Minotauro fuma um cigarro”, Nuno Júdice e “Geometria Variável”, Gabriel Garcia Marques e “Olhos de Cão Azul”. Os títulos de Isabel Allende e de Vergílio Ferreira tive dificuldade em escolhê-los, pois são dois autores que já li muito e classificaria com nota máxima a maioria das suas obras. No entanto, as que refiro são talvez das mais emblemáticas.
Música: 
Danka, permita-me que subverta aqui um pouquinho as regras e enumere Grupos musicais e Interpretes. Para estes, tenho alguma dificuldade em escolher uma música favorita e para não ser “injusta” com nenhuma delas, prefiro referir quem as toca: Queen, António Variações, Ney Matogrosso, Rui Veloso, Beatles, Janis Joplin, Caetano Veloso, U2, Gotan Project, Bon Jovi

De todos que citou,Bon Jovi é muito estimado por mim! Adoroooo!

Filmes: 
A Casa dos Espíritos, O Clube dos Poetas Mortos, Forrest Gump, E tudo o vento levou, E.T. – O Extraterrestre, Drácula de Bram Stoker, O Sexto Sentido, Casablanca, Eduardo Mãos de Tesoura, Triologia A Guerra das Estrelas IV, V e VI. Uma pequena nota sobre a Casa dos Espíritos: costuma dizer-se que o filme nunca é tão bom quanto o livro, mas o filme “A Casa dos Espíritos” é quase tão bom como o livro. Para além disso, uma parte dele foi rodado em Portugal, o que é mais uma razão para aqui o referir!
Preferido – Confesso que não consigo escolher um favorito! Todos os livros, interpretes e filmes que enumero me tocaram de alguma forma, e por razões distintas.

Também convenhamos Isa, essa sua lista são de vertentes gloriosas e extremas.(risos)

Qual dos seus poemas mais te emociona, te toca de maneira diferenciada?e por que?


Será um dos últimos poemas que publiquei no meu blogue pessoal, o poema “Carrega-me contigo”. Este poema foi escrito a pensar em pessoas muito especiais e num momento muito emotivo, pelo que é um poema que tem bastante meu nele.
E permita-me que quebre de novo as regras – tentarei deixar de lado a rebeldia até ao fim da entrevista (risos) – mas gostaria também de referir um outro trabalho, não um poema, mas uma prosa poética: “Amanhã pergunta-me outra vez”. É um dos textos que retirei do meu “baú”, que foi escrito em 2005. É uma prosa que acarinho, por ter um cariz mais filosófico e interrogativo, formato em que gosto muito de escrever.


E sobre o Tubo,e seus blogues, o que podemos esperarmos como projetos para eles?


Nos meus blogues pessoais, espero continuar a publicar os meus devaneios mais imediatos. Estes têm sido espaços mais intimistas e assim deverão continuar, com poesias e textos novos, pois as idéias não têm parado de surgir.
Também para o Tubo de Ensaio e para o Pense fora da Caixa, as idéias novas existem.
O Tubo de Ensaio, onde tenho o prazer de escrever consigo e com outros excelentes autores é, na visão dos seus criadores, um Laboratório de Artes, por isso nele tenho tentado dar asas à minha imaginação e explorar novos formatos e temas.
O Pense fora da caixa, é um blogue em que os seus autores expressam os seus pensamentos sobre várias temáticas, que incentiva a que pensemos diferente. Neste espaço, para onde fui convidada há alguns meses, exploro o meu lado mais interrogativo sobre o Mundo.

 É o Tubo de Ensaio tem sido antes de tudo um celeiro de talentos e amizades.Tenho gostado de estar lá.

Vamos brincas Isa?(gargalhadas) Eu falo, você completa:

Um gosto... Para além da escrita…? Dança!

Um amor... A família e os amigos – pediu um, mas Amigos verdadeiros são família também!

Um desejo... Felicidade

Família... Abraço

Uma palavra bonita... Amor

Uma palavra feia... Ódio

Escrever para mim é... Libertador


Deixe um mensagem aos nossos leitores.


Quem gosta de escrever, nunca deixe de o fazer. Escrever faz-nos bem, não só ao intelecto, mas também à alma.
Quem gosta de ler, leia sempre, ler abre os horizontes, faz-nos conhecer novos mundos, imaginar vidas diferentes das nossas.
Quem não gosta de escrever nem de ler, dance, cante, qualquer que seja a sua paixão, não a deixe lado, nunca desista dela, pois é ela que nos faz Viver!

Por fim, deixe-me agradecer-lhe mais uma vez pelo convite e por esta maravilhosa entrevista! Foi um prazer conversar consigo, Danka, muito obrigada!


Imagina Isa, eu fico feliz demais de poder ter você aqui, de uma maneira mais informal,falando de você, do seu talento,seus pensamentos, como falei antes  repito,você é uma pessoa que muito admiro.E como vossa senhoria citou gostar tanto dele quanto eu,a música que deixo para marcar esse momento é esta.

It´s My Life!



Foi Demais Isa!



Fui Galera!









15/07/2013
ENTREVISTA COM ANTONIO CARLOS


ENTRA EM CARÁTER ESPECIAL UMA ENTREVISTA NO "UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR!"

Vocês recordam que um tempo atrás eu fiz a análise de um menino tímido,com um livro chamado"UM ANJO"? Recordo até de mencionar que ele era um roteirista nato e que o tempo mostraria o seu  lugar. E as vésperas de seu lançamento,trago-o de volta para conversar  com a gente. 
De quem falo?


VEM CÁ, ANTONIO CARLOS!



Nasceu em Barra do Piraí, no dia 31/03/1986 no estado do Rio de Janeiro. Mora na cidade de Mendes com a mãe e três irmãos, sendo o caçula; no colégio sempre gostou bastante de escrever, mas tinha receio de ler para a classe, por que sempre foi muito tímido. Gosta de escrever Romance, drama, adolescente e ficção são os que ele se identifica mais. Completou o ensino fundamental no bairro, Martins Costa que mora até os dias de hoje e o ensino médio na cidade de Mendes, sempre estudou no seu bairro e depois foi para a cidade, que não era muito distante. Sempre quando pode esta lendo e se mantendo informado, alguns de seus hobbies: assistir televisão, programas jornalísticos, novelas e programas dominicais. É um rapaz tímido, gosta de sair com amigos, porém na maioria das vezes gosta de ficar em casa curtindo a família.

Primeiro quero te dizer como estou feliz por receber você aqui.Aquele menino perdido,mas  muito talentoso, enfim começar galgar seus passos.Fique a vontade, a casa é sua, viu? Vamos começar assim,como foi que você se descobriu escritor?


Ainda criança, nas férias do colégio eu pegava um caderno e começava a inventar histórias, mas eu escrevia tipo um roteiro de filme.

E me fala, como é o apoio da família ,dos seus amigos?


Minha família me apoia do jeito deles,não falam muito sobre o assunto,mas gostam de me ver fazendo algo que eu gosto e que me dou bem.


E quais as suas referências como  Leitor?

Minhas referências são autores da literatura brasileira como Clarice Lispector,Jorge Amado etc...


Disseste dois de meus prediletos. Como não mar Clarice  e Jorge Amado?(risos).Agora me fala sobre um assunto, você já pensou em desistir, e se a resposta for sim qual foi e o motivo.

Sim.Por medo dos leitores não gostarem da histórias ou até mesmo não conseguir as comprarem.

Sério? Imagine Antonio você é muito talentoso.Deixa mostrar a capa no "UM ANJO", pela Editora Multifoco, Olha que Beleza Galera!





Para ti ,Antonio, onde mora a maior  dificuldade da vida de um escritor?

A maior dificuldade para mim é estar com a mente leve e livre de preocupação,pois do contrário eu não consigo desenvolver uma boa história.

Então vamos para listinha? Quero livros, filmes e escritores que mais gosta.


Livros eu leio gosto,mas não guardo muito os nomes,os que eu lembro são:
O código da Vinci
Crepúsculo
Os sertões
Vidas Secas
Iracema 
A Lebre e a tartaruga.

músicas:Espelhos d´água:Patrícia Marx

Nossa, eu amo essa música Antonio, amo!, continua...

Push:Enrique Iglesias,Digale:David Bisbal,Solidão:Sandra de Sá,Decode:Paramode,Primeiros erros:Simony,My Passion:Akcent,Naked:Enrique Iglesias .
Filmes:A Saga Crespúculo,Dirty Dancing,Mulher nota mil,Diário de uma paixão,Olhos Famintos,Até que a sorte nos separe,pânico na floresta,O guarda-costas.

Dos que citou, Darty Dancing é que adoro,nem pelo roteiro em si.Mas a última cena de dança  e arrebatadora!

E sobre seu futuro, quais os projetos tem para ele?

Meus próximos projetos é continuar escrevendo e tentar controlar minha ansiedade que me atrapalha muito na hora de criar.Aos leitores eu espero sinceramente goste do modo como eu escrevo.


Olha Antonio, eu quero deixar a minha mensagem pessoal a você.Dizer que é um orgulho para mim ver você conseguindo o seu espaço,caminhando, seguindo.Você é cara gente boa, humilde, batalhador  e eu gosto muito de você, e sempre que precisar sabe que pode  gritar que Danka Maia lá estará.Muito sucesso, força, que a batalha começa é agora!

 E como não poderia ser diferente...Em Dirty Dancing o tema principal fala sobre capacidade e superação de uma menina tímida que foi liberta pelo amor de um dançarino e que a fez desabrochar indo além de toda e qualquer expectativa.E sinceramente,eu hoje creio que isto se encaixa e muito contigo.Tenho certeza que muitas pessoas jamais acharam que você chegaria aqui, e o amor pela escrita te fez superar e ir em frente, e de pé, você tem todo meu respeito!

Na última estrofe dessa música dedico a você amigo!
Vai em frente!

Pois eu tive o melhor momento da minha vida
E eu andei procurando em cada porta aberta
Até encontrar a verdade
E devo tudo a você!

VOCÊ SE DEVE TUDO ISTO ANTONIO!



Beijocas Galera!



























13/0/2013
ENTREVISTA COM NANA PAUVOLIH

Saudações Literárias Galera!

Hoje o "UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR" é Especial e em DOSE DUPLA! Isto mesmo galera, as vésperas de dos lançamentos de dois amigos queridos e por muito estimados, hoje teremos um bate papo delicioso com:

       Dhan Rebouças  e Nana Paulovih
                             
Portanto agora você confere uma prosa  gostosa com o tempero arretado e baiando com 
Nana Pauvolih e em seguida Dhan Rebouças.

HOJE O CAFÉ VAI BOMBAR!
Ela foi mais uma amiga que encontrei numa das esquinas virtuais, e acabou ultrapassando e virando amiga na vida.Para mim ela tem um talento que difere, porque falar, até papagaio fala,agora escrever como a Senhorita Nana Paulovih escreve, são outros  quinhentos.

Nanaaaaaaaaaaa,(porque é assim que berro a pobre no face)

Senta Aqui ,Nana Paulovih!

(Até rimou!)



Biografia:



Nasci canceriana, de julho. Quem acredita em signos, poderia dizer que o signo de câncer é de uma pessoa sonhadora, emotiva, ligada à família e aos amigos. Se é assim, essa sou eu. Amo ler e escrever e faço isso há muitos dos meus trinta e nove anos. Tenho muitos livros escritos por mim em casa, alguns só esperando o fim, muitos projetos, e agora meu primeiro livro que será lançado por uma editora, A Coleira. Uma felicidade, ainda mais que o lançamento é no dia do meu aniversário, dia 13 de julho. Acredito no amor e na amizade acima de tudo, daí minha predileção pelos romances!




OBS: Por motivos lógicos para guardar sua segurança e sua pessoa, a Escritora Nana Paulovih precisou ser conduzida até aqui por alguns de seus seguranças.(E que seguranças...Ai homem de Terno é tudo!)


Ser escritor já é árduo. E um escritor de contos eróticos, o que mais precisa enfrentar?



Preconceito. É uma palavra que não gosto de usar, tem sido muito explorada ultimamente, mas é a pura verdade. Vem de onde você nem imagina e surpreende.

Apesar do preconceito,e  de ser vista como a "tarada"," ninfomaníaca"(risos),onde isso te frustra e onde te estimula.

Fico pensando o seguinte: ninguém pensa que um escritor é assassino por que faz um filme com muitas mortes.

Nossa, já pensou se acharem que sou uma psicopata com sindicato porque criei Nora Deiel e Cia?Aff!

 Mas todo mundo te olha diferente quando sabe que você escreveu um livro erótico. Muitos nem leram, mas julgam antecipadamente. Fico frustrada pois acho isso estranho nos dias de hoje, quando vemos coisas realmente pornográficas na televisão e na internet. Sexo para mim é muito natural e mostro em meus livros assim, como parte de uma realidade. É isso que me estimula, mostrar o tema como normal, o que realmente é.



De onde veio a paixão esse tipo de literatura e escrita?

Amo a literatura de forma geral. Leio e escrevo desde que me entendo por gente. Acho que me interessei pelo romance erótico pois sou uma pessoa apaixonada e curiosa. Queria entender por que tantos tabus e complicações quando o tema é sexo. Ao mesmo tempo, tinha vontade de ler sobre o tema e ficava frustrada pela falta dos mesmos e de qualidade. Comecei com romances e passei a descrever as intimidades dos personagens. Gostei e não parei mais. 


Agora que engraçado, como o proibido nos marca, nos cria e nos evolui olhando por este lado que você colocou.Mas me fala,quais as suas expectativas para o lançamento do seu livro?

Como é o primeiro livro que lanço, estou meio que sem saber como será recebido. Mas espero que as pessoas gostem, entendam o que tentei passar e deixem de ter esse “pé atrás” com o erotismo.


Fiz ao Dhan e farei a mesma pergunta para ti, acha que mudou a forma como as pessoas te olham como escritora profissional no sentido de que tem um livro lançado por uma editora tradicional? Ou seja, seu talento, sua escrita foi o que vingou e determinou a escolha da Editora.



Com certeza mudou, até mesmo em casa. Todo mundo sempre me viu escrevendo e nunca ligou muito, como se fosse um mero passatempo. Hoje chegam e perguntam logo: “E o livro?”, se interessam mais. Fui elevada à categoria de escritora, mesmo já sendo há anos! E você ganha um pouco mais de respeito dos colegas também.


O que Nana pode dizer de Nana e que pode nos contar?



Conto tudo! (risos) Não sou de guardar segredos! Mas como há um leque de possibilidades para essa pergunta, vou ao básico: Nana é muito emocional. A razão é apenas um complemento da emoção. Ama e odeia com a mesma facilidade, assim como esquece e parte pra outra do mesmo jeito. Nunca para, nunca deixa de sonhar, nunca desiste. As emoções e sensações estão sempre à beira da pele.


Sentimental eu sou...Eu sou demais! E o segurança está ali me dando condições!(gargalhadas).Deixa concentrar, planos para o futuro?



Escrever, escrever, escrever... Sempre! 


Me liste os melhores livros que vc já leu e que você prefere?



São muitos! Dom Casmurro, O Morro dos Ventos Uivantes, Veneno, Drácula, Elos do Pudor, e muitos mais, de vários estilos diferentes.


Todos livros bem serenos, nada tórridos.Epa" ELOS DO PUDOR??? Olha nós aí  Dhan Rebouças!


Ah eu tenho que perguntar, como especialista, o que você diria sobre 50 tons de cinza?



Vejo muitas críticas sobre o livro, confesso que algumas verdadeiras, mas outras exageradas. Não é um romance maravilhoso, mas eu gostei. Acho que foi bom para mostrar que as mulheres gostam de romance e erotismo e que isso não deve ser tabu. Ao mesmo tempo, acredito que trilogia foi demais, a história cabia toda em um livro só. E mostra também como as mulheres sonham com um homem decidido, forte, que não deixem tudo pra elas resolverem. Toda liberdade sexual, igualdade, etc., foi boa para nós mulheres, mas eu sinceramente gosto de homens mais dominantes, que não esperam a gente mandar em tudo.

Eu que o diga, Nana como é mesmo o nome do carinha de terno a minha esquerda?(risos)


Como você difere sobre o romance erótico e o romance "tradicional", porque parece que no romance verdadeiro não existe sexo, não é?



Isso sempre me incomodou. Você lê um romance lindo, mas na hora do sexo... nada! Como disse, sou curiosa. Ficava imaginando: Mas será que ele sabe o que fazer? Ela gostou? Como foi? Rápido? Delicado? Com pegada? Sei que muitos acham melhor imaginar mesmo, mas eu não. Gosto de saber, fuxicar, sentir o que a personagem sente. Daí meu interesse em mostrar essa parte, ir além do romance “tradicional”, pois nossa vida vai.  

Olha Nana eu tenho que ser sincera,esse negócio de feliz para sempre, princesa, sempre fui meio do contra.Quando era menina, amava as bruxas e a maneira de como elas tomavam a cena, que causava o temor.Porque todo mundo ama as mocinhas, mas é da bruxa que todos guardam a frase: "Nossa,eu morria de medo!"E na minha módica visão, como o sexo não é diferente.Acho relevante ser escrito e lido , tanto por homens ou por mulheres, o que nós esperamos deles na hora do "Vem Cá Que Eu também Quero!".Definitivamente, para mim conta.Quando me perguntam qual é a parte do homem mais gosta, vai de pronto: "_O Cérebro e as mãos." Pessoa me olha meio esquisito sabe,ai mando: _" Cérebro, porque gosto de homem que pensa como pode me encantar. Mãos, eu adoro sentir o material que vai me tocar, a princípio evidentemente"(gargalhadas) Bora continuar!


Deixe uma mensagem...(fala o que desejar)

Queria agradecer a você a oportunidade de estar aqui e dizer uma coisa, que quando vi sua foto a primeira vez no site onde colocamos nossos livros, senti algo forte e bom vindo de você.Não sou muito de me ligar nessas coisas,mas você me marcou antes mesmo de ler seus livros.


Depois nos conhecemos,nos tornamos amigas e essa amizade foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.Junto com a admiração que tenho por seu trabalho, a admiração da sua pessoa é enorme!Fico feliz por estar aqui Danka!

Saiba que a reciproca é verdadeira.

Outra coisa, queria dizer que a vida de escritor é dura, pouco valorizada e que muitos já me disseram que pensaram em desistir.Mas eu sei que não dá para fazer isso.É mais forte que a gente,é intenso e corrói por dentro se você não extravasar e pôr em palavras! Por isso, mesmo quem ainda não lançou seu livro, que só escreve para si e para os amigos,não desanime! O prazer de escrever vai além de um editora.Está na alma!
Um beijo para todos!




     Disse tudo e mais um pouco min ha amiga.Olha, fiquei pensando assim como com o Dhan como terminar essa conversa tão gostosa. Primeiro Nana, eu quero te desejar  todo sucesso que você merece, que eu te amo  pacas e isso não é novidade.Meus amigos tem a minha lealdade.E que "A COLEIRA" seja o começo de todo legado que certamente sua mente e suas mãos podem nos deixar, porque talento para isso você tem de sobra.
   Quanto ao seu agradável segurança, mande o celular dele depois tá, algo me diz que ele é o meu número?
( gargalhadas)
  E para terminar, a velha e boa canção de sempre, e como sei o quanto você é apaixonada, e se deixar você me faz exalar mel pelos poros...Nada mais açucarado e lindo que isto!



Careless Whisper-George Michael



VAMOS PARA O DHAN REBOUÇAS?


















ENTREVISTA COM DHAN REBOUÇAS






08/07/2013



Saudações Literárias Galera!

Hoje o "UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR" é Especial e em DOSE DUPLA! Isto mesmo galera, as vésperas de dos lançamentos de dois amigos queridos e por muito estimados, hoje teremos um bate papo delicioso com:

       Dhan Rebouças  e Nana Paulovih
                             
Portanto agora você confere uma prosa  gostosa com o tempero arretado e baiando com Dhan Rebouças, e em seguida Nana Paulovih.

HOJE O CAFÉ VAI BOMBAR!

Ele é mais que um amigo,um parceiro,uma presença,é uma pessoa que simplesmente amo. Dhan é assim,você ama, ponto! As vezes dou a louca pela distância, uma vez que cada um de nós tem e precisa viver suas vidas e seus destinos, palavra que tanto amo e ele também, aí dou uma de carente e insana e berro no Face:

_EEE AGORAAAAAAAAAAAAAA QUE FAÇO EU DA VIDA SEM VOCEEEEEEEEEEEE, VOCE NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECERRRRRRRRRR (GARGALHADAS)



As vezes minutos, horas ou dias podem se passar, mas lá vem o Dhan:

_Desculpe a ausência, ainda te amo!

E É COM MUITA ALEGRIA QUE MAIS UMA VEZ EU CHAMO ESSE TALENTO BAIANO, VEM CÁ,
DHAN REBOUÇAS!









BIOGRAFIA

A inspiração para escrever O Legado de Triora surgiu quando Dhan Rebouças residiu na Itália, conheceu a história da misteriosa Triora, cidade famosa pelo processo inquisitório do século XVI. Atualmente o autor reside em Salvador, é estudante universitário e escritor nas horas vagas.

As vésperas do lançamento de seu livro pela Editora Multifoco, o que mudou naquele Dhan Rebouças que conheci lá trás(risos) para este que embora isso divida opiniões, passa sim do degrau do escritor amador para o profissional.Isto te mudou?Fala para gente sobre isto.



Nossa adorei o nível da pergunta, parece até que estou no Jô Soares.(risos)


Bom se isso te contenta, a gorda você já tem!( Gargalhadas).


O medo aumentou. Antes eu publicava para meu pequeno público “internetico” e eles amavam, assim como família e amigos. Ser publicado por uma editora, independente do porte, é surpreendente, existe um outro patamar com a coisa. É o momento que sabemos se è realmente o que queremos fazer/ser.


O que de mais importante fica para você do Dhan que escreveu o Legado com pseudônimo(Risos), achou que eu ia esquecer é? Para o escritor que você é hoje?


Antes escrevia com outro nome, justamente porque eu achava que somente eu iria gostar do que fazia (risos), mas foram outros projetos. Triora foi escrito sem usar o pseudo e foi nesse momento que percebi o quanto valia a pena assinar meu nome verdadeiro.

Suas perspectivas quanto as dificuldades do escritor no Brasil mudaram,ou você ainda mantem a mesma visão de antes?


Mantenho. Hoje o que existe são ciladas disfarçadas de editoras para quem está iniciando. É preciso estar atento e levar o trabalho a sério, mesmo que demore, mas quem realmente vale a pena um dia è visto e chega lá.


Você me disse que escrevia por hobby, mas nos conhecemos o suficiente e por isso posso dizer,para mim a sua maior marca é a sensibilidade, tanto que quando elaboramos Kalila, meu olhar sobre ela era através de você,e foi um trabalho tão delicioso, a intensidade e sensibilidade a flor da pele concebendo Elos do Pudor. Então, por tudo, pelo que somos,pela amizade, pela parceria,não consigo te ver escrevendo apenas por hobby.( risos).Pelo amor de Deus, isso ainda é verdade? (diga que não! diga que não ,por favor!)


Agora serei um escritor de duas palavras: sim e não! Amo quando as inspirações chegam do nada e começo a rabiscar, no trabalho, no celular, num bar. Começo a me deliciar com o que está acontecendo, fico sozinho imaginando o mundo com aquela história, muitas vezes me sentindo os personagens e vivendo no corpo deles um pouco. Isso para mim não tem preço. Faço viagens dentro de cada palavra.Por outro lado, eu gosto de dividir o que escrevo, geralmente com quem está perto. Foi o que aconteceu com Triora (Vazou…risos…), um amigo viu que era bom e saiu repassando e eu fui enviando e o pessoal dizendo que estava bom. Enfim, como imaginai que poderia cair na mão de alguém superexpert ou superchato e hipercrítico, me esforcei para deixar minha história mais perfeita possível em todos os aspectos. Aqui já vou me considerando escritor e autor, levo uma metodologia e profissionalismo para o livro. Mas antes passa pelo hobby, pelo prazer.Eu jamais escrevi algo pensando que era para fazer sucesso, para alguém gostar ou ficar circulando por ai. Escrevo para mim, acho fantástico e depois divido. Se for bem aceito ótimo, se não for tranquilo, eu também não gosto de muitas coisas que surgem nesse mundo de meu Deus. Não sou obrigado (risos sem fim).



Foto


Para mim, como leitora, a frase que marca O Legado De Triora eternamente é: " Começou com fogo é natural que termine em cinzas." Porque essa frase? Qual era o sentimento literal que há ali que tange a você e não a história de Luna, que é linda.



Concordo que é uma frase que se completa, não preciso dizer mais nada sobre ela. A frase guarda todos os capítulos do livro em poucas palavras. Por outro lado vejo o fogo como símbolo de transformação, ele começa a queimar e deixa as cinzas, mas delas ainda há esperança de nascer alguma coisa.


Podemos esperar novidades ainda este ano para o Legado de Dhan Rebouças?


Sim. Este ano concluo o livro que segue o Legado de Triora. A história é uma trilogia, o segundo livro tem um título mais sombrio e traz algo sombrio. Antecipo para informar que junto com o terceiro e último livro será lançado um volume único que se chama  A saga Triora.


Vamos para o pessoal....(maldade de Nora Deiel em meus olhos)

Você tem medo de que?


Da morte antes do tempo que eu julgo necessário para completar o que vim fazer aqui!

Pior defeito?( se disser que é me aturar, eu te mato- gargalhadas)


Ser cabeça dura.


OBS: Quero aqui deixar registrado o meu protesto, que este ser me largou no mundo e quando dou a louca atrás dele ele só me responde: FALE DESESPERO! OU PARE AÍ SUA MÁQUINA DESGOVERNADA! ( GARGALHADAS) Prosseguindo...


Melhor qualidade?

Sincero.

Eu odeio quando...

Me corrigem

Eu adoro quando...


Me adoram


OBS: A modéstia é um Dom! (gargalhadas)

Vingança. Sim ou não?

Eu diria reciprocidade.

Um cheiro?


Lavanda


Um gosto?

Uva

Uma palavra?


Pai

Você sente que os olhares das pessoas mudaram em relação a você após assinar o contrato com a Editora? Por quê?


Sim. Olhares de respeito, inveja, recalque, admiração e orgulho.Porque  para alguns fui reconhecido, é uma experiência na vida e fiz algo que ficará eternamente marcado.


Precisamente,quando foi que você parou e se assumiu, eu sou um escritor?

Quando recebi comentários sobre o que escrevi de pessoas que nunca vi na vida, foram sinceros e me ajudaram a fazer melhor o meu trabalho.

Quero deixar esse momento para você. Nas próximas linhas, quero que se sinta a vontade para falar o que está sentindo, vivenciando, tudo. Quero o Dhan no divã! Até rimou! ( risos).

Estou com medo, pois nunca lancei um livro, ser anônimo é mais fácil gente, a pessoa vai ali e coloca o livro a venda na internet! Lançar um livro, fazer um evento, chamar pessoas, assinar e fazer tudo que um famoso faz todo ano è algo para mim AINDA  de outro mundo.Mas estou na chuva, então…




Dhan que todo sol se ilumine eternamento sobre sua vida.Que este lançamento seja apenas o começo do seu sucesso, porque talentoso você já é e por demais.
Pois é esse é o Dhan. Emocionada aqui...(risos)
Pensei em terminar essa prosa de muitas formas, mas recordei  uma frase que diz:
"O melhor riso que dei foi aquele que coloquei no rosto de um amigo quando no meu faltava um." 
Amizade real é eterna...Então, não poderia ser diferente meu rei.



AMIGOS PARA SEMPRE!

Vamos  de Nana Paulovih?







Saudações Literárias Galera!

Hoje o "UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR" é Especial e em DOSE DUPLA! Isto mesmo galera, as vésperas de dos lançamentos de dois amigos queridos e por muito estimados, hoje teremos um bate papo delicioso com:

       Dhan Rebouças  e Nana Paulovih
                             
Portanto agora você confere uma prosa  gostosa com o tempero arretado e baiando com Dhan Rebouças, e em seguida Nana Paulovih.

HOJE O CAFÉ VAI BOMBAR!

Ele é mais que um amigo,um parceiro,uma presença,é uma pessoa que simplesmente amo. Dhan é assim,você ama, ponto! As vezes dou a louca pela distância, uma vez que cada um de nós tem e precisa viver suas vidas e seus destinos, palavra que tanto amo e ele também, aí dou uma de carente e insana e berro no Face:

_EEE AGORAAAAAAAAAAAAAA QUE FAÇO EU DA VIDA SEM VOCEEEEEEEEEEEE, VOCE NÃO ME ENSINOU A TE ESQUECERRRRRRRRRR (GARGALHADAS)



As vezes minutos, horas ou dias podem se passar, mas lá vem o Dhan:

_Desculpe a ausência, ainda te amo!

E É COM MUITA ALEGRIA QUE MAIS UMA VEZ EU CHAMO ESSE TALENTO BAIANO, VEM CÁ,
DHAN REBOUÇAS!



As vésperas do lançamento de seu livro pela Editora Multifoco, o que mudou naquele Dhan Rebouças que conheci lá trás (risos) para este que embora isso divida opiniões, passa sim do degrau do escritor amador para o profissional.Isto te mudou? Fala para gente sobre isto.


O medo aumentou. Antes eu publicava para meu pequeno público “internetico” e eles amavam, assim como família e amigos. Ser publicado por uma editora, independente do porte, é surpreendente, existe um outro patamar com a coisa. É o momento que sabemos se è realmente o que queremos fazer/ser.


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Dhan que todo sol se ilumine eternamento sobre sua vida.Que este lançamento seja apenas o começo do seu sucesso, porque talentoso você já é e por demais.
Pois é esse é o Dhan. Emocionada aqui...(risos)
Pensei em terminar essa prosa de muitas formas, mas recordei  uma frase que diz:
"O melhor riso que dei foi aquele que coloquei no rosto de um amigo quando no meu faltava um." 
Amizade real é eterna...Então, não poderia ser diferente meu rei.


Amigos Para Sempre!



Vamos Nana Paulovih?
 Clica!














01/07/2013 Saudações Literárias Galera!

 Olá! Hoje trarei uma das última entrevistas desse escritor que deixou eternizada sua marca para sempre. Li, gostei e separei para que possamos degustar e conhecer um pouco mais dele.
 De quem?
     Carlos Drumond De Andrande



Entrevista de Carlos Drummond De Andrade a Luiz Fernando Emediato, publicada no Caderno2, do jornal O Estado de S. Paulo em 15 de agosto de 1987

Era inevitável: todas as manhãs ele via a morte no espelho. Não porque a morte tenha sido sempre um tema constante, quase obsessivo, em sua obra amarga, descrente de Deus, do mundo e dos homens. É que via o rosto no espelho, os cabelos brancos, as manchas na pele e descobria: estava ficando velho. A vida estava no fim. E foi assim - falando da morte, desencantado e amargo, mas também irônico e brincalhão - que ele concedeu sua última grande entrevista a um jornal. Quando fez, ao longo de quase quatro horas, um emocionado depoimento de 20 mil palavras, das quais o Caderno 2 publicou três mil - as mesmas que republicamos hoje. Foi com ceticismo e desesperança - mas fazendo questão de afirmar que viver vale a pena, "embora não tenha pedido para nascer" - que ele passou a vida a limpo.

A infância "nem feliz nem infeliz". A juventude - quando pôs fogo em um bonde (puro divertimento). A vida de funcionário público da ditadura Vargas (fidelidade ao amigo Gustavo Capanema, ministro). O cidadão que votou em todo o tipo de gente - de Jânio Quadros aos candidatos do PT. Os livros - mais de 40. Infância, poesia, amor, sexo, morte, política, Deus - Drummond falou como nunca. No final, uma frase que só poderia ser dele: "Eu não acredito em nenhum valor de ordem política, filosófica, social ou religiosa. Acho a vida uma experiência que tem de ser vivida e se esgota, termina. Depois disso, mais nada".

Luiz Fernando Emediato

Emediato - o senhor tem boas recordações da sua Infância?

Drummond - Eu tenho sim. Eu vivia em um meio rural em que criança gozava de grande liberdade. O cenário era vasto e tanto a cidade quanto os arredores, o campo, nos dava uma grande liberdade.

O senhor teve uma infância feliz?

Drummond - Não sei se pode chamar de feliz a infância, porque há sempre aqueles traumas da falta de entendimento com os adultos, o mistério da vida que a gente não decifra. Eu acho que uma criança pode ser tão feliz ou tão infeliz quanto um adulto.



Qual sua recordação infantil mais marcante?

Drummond - O cometa Halley. É a lembrança mais profunda. pois realmente foi deslumbrante. Eu tinha sete anos. Eu não estava esperando aquilo, não estava, preparado, vivia na rotina, brincando...

O senhor brincava de quê?

Drummond - De plantar bananeira, aquele brinquedo de montar no outro e sair correndo... Como é que chamava aquilo? Pular carniça. E de gata parida. Você sabe o que é gata parida?

Não.

Drummond - A gente sentava num banco, cinco ou seis sujeitos se espremiam, para ver quem caía do banco primeiro. Era bom, era gostoso. Naquele tempo não tinha gelo, eletricidade, cinema, automóvel. Mas a gente vivia muito bem e não sentia falta de nada. Hoje, se a televisão for suspensa, a criança morre de desgosto.

O senhor lembra quando viu o gelo pela primeira vez?

Drummond - Minha experiência com o sorvete foi trágica. Não sabia como tomar sorvete e meu irmão, que já era mais civilizado do que eu, tomou com a maior galhardia. Eu, não; eu metia o dente no sorvete e sentia aquela dor horrorosa (risos). E aquela humilhação, porque meu irmão não queria que eu de mostrasse que não sabia tomar sorvete, e eu repelia o sorvete e ele falava: "Toma, desgraçado!" (risos)



O senhor tem alguma lembrança amarga da infância?

Drummond - A incompreensão. Éramos seis irmãos e havia dificuldade de se entender, entre todos. Só o meu irmão mais velho, depois de mim, é que era meu companheiro. Eu era fraco, fraquinho, e ele toma va a minha defesa, mas quando acabava aquilo ele baixava em cima de mim também. Era uma guerra.

E as namoradinhas?

Drummond - Eu tive várias namoradas. Mas o namoro no meu tempo era à distância. Uma menina morava num sobrado, no segundo andar, e eu namorava da rua, da esquina, olhando assim pra ela. Um sorriso era um prêmio, uma gratificação enorme. Não havia contato pessoal. Depois, quando jovem, em Belo Horizonte, eu sentia muito a dificuldade de aproximação com as moças. Era proibido olhar para as mulheres. Na praça da Liberdade, você conhece bem, as moças andavam pra baixo e pra cima, e os rapazes ficavam olhando. Mas era só isso. Elas iam acompanhadas ou da mãe ou de um irmão, e o irmão usava bengala, que era um instrumento muito poderoso, que impedia que a gente tentas sê qualquer liberdade maior - um beijo, por exemplo. Quem é que podia beijar uma moça? Era um problema dificílimo.

Consta que o senhor foi expulso de um colégio. É verdade?

Drummond - Eu estudei dois anos no colégio dos Jesuítas, em Friburgo, e era considerado um dos melhores alunos da classe, mas descobriram um dia que eu era um elemento nocivo.

Nocivo, por quê?

Drummond - Talvez fosse uma tentativa de manifestar independência de espírito. Eu fui expulso de uma maneira muito arbitrária, sem direito de defesa. Fizeram uma reunião pública e, de surpresa, o próprio padre reitor declarou-me indigno, diante de todos, de permanecer naquele estabelecimento. Ajunte suas coisas e saia da sala", disse ele. Eu tinha 14, ou 15 anos. Foi terrível. Fui confinado num quarto, não podia nem dormir com os outros e tive de sair de madrugada, sem me despedir de ninguém.

Isso marcou multo o senhor, parece.

Drummond - Foi terrível. Tomei o trem com moral baixíssimo. Havia no trem uma viúva toda de preto, com duas meninas também de preto, e uma delas olhou para mim e sorriu. Esqueci completamente a minha desgraça e fiquei namorando a garota, mas elas desceram numa estação e meu moral voltou abaixo do zero, até chegar em Belo Horizonte.

Como o senhor explicou essa história para o seu pai?

Drummond - O jesuíta é muito falso, muito hipócrita. Neste particular foram generosos comigo, não disseram a verdade a meu pai. Apenas aconselharam que, por motivos outros, me transferisse de escola.

Mas o senhor contou a verdade para seu pai?

Drummond - Não. Meu pai era um homem muito reto, mas sei lá se ia aprovar ou não... 
 Ele era fazendeiro em Minas?

Drummond - Sim. Era considerado um homem muito rico, porque todo mundo era pobre no interior de Minas. Então, qualquer pessoa que tivesse um palmo de terra era um afortunado.

Como era seu relacionamento com ele?

Drummond - Não foi fácil, não. Meu pai foi incumbido pela sociedade doméstico-conjugal de ser o juiz, o justiceiro. Minha mãe era aquela doçura e, quando via que estávamos nos comportando mal, apelava para meu pai, que tomava a atitude do homem que castigava. Mas a gente nunca aprendia. só muito mais tarde entendi que ele era obrigado a fazer aquilo. Custei a compreender isto.

Que tipo de castigo ele dava para os filhos?

Drummond - Prendia no quarto, cortava sobremesa... De vez em quando dava uns tapas. Uma vez achei que ele ia me bater e levantei a mão para não apanhar na cara e ele ficou estarrecido, pensou que eu ia bater nele. Meu irmão, que era meio safado, então gritou: "Você é um parricida". Eu respeitava muito meu pai. Tenho muita saudade dele, muita saudade mesmo.

E a sua adolescência, como foi?

Drummond - Tumultuada. Depois da expulsão do colégio jesuíta fui morar em pensão, em Belo Horizonte. Tive a sorte de encontrar os melhores amigos da minha vida.

Faziam multa farra?

Drummond - Tomávamos cerveja no Bar do Ponto - você lembra do Bar do Ponto?

Não.

Drummond - Sim, não é do seu tempo. Eu sou uma múmia, bem? (risos) O Bar do Ponto não existe mais. Quando sobrava algum dinheiro a gente esticava na zona, na Rua Guaicurus, tinha lá um restaurante onde a gente ceava um famoso bife a cavalo. A maior delícia.

O senhor se lembra de sua primeira experiência sexual ali na Rua Guaicurus?

Drummond - Não guardei não. Isso nem vale a pena contar... Mas não foi na rua Guaicurus. Mas, sabe, não é assim tão interessante, to do mundo tem lá um dia a sua primeira vez e fica meio espantado, descobre o mundo.

O senhor bebia muito?

Drummond - Não, só uma cerveja. E Martini... E o Madeira leve, uma espécie de vinho do Porto.

E droga, havia?

Drummond - Havia a cocaína. Eu experimentei uma vez e não achei graça nenhuma, não senti nada. Era falsificada, uma espécie de bicarbonato. O que a gente apreciava mui to era o éter. E também o lança-perfume, mas só no carnaval. Eu gostava muito de uma frase sobre droga que dizia assim: "A cigarra gelada do éter". De fato, dava uma sensação de cigarra cantando. Zunia. Lançava o lança-perfume no próprio lenço e eu sentia aquela vibração, aque la fúria.

É verdade que naquela época, anos 20, em Belo Horizonte, o senhor e o Pedro Nava tocaram fogo numa casa?

Drummond - É verdade. Metemos fogo num varal de roupas dentro da casa de umas moças, as Vivacquas, e o fogo se alastrou. E então eu disse ao Nava: vamos desistir dessa bobagem. Demos a volta, apertamos a campainha. As moças queriam saltar. Ajudamos a apagar o fogo, como heróis. Um guarda-civil tinha visto tudo, e no outro dia fomos chamados à delegacia, mas o delegado era casado com uma parenta minha e eles abafaram a história. Surgiu a versão de que tínhamos tocado fogo na casa para vermos as moças de camisola, quando elas fugissem. Foi pura farra, sem nenhuma intenção.

Diz a história que o senhor também tocou fogo num bonde. O senhor por acaso era um incendiário?

Drummond - É, talvez eu tivesse essa vocação, sem perceber. Mas o caso do bonde foi um simples protesto de estudantes. Tinham aumentado o preço dos ingressos do cinema para dois mil réis, e aquilo foi considerado um escândalo. Não podíamos aceitar. Decidimos então atacar os bondes. Afastamos o motorneiro - não sei,como conseguimos força para isso - e tocamos fogo nele. Até um pedaço do bonde eu consegui levar para casa, como um troféu. (Risos) A vida em Belo Horizonte era uma mesmice.

Parece que sua adolescência foi muito divertida. Metendo fogo em casas, se divertindo com a policia...

Drummond - Foi divertida, sim. Ao mesmo tempo havia a preocupação literária. Todos nós escrevíamos. Nós nos reuníamos toda noite, cada um mostrava seu trabalho e os outros criticavam com muita serenidade, com muita objetividade. O Milton Campos, o João Alphonsus, o Nava...

O senhor teve na juventude alguma paixão desmedida, além da Greta Garbo, sobre quem escreveu uma crônica?

Drummond - Você está explorando muito a minha vida, e ela é muito pouco interessante.

Vamos falar de literatura, então. Mas o senhor não acha que sua obra pode ter sido determinada pelo que aconteceu na sua infância, na sua adolescência e, depois, na sua maturidade, essa carga toda de experiência de vida?

Drummond - A minha obra literária foi determinada pela circunstância de eu ser mineiro. Mineiro do interior de Minas, uma região de mineração, onde a dificuldade de comunicação era maior do que em outras zonas do Estado. Nós vivíamos ilhados. Éramos fechados por necessidade e por contingência

O senhor acha então que Minas é um lugar especial?

Drummond - Você é mineiro, não é? Minas foi um lugar especial. Hoje não é.

O senhor foi autodidata, não é? Isso por acaso o limitou em alguma coisa.

Drummond - É. eu fiz maus cursos. Tenho apenas o terceiro ano ginasial. Estudei Farmácia numa escola livre. Eu não tenho uma formação cultural básica,não é?, que possa ser caracterizada como de um escritor de nível médio. Um escritor consciente de seu ofício deveria ter uma formação cultural bastante boa, como de conhecimento de literaturas estrangeiras. A minha formação foi mais francesa.

Será que sua poesia teria sido diferente se o senhor tivesse tido uma formação cultural e filosófica mais profunda?

Drummond - Não sei. Uma grande parte da cultura que a pessoa absorve para uma carreira literária é para não ser consumida, é só para servir de pano de fundo. Na realidade, a gente obedece a um impulso interior, à capacidade de imaginação que nós temos. Porque, se fôssemos nos prender àquilo que lemos ou aprendemos não escreveríamos nada.Todas as obras-primas já foram escritas. O contemporâneo não conta, a meu ver.

O senhor consegue explicar essa emoção que o leva a escrever intuitivamente?

Drummond - Eu sou inteiramente partidário da ideia da inspiração. Seja banal, antiquado, mas sem inspiração não se faz nem se escreve nada. A pessoa adquire a técnica de se comunicar e tem facilidade, como eu tenho, de escrever coisas. Mas aquela coisa profunda que vem das entranhas da gente, isto é inspiração.

Que é que o senhor sente no fundo do coração quando está criando?

Drummond - Quando estou criando um poema eu sinto uma certa exaltação física, um certo ardor. (Pausa) Não, não exageremos; também não é um estado de transe, de levitação. Mas sinto uma espécie de emoção particular que me impele a escrever. E isso me surge até em horas imprevistas, diante de um espetáculo, de uma criança dormindo na rua, um cachorro mexendo com o rabo, uma moça. Qualquer destas coisas pode provocar na gente um estado poético. Ao lado disso, há o lado crítico, depois.

Os seus escritos têm dois lados: um é humorado, alegre, lúdico. O outro é amargo. Qual dos dois é o verdadeiro?

Drummond - Eu acho que o mais sincero é o lado amargo, não é? Eu sou uma pessoa inteiramente pessimista, cética. Não acredito em nenhum valor de ordem política, filosófica, social ou religiosa. Acho a vida uma experiência que tem de ser vivida, mas que se esgota e termina, acabou, não tem nada.

Vale a pena viver, apesar disso?

Drummond - Claro, porque deram a você essa oportunidade.

Ou viver é só uma fatalidade?

Drummond - É, porque você não pediu, você foi chamado. Então é uma fatalidade neste sentido. Então procure viver o menos desagradavelmente possível.

O senhor acredita em Deus?

Drummond - Não.

Só isso? Não?!

Drummond - Sou rigorosamente agnóstico. Uma pessoa que não pode afirmar a inexistência de Deus, da mesma maneira que não pode afirmar a existência. Não tenho, na minha capacidade intelectual. condições para afirmar que Deus existe. E, a não ser os teólogos. duvido que alguém mais tenha capacidade para isso. Mas eu passo muito bem sem Deus. Não me dá remorso e foi uma conquista da minha vida. à qual agradeço em parte aos meus queridos jesuítas. Porque eles é que começaram a fazer desabar em mim a ideia de Deus como um Todo-Poderoso que regula a vida e a morte das pessoas. Mas respeito profundamente qualquer forma de religião.

E a morte, Drummond?

Drummond - Eu estou encarando. não é? Outro dia um amigo meu perguntou a outro: "Você pensa na morte?" E ele respondeu: "Não penso em outra coisa".

O senhor brinca muito com a Ideia da morte.

Drummond - Desde menino que eu penso na morte. Sabe, eu queria ser cremado, mas não existe crematório no Rio, a Santa Casa, que vive do negócio de vender túmulos, impede a criação de crematórios. Quis ser então cremado em São Paulo, quando morrer, mas dá tanto trabalho, é preciso levar uma testemunha. uma burocracia. Não quero chatear ninguém, então comprei um túmulo no cemitério São João Batista, aqui no Rio. Tenho lá uma situação privilegiada, porque o meu túmulo está no alto do morro. No mesmo nível do mausoléu da Academia Brasileira de Letras. Então é de igual para igual (risos). Mas. sabe eu tenho pena das pessoas que vão me sepultar, porque para chegar ao meu túmulo é preciso subir uma escadinha estreita. Não vai ser fácil. Mas não tenho culpa, foi o lugar que encontrei para comprar, não tinha outro.

O senhor é feliz?

Drummond - Não sei. Não sei. Eu não sei o que é ser feliz. Eu vivo, e vivo em paz com meus semelhantes.

O que é a esperança, para o senhor?


Drummond - Um fio muito fino,ao qual eu meu agarro para não morrer desesperado.

Um de seus poemas, José, é um poema desesperado, mas no final ele não se mata, ou seja: o senhor escreve coisas amargas, mas às vezes deixa uma abertura, uma ponta de esperança.

Drummond - Sim, ele não se mata. Ele marcha, ele anda.

O que o senhor acha do suicídio?

Drummond - Uma solução heroica  De uma grandeza moral enorme. A não ser, claro, quando o suicida é doente, que se mata porque está privado do raciocínio.

E a política? Como o senhor entrou na vida política?

Drummond - Entrei na política em 1945. Eu tinha sido chefe de gabinete de ministro no governo Vargas, mas não era político. Em 1945 eu simpatizava com o Partido Comunista e, durante três meses, meu nome apareceu no expediente do jornal do partido.A experiência não me deixou saudades, saí de lá com o rabo entre as pernas.

Por quê?

Drummond - Éramos diretores do jornal e nenhum de nós dirigia coisa nenhuma. O jornal censurava as coisas mais absurdas. Até informações. Fiquei desencantado com o partido. Não quis mais saber de comunismo.

Como é que o senhor se define hoje, ideologicamente?

Drummond - Eu não sou nada, nada. Eu seria um eleitor em potencial do Partido Socialista Brasileiro. Mas não sou mais eleitor, desisti de me recadastrar. O senhor não vai votar este ano, então? Não, não vou. Estou desencantado com isso. Tenho uma longa experiência de desencanto político. Em 1910, eu tinha sete anos de idade e o marechal Hermes da Fonseca foi eleito presidente da República com 400 mil votos redondos. Nem um a mais e nem um a menos. Por sua vez, o chefe da campanha civilista mandou telegramas para todos os diretórios civilistas nos Estados recomendando que aumentassem a votação nas notícias aos jornais. Houve fraudes dos dois lados.


O senhor votou em Jânio Quadros para presidente? 

Drummond - Votei, E depois disso você acha que eu ainda vou votar em mais alguém?

O senhor apoiou o movimento de 64?

Drummond - Não apoiei não. Eu fui contra João Goulart, achei que a derrubada dele foi salutar. Mas uma semana depois já haviam praticado tais desmandos que não pude apoiar. Posso ter pecado por omissão por não ter denunciado logo, mas não apoiei.

O que é o que o senhor pensa da situação política no Brasil hoje?

Drummond - Não vou votar. Minha reação de desencanto explica tudo, não é?

E a República do escritor José Sarney?

Drummond - Não vejo nada, não. Eu acho que o Plano Cruzado foi uma boa idéia, vamos ser justos, uma idéia bem-intencionada. Mas estamos sem carne, não é? O congelamento não resolve. Estamos numa sociedade capitalista em que o motivo principal do trabalho é o lucro. O boi não tem opinião, coitado. Aliás, nessa história de congelamento, eu tenho muita simpatia é pelo boi, que está vivendo mais alguns meses no pasto.

O que é que o senhor sente quando vê, pelos jornais ou pela TV, que o Congresso está vazio?

Drummond - Eu acho terrível. E a gente não pode falar contra o Executivo, porque tem que falar mais mal ainda do Legislativo. O empreguismo, o clientelismo, o filhotismo, a falta de responsabilidade...

Um artista, um intelectual tem opiniões que pesam multo na sociedade. O senhor acha que...

Drummond - O que mais podemos fazer é conservar nossa dignidade. Não participando daquilo que nos pareça errado ou nocivo ao bem comum. A obrigação do escritor e do artista é fazer a melhor literatura, a melhor arte. Interpretar bem o sentido das coisas, o mistério da alma humana. o mistério das relações sociais. Não vejo como o artista pode influenciar na sociedade brasileira. Ele acaba sendo cantado pelos poderosos e prestando serviços a eles.


E a Constituinte?

Drummond - Eu gostaria muito que ela fosse realmente uma Constituinte. Mas vejo pouca probabilidade de se formar um grupo realmente poderoso e consciente, que sejam bons patriotas, para que possam fazer uma boa Constituição. Eu olho com certo susto a Constituinte. Uma coisa que acho muito importante é definir o papel das Forças Armadas. Não podem tutelar o regime democrático. Mas é difícil conseguir isso.

O senhor disse há pouco que, se votasse, votaria no Partido Socialista. O senhor acredita que exista socialismo real em algum país do mundo?

Drummond - O regime socialista a meu ver não é praticado nos países que se dizem socialistas. A não ser talvez na Escandinávia, onde há, realmente, um começo.

O senhor já foi convidado para visitar Cuba, como outros intelectuais que lá estiveram e até escreveram livros a respeito?

Drummond - Nunca fui, não. Aliás, uma vez eu estava posto em sossego, cerca de meia-noite, e me telefonou o Chico Buarque de Holanda, pessoa que admiro muito, mas com quem não tenho nem contato. Gosto da música dele. Telefonou e disse: "Preciso conversar com você". Eu disse: "A esta hora da noite? Meu Deus, aconteceu um drama, para o Chico me procurar!" Mas disse. "Pois não, venha". Apareceu em companhia de um cidadão moreno, magro. Era já meia-noite e meia. O cidadão falou meio enrolado, era o embaixador da Nicarágua no Brasil, que tinha lido uma crônica minha no jornal e achava que eu estava mal informado sobre o país dele. Ah, tenha paciência! Eu tenho noção do que escrevo, compreendeu? Não sou partidário dos Estados Unidos, longe disso, acho a agressão à Nicarágua uma coisa estúpida. Mas não se pode negar que a Nicarágua é uma ditadura. Eles fecharam o La Prensa, onde tenho amigo, o poeta Pablo, Antonio Cuadra. E então falei para o Chico: "Tenha paciência"!

