Entre Quatro Paredes e Nada Mais LIVRO

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um diamante em bruto

Um dia, por acaso, encontrou o Amor. Não percebeu bem o que segurava na palma da mão, era como que um diamante em bruto, meio tosco, mas com um brilho intrigante, reflectia uma luz que não sabia de onde vinha.
Não ponderou sequer deixá-lo ali, protegeu-o entre os seus dedos fortes e seguiu.
O Amor começou a dar sinais de inquietude, sentia-o a mover-se na sua mão fechada. Abriu-a e o Amor cresceu, tinha agora que o transportar ao colo, melhor assim, mais perto do coração, aonde deve estar.
O Amor acompanhava-o, estava lá quando adormecia e quando acordava, sentia-o aconchegante nas noites de frio.
E mais espaço o Amor conquistou, hoje transporta-o às costas. “Estás a ficar corcunda”, dizem-lhe. Mas ele não se importa, tem um diamante em bruto, meio tosco sim, mas com um brilho intrigante, reflecte uma luz que não sabe de onde vem…

Continua ali, como quando o segurou pela primeira vez nas suas mãos, parecia frágil… Cresceu…

Foto da web, Autor desconhecido