Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Você sabe porque beija a pessoa pela qual está interessada?

Humanos são animais. E agem como animais. Nos interessamos pelo outro não apenas por questões ligadas a personalidade, inteligência ou estilo, mas também pelo cheiro e hormônios liberados pelo corpo. A coisa é química e não tem como negar. Mas você já viu animais se beijando?
Pois é, animais não se beijam, alguns esfregam suas caras, mas nada de beijo em si. Mentira. Os chimpanzés se beijam, mas isso rola apenas entre os machos e como uma forma de reconciliação. O bonobo, conhecido como chimpanzé-pigmeu, também se beijam e até usam as línguas, mas eles também transam assim que se conhecem, sem muita cerimônia, então esse beijo não parece ser realmente romântico. Mas for a eles, nada de beijo entre os animais.
O beijo, mesmo entre os humanos, não é aceito em todas as culturas. Um estudo das Universidades de Nevada e Indiana, nos Estados Unidos, estudou 168 sociedades em todo o mundo e apenas 46% têm o beijo como algo romântico. Algumas delas, como a tribo dos Meinacos, que vive no Xingu, definem a prática como “nojenta”.
E eles não estão errados, afinal, a troca de saliva com outra pessoa pode aumentar a chande de disseminar doenças: um beijo de língua pode transmitir até 80 milhões de bactérias! Qual o nosso lance com o beijo, então?
A primeira vez que o beijo foi encontrado por historiadores foi em textos em sânscrito védico hindu de mais de 3,5 mil anos atrás. A prática é chamada de “aspirar a alma um do outro”. Nas escrituras das paredes do Egito, por exemplo, as pessoas aparecem muito próximas umas às outras, mas nunca com lábios colados.
A suspeita dos pesquisadores é, então, que o beijo seja algo cultural passado entre as gerações e seu objetivo real é se aproximar do outro para sentir seu cheiro e ter contato com os hormônios expelidos por sua pele – e com isso ver se essa pessoa é realmente o par que você procura. O beijo se tornou algo romântico, mas começou como uma boa desculpa para nossas necessidades químicas de detectar feromônios.