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terça-feira, 16 de junho de 2015

Menina é apedrejada na saída de culto de candomblé no Rio

Eu sou evangélica e eles não me representam.Lamentável!

(Foto: Reprodução / Facebook) 
(Foto: Reprodução / Facebook)
 

Uma menina de 11 anos foi ferida por uma pedra na cabeça ao deixar um culto de candomblé na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, a menina foi atacada por evangélicos e foi vítima de intolerância religiosa. Com a pedrada, a jovem chegou a desmaiar e perder momentaneamente a memória.

A agressão ocorreu no último domingo (14) quando um grupo de oito pessoas usando trajes brancos típicos do candomblé se dirigia a um ponto de ônibus. Ao perceber a movimentação do grupo, dois homens começaram a insultá-los.

“Quando viram várias pessoas vestidas de branco, começaram a insultar, gritando que a gente ia ‘queimar no inferno’ por ser ‘macumbeiro’, disse a avó da vítima, de 53 anos, em entrevista ao jornal Extra.

Os autores da pedrada, que seriam dois homens, conseguiram fugir embarcando em um ônibus. Pouco antes da agressão, eles teriam xingado e provocado os adeptos do candomblé que estavam com a menina.

“Ficamos todos muito nervosos, a gente não sabia o que tinha acontecido, só escutamos o estrondo. Minha neta sangrou muito, chegou a desmaiar. Não reagimos em nenhum momento, a prioridade era socorrer”, continuou a avó.

O grupo voltou para o local da festa, onde limparam e trataram o ferimento da criança. Em seguida ela foi encaminhada para um Posto de Assistência Médica (PAM) e já passa bem.

“Nunca tinha passado por uma situação dessa. Eu me senti impotente, não podia fazer nada. Ninguém estava prejudicando ninguém, me questiono por que fizeram isso. Acho que, independentemente do que a pessoa pratica ou no que acredita, em qualquer religião, a prioridade é tratar o ser humano como um irmão”, encerrou a avó da menina.

De acordo com familiares, a jovem está traumatizada e deve começar um tratamento psicológico o quanto antes. A ocorrência foi registrada na 38ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina, na zona norte) como lesão corporal e prática de discriminação religiosa. Policiais buscam câmeras da região que tenham flagrado o crime.


Fonte: Estadão