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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mídia internacional destaca caso de comprovante de virgindade exigido por concurso da Secretaria da Educação

 

"Mulheres brasileiras têm que provar sua virgindade para conseguir um emprego", destaca site da Marie Claire americana; em nota, assessoria diz que atestado é alternativa a exames ginecológicos para detectar ou não a presença de câncer de colo de útero


SEGUNDO A ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, A GESTÃO PÚBLICA NÃO DETERMINA QUE O EXAME É OBRIGATÓRIO, MAS AS MULEHERES DEVEM APRESANTAR UM RELATÓRIO PARA COMPROVAR QUE NUNCA TIVERAM RELAÇÃO SEXUAL (Foto: Thinkstock)
 
A exigência de um comprovante de virgindade para mulheres aprovadas no concurso público da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEE-SP) foi destacada em sites de notícias internacionais, como a versão americana da Marie Claire e os britânicos "Daily Mail" e "The De Brief".
Sob o título "Mulheres brasileiras têm que provar sua virgindade para conseguir um emprego", a Marie Claire americana afirma que "uma informação tão invasiva e irrelevante avança a linha do território ético". Os ingleses "The De Brief" e "Daily Mail" também destacaram a história com títulos semelhantes, afirmando que mulheres têm que mostrar que são virgens antes de começar a trabalhar.
O caso veio a público após uma das candidatas ao concurso de Agente de Organização Escolar, que teve 10 mil inscritos, chamar a atenção para uma das exigências às selecionadas: um exame de colposcopia, mais conhecido como Papanicolau. Para não ter que passar pelo procedimento, a candidata precisou ser analisada para comprovar que seu hímen não havia sido rompido. As candidatas com vida sexual ativa são obrigadas a fazer os exames ginecológicos.
A polêmica chamou a atenção do Ministério Público do Estado de São Paulo, que abriu um inquérito civil para investigar a legalidade da exigência dos exames ginecológicos e também do atestado de virgindade para as candidatas aprovadas no concurso público estadual.
 
Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Gestão Pública afirma que os exames são requeridos desde 1993 não só no estado e unicamente como medida preventiva para detectar ou não a presença de câncer de colo de útero.
Às mulheres que ainda não tenham iniciado a atividade sexual, diz o texto, "é oferecida como alternativa a apresentação de um relatório de seu médico pessoal", para que não seja necessária a realização dos exames de colposcopia e colpocitologia oncótica. Ainda de acordo com a assessoria, uma resolução de 30 de maio prevê a retirada da colposcopia da lista de exames obrigatórios, uma vez que a colpocitologia oncótica já é suficiente para detectar ou não a presença de câncer do colo de útero na candidata.