E o embaixador? Ouviu e foi embora?

Drummond - Era delicado, como todo embaixador.

O senhor tem um poema, Favelário Nacional, em que diz que é difícil ser irmão das pessoas, ser solidário.

Drummond - Eu acho muito difícil. Fomos criados para sermos irmãos de nossos irmãos, e mesmo assim olhe lá. Somos irmãos de nossos irmãos e de nossos amigos - os demais são sócios, indiferentes ou inimigos, competidores. Se eu quiser ser irmão de um favelado eu acho que ele me cospe na cara.

O senhor tem escrito muito hoje em dia?

Drummond - Pouco, muito pouco.

O que é pouco para o senhor?

Drummond - No mês passado eu fiz 20 poemas curtos focalizando aspectos da vida de Manuel Bandeira.


Tem algum livro inédito de poesia?

Drummond - Tenho matéria para um livro, mas não pretendi publicar até agora. Quer ver? (Busca uma pasta com poemas cuidadosamente organizados, tira um, mostra.) Este aqui, Quadros em Exposição, eu fiz inspirado em grandes pinturas clássicas. Não vou à Europa, fiz olhando as cópias.

E seus poemas eróticos?

Drummond - Passaram da moda, não pretendo publicar.

O senhor lê a poesia que se faz hoje no Brasil?

Drummond - Eu acho muito ruim.

E o movimento concretista?

Drummond - Uma bobagem.

A poesia práxis também?

Drummond - É. Outra bobagem.

O senhor não vê valor nesses movimentos?

Drummond - O que há hoje no Brasil é uma diluição da poesia brasileira em termos até chatíssimos, porque todo mundo agora faz poesia, e ninguém faz poesia. É uma coisa incrível. O mal disto vem do Modernismo. O Modernismo rompeu, inovou, criou, deu novas formulações estéticas, mas ao mesmo tempo permitiu que todo mundo que não sabe escrever escrevesse. O pessoal não tem a menor noção de ritmo, de criação verbal e faz versos. Todos os dias agora aparecem antologias, e então aparecem 200 poetas, geralmente mulheres. E impressionante o número de mulheres que pensam que fazem versos.

E a poesia da Bruna Lombardi?

Drummond - Ainda agora estou gostando muito do trabalho dela na televisão.

Bem, acho que estamos no fim. O senhor quer dizer mais alguma coisa?

Drummond - Eu não. Não quero dizer nada. Você me arrancou uma porção de coisas que eu não devia dizer. Por minha iniciativa, eu não digo nada a ninguém, sabe?

"Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco."

(Poemas de Sete Faces, 1930)



                                                     Apesar de ter sido em 1987, e algumas coisas terem mudado tanto,saber a ótica de um escritor com Drumond sobre os escritores brasileiros é sempre um grande aprendizado.
Até Galera!























22/06/2013
"Um Café E Duas Palavras Com Dulce Morais"

Hoje terei a honra de bater um papo gostoso com ares do "Velho Mundo", que alguns conhecem também como Europa.Mas precisamente, Portugal.E nacionalidades a parte, o que  realmente conta aqui é poder ter a oportunidade de dividir com vocês o que eu tive através da minha louca amiga Claudiane Ferreira de Souza,conhecer um pouco e já o bastante do ser humano muito bacana, doce, talentosa, e o que mais me cativou nela foi sua generosidade para com outros colegas que é algo que eu também tento plantar em cada dia que vivo ou sobrevivo ,não importa.
De quem você está falando Danka machine?
De cultura e sensibilidade pura! 
vem cá DULCE MORAIS!







BIOGRAFIA

Sou originária da cidade de Tomar, Portugal. Se nasci em país lusófono, deixei-o ainda criança para seguir o destino, com rumo a várias culturas, acabando por me fixar durante a adolescência à beira do Lago Léman, em Genebra. Foi lá que vivi durante vinte e cinco anos, estudei, fundei uma família e comecei a rabiscar versos e prosas em cadernos ou folhas soltas, escondidos em seguida em gavetas bem fechadas.

As mudanças de país e de horizonte foram-me saudáveis e criaram uma constante curiosidade pela Humanidade, pelas ciências, pela psicologia, mas sobretudo, pelas letras. Desde que aprendi a decifrar o maravilhoso código da escrita, penso não ter vivido um dia sem carregar um livro e viajar em devaneios através da imaginação dos autores. Se iniciei com Mark Twain e prossegui com Robert Louis Stevenson e semelhantes, foi na adolescência que descobri as irmãs Brontë, Jane Austen, mas também Hermann Hesse, Gabriel Garcia Márquez e tantos outros.

Absorvi de tal forma da cultura e o idioma dos países onde vivi, que quase não pratiquei a língua portuguesa até aos 36 anos. Tendo decidido regressar a Portugal em 2010, aprendi a língua das minhas origens durante um ano inteiro antes de me instalar novamente na cidade da minha infância. Desde então, vivo uma paixão pela língua de Camões e, graças aos conselhos de amigos, descubro a literatura portuguesa e brasileira com entusiasmo.

Quanto à escrita, se nunca desisti de deixar fluir as palavras em francês, é agora em português que me expresso com mais frequência escrevendo, e, em particular, na poesia, mas também na prosa poética, contos e reflexões, que divulgo no meu blogue pessoal:http://crazy40blog.blogspot.pt/,, mas também no blog "Pense fora da caixa":http://penseforadacaixa.com/

Enfim, lancei há pouco um projecto de divulgação de poesia, literatura e artes em todos os seus aspectos no qual participam vários autores, que poderão ver aqui:  http://tubodeensaio-laboratorio.blogspot.pt/.





Embora você tenha falado algo em sua biografia, eu gostaria que você nos contasse qual foi o preciso momento em que você Dulce se viu e se assumiu, dentro de um contexto de modéstia evidente,mas falou para si: Há uma escritora e mim!


Quando tento recordar-me do momento em que comecei a escrever, vou tão longe como o momento em que aprendi a leitura. Em pequena, tive a imensa sorte de aprender a ler e escrever antes de iniciar a escola e penso que o meu gosto pela escrita vem do momento em que descobri que, ligadas umas às outras, as letras formavam sons, que por sua vez formavam palavras, que por sua vez formavam frases que, cuidadas e organizadas de uma certa forma, formavam ideias e pensamentos. No entanto, escondi esse gosto durante muitos anos. Escrevia em cadernos comprados com a minha mesada para os esconder em gavetas fechadas à chave uma vez que todas as páginas estavam preenchidas.Escritor é aquele que sabe contar historias, que faz viajar o leitor com os seus personagens, que nos leva a imaginar um mundo que não é nosso através do relato de eventos produzidos pela sua imaginação. Acho que não sei fazer isso. Quando escrevo focalizo sobretudo em emoções e sentimentos, esquecendo por vezes detalhes que permitiriam ao leitor fazer essa viagem. Apesar de escrever cada vez mais, não me considero escritora. Costumo dizer que sou "escrevinhadora". No entanto, graças ao incentivo do meu amigo João Paulo Videira (http://mailsparaaminhairma.blogspot.pt/), autor do 3 fantásticos romances e que está escrevendo o quarto neste momento, decidi assumir os rabiscos que preenchem as páginas do meu blog e constituem a minha colaboração em outros espaços em que participo.


Sempre que leio algo teu eu sinto algo muito semelhante ao que Dhan Rebouças, um amigo e escritor que escreveu um dos meus livros recentes comigo possuí. Que é sensibilidade a flor da alma, ultrapassa a pele.(risos) Como ou melhor quem e quais foram suas influências literárias?


É sempre uma surpresa e um grande elogio saber que os meus leitores sentem essa sensibilidade. As minhas influências literárias são muito diversas.
Além dos que já mencionei na minha apresentação, há ainda Guy de Maupassant (um génio na sua forma de levar o autor para onde ele não quer ir), Mark Twain, que me fez viajar em aventuras que não são tão infantis quanto isso, e também Charles Baudelaire (durante quase 10 anos, tive sempre um exemplar das suas "Flores do Mal" comigo em permanência), mas ainda Emile Zola, John Keats, ou Mika Waltari. Quanto aos autores contemporâneos, só posso dizer que sonho ao ler Bernard Werber, devoro as histórias do hiper-produtivo Stephen King, e admiro Muriel Barbery, Yann Queffélec e Mathis Enard.
Descubro, no entanto, os autores portugueses e brasileiros, e apaixono-me pelo génio de José Saramago, pela magia de Fernando Pessoa e Florbela Espanca e pela sensibilidade de Clarice Lispector.


Eu confesso, amo Clarice Lispector:"Sou como você me vê.Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,Depende de quando e como você me vê passar". e Florbela Espanca:" Minha Alma de sonhar-te anda perdida..."


Lá vou eu para a pergunta fatídica, mas do que tenho lido de ti e seus escritos,careço perguntar.Você crê em inspiração? Por quê? O que move , te inspira escrever?



Sim, creio em inspiração. Por quê? Sinceramente não sei dizer. É simplesmente algo que existe. Não posso deixar de acreditar que o sol nasce todas as manhãs quando o vejo e não posso deixar de acreditar na inspiração quando ela bate à minha porta. Há aqueles momentos em que, no meio de uma situação que nada tem a ver com a escrita - por exemplo durante um dia de trabalho - em que uma ideia surge, inspirada por uma atitude, por uma frase, por uma nota de música, por um olhar… É isso que chamo inspiração: aquela vontade irrepreensível de escrever algo que quer sair, que bate à porta de forma insistente até que eu ceda e escreva, no canto de uma folha arrancada a um bloco, a ideia, a imagem, o sentimento assim despertado.

O que me move é tudo isso: atitudes, eventos, pensamentos, olhares… as pessoas me inspiram! Sentimentos, também, claro! Depois, há aquelas histórias inspiradas pela arte, por uma imagem, por certas pessoas que sabem falar sem pronunciar uma palavra… Há uma certa noção de magia que não se pode explicar na inspiração...


Qual é ,se é que tem,algum tema que ainda não escreveu e que sente vontade de escrever e um que jamais escreveria.


Há tantos! Tenho vontade de escrever uma viagem. Sim, gostaria imenso de relatar a viagem de personagens que percorreriam paisagens e descobririam pessoas. Não seria necessariamente uma daquelas viagens que nos leva a descobrir um país longínquo ou exótico. Penso que poderia ser uma viagem através dos campos de flores de Grace (França) ou um passeio a cavalo pelo meu Ribatejo natal. O que me interessaria seria o descrever a visão do viajante, a forma como vê e como assimila o que vê.

Quanto ao assunto que jamais escreveria, acredito que nunca se deva dizer "Fonte, nunca beberei da tua água." Há, no entanto, certos assuntos que não me atraem, tal coma a política. Acredito, no entanto, que escrevo por "fases" e que, talvez, um dia venha a interessar-me por temas que até agora nunca me incentivaram a escrever.


Agora, respeitando-a como essa referência que não sei se você percebe ou não exerce sim,é uma ótima referência literária em virtude de toda seu conhecimento, vivência por culturas, línguas diferenciadas que eu creio fez a pessoa e alma literária que você é.Como você avalia o cenário literário brasileiro? E os escritores brasileiros? Porque sempre que faço essa pergunta para um colega, até então estava dentro do âmbito nacional,e aqui temos a nossa visão, que é dura, árdua e na maioria das vezes extremamente desestimulante,infelizmente.Por isso, a sua visão, independente de qual for,ela diferencia o olhar sobre essa questão.A palavra é tua.



Obrigada pela confiança, Danka! Não sei, porém, se serei a pessoa mais indicada para dar a minha opinião sobre a literatura brasileira. Ainda descubro os maravilhosos autores do Brasil e, infelizmente, não consegui ainda ler tudo quando desejava. Recentemente, um dos meus colegas do "Pense fora da caixa" publicou um artigo sobre Lima Barreto. Fiquei curiosíssima! Irei certamente descobrir, mas por enquanto não poderei dizer nada, não tendo ainda tido a ocasião de o ler.

O que descobri e continuo a explorar, são autores que me fazem sentir aquela magia nas palavras… sabe? Aquele sentimento de que não são palavras que estamos a ler, que não é uma história que nos estão a contar. São viagens através das letras, são personagens que nos pegam pela mão para nos guiar através de sentimentos e emoções que se escondem entre as linhas…Neste momento, estou lendo "Um sopro de vida" de Clarice Lispector. Ainda não terminei mas posso desde já dizer algo: são palavras bordadas a ouro, são emoções despertadas, por vezes com doçura, por vezes com violência, mas é uma verdadeira viajem que iniciei.



Afinal de contas, qual é o verdadeiro prazer em escrever?


Vou ser muito sincera: não sei!
Por vezes, certos textos são uma tortura pela complexidade da ideia que se tenta expressar. Outras vezes, é como um relâmpago que vem dizer-nos que é necessário deixar fugir para o papel algo que está preso. Ignoro se é verdadeiramente um prazer. Penso ser mais uma necessidade para libertar espaço no peito para o que lá não caberia sem a escrita.




Qual foi dos teus escritos aquele que mais te emocionou? E por quê?



Ao contrário do que a maioria dos leitores poderia supor, nem tudo o que escrevo é autobiográfico! Como indica uma pequena frase no meu blog, "A poesia não é o poeta".No entanto, há três poemas que foram escritos com grande emoção, porque são muito pessoais."Queda" (http://crazy40blog.blogspot.pt/2012/10/queda.html)
"Não há Urgência" (http://crazy40blog.blogspot.pt/2013/02/nao-ha-urgencia.html)
foram escritos a vários anos de intervalo. Mas os dois foram para pessoas que tinham partido deste mundo. Os dois me emocionaram imenso durante a escrita e anda não posso relê-los sem reviver essa emoção.
 O terceiro é bem diferente. Emociona-me, mas por razões muito diferentes. É orgulho de mãe que transparece! (risos)
Trata-se de "A Tua Mão" (http://crazy40blog.blogspot.pt/2012/09/a-tua-mao.html)


Quais são seus próximos projetos literários? Conte um pouco para nós.


Danka, sabe qual é o problema de ter muitas ideias? É que temos muitas ideias! (risos)
Tenho imensa vontade de publicar um livro de poesia, mas é algo que leva o seu tempo. Não quero apressar-me.
Gosto de colaborar com outros autores. Há neste momento uma história em construção que tenciono escrever com outra pessoa, mas o projecto ainda está em construção.

Verdade Dulce, eu sempre digo que não sei se viverei tanto tempo para escrever todas as ideias que tenho! Loucura!(risos)Eu sei que você participa de outros blogues, "pense fora da caixa"! Crazy 40 blog" "Meninos Sem Juízo" que já tive oportunidade de passar os olhos,e amei. Mas  como surgiu a ideia do Tubo de Ensaio? Há um projeto de onde deseja o levar ou ainda é cedo para isso?



O Crazy 40 Blog nasceu em Janeiro de 2011, e eu nunca imaginei que iria ter leitores! (gargalhada).

Um dia, durante uma conversa com o meu falecido companheiro Claudemir (Mena) do blog "Menino sem juízo", imaginámos um espaço aberto a diversos talentos. Seria um incentivo à escrita, mas também às artes sob todas as suas formas. Infelizmente, o Claudemir foi escrever versos nas estrelas e, admito, o projecto do Tubo de Ensaio foi posto de lado durante vários mes.Entretanto, recebi o convite do Leonardo Marioto para participar no Pense fora da caixa. Como publico apenas uma pequena parte do que escrevo, a ideia de ter um segundo espaço onde divulgar alguns textos que eu não teria publicado no meu Crazy 40 foi muito atraente.
Aceitei o convite e estou adorando a aventura.

Com o tempo, voltou a vontade de concretizar a ideia do Tubo de Ensaio. Com o incentivo de uma grande amiga transatlântica, decidi iniciar. Sinceramente, nunca teria imaginado que após apenas 4 semanas, o Tubo de Ensaio contaria 18 autores! O sucesso deste projecto é incrível! So alto da sua estrela, o Claudemir deve aplaudir cada novo talento que se junta a nós! Como escrevi na primeira publicação do Tubo de Ensaio, a ideia irá desenvolver-se à medida que o projecto irá crescer. Já tenho algumas ideias, mas penso ser ainda demasiado cedo para as revelar. (riso)

Tenho certeza que o orgulho dele de ti é enorme quanto a tua vontade em dar sentido ao seguir em frente com a cabeça erguida e força no coração.

Agora vamos a nossa famosa lista? Eu peço que me liste 5 livros,autores,músicas e filmes que tenham marcado sua vida e um deles em especial.


Vamos começar pelos livros e pelo mais especial:


"O Jogo das Contas de Vidro" de Herman Hesse - você acredita que eu li esse livro cerca de 20 vezes? É verdade. Não sei a razão, mas há nas escrita de Hesse sempre algo mais a descobrir a cada nova leitura. É como um mistério a desvendar do qual eu não consigo desistir.
 Mas há também "Germinal" de Emile Zola - É uma história tão "forte", tão intensa! Zola sabia levar o seu leitor até ao coração dos seus personagens, às suas lutas - internas e externas - e sabia retratar os problemas sociais de forma incomparável.

Um filme, agora, que não deixa de me emocionar sempre que o vejo:
 "Magdalene Sisters" realizado por Peter Mullan - É um relato extremamente pungente da sociedade que preferia (e penso que ainda é o caso) - condenar as vítimas de que enfrentar os agressores…
 Quanto à música, querida Danka, Madame Butterfly de Puccini foi um daqueles momentos de magia em que nos sentimos suspensos entre a realidade e o sonho… inesquecível!
 Enfim, um autor que não é realmente um. Trata-se do  neurologista, psiquiatra e psicanalista francês, Boris Cyrulnik. São poucos os profissionais da sua especialidade que conseguem comunicar uma certa magia nos seus escritos. Ele relata exemplos de resiliência sem nunca dar lições, sem nada tentar ensinar ao leitor. Ele apenas "conta" coisas.

Olha a listinha da moça! Não carece dizer mais nada! (risos)

Agora é bate e pronto, a primeira coisa que vem a sua cabeça: 
Tubo de ensaio.... - Experiência
Deus... - Poder
Amor... - Sentir
Feio... - Elefant Man (revi este filme ontem à noite - risos)
Família... - Afecto
Força... - Luta
Animal... - Mineral
Escrever... - Contar
Escritora... - Leitora
Medo... - Coragem
Raiva... - Angústia
Sonho... - Poesia


Dulce,peço que deixe uma mensagem aos nossos leitores.

A minha mensagem será curta: Leia!
Um provérbio popular francês diz que "As viagens formam a juventude". Costumo dizer que a leitura forma os jovens que fomos nos adultos que somos.


Minha amada, muito obrigado pela confiança, por essa rica oportunidade de estar contigo um pouco mais.Obrigada pela chance dada no Tubo de Ensaio, que tem sido  uma experiência maravilhosa, que toda vez que estou lá é de  e com a alma e o coração,ou seja, intensa sempre!

O meu blog pessoal: http://crazy40blog.blogspot.pt/
E a sua página no Facebook: https://www.facebook.com/Crazy40Blog


O Pense fora da caixa: http://penseforadacaixa.com/


E para não perder o costume,e marcar esse encontro tão especial para  mim e creio que para ti também, nada menos que ela.


Madame Betterfly
de Puccini






Espero que tenham se deleitado como eu Galera!
Bom Demais!











































       E lá vamos nós outra vez nessa é que uma das paginas que mais amo e tenho o privilégio de fazer aqui no blogue.

Meu convidado de hoje caiu na minha vida de paraquedas, de um modo leve e muito engraçado.Lembro que estava numa das minhas infindas visitas que faço nas madrugas quando não estou escrevendo, e aí aproveito para ler, conhecer trabalhos de outros colegas escritores.E me deparei com um livro que me chamou atenção e cujo também deixei lá meu recadinho sobre parcerias e tal.Até aí, perfeito! Normal! Passou um tempo, e eu aceito todo mundo no meu face, porque a maioria deles vem desses contatos que faço onde procuro e ajudo os autores que estão engatinhando e as vezes não sabem por onde começar.

No entanto, aí começou a  minha história com o Erivaldo Manoel.Ele curtia minhas postagens e eu as dele, começamos a  trocar ideias pelo chat, até que um dia( risos), eu perguntei se ele era escritor e ele me falou deste livro.







Ai, parei pensei cá com meus botões, consultei meu HD (mente)-(risos), e disse a ele:
_Peraí,eu passei por esse livro no Clube dos Autores e achei o máximo!- E o educado e querido Erivaldo Manoel respondeu:

_Foi por isso que entrei em contato contigo, você deixou o face no meus recados!- Detalhe, isto tinha sido a meses atrás.(gargalhadas).

 O mais belo é que criamos uma laço, uma amizade legal, inda que virtual e ele é um cara que eu adoro!


 De quem estou falando?





 VEM CÁ MEU LINDO ERIVALDO MANOEL!


Biografia

Bem, o que posso dizer? Nasci na cidade de Mauá, estado de São Paulo, no ano de 1992. Atualmente estudo pedagogia na faculdade UNIESP/FAMA, finalizando o primeiro semestre. Passei por várias provas em minha vida, mas, a que mais me orgulho em ter superado, foi o câncer que tive na garganta, e Deus me curou. Estou realizando serviço voluntário na biblioteca central da cidade. A primeira carta foi minha primeira obra publicada, porque na verdade eu já havia feito cinco livros, cerca de três anos atrás, porém o computador onde estes estavam, pifou! Eu agradeço a todos meus amigos e familiares que sempre estão ao meu lado em minhas decisões e dificuldades. Espero contribuir muito para a literatura brasileira!
Abraços... Especialmente a minha amiga Danka (do face -risos)


Perceberam né, sou amiga, só que do face! (gargalhadas). Mas vamos lá ler o que esse menino gente boa toda vida e talentoso tem para dividir com a gente? 

Bora lá?

O prazer de poder contar uma estória, no caso um livro, significa o que para você?

Bem, o que posso dizer? O prazer em escrever, em mostrar um pouco do meu mundo às pessoas, acredito que é o que me move. Escrever significa eternizar momentos e criar mundos antes jamais visitados. Afinal com livro podemos voar, ser super-heróis, viver em mundos magistrais!


Em sua opinião, um bom escritor também precisa ser um exime leitor ou não?

Sim. Afinal, como escrever sem ler?

Acredite Erivaldo, tem muitos "escritores" que não leem e depois nem sabe discernir nem o que ele escreve e muito menos o que o outro escreveu... Abafa!

Como você elabora suas histórias? Conte para mim.

Bem, eu sempre procuro viver um pouco do meu personagem, assim, sentindo o que ele sente, vivenciando momentos juntos, descrevo os fatos. Aprendi também a anotar no papel, imagens de locais, para visualizar como uma planta de alguma construção. Também pesquiso bastante: nomes de cidades, lugares jamais vistos, para passar ao leitor, outros conhecimentos. De certa forma, me apego a fatos da realidade também, mostrando o contexto social do nosso país e do mundo.

E como sua família e amigos reagem a o escritor?

No começo foi difícil, as pessoas ao meu redor nem sempre me apoiaram, e teve momentos que me senti excluído, um estranho. Minhas irmãs (Cristina e Fidélia) e minha mãe, foram as que de certo modo, sempre acreditaram que esse sonho fosse possível.


Eu costumo falar que sempre há uma história por trás da história. Como foi o processo de escrita para elaborar seu livro, de onde surgiu ou veio como ideia mesmo?


Acredite ou não, eu estava sonhando acordado! Eu já estava na cama, me preparando para dormir, e ouvi um casal discutindo. No dia seguinte, eles já estavam “de bem” novamente. Naquele fevereiro de 2012, eu estava em um projeto com uns amigos, e no primeiro fim de semana veio a ideia de contar uma história de amor… Ali estava gerado o embrião de “A primeira carta”, que inicialmente se chamaria “A primeira carta de amor, depois da primeira vista”. Como comecei a trabalhar tive interrompido a criação do meu livro, porém, a experiência foi mais um aperitivo para minha história. No mercado onde estive, conheci pessoas, fiz muitos amigos, e vivenciei várias histórias que contribuíram no mês de outubro para que eu começasse a escrever “A PRIMEIRA CARTA”. No início, foi muito difícil, mas, ao desenrolar das primeiras dez páginas, disparei em escrever. O pessoal do facebook me perguntava várias vezes quando eu iria acabar a história, mas, eu não tinha um final, e sim vários. Em fevereiro eu estava terminando a história, e na segunda semana, lá para o dia 10 de fevereiro, já estava terminada minha história. Demorou até o dia 07 de abril, para que eu conseguisse publicá-lo pela AGBOOK, e aqui está! Foi difícil, porém, nada na vida é fácil, e assim se faz a verdadeira vitória.

Como é o cenário literário na sua visão para os escritores que estão começando perto daqueles que chamamos de consagrados.

O Brasil precisa mudar muito. Hoje você ser um escritor é muito mais inviável do que você ser um jogador de futebol amador. É triste ver a realidade, mas, aqui uma bola, samba e festa, é o que satisfaz muita gente. Claro, o governo tem uma imensa parcela de culpa nisso, mas, com tantas bibliotecas vazias por nosso país, será que a culpa é só do governo? Para se começar um livro hoje no Brasil, a pessoa tem que gostar muito de escrever, pois, a jornada é muito longa. Outro fator importante é o financiamento, jovens escritores têm que lidar ainda com isso. Talvez seja por medo de um fracasso, que muitas editoras deixam sábias palavras escapar em seus dedos. É assim que descrevo.  É difícil apostar em novas cabeças, então, acredito que essa seja uma das vantagens de se ser um escritor consagrado.

E a pessoa, como é você no seu dia a dia? O que gosta? O que faz?

Eu vivo nos textos e livros! Afinal, graças a Deus consegui entrar na faculdade e estudar para ser um dia um bom professor! Gosto muito de psicologia, história e de organização politica, mas de vez em quando corro para assistir a um bom seriado de televisão… Gosto muito de “Diários de um vampiro” e da série “The Walking Dead”, esta da qual li o livro mais de uma vez! E ansioso estou para ler o segundo!


Vamos a famosa listinha... Enumere para mim cinco livros ou autores que mais aprecia; músicas e filmes. Se houver um especial explique o porque.

Rei Leão – Este filme marcou minha infância, pois, saiu na época em que meu pai ainda era vivo, tenho boas lembranças com ele;
O menino do pijama listrado;
Como estrelas na Terra – Outro filme muito importante, pois retrata de um menino com dislexia, e como todos são capazes de vencer se acreditar. Ainda mais se o professor for a luz! Muito bom, recomendo.
Nicolas Sparks;
Stephanie Meyer;
Machado de Assis;
Carlos Drummond de Andrade;Suzanne Collins – Esta aqui é especial, afinal, os Jogos Vorazes, não é apenas um livro… É um mundo inteiro de imaginação, livro muito bom.

 Como você ousaria dizer que será daqui a vinte trinta anos como escritor?



Eu espero ter amadurecido bastante! E se Deus abençoar ainda mais, quem saiba não visitar outros lugares, escrever outras histórias!

Vamos no bate pronto?

Uma palavra: Esperança;
Um sentimento: Fé;
Um escritor: Deus;
Um pensamento: “Viva a cada instante como se fosse o último”;
Uma vontade: Ser voluntário em um hospital do câncer infantil;
Um lugar: O céu;
Uma frase: “Jamais deixe de acreditar que seu sonho é possível. Ele é todo seu, e isso ninguém pode tomar de você. Sonhos são a chave de Deus, para a porta da felicidade e sucesso”.


Agora deixe uma mensagem para nossos leitores. A palavra é tua.

Por mais pesado que seja o fardo, quem tem Deus ajudando, carrega o universo nas costas! A você que é leitor, escritor, novato ou veterano, tenha sempre esperança que o amanhã será melhor, tenha sempre o pensamento de vitória, porque a grandeza e o sucesso vêm sempre àqueles que sabem esperar, e se te chamarem de louco, deixe: “As melhores pessoas são assim!” – Alice no país das maravilhas, Filme de Tim Burton; Tudo é no tempo de Deus, obrigado a amiga Danka Maia, na qual tive o prazer em conhecer e a todos! Grande abraço, DEUS esteja sempre com vocês!


Prazer sem dúvidas é ter você aqui. Valeu demais, muito obrigado pela confiança e pela modéstia mas sincera amizade que você tem comigo, saiba que a recíproca é verdadeira.E como não podia ser diferente, essa é a música que dedico a você meu lindo!


Canção da América
"Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves..."


Beijocas Galera!




























10/06/2013

 UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS COM CLADIANE FERREIRA DE SOUZA

  Hoje quem senta para tomar aquele café e bater aquele papo comigo é uma de minhas melhores amigas. Ela é conhecida pela loucura, pela insanidade genial que carrega no que faz, é uma guerreira e uma das profissionais da área da Educação mais competentes que conheço.

De quem estou falando? 

Vem Cá Professora Claudiane  Ferreira de Souza!



   É complicado falar com amigos.Mas, esse espaço não se reserva somente aos escritores.E sim artistas em geral, e hoje como forma de homenagem a uma das pessoas mais dedicadas ao que faz.Sabe como começou essa conversa, ontem via Facebook,olhei e pensei:_Cara, por que não? Seria maravilhoso!
Segue a conversa das duas intensas e loucas:( gargalhadas)
_Vamos Fazer uma entrevista?
_Borá lá!- de pronto.
_Será minha convidada amanhã no "Um Café e Duas Palavras,Por Favor, topa?
_Olha que eu tinha acabado de ler. -Mostrando-me o seguinte citação:

"Não passe pela vida apenas para existir e sim para preencher sua alma de força, para realizar algo para deixar para o mundo, para sentir que a sua felicidade depende apenas de você, apenas da sua melhora, quando enxergamos com a visão ampliada tudo significa Vida e Amor pela Vida, mas questione sempre, nada acontece sem haver um motivo forte e decisivo em seu momento de existir."

Dra. Miriam Zelikowski



E completou:
_Topo!
E eu?
_OBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!
_Estou tremendo mas vamos que vamos!- respondeu essa tempestade feita de tanta energia quanto inteligência que tenho a honra de ter comigo hoje.
 Borá lá Galera?

De onde vem essa intensidade, essa energia que te toma e permeia tanto você (que conheço e amo), mas também vejo dentro da sala de aula?

Do universo... Sabe existem pessoas que criticam meu jeito de ser, talvez porque não sabem me ler. Sou apaixonada pelo meu trabalho, por essas crianças tão carentes e de viver.

Por que professora?

Dom. Desde criança já brincava de professora... Mas tarde acho com 13 anos preparava aulas para aplicar na Escola Estadual Clotilde de Oliveira Rodrigues, no lugar da minha mãe, os alunos adoravam. Sem medo nenhum de parecer pretensiosa, sou muito carismática. Meu pai tinha um sonho para mim. Dentista e falava que escolhesse qualquer profissão até mesmo costureira, mas professora não.

Jura?Gente...Mas isso é você, o carisma em pessoa! Eu posso afirmar isto galera!Porém,vamos em frente, Tem uma coisa em você que continuamente percebo tão intenso como todos seus predicados, você é muito politizada,muito ligada nas questões sociais.Esse gosto veio da onde, alguém plantou, foi automático, como foi?

Na minha adolescência não sabia nem o que era isto. Foi na convivência com um carinha de quem até hoje sou apaixonada que conheci este lado.( meu marido) Hoje até divergimos muito em varias situações, mas agradeço a Deus e as vezes tenho um pouco de inveja de sua total liberdade e desprendimento.(gargalhadas)


Que maravilha!


Atualmente A Professora Claudiane, trabalha na Escola Municipal Margarida Rosa Amorim
  
















Mais começar mesmo, foi assim.... Não é Professora?





Se tivesse que fazer cinco mandamentos para alguém que quer ser professor, quais seriam?

1º Dom
2º Dom
3 Amor
Paciência
Energia

Agora vamos falar um pouco da pessoa Claudiane... Eu sei que ama leitura, eu gosto do que você escreve, mas sinto que  é reticente em se assumir escritora.Agora no tubo de ensaio,especulo que talvez isso esteja mudando, mas me fala você pensa em escrever, se assumir escritora de vez?

Olha Danka, fico até pensando... Como foi que eu tive a pretensão de entrar neste Tubo, que para mim é uma grande constelação. Ainda é muito cedo para me assumir como tal, Sei que estou gostando e aprendendo muito com vocês.

Deixa-me explicar aqui galera, O Tubo de Ensaio, é um blogue que fui convidada pela Claudiane e pela Dulce Maria para participar como escritora e que estou adorando! Confira aqui o TUBO DE ENSAIO!


E a leitura,do que a Claudiane adora ler?

Danka é mais fácil dizer do que não gosto. História de terror e que por incrível que pareça foi sua primeira postagem no tubo. Te confesso agora ainda não li!

(rolamos de rir)

Poxa, logo a minha?

Você não sabe, eu na maior ansiedade de ver uma postagem sua e você vai e pimba! Terror! (gargalhadas)
Então me fale de seus autores preferidos?Do livro que marcou sua vida?
Existem livros que me marcaram muito como O Pequeno Príncipe, Fernão Campelo, Gaivota, Longe é um lugar que não existe, O Mundo de Sofia e recentemente A Cabana e o seu livro A casa do Destino. A Piranha tem nome a parte né amiga... ?Tem uma citação minha, foi o início da minha escrita em publico.

Aliás, deixo abrir um espaço aqui, Claudiane foi a primeira pessoa que leu a casa e recebeu meu primeiro autógrafo.E eu guardei!










Calma não posso esquecer que passei a adolescência na base do Sidney Sheldon, Clarice Lispector.



Se vc pudesse mudar o mundo,em apenas uma palavra, qual seria?

 Deus. È isto só Ele mesmo para acalentar nosso povo tão sofrido desta como dizia Ferreira Gullar em seu poema Bomba Suja de 1962.Diarreia em que vivemos.

Enumere cinco musicas que ama e filmes. ( vai começar o alvoroço da pessoa querem ver?)

