Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar.
Ama sua família, amigos e animais.
“Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.
Estou vindo dividir minha alegria por ter recebido inda agorinha meu Certificado De Poeta do Bem, por ter sido uma das finalistas do lindo Projeto Poesia de Todo Dia realizado pela Agbook, juntamente com meu livro. Os livros já estão disponíveis a nível nacional,então você já pode adquerir o seu, e todos os dias do ano terá uma poesia de vários escritores, entre eles, essa que vos escreve, Danka Maia. É a segunda vez que a Poesia Frustração me proporciona um belo prêmio.E pensar que a criei na sala de aula há muitos anos atrás quando ainda era formanda do curso de normalista do Colégio Oscar De Macedo Soares, em Saquarema. Estou muito, muito feliz! Lembrando que todos os direitos autorais foram cedidos por nós autores para ser revertido para a APAE de São Paulo, então ao comprar estará ajudando pessoas muito especiais e trazendo a beleza da poesia para seu dia a dia. Não é Sublime? Olha as minhas "fotinhas"...
Meu Livro,Dia 92-Frustação
Certificado De Poeta Do Bem!
Apaixonada, Feliz, E Certa de Que Estou No Caminho Que Deus Escolheu Para Mim!
"Senti vontade de ficar ali mais um pouco, apesar de ele me dizer
"Estás livre, podes ir embora, ninguém te travará." Fiquei, mais um
pouco, lembrei-lhe daquelas pequenas coisas que fazem os humanos felizes, vi um
brilho nos olhos dele, ouviu tