Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mãe... Substantivo Divino..! por José Carlos Bortoloti



“Mãe... Substantivo Divino..!”
- A conjugação do amor Incondicional –



“... Aquilo que está
escrito no coração não
necessita de agendas
porque a gente não
esquece. O que a
memória ama fica eterno...!”.

Rubem Alves


Uma das  partes mais fáceis na Língua Portuguesa Brasilesa é classificar Mae.
É o primeiro fonema pronunciado ainda sem forma. Mas que logo com apenas uma consoante e duas vogais se torna tudo. Logo vira verbos: Mamar... Nosso primeiro contato, seguido de outro... Olhar... E já sentimos...

Este substantivo, na forma divina, torna-se adjetivo e adverbio com facilidade.
Afinal mãe é adjetivamente, amada. Mas Advérbio?

Sim O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo se desenvolve. 
Existe algo mais contínuo que Mãe? 

Você consegue caracterizá-la com facilidade.  Verifica todas as circunstâncias. Sendo ela presente ou não.
Ela esta em todos os tempos verbais Você não consegue deixar uma Mae no passado. Ela é sempre presente e você tem certeza que no futuro ela continuara.
Existindo ou não. Ela será sempre Mãe.

Mãe é lenitivo. Sim Mae está sempre amolecendo e com isso nos deixando mais ternos; Ela abranda, suaviza, consola, acalma. Mãe é alivio; é consolação.
Mãe esta sempre no Superlativo. E não é relativo, pois sempre  ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. É sempre de superioridade. Nunca de inferioridade.
Mãe é sempre amadíssima; queridíssima...

É absoluto sintético, pois é expresso por meio dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente. É sempre humílime, sapientíssima, nobilíssima. Não tem como ser de outra forma.

É facílimo colocar Mãe em figuras de linguagem. Os poetas adoram, afinal elas sempre rimam, tem sonoridade da alma, tem ritmo do coração, nos trazem nostalgia de suas vidas vividas, tem beleza eterna e interna da alma, e deixam encantamento sempre...

Se tornam facilmente  Figuras de construção ou sintaxe. Dessa forma, tendo em vista o padrão não convencional que prevalece nas figuras de linguagem (ou seja, a subjetividade, a sensibilidade por parte do emissor, deixando às claras seus aspectos estilísticos), devemos compreender sua denominação. 
Sim ela é simplesmente Mãe. 

Elas são sujeitos, predicados e nunca precisam de complemento.
Podemos afirmar, facilmente, que se denominam em virtude sempre e não precisam  apresentar nenhum tipo de modificação na estrutura da oração... Elas são a oração principal, transformam-se em períodos e é um texto inteiro.

Assim sendo, comecemos entendendo que, em termos convencionais, a estrutura sintática da nossa língua se perfaz de uma sequência. Ou seja: Ser simplesmente Mãe.
Na semântica prefiro lembrar o poetinha gaúcho quando diz que: (...) os poemas não são pássaros que chegam; não se sabe de onde é e pousam no livro da vida... Assim como as mães 

É fácil colocar metáforas: As mães nunca vão...
É difícil fazer comparações: Elas são únicas.

Na Metonímia é fácil caracteriza-la por outra em virtude de haver muitas semelhanças: Como amor, doação, incondicionalidade, pois se fundamenta em uma relação objetiva podendo se manifestar de distintos modos. Entre eles.

Tornam-se causa e efeito: pois vivem exclusivamente por e para nós e será sempre o efeito pela causa. Mesmo sem ser um instrumento que nos acabamos utilizando.

É sempre autora da obra, conteúdo e continente.
É concreto pelo próprio abstrato; é inventora do próprio invento. E a parte do todo.
Torna-se a marca pelo produto que é e representa.
É tão singular que será sempre plural.
Ela é material e imaterial...  O Tempo todo.

Mas então como definir Mãe?
Mãe é gerúndio:
Elas estão sempre amando, cuidando, presenciando, presenteando, se preocupando, se movimentando e em se movimentando se tornando amavelmente e divinamente amorosas.

A escritora Mércia Toledo César tem um modo peculiar de definir:

Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega.
Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.

Diz mais ela:

Mãe não está nem aí para o que os outros pensam.
Mãe foge com o filho para o Egito, montada num burrico. 
Mãe tem sonho. 
Mãe tem pressentimento. 
Mãe tem sexto sentido e sétimo, oitavo, nono, décimo. 
Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).

E Ela continua:

Mãe só tem uma, mas é tudo igual.
Mãe espera o telefone tocar. 
Mãe espera a campainha tocar. 
Mãe espera o resultado do vestibular. 
Mãe espera o carteiro. 
Mãe moderna espera e-mail.
Mas espera. 
Mãe sempre espera.

Assim não tente definir gramaticalmente Mãe.
Ela é. Assim. Simples. Mesmo sendo um sujeito composto.

Eu não a tenho mais no presente. Mas a conservo no futuro porque Ela já foi... Mas continua aqui... Comigo.. No coração... Na alma..

 Só de pensar dói. Corta bem fundo na alma, atravessa o âmago, serra a garganta e não sai. 

Mães nunca deveriam partir, elas deveriam durar eternamente. Uma amiga muito sábia disse que "nunca se é velho demais para se ficar órfão." Ela tem razão. Todo adulto tem coração criança quando se trata de mãe e por mais que se tente agarrar na barra da saia, chega o dia em que, fatalmente, ela diz adeus. Às vezes ainda jovem e ninguém está preparado para aceitar esse tipo de perda. Achamos injusto. Muito injusto mesmo. Por que mãe é mãe.

Para você que tem sua mãe no presente... Ame-a...
Ela não tem defeitos.. Ela corrige os nossos,
Por isso ela é divina.

Minha homenagem a todas as mães... As de hoje... As de ontem... As que serão amanhã.
Vocês são simplesmente divinas... É algo do infinito.

Pensar em Mãe não dói... Mas dá saudades!

De minha essência mais pura... A todas as Mães...

De um filho amado...