Ghost do outro lado da vida, Perfume de Mulher, Música ?Travessia- Milton Nascimento, A banda,Chico Buarque O tempo não para / Cazuza,atualmente Anjo mais velho e Nem toda palavra é Do teatro mágico.
Tenho que terminar o filme!(gargalhadas)
Efeito borboleta. Sou terrível para gravar nomes de filmes. Já falei 3!

O que falei do alvoroço? Essa é minha amiga Claudiane!

Cidade dos Anjos...

Coloca logo A hora do pesadelo e Atividade paranormal uma vez que adora terror!
 ( rolando de rir)

Nem pensar! OO7 assisti no cinema com a turma da escola vale não?

Se você gostou vale, claro! ( rindo muito de tudo isto)

O caçador de Pipas me marcou muito falando nisso comecei ler O Silêncio Das Montanhas  ontem do mesmo autor.

Eu gosto muito desse livro.O caçador de pipas.

Não gostei não, ou seja, gostei...entretanto não me transcendeu se é que  me entende.Mas coloquei como filme.

Ela é assim mesmo gente, uma confusão absurda de intelectualidade, um furacão! Posso continuar?De toda sua vida, o que e quem você tem mais saudade?

MEU PAI!De todos os momentos vívidos. (Lágrimas aqui), do que eu poderia ter feito para fazê-lo mais feliz e não fiz.

Ele sabe disto de onde está não se culpe. Nós nunca seremos o suficiente com quem amamos. Sempre ficará a ideia de podia ter sido melhor.

Agora, eu quero que você me defina... Ser mãe é...

Viver em estado de ebulição.

E na vida, o que é viver?

Transformar todas as decepções tristezas, aborrecimentos em luz.Procurarmos servir de uma maneira especial a todos que esbarram conosco.

Completa par mim:

Eu sou apaixonada por... ... Sylvios e Ricardos .(risos)- São os filhos e o Maridão dela.
Eu prefiro ser... Esta metamorfose ambulante do que fingida
Se eu não fosse professora certamente eu seria uma pessoa... com pouca energia.

Agora peço que deixe uma mensagem para nossos leitores do blogue, o que desejar, a palavra é sua...

Antes preciso declarar que amo minha filha Isabella .(risos) Obrigada Danka por ter me proporcionado esses minutinhos de Glória, minhas mãos estão geladas mas meu coração a cem graus centigrados. O Deus que habita em meu ser saúda e agradece a todos os leitores e seguidores deste magnífico blog!

O prazer foi todo meu poder dar  a você um lugar que de fato merece e muito ao meu ver.Sempre deixo uma música, mas como sei sobre seus gostos sei que um poema irá te marcar muito mais! Então...


 Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade


Valeu demais Galera!










Eu volteiiiiiiiiiiiiii, Voltei Para ficaarrrrrrr, Porque aquiiiiiiiii, Aquiiiiiiii é meu lugarrrrrrr!

Pare Desespero! 

Como diz meu amigo Dhan Rebouças, que eu cantando nem que seja escrevendo é afronta aos tímpanos de vocês, certo galera? Sou franca!(gargalhadas)
 Primeiro quero agradecer mais uma vez e quantas foram necessárias a amigona Jana Bragança que foi magistral e de uma delicadeza díspar em assumir meu módico lugar e permitir que eu fosse a entrevistada.
 Agradeço o carinho de todos que estiveram no lançamento da CASA DOS DESTINOS- pela EDITORA MULTIFOCO  foi um momento mágico, lindo e especial para mim. Por todo apoio que tenho recebido de todos os cantos. Obrigado a Galera da Espanha, muito obrigado pelo carinho, atenção, alguns  livros meus, como Blanka- O Destino A Marcou Pelo Sangue e A Outra Face De Nora Deiel, que estão indo para feira de livros em Madrid,pouco a pouco vamos chegar lá!

Bem, eu decidi trazer hoje para "Um Café E Duas Palavras Por Favor", um achado especial de uma das escritoras que amo e sei que muito de nossos leitores também. Na verdade, é um achado Histórico, e vamos ver se isto não trará outros trabalhos da Dama Do Suspense Agatha Cristie.

Bora lá???





Após 34 anos de sua morte e da publicação de sua última história inédita, Agatha Christie ainda desperta grande interesse entre seus fãs. Não à toa que é a escritora que mais vendeu em todos os tempos, um bilhão de livros em língua inglesa, outro bilhão traduzido mundo afora.

Recentemente, duas novas aventuras de um de seus mais famosos personagens, Hercule Poirot, foram encontradas em seus arquivos e publicadas. O responsável é John Curran, grande admirador da escritora, que editou por muitos anos a newsletter oficial de Agatha Christie. Além de ter atuado como consultor para National Trust (órgão que cuida do patrimônio material, como o Iphan no Brasil) durante a restauração da Greenway House - a casa de férias da escritora, em Devon -, Curran, doutorando na University College Dublin, trabalha com o neto dela, Mathew Prichard, para estabalecer o Agatha Christie Archive.

As raridades que encontrou durante o trabalho com Prichard estão em seu primeiro livro, Agatha Christie Secret Notebooks (Harpercollins), disponível em inglês na Saraiva.com.br. Leia entrevista exclusiva com Curran.



Como se sentiu quando descobriu as histórias inéditas?

John Curran. Fiquei muito empolgado e mal podia acreditar no que eu estava lendo. Era a primeira história nova desde a morte de Poirot, em 1975. E nos cadernos, encontrei tanta informação que pedi permissão ao neto de Agatha Christie para escrever um livro.

Sobre o que são essas narrativas?

Curran. As duas são histórias de Poirot, escritas quando Christie estava no auge de sua carreira. Em The Incident of the Dog’s Ball, ele investiga a morte de uma senhora em uma vila pequena. Já em The Capture of Cerberus Poirot, Poirot tem a tarefa de trazer um homem morto para a vida. No livro, reflito sobre quando elas foram escritas e por que nunca foram publicadas.

O que mais você encontrou?

Curran. Havia detalhes interessantes sobre quase todos os livros e peças e sobre títulos que ela tinha a intenção de publicar. E algumas notas para um título que ia escrever após seu último romance. Tive acesso a todos os papéis de Agatha Christie - cadernos, cartas, contratos, manuscritos e arquivos. Tentei incluir em meu livro detalhes que não eram de conhecimento de todos até então.

Quais foram as dificuldades?

Curran. As principais foram a caligrafia e decidir o que iria publicar. Notas de qualquer título podiam estar espalhadas por mais de 10 cadernos diferentes e tive que uni-las. Havia tantas informações que agora estou trabalhando em outro livro, usando o que eu tive que deixar de fora do primeiro volume.






A caligrafia de Agatha é realmente ruim?

Curran. A caligrafia era muito difícil e foi quase um ano para decifrar os 73 cadernos. A escrita dela mudou durante o tempo, era mais difícil durante os anos 1930 e 1940, quando escreveu a maioria de seus livros. Coloquei vários exemplos da escrita no meu livro.

Por muitos anos você editou a newsletter de Agatha Christie e participou da restauração Greenway House. Poderia falar um pouco sobre essas experiências?

Curran. Isto foi importante porque estava ciente de tudo que acontecia no mundo de Agatha Christie – as peças, os filmes, exibições na televisão, livros. A Greenway House era a casa onde Agatha Christie passava suas férias, em Devon, e estava cheia de bens pessoais. Quando fui lá pela primeira vez a casa ainda não podia ser visitada pelo público porque era de propriedade privada; agora está aberta ao público. Foi na Greenway House que encontrei essas histórias e vi pela primeira vez os cadernos. Trabalhei com a National Trust removendo todos os papéis e livros de Christie da casa para a restauração. Também vivi lá durante o tempo em que estava escrevendo o livro.

Qual a importância de Agatha Christie?

Curran. O estudo das histórias de ficção de detetives é muito popular, na maioria das universidades atualmente há cursos sobre o assunto. Ela incluiu muitos detalhes de uma Era que não existe mais, há uma importância social. E como escritora popular, teve uma enorme influência em todos os autores de romances policiais que vieram depois dela. Então, é importante o estudo de como Christie fez tudo isso.


Não é máximo? Semana que vem retomamos as entrevistas com nossos escritores em parcerias!



Beijocas Literárias! Boa Semana!







































18/05/2013
Hoje é um dia especial!

UM CAFÉ E DUAS PALAVRAS POR FAVOR HOJE ESTÁ DIFERENTE! QUEM VOS FALA AQUI NÃO É DANKA MAIA!

Tomaram um susto? Calma! A Machine não travou as engrenagens e fugiu! Ela está aqui mais presente do que nunca, mas em outro papel: é a ilustre ENTREVISTADA de hoje!

Nessa semana que começa, muito especial para Danka, que terá o lançamento de seu livro CASA DOS DESTINOS pela Multifoco, ela teve o desejo de ser a convidada da vez! E eu, Jana Bragança, tive a maior honra em aceitar seu convite para entrevistá-la! Querida, OBRIGADA pelo prazer e pelo convite! Estou muito feliz! Espero não decepcionar você!



São tantas coisas para perguntar a uma pessoa tão maravilhosa e única como você, que fiquei com uma lista imensa, mas infelizmente tive que escolher algumas. Dividi a entrevista em três partes (coisa de professora! ) e espero que você goste!
A primeira parte são perguntas sobre sua vida como escritora.
A segunda são pessoais.
E a terceira uma rapidinha com mais uma brincadeirinha.
Vamos comigo? Estou louca para começar, Danka Maia!


1-Onde surgiu sua vocação para ser escritora? Alguém a influenciou?
Bem, vamos lá!Eu tinha uns três ou quatro anos de idade quando comecei a observar que meu pai que trabalhava demais, parava em suas raras folgas no sofá velho de minha casa e ficava ali horas lendo coisas que mais tarde vim a descobrir que eram livros e gibis.Ele fez um acordo comigo, me dava os gibis que depois de ler, reler e "treler" para  que eu brincasse.Mas houve um dia que eu quis um que ainda não podia ser meu, fiz birra, chorei e aí veio a frase que mudou a minha vida, meu pai me falou:"_Olhe, grave as figuras e crie um história em cima das gravuras, será a sua história, e todas as vezes que alguém perguntá-la,poderá contar o que você criou." E desde então minha imaginação jamais parou.Meu pai sem dúvidas foi quem desabrolhou acho até que sem intenção essa máquina desgovernada que é minha mente.(gargalhadas).Agora, como escritora sempre me vi,porém me assumi de verdade na minha adolescência.E passei por muitos períodos até encontrar o meu caminho definitivo, e cá estou! ( risos)

 2- Quais são seus livros/ autores/personagens favoritos?
Atos de Fé,Todos de Agatha Christie(especialmente O Caso dos Dez Negrinhos),Ele Veio Para Libertar Os cativos,Menino no Espelho,e biografias,amo biografias, ressalto a do Lobão"Cinquenta Anos a Mil", Ricky Martin "Eu", Madonna,Lady Dayanna. Meus autores Clarice Lispetcor,Fernando Sabino,Ana Beatriz Barbosa , Gibran , Monteiro Lobato, Erick Segal e Sir Arthur Doyle que criou o homem perfeito para casar comigo  logicamente e por isso não existe na realidade, Sherlock Holmes.

3-  Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Cite um exemplo.
Sinceramente não Jana.Sou muito melindrosa neste quesito.Acho francamente falando como sou que isso soa deselegante e até mal educado para ser mais sincera ainda.Quando me decido a ler, assistir alguma obra eu  me proponho entrar na cabeça do autor ou do roteirista e ir buscar aquilo que está essência dele.Entendo que essa é a minha missão e ao mesmo tempo o encanto o fascínio da  trama.È óbvio que já li e vi  finais que não concordei,outros que me revoltei, mas a minha ética pessoal e profissional me impedem de ser ressaltá-las. O Respeito pela obra do outro tem que ser terminantemente SAGRADA!

4- Afinal qual o prazer do texto?
Ininterruptamente busco a alma, a intensidade do texto. Aquilo que o humaniza, o torna ou tem potencial para num dado instante me pegar refletindo: " Eu faria isso. Essa sou eu.Há um pouco de mim aqui."

5- Escrever é só inspiração? É o hábito que faz o monge?
Eis a indaga que gera polêmicas. Entendo que minha colocação pode gerar a ideia de arrogância, empáfia na  comunidade literária,no entanto, quem me conhece  um mínimo possível sabe que não sou assim e que isto faz parte da minha personalidade.Mas Danka Maia fala aquilo que pensa e acredita, posso pecar pelo excesso ,jamais pela omissão ou por não assumir ou defender o que creio.Portanto, EU NÃO ACREDITO EM INSPIRAÇÃO! Calma, explico! Penso da seguinte forma e assim respeito quem nela crê: "Não creio em inspiração, mas que ela existe, existe, só não funciona comigo." Sou muito racional para escrever, não é exagero, quem convive o mínimo comigo pode afirmar que estou falando, inclusive você Jana.( risos). Meu cérebro funciona como uma máquina. Diversas vezes já falei, não sei se terei tantos anos de vida para escrever todas as histórias que minha mente inventa. Eu produzo o tempo todo, todo tempo.Meu processo de escrita é prático, arquiteto a  trama no que chamo de C.P.A( Concebo, Produzo e Aplico)(gargalhadas).
 Tudo está na minha linha imaginária, como uma série do tempo. Quando início uma obra pergunte a primeira e a última fala e de quem será,eu sei, já escrevi mentalmente tudo,é claro que há aquele instante que história permite ou requer que alguma coisa seja tirada ou acrescida,todavia admito nunca mudei um fim de uma história a partir do que já havia idealizado e creio, que isso tenha se desenvolvido em mim pela maneira como fui condicionada lá atrás pelo pai.Acho que a explicação está lá.Porém,essa sou eu!

6- Essa aqui eu acho difícil acontecer com a Machine, mas fiquei curiosa: Quando atacada pela preguiça, como você consegue combatê-la?
(gargalhadas) Sinceramente a preguiça é algo que faz parte de nós e acho até que algum instante é até gostoso sentir, mas para escrever, jamais! Já virei noites, emendando em dias porque não sinto o cansaço, precisava terminar, e só me levanto do computador quando concluo, ai sim estou em paz para meu amante Morfeu.
( gargalhadas). Agora se um dia pintar preguiça para escrever, eu ponho Nora Deiel de segurança, duvido que se aproxime!
( gargalhadas)

7- Você ri quando escreve? Conte pra gente!
Nossa ,Muito! Sou minha primeira peneira. Se não rir, chorar, revoltar, amar ou odiar, não escrevo. Tenho que ser a primeira pessoa a crer no que minuto, e só escrevo o que creio, independe de que gênero seja. Quando escrevi A Casa dos Destinos, a Jocasta me fez rir demais, é um personagem encantador. Vez por outra minha mãe ou minha sobrinha me perguntam por que estou rindo tanto, e respondo: "_ È feriado no mundo de Danka Maia, dia de rir!" O riso é um poderoso remédio para alma, não abro mão dele de jeito algum!

8- Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Sim. Quando sento na frente do computador, sei o que  quero, como quero e onde vou levar aquilo.E só paro quando finalizo.As pessoas podem  dizer que sou dedicada, disciplinada,talvez seja, mas na minha módica opinião eu sou mesmo é uma louca obstinada por isso!
( gargalhadas)


9- Música de fundo é indispensável para escrever? Por quê?
Sempre, não sei escrever sem música. Alias, careço de barulho para me concentrar. A doida que sou!
( risos). No entanto, quando escrevo, eu tenho uma predicado que não abro mão por nada, meus personagens  precisam ser humanizados o máximo imaginável.Até palpáveis se for preciso.A música move a vida de um ser,com um personagem não pode ser diferente.Todos temos nossa trilha sonora,que marcaram nossas vidas e trajetórias,e com uma personagem não é diferente, não pode ser.


10- Um escritor está sempre absolutamente consciente do que faz?
Depende de que mundo ele está. ( Gargalhadas). Explico, tenho o hábito de mencionar que "Um escritor é um rei em seu mundo, mas um mendigo no planeta." Por mim, direi,quando estou no meu mundo sou completamente consciente, sou rainha, uma deusa. Faço o que quero, mato, morro, dou vida, entretanto,quando do lado de cá, eu sou completamente insana. Não tem como depois de cruzar as fronteiras da imaginação ser o mesmo. Há a um preço a pagar por uma escolha feita. Por isso creio, que neste mundo aqui, um escritor é continuamente alguém que será visto como "o doido", "o rebelde","o polêmico","O sonhador" e assim por diante.
 É o preço que se paga por se atrever ia além, porém sinceramente, um preço muito baixo perto do êxtase e a felicidade que me proporciona.

