Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Do Que Adianta Ser Feliz ? por Danka Maia




As vezes sinto que tudo em minha vida ruiu, numa esquina,numa rua,numa cidade de um Estado de um país que eu não faço ideia onde fica.Tento na simplicidade do meu ser buscar o meu eu,sem me deixar possuir pelo ego ou alterego,apenas Eu ninguém mais.Ali encontro aquela menina que sempre teve certeza que não tinha problemas, e se tivesse que pondera-los, sabia que poderia supera-los,pelo mero fato de crer que isto seria completamente possível. Quase escuto a voz da minha mãe:

_Você não se preocupa com nada,nunca vi!- em parte mamãe tinha razão.A garotinha dela tem no seu intimo um senso de convicção terrível de que tudo pode ser resolvido com paciência e lógica. 

Sempre vi a vida com um lindo dia de sol,céu azul e nuvens com formatos convidativos,aliás,eis algo que amo e há muito não o faço.
Deitar-me num dia desse no chão de uma varanda fresquinha ou na areia da praia ou ainda na grama verdinha e desvendar o formato das nuvens no céu.Penso ser o brinquedo de Deus para mim.Ele desenha e eu fico a descobrir como num caça-palavras divino.
A vida não é algo fácil,creio de verdade e por experiência que seja dos piores vestibulares que buscamos.Isso é claro se você estiver buscando ser aprovado.No meu caso sim,faz parte da minha essência,no fundo de mim,eu quero me sentir apta.

Mas será esse o sentido de viver?  Nunca!

 O sentido da vida é um enigma sem precedentes.Todo mundo tem sua resposta,no entanto,qual a certa? Todas e nenhuma.Pois o que faz sentido para ti pode nunca fazer para mim.

No meio de uma depressão a coisa fica pior ainda(se é que isto seja plausível),parece que meu corpo deprime como meu cérebro,não sou médica e nem burra(acho),a coisa funciona como no câncer, aqui faço uma pausa nada haver.Não acredito em signos,porém você que curte, revogue esse direito,porque ficou tão deselegante da parte médica chamar essa maldita  doença de câncer.Sério,havia muitas outras escolhas.

 Enfim,recuperando o senso da conversa.Uma vez,ouvindo uma palestra o oncologista explicou que o câncer é uma célula infeliz que morre,e ao saber disto começa ir nas outras dizendo:

_Olha se eu morri você também morrerá.- Isso explicaria a infeliz lógica onde a maioria das pessoas que recebem tal diagnóstico meses depois sucumbem.Entretanto, eu narrei maioria,e maioria não foi,é, nem será o todo.Sabe,existe aquela célula simples,boa e "comunzinha da Silva" que ao receber a visita mórbida da irmã moribunda rebate na lata:
_Escute aqui se você aceitou a morte,o problema é teu.Eu não aceito,eu vou lutar e eu vou viver!- E essas são desses seres humanos maravilhosos que estão por aí com lindas histórias de superação.
Agora,sabe por que essa célula simples,comum,concreta e primitiva feito classificação de substantivo consegue reagir? Porque em seus neurotransmissores ela carrega uma palavra que faz toda diferença e nesse caso seu adjetivo,ela é FELIZ!


Eu digo que o câncer da alma é a depressão.Mas bora lá pensar...
Se existi uma célula que por mais simples que seja pode deter algo tão definitivo e arbitrário como essa doença,ela também pode vencer a depressão.Por isso iniciei a conversa com a busca do meu verdadeiro eu.Tem que haver nesse canto de todo meu vasto ser uma ínfima lembrança de felicidade capaz de despertar essa célula em meu corpo e me ajude a enfrentar isso de frente, com força e a leveza de quem  está feliz possui.

Estou procura dela, e você?

Ter pena de si e infinitamente mais fácil,e eu não sei? Contudo,todavia e no entanto,não lhe tira do lugar.
Vai triste,dilacerado,obrigado e brigado consigo,mas vá! 
Eu estou indo a passo de tartaruga,porém pressa para que?

Deixo essa música, e faz como eu,trabalhe o nada que você se sente com tudo que você é.


A GENTE VAI CONSEGUIR!