Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

A Francesinha





                       Outro dia eu estava procurando umas coisas e de repente me deparei com uma barata. Credo! Nojo! Blah! Pensou isso foi?  Não, eu não tenho medo de baratas, mas não posso ver uma que logo corro para dar cabo de sua vida confesso.
Mas tudo em minha vida me chama a atenção, acho que é esse radar de estar curiosa a tudo que possuo.
A barata, do tipo francesinha (não faço ideia porque a chamam assim), corria desesperada de um lado para o outro, parecia sentir que eu, o gigante ou melhor a senhora morte de sua vida ia levá-la dessa para melhor logo, logo.  
Quantas vezes já não vivenciamos algo assim, não é verdade? Cercados de gritos ou não, acho que todo ser humano (mulheres em especial, risos aqui) já experimentou algo do tipo. Mas a questão que me chamou a atenção é que eu me coloquei pela primeira vez no lugar da dona francesinha. Loucura? Concordo com você isso é mesmo muito doido. Mas eu me coloquei e fiquei pensando se fosse ela, no tamanho do meu pânico, do meu desespero, da minha agonia de não poder ou não conseguir pensar no que fazer diante do fim iminente.
Sentada na beira da minha cama imaginei que não somos diferentes daquele inseto tão pouco amado, nós temos esses momentos. Quantos gigantes você e eu já não nos deparamos? Não enfrentamos sem fazer a mínima noção de como lidaria ou se livraria dele? Daquilo que parecia o fim de tudo? Muitas, milhares quem sabe.
Na minha mente tentei em pensar em deixar a baratinha viver. Porém mesmo não gostando delas é uma questão de limpeza, apesar de haver vida envolvida. Apeguei-me a frase dos primórdios: “Só os mais fortes prevalecem”, e então... Bom, você sabe.
Eu só pensei em dividir esse detalhe do meu dia a dia com você para que você saiba que eu não gosto de baratas, mas assim como elas, nós também temos nossos medos, apuros e sufocos, e uma  das muitas diferenças é que elas não possuem o que nós os humanos possuem: Nós somos fortes. Como disse Winston Churchill: “Se você está atravessando o inferno... Não pare, diante da sua força nenhum inferno é eterno”.

Danka Maia




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