11 - A parte da emoção é maior na sua obra ou em sua vida? Deite e role.
Eita! Como diria o Marcos Roberto Lestath. Jana, sou intensa por natureza.A emoção para mim está em tudo.Sou extremo permanentemente.Sou amor e ódio.Sou oito ou oitenta.Me ame ou me deixe.Impulsiva em doses cavalares.Eu tanto me envolvo e me absolvo em emoção na minha vida quanto nas minhas obras, a Danka e Daniele, são as mesmas, alias, bom citar isso,não há diferença, o que sou com você, sou com todos que estão em contato comigo.Sempre autêntica,verdadeira e transparente.Se tiver chorar, choro.Se tiver que sorrir, sorrirei.Se tiver que quebrar o pau, quebrarei.Se tiver que me arrepender me arrependerei, mas jamais me omitirei de qualquer emoção dentro de mim.Para mim isto é  ser leal comigo mesma, devo isto a mim.(já com os olhos marejados)

12- Leitor atento, quais as personagens mais bem construídas que conhece?
Sherlock Holmes, afinal é o homem perfeito para casar comigo e por isso não existe. ( gargalhadas),Brincadeiras a parte.O que torna o Sherlock perfeito como personagem é que Sir Arthur Doyle o descreveu sobre a ótica de Watson, isso é genial! 
Agora,há um outro que também sou fã eterna,Capitu. A personagem nos é pintada leviana, fútil, a que desde pequena só pensa em vestidos e penteados, a que tinha ambições de grandeza e luxo. Foi comparada, certa vez pela crítica, como a aranha que devora o macho depois de fecundada. Inteligente, prática, de personalidade forte e marcante (ela era muito mais mulher do que Bentinho, homem), Capitu acaba se tornando a dona do romance: forma, inicialmente, com o narrador, depois, passa a constituir o centro do drama do protagonista masculino, ou seja, Perfeita! Da-lhe Machado de Assis!


13- Existe literatura sem a presença do mal?
Para mim, não. Nada contra quem gosta ou faz. Todavia, como sou alguém que gosta de humanizar ao extremo, assim como é a vida, o mal faz parte sim da trama, das minhas consecutivamente e muito, para ser franca. Eu sempre cri que o vilão, o antagonista na verdade é quem faz o mocinho ou o bem ter definição na obra. Por isso tem que ser muito bem construído.

14-Você começa a escrever com um vislumbre do clima, atmosfera, ambiente, ou tudo acontece no "escrever" mesmo?
Tudo já está definido. Época, trama, enredos, defeitos, qualidades, fatos, falas. Tudo está na minha mente, eu sento e executo o que quero.


15- Se tivesse que escolher o melhor personagem que você criou, qual seria? Por quê?
Ai meu Deus! Lascou! Cada personagem é especial em si. Mas três me marcaram distintamente e por esse quesito os ressaltarei. Blanka Pankova- De Blanka "O Destino A marcou Pelo Sangue", nunca revelei isso a ninguém, entretanto ela é a personagem que mais tem características da minha personalidade, modo de agir, jeito de pensar. Marieva- Casa Dos Destinos,  é especial porque foi a primeira que construí dentro da linha que defendo como escritora, alguém que se mostra sem medo, o bem e  o mal. Todavia, entretanto, mas  e porém (gargalhadas). Nora Deiel é a minha personagem mais completa no sentido de deverás complexa, porque foi para mim um desafio como escritora, psicanalista,professora e pessoa.
 Meses atrás recebi de um editora um estudo havia sido feito em que segundo eles, o único livro que falava de T.D.I no Brasil dentro de uma trama, de um enredo e não clinicamente, era "A Outra Face De Nora Deiel." E fui a lua! Nora é forte, má,debochada, cruel, envolvente, astuta e ao mesmo tempo doce, generosa, afável  quem já leu o livro sabe do que estou falando.É uma personagem única.Ela foi um divisor de águas para mim.

16-O que você mais gosta nas suas histórias?
Intensidade, alma, vida, latência. Gosto de poder imprimir a humanização, o riso, o choro, a raiva, a ira, a generosidade, ou seja, a vida. De que o leitor sinta a historia saltar da página e ganhar vida diante deles. De absorvê-los. Adoro quando me falam: "Não consegui parar de ler. Eu li num só dia, não conseguia parar. Eu sai do facebook, não comi, não fiz nada!" Isso me faz ter a paz e citar nos meus botões:" Consegui imprimir a alma que tanto almejei."


17-Como escrever afetou a sua vida?
Olha, Jana, escrever não afetou a minha vida porque escrever é a minha vida. E nisto que encontro o sentido para quem sou o que faço, porque faço e tudo isso se reflete no meu riso, pranto, garra, sofrimento, força, solidão em resumo uma frase: Faço o que amo!

18-O que você ainda não escreveu que tem vontade?
Nossa!!! São tantas as histórias, tramas...Vou colocar assim, agora quero trabalhar no meu primeiro documentário sobre pessoas desaparecidas  sobre uma ótica diferenciada se chamará:"Interrompidos" e outro é um  suspense  dentro de uma especulação de Jack "O Estripador" que se chamará "Por que Jack?"...Os demais  vocês verão.( risos)

19 – Como você se sente agora, às vésperas de lançar seu livro pela Editora Multifoco?
Eufórica e muito, muito feliz!! Conseguir um contrato em seu país tem um sabor diferente. É especial, eu simplesmente espero de todo coração que seja mais uma parceria abençoada e que dê muito certo tanto para mim quanto para Multifoco. Algo me diz que dará e muito certo!


20- Como você vislumbra seu futuro como escritora?
Não me dedico em vão, faço por amor, com disciplina,sou aplicada e o mais profissional possível, porque almejo sim poder viver e bem da minha escrita.Creio que somos fruto do suor de nosso esforço e trabalho, e mas um dia ou outro e vou chegar onde  almejo e mereço porque não fico chorando pitangas, jacarés,ou quem não creia no que sou capaz, se esperar por isso jamais chegaremos a lugar algum, a vida me ensinou isso e muito cedo. Eu vou atrás do que quero, é nisto que creio.



Adorei tudo que você falou Danka, mas posso fazer só uma observação? Você deveria acreditar em inspiração, pois você não tem inspiração ocasional, você já NASCEU INSPIRADA! É algo que corre em suas veias, está com você em sua arte e em sua vida! Quem a conhece sente.

Prepare-se e abra seu coração. Agora não vamos conversar com a escritora fera, mas com a querida Danka, amiga, companheira e radiante, que encanta todo mundo que a conhece! A “machine” pode ser uma máquina que nunca para, mas a pessoa Danka Maia não tem nada de máquina, é humana como poucas, carinhosa, com um coração lindo e fofinho onde todo mundo quer se aconchegar!
Vamos conhecer um pouquinho mais de você!

Oh Jana, quanto carinho.Obrigada..Isto fica feliz.



1- Se alguém lhe dissesse que você poderia realizar um sonho agora, qual seria?
Ai... Eu pediria que trouxesse meu tio Jorge que já se foi para ir a festa do meu lançamento. Ele teve um papel crucial em minha vida, num dos períodos mais complexos que só pude suportar porque ele estava lá comigo. E nesse instante de glória, eu queria muito poder receber o abraço dele. Embora saiba que onde esteja ele esteja feliz por mim, mas é um sonho que  gostaria de poder realizá-lo.

2- O que mais te encanta nessa vida?
O que mais me encanta também o que mais me decepciona: O ser humano. Quando este Ser decide ser generoso, inteligente,leal e fraterno, é simplesmente brilhante! E isto me fascina.

3- Conte três coisas que você nunca fez, mas tem vontade.
Comer brigadeiro em frente ao mar Egeu na Grécia, ai,ai!
Conhecer Pirâmides do Egito.
Ir a Jerusalém, e conhecer os lugares que Cristo passou.


Essa aí do brigadeiro é bem original! (risos).

4- A vida é melhor quando se tem senso de humor? Até nas tragédias é possível encontrar alguma graça?
Sem dúvidas, não tem nada mais engraçado que rir da própria desgraça (gargalhadas). Hoje, quando passo e penso em coisas no meu passado nas quais sofri até dizer chega, morro de rir. Acho que o riso tem esse  poder de atenuar os acontecimentos tristes, deixar sua marca como aprendizado e nos fazer prosseguir cada vez melhores.

5- Quais são as pequenas coisas que te deixam realmente feliz?
Brincar com minhas sobrinhas em minha cama, olhar nos olhos dos meus animais e ver como me amam e eu a eles. Poder fazer alguém mais feliz, ainda que seja com um mero sorriso.

6-Se você pudesse fazer um pedido pra Deus qual   seria?
Que Ele me cure. Não falo muito sobre isso,porque para mim é um mero detalhe da minha existência,contudo tenho um  grave problema de saúde que me impede de fazer muitas coisas que amo e outras que unicamente  necessito. Sabe, você pode viver sem dinheiro, sem família, até sem amor por mais infeliz que isto seja, mas sem saúde você não é nada. E isto é algo hoje o meu maior pedido a Ele, que me cure. E como sei que um dia vai acontecer, desde já O agradeço.

7- Um defeito e uma qualidade sua?
(gargalhadas) Jana, sou consciente que o meu maior defeito é ter um lasco de todos os defeitos pertinentes a um ser humano, de verdade. E por isso, entendo que minha maior qualidade, é perdoar todos esses defeitos, porque sei que sou somente um ser humano, uma simples mulher, nada além disso. Perdoar-se é fundamental.

8- Se você pudesse voltar no tempo e alterar algum fato, o que seria?
Não, tudo que vivi sendo ruim ou bom faz parte da minha história, parte do meu processo de crescimento e amadurecimento pessoal. Como te falei outro dia, descobri que todos os dias serão ruins até morrer, o que farão deles inesquecíveis é simplesmente o fato de eu existir e fazer deles a minha história.

9- Quais as músicas que você adora ouvir?
Sobre música sou extremamente eclética mesmo e assumidamente! (risos) Vou de músicas ciganas, árabes, MPB, Legião Urbana, Eruditas,Corinhos de fogo, porque sou evangélica e gosto de movimento como  meu povo diz, Dire Strats, tenho praticamente uma música preferida em cada seguimento.Agora se tiver que ressaltar,escolho duas
Jakh_bari- música cigana.
Divisa de Fogo- Pr.Melvin
Dona- Roupa Nova - Essa foi uma canção que  alguém especial um dia me deu como dedicatória  dizendo que cada verso havia sido escrito para mim,que a letra era minha alma e eu amei, e nesses dias para cá achei e tenho escutado muito.(emocionada)

10- Que filme você mais curte?
Pergunta árdua. (gargalhadas) Vejo tudo, sem restrições, mas se puder optar é o suspense. Entre os mais recentes realço os mais antigos. (gargalhadas), sinto falta de qualidade no cinema. Vejo os clássicos, como " O sexto Sentido" - Eu Vejo Gente Morta...Com que frequência? O tempo todo! Lembra Jana?( morri aqui de rir aqui.), A Órfã, Os Outros, Caso 39, os demais  são: " E o vento levou, Em Algum Lugar do Passado, As pontes de Madson, curtindo a vida adoidado, e por aí vai...

11-  Lugar mais lindo que gostaria de conhecer?
Grécia.

12- Quem foi seu herói ou heroína na infância? E atualmente?
Por estranho que pareça eles não mudaram. Primeiro amei o Batman, depois o Sherlock Holmes, hoje, mais o Holmes, e a razão é que nenhum tem poderes especiais, são meramente inteligentes e a inteligência me seduz.

13-  Alguém com quem sempre falava e não fala mais, porém sente saudades ?
Sinto muitas saudades de duas amigas que nunca mais tive notícias embora já as tenha procurado. Mônica Teixeira e Andréa Conceição, como sinto saudades delas!

14-O que você espera nas pessoas ao seu redor ?
Nada. Definitivamente nada. Essa foi outra lição à vida me ensinou não esperar nada dos outros, o que vier é lucro e gratidão, se fizerem isto merecem ser valorizadas, são especiais. Sem expectativas não há decepções.

15-  Para você, o que significa um bom amigo?
Alguém que procura colocar um sorriso nos meus lábios, mesmo que no seu não tenha um.



Uma rapidinha agora, Danka:

16.   Um nome / Mabile
 Uma pessoa / Deus
 Uma cor /  Azul da cor mar...rsrs
Um doce / Brigadeiro! ( risos)
Uma marca / Autenticidade
Um hobby / Adoro Jogos. GTA San Anders, Unreal, Call of Dutty, Counter Strike(CS), The Sims 3..amo jogar!
Uma fruta / Não sou amante de frutas, mas cajá é uma que  realmente  gosto.
 Um sonho /  Um dia eu irei buscar o Oscar de melhor roteiro para o Brasil.
 Um animal / A minha amada e saudosa cachorrinha e filha Ankita Letícia. ( não tem como não chorar)
 Um objeto / bolsas... Adoro!
 Uma palavra / Generosidade
 Um sentimento / Lealdade
 Um cantor /  Ana Carolina
Uma idade / a melhor que vivo a que estou... Balsaca total!
 Uma banda / Legião Urbana ( Tudo que é bom dura pouco, mas é eterno)
 Um desejo / Te dar um beijo e um abraço e enfim gritar: FALA AI TALENTO!
Um time/ Flamengo.
 Felicidade ou paz /? Sem paz não há felicidade.


       Adorei tudo, Danka, mas duas coisas especialmente: Estou louca para te dar também um abraço bem forte! E não podia esperar outro time de alguém tão extraordinária como você: dá-lhe MENGÃO! (risos).
     

Somos professoras, então vamos fazer uma provinha! Rsrsrs

 A Jana vai me fazer chamá-la de tia... ( gargalhadas)

Quase isso, Danka! rsrsrs


Complete:

 - Saudade do tempo em que... Meu mundo era passar o dia com meus primos em busca da próxima aventura.

- A vida é linda com ... Simplicidade e bem querer.

-A vida é melhor sem ... Falsidade e ingratidão.

-Eu prefiro  dar do que receber.


Como não se apaixonar por ela, não é pessoal? Danka faz a diferença nesse mundo, é uma daquelas pessoas que a gente guarda sempre num lugar bem gostoso dentro do peito e tem orgulho de dizer: eu conheço!
Querida, foi uma enorme honra poder entrevistar você e vou dizer o que todo mundo com certeza pensa e deseja: Você vai fazer um sucesso imenso com a Multifoco e vai ser só o início! Vai trazer o Oscar de melhor roteiro para o Brasil! Vai ficar curada! Sabe por quê? Por que merece, tem fé, luta, acredita e traz esperança ao mundo a sua volta!

Felicidades e sucesso!

Seus amigos e fãs mandam um beijo enorme e bem estalado! Estamos com você!

E como não podia deixar de ser, uma música para finalizarmos com chave de ouro. Só podia ser uma! Aproveitem!










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Pois é você não entendeu errado não! Hoje trarei nada mais nada menos que meu maior herói para tomar café comigo.

Mas como é isso Machine?

Fuxicando a Net encontrei essa maravilhosa entrevista e achei tão interessante que para mudar um poucos as coisas de vez em quando,como eu gosto, trouxe essa semana só para descontrair.O escritor que teve essa brilhante ideia chama-se David Nordon, e vou tentar contacta-lo para tê-lo aqui comigo, vai que eu consigo?

 Você dúvida, eu NUNCA!



               Vem tomar café comigo Sr. SHERLOCK HOLMES!!!



“O método de dedução que uso é elementar, meu caro jornalista”



Um papo fictício com o maior detetive da história.



Sherlock Holmes foi, indiscutivelmente, o maior detetive da história. Em seu currículo há mais de 50 mistérios resolvidos — e não falo de qualquer mistério, mas de tramas internacionais boladas pelas grandes mentes do crime. “Não há casos complicados”, disse Holmes para o El Hombre. “Há apenas casos interessantes, que me tiram a mente da estagnação. Como a cocaína.” Confira abaixo nosso ping-pong com este célebre detetive inglês


Sr. Holmes, antes de mais nada, quero agradecer-lhe pela oportunidade. Vamos começar esta entrevista por ordem cronológica, perguntando um pouco a respeito de sua infância: como era na escola? Você sofria muito bullying?



Em realidade, não. Sempre fui mais inteligente do que os meus colegas, e os seus xingamentos simplesmente não me afetavam. Nunca dei muita bola. Na maior parte das vezes, tinha respostas que eles sequer entendiam. Além do mais, quando partiam para a briga, eu sempre ganhava – sempre gostei de boxe.

E seu relacionamento com Mycroft?

Sempre nos demos muito bem. Mycroft é sete anos mais velho do que eu e sempre agiu praticamente como um pai. Entretanto, Mycroft, embora brilhante, sempre foi preguiçoso. Esta é a grande diferença entre nós, e devo dizer que inicialmente brigamos muito por causa disso. Hoje em dia, porém, compreendo.

]
Mycroft- Irmão de Sherlock Holmes


O que nos leva a outro relacionamento fraternal: o Dr. John Watson.

Ah, meu caro Watson. Sim, Watson sempre foi como um irmão para mim. Não posso falar que algum dia já tive um amigo tão leal quanto ele. Watson me ajudou nos casos mais complicados que já tive, desenvolveu um grande senso investigativo e, ainda por cima, tornou-se meu biógrafo. Não que fizesse questão disso, como muitas vezes lhe disse, mas, indubitavelmente, contribuiu muito para a ascensão de minha carreira.


John Hamish Watson



E a Sra. Watson? Você tinha ciúmes dela?


[rindo] Eu? Ciúmes de Mary? Não me faça rir. Mary sempre foi ótima para Watson, devo dizer. Não nos encontramos muito, contudo, mas tive o prazer de jantar em sua casa algumas vezes, e ela sempre me tratou muito bem. Só posso me queixar que, graças a ela, tive de passar a pagar meu aluguel sozinho, mas Watson continuou a me ajudar com minhas investigações sempre que precisei.


E, falando de mulheres, o que me diz de Irene Adler? Corre o boato de que houve um relacionamento entre vocês…


Absurdo! A srta. Adler fez parte de um caso que investiguei. Devo dizer, contudo, que a guardo com grande respeito em minha mente, já que foi uma das poucas mulheres que já me enganaram até o dia de hoje.


Rachel McAdams (Irene Adler) and Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes) in Sherlock Holmes (2009) (actor)
Pela foto temos ideia da relevância!

Quais foram as outras? Watson nunca mencionou nenhuma outra em sua biografia.

Bom, levando em conta suas perguntas anteriores, a Sra. Watson, foi, inegavelmente, uma delas. [Não quis mais levar o assunto adiante e permaneceu me encarando com seu olhar inquisidor.]


E quanto a relacionamentos, Sr. Holmes? Já pensou em se casar?


Não sou totalmente avesso a esta ideia. Já comentei com Watson uma ou outra vez o fato de que me seria muito conveniente ter alguém para cuidar da casa, minhas roupas e comida. Por outro lado, sempre tive a Sra. Hudson para isso. Creio que só não encontrei a mulher adequada.

A Pobre Senhora Hudson.


A respeito do seu incrível método dedutivo, como o senhor o desenvolveu?


Em realidade, meu método dedutivo é bastante elementar. Basta uma observação detalhada e um raciocínio lógico, e não lhe será difícil nem mesmo imaginar o que o outro está pensando. Você, por exemplo, ainda está pensando se vale à pena questionar um pouco mais a respeito de uma possível senhora Holmes, ou se parte para a próxima pergunta, a respeito do Professor Moriarty. (Fico estarrecido; dou uma tossida, tento me recompor, enquanto Holmes mantém um sorrisinho satírico em seu rosto.)

Muito bem, então, vamos falar um pouquinho do seu maior rival: Professor James Moriarty.

Ah, Moriarty! Aquele, sim, foi um verdadeiro rival. Devo dizer que o mundo do crime perdeu muito de seu brilho sem ele. Fiquei bastante deprimido quando o vi cair daquele despenhadeiro. Me custou muito esforço subir e me esconder de Watson. Coitado de Watson, também. Passou anos achando que eu havia morrido. Mas aquilo foi essencial para desbancar toda a maquinaria criminosa que ele havia criado.

Professor Moriarty.

Watson não falou muito a respeito de suas aventuras com Moriarty. Ficamos sabendo apenas do final, quando vocês já estavam praticamente no xeque. Pode nos contar um pouco a respeito?

Watson sempre soube de quase tudo que aconteceu entre mim e Moriarty. Não trouxe ao público porque, como diversas vezes aconteceu, há coisas que são impublicáveis. Especialmente os conhecimentos do Professor James Moriarty.


Ele foi seu caso mais complicado?

Não há casos complicados. Há apenas casos interessantes. Que me tiram a mente da estagnação.

Como a cocaína?

Uma boa forma de estimular a mente. Mas Watson me ajudou a sair deste vício, especialmente garantindo o crescimento de minha carreira. Pouco antes de me aposentar, a vida do crime estava tão interessante, mesmo sem Moriarty, que até parei um pouco com isso.

Falando em aposentadoria, por que escolheu justamente a apicultura como sua área?

Se você olhar atentamente para as abelhas… Verá que elas têm uma sociedade tão complicada e intrincada como a londrina. Com rainha, súditos, criminosos… Não dá para não olhar.


Certo… E, me diga uma coisa, Sr. Holmes. Se forem fazer mais um filme de suas aventuras, qual gostaria que fosse?


Gostaria muito que mostrassem minha última aventura, antes do começo da Primeira Guerra Mundial, e antes de me aposentar. Tão digna quanto a do Prof. Moriarty, não tenho dúvida.

Uma última pergunta: com todo este intelecto, o senhor nunca pensou em usar as suas habilidades para o mal?

Logicamente pensei, umas e outras vezes. Teria sido um criminoso excelente. Por outro lado, que vantagem haveria nisso? Nunca busquei fama ou riquezas. Só busquei exercitar a minha mente. E, sem dúvida, exercitei muito mais vencendo os criminosos.

Foi um prazer tê-lo aqui comigo Senhor Holmes.Sei que logicamente não é de seu conhecimento mas aqui quando recebo um convidado sempre lhe o ofereço uma melodia, se não for muito invasivo de minha parte gostaria de lhe oferecer  "He`S Killed The Dog Again", aproveitar para finalizar com essa pergunta:  O SENHOR GOSTA OU NÃO DO GLADSTONE?

Elementar minha cara Machine, Elementar!



He's Killed The Dog Again 





NÃO ESQUEÇAM ,DESDE JÁ TODOS CONVIDADOS!















































Pois bem, minha convidada de hoje também é mais uma integrante do Danka Machine,desta maravilhosa LIGA LITERÁRIA, que inda vai dar e muito o que falar!
  Ela é a energia em pessoa! Falante, vibrante e como costumo chamá-la carinhosamente em virtude de seus predicados: CINTILANTE! ( risos)
Portanto, vem para cá tomar um  café comigo:



CYNTIA BANDEIRA LINO



Bio: Paulistana,nascida no dia 4 de junho de 1979.
Desde a infância,tem grande paixão pelos livros e por tudo o que é do universo cultural.Esse amor pela cultura foi sempre estimulado por sua toda a sua família.
Começou a ter amor pela escrita em 1988,escrevendo suas primeiras redações.Nos anos 90,passava as férias todas brincando de fazer composições.
Em 1996,uma colega de classe lhe sugeriu que começasse a escrever livros,após ler frases filosóficas que a autora escrevia na lousa,durante o intervalo das aulas.
Em 2002,a autora começou a escrever seus livros e contos.
Graduou-se em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul,Campus Anália Franco,em 2012.
Em maio desse mesmo ano,conseguiu publicar sua primeira obra"Desabafos de Mulher".
Em abril de 2013,lançou sua segunda obra "A Luta Pela Libertação".
Atualmente,dedica-se única e exclusivamente à Literatura.


"Borá" lá Cyntia?


Todos sabem que cada um é um, possui suas peculiaridades, defeitos, virtudes, mas um escritor em algum momento da sua vida percebe que é diferente das demais pessoas. Seja num modo de ver o mundo, sentir, se posicionar, sentimos isto, e que fique claro que ser diferente não caracterize melhor ou pior, apenas distinto. Gostaria de saber, em que instante da sua trajetória notou que era díspar dos demais?


Em primeiro lugar,agradeço seu convite simpático para dar esta entrevista para seu blog! Estou muito honrada! Vamos a sua pergunta. Desde a infância, eu sempre me senti muito diferente das outras crianças. Sempre gostei de ficar no meu canto, quietinha, com os meus livrinhos na mão. Comecei a perceber que eu era diferente lá para os meus 6 anos de idade. Iniciei a escrita aos 8 anos, quando aprendi a fazer composição na escola. E foi nessa época que tomei paixão pela coisa. Na adolescência, lá para os meus 12 anos, eu costumava brincar de escrever histórias. E na fase adulta não parei mais de criar textos.



 Sinto você sempre muito ligada a detalhes, muito vibrante e intuo que os mesmos acabam passeando em você algo muito específico tanto na sua pessoa (pelo pouco que conheço), como na sua forma de escrever, eventualmente está qualificação poderia ter muitos e muitos nomes, eu particularmente chamarei de energia mesmo. Então, pergunto: quais são as coisas ou temas que mais te afloram quando você escreve, mais extrai do seu eu literário?


  Fico grata pelos elogios! Sempre escrevo sobre temas que acredito  que possam contribuir de alguma forma com a sociedade, de um modo geral. Um dos temas que mais gosto de escrever são os problemas sociais a serem resolvidos. Tento trabalhar minhas idéias nos textos de maneira não conselheira, mas sim reflexiva, porque é muito melhor que as pessoas aprendam a “cortar carne” do que passarem o resto da vida tomando “sopa peneirada”. O ser humano é hiper inteligente! Por causa disso mesmo, ele tem sempre que colocar a massa cinzenta para trabalhar! (risos)

De onde surgiu a ideia de seus livros. Fale de cada um em específico.


O primeiro livro que publiquei no ano passado,Desabafos de Mulher,é na verdade uma junção de historias que ouvi sobre cerca de 30 pessoas diferentes que conheci ou que meus familiares conviveram. Quis construir uma história com fatos que acontecem no cotidiano, para que as pessoas pensem melhor sobre a vida. Já o segundo livro que lancei recentemente, A luta pela libertação, eu tive como base todas as minhas colegas de escola e colegas de escola das minhas irmãs. Sempre observei tudo ao meu redor, ouvia as conversas na hora do recreio,quando as meninas falavam da importância do TER,desprezando sempre o SER. Isso sempre me perturbou muito.







 Quem ou como você se imagina como autora daqui há 10 ou 20 anos?


 Eu gostaria muito que daqui a 10 ou 20 anos todos os meus livros sejam conhecidos em todo o território nacional,que eles sejam apreciados,respeitados e que possam sempre contribuir de forma bem positiva para a vida das pessoas que os lerem e para a literatura brasileira. Também quero aprender sobre o mundo literário cada vez mais, porque tenho muito que aprender ao longo da vida, quero amadurecer bastante como escritora.

 Como  percebe o quadro de interesse dos jovens como você no que tange ao envolvimento literário hoje em nosso país?

Procuro sempre estar atenta ao que falta a juventude brasileira. Observo atentamente as conversas dos adolescentes e jovens mais velhos que estão na casa dos 25 e 40 anos,quando vou a festas,Shoppings, cinemas, teatros, etc. Sinto que eles estão carentes de certas orientações. Mas o jovem, de modo geral, não curte nem um pouco ouvir sermão do tipo “tia velha chata” e tão pouco curtem linguagem erudita, ou seja,aquela dificílima de entender,com vocabulário complicado. Então, busco falar de uma forma bem simples, direta, que faça o leitor refletir sobre o que está lendo. Escrevo de forma simples, até porque não sou nenhuma intelectual. Aprecio a simplicidade da vida.

Vamos a famosa listinha dos dez mais? Gostaria de citar seus livros ou autores e filmes  prediletos.

Lógico! Farei as 3 listas seguindo a ordem conforme você me perguntou. Vamos lá:
Todo livro que li na vida chamou a minha atenção. Mas escolherei os 10 que me chamaram mais atenção, de um modo geral. Meus dez livros preferidos são:
*Éramos Seis
*O Papagaio & Outras Músicas
*O Seminarista
*Fala Sério, Professor!
*Feliz Ano Velho
*David Coperfield
*Férias Apaixonantes
*O Estudante
*Tortura cor-de-rosa

Meus 10 autores preferidos são:
*Thalita Rebouças
*Marcelo Rubens Paiva
*Charles Dickens
*Thiago Picchi
*Bernardo Guimarães
*Esther Carter
*Lycia Barros
*Samuel Cândido
*Adelaide Carraro
*Fábio de Melo

Meus 10 filmes preferidos são:
*Central do Brasil
*Eles Não Usam Black Tié
*Pixote, a lei do mais fraco
*E o vento levou
*O padre
*Janete
*Mary Poppins
*O Jeca e a Freira
*2 filhos de Francisco
*Um dia perfeito
(esse dois últimos têm uma forte influência no meu trabalho literário)


Qual foi ou qual seria a sua maior frustração enquanto escritora?

  Bem,teve alguns inconvenientes,que me deixaram triste. Porém, não deixo abater pelo desanimo por causa dessas coisas. O primeiro fator foi a recusa das editoras comerciais. Isso me deixou muito mal, mas não desisti jamais! Nunca parei de produzir meus textos. Sempre escrevi tendo a esperança de encontrar uma editora que acreditasse em meu trabalho literário. Após longos 10 anos de busca por editoras, consegui enfim, graças a Deus e ao ator de teatro e escritor Samuel Cândido. Outra coisa que me deixou mal foi a recusa das livrarias em aceitar meus livros. Já conversei com vários leitores, mas muitos ainda têm medo de comprar coisas pela internet. Então, isso dificulta não somente meu trabalho, mas também o dos outros autores novos. Várias pessoas querem ler meus livros e não conseguem. E outra coisa que me aborrece é essa falta de leitura por parte da maioria das pessoas. Muitos ainda têm medo de apostar nos jovens autores. Claro que os antigos e consagrados devem ser lidos. Mas aqui vai um apelo meu a todos que estão lendo esta entrevista: POR FAVOR, COMECEM A LER MAIS, PRINCIPALMENTE OS AUTORES NOVOS! VAMOS INCENTIVAR OS ESCRITORES INICIANTES!


Cyntia por Cyntia... Como se define?

 É uma tarefa desafiadora se auto definir,mas vou encarar (risos). Defino-me como uma moça que acredita que o Brasil ainda vai ser uma nação valorizada e respeitada pelo mundo inteiro. Sou uma pessoa que preza a cultura brasileira e mundial, que ama todas as pessoas que a amam e até as quem não a amam também. Sou uma pessoa que considera a literatura como algo sagrado e completamente indispensável para todas as pessoas.



Qual a sua expectativa em ser  mais uma nova colunista no Danka Machine?

Olha, eu não tenho experiência com blogs.Mas farei todo o possível para produzir textos bem legais sobre uma das minhas áreas preferidas da arte:A MÚSICA.




 E é o que interessa,força e garra!(risos)


Recadinhos aos leitores?


Claro! Posso falar por quantas horas?(risos).



Eu , Danka Maia, não tenho a menor dúvida!( gargalhadas)


Falando sério agora. Gostaria de agradecer, de todo o meu coração, a todos que leem os meus livros! Muito obrigado por acreditarem na minha obra, por me prestigiarem, por todo esse carinho que vocês têm para comigo e para com meu trabalho literário, que sempre faço com todo o meu amor! Quero convidar a todos que ainda não leram nenhuma de minhas obras que as conheçam. Vão lá site da editora, vejam as primeiras páginas dos meus livros, deixem seus comentários lá e votem lá na parte das 5 estrelas. Lá no site, tem o link conheça este autor, que tem todas as entrevistas que dei, vídeos e todas as informações sobre minha obra.

Um grande beijo a você e a todos! Felicidades!




Calma aí Cintilante, que falta a velha e boa música que ofereço a cada um que comigo toma está requintado café virtual,oras! Como todos nessa caminhada chamada vida, precisa estar em constante metamorfose,creio que a canção de Chico Buarque "Construção", define bem o que você é e todos somos, sempre nos refazendo até chegar o fim. Como disse a uma amiga está semana:"Descobri que todos os dias serão ruins até morrer,o que farão deles inesquecíveis é simplesmente o fato de eu existir e fazer deles a minha história.!"  Seja Muito Bem-vinda, e que seu história seja tão vibrante quanto você querida!

Chico Buarque- Construção




                                                                             ATÉ GALERA!






































Meu convidado de hoje já deu os ares por aqui no "Soltando A Boca No livro!". E hoje, tenho o prazer de bater esse papo gostoso com ele.De quem Machine fala?




O TALENTOSO GABRIEL ZANATA!








Quando e como você percebeu que queria escrever?

Bom, como sempre estou lendo algo tipo HQs e livros, sempre pensei como seria se acontecesse algo,como imaginaria um tipo momento de terror,qual seria o suspense do final e se teria um final, foi nesse momento que eu comecei a escrever no meu caderno, e eu escrevi mesmo em formato de livro quando uma amiga de serviço tirou uma licença medica e ficou um mês fora,foi ai que comecei a querer escrever livros.


Acredita na inspiração? Por quê?

Sim Acredito. Sempre que fazemos algo estamos inspirados,pode ser com uma musica, ou um ídolo, sempre tem algo, eu por exemplo me inspiro olhando para as pessoas ou como poderia acontecer algumas coisas.
Por exemplo: Você olha para um avião no céu fazendo uma curva, e de repente aquele avião explode.
Pronto. Me inspirei em algo acontecendo e o que poderia acontecer.


Você  tem o apoio da família e amigos nessa lida como escritor?

Sempre. Tenho apoio de minha esposa,Mãe,Pai,irmãos,conhecidos e até de desconhecidos . Brigaduuuu gente!!



Família jamais será vencida! (risos)



Se pudesse escolher um livro que já tivesse sido escrito, qual seria?

Christine o Carro Assassino.





Olham e vejam só,o único livro que li sobre carros e que realmente amei, que não me ouça meu pai(mecânico)! Abafa!


O que acha da competitividade desenfreada entre os escritores em busca de um ser o melhor que o outro?



Acho besteira, ninguém é melhor que ninguém, cada um tem seu jeito de escrever,estilo e publico alvo, competir pra que? Ao invés de fazer isso vamos ajudar a divulgar os colegas de escritura, igual o que você faz, uma grande ajuda para quem escreve e ao mesmo tempo para quem lê.



Como é o Gabriel na intimidade?Como você se define.


Me defino um ser normal. Gosto de filmes,piadas,livros,HQs,desenhos,viver e imaginar.



Quais suas expectativas em relação ao ramo literário , tendo você nele?



Bom, gostaria de mais apoio, não só para Gabriel Zanata, mas para todos que estão começando a escrever e para quem já esta neste ramo a mais tempo, ser independente é perfeito, mas o mercado podia apoiar mais.



 Na sua opinião,o que difere sua narrativa entre os demais?


Gosto de escrever, algo que faça imaginar do jeito que as pessoas imaginam, sem precisar descrever muita coisa, tipo escrever do jeito que vemos nossos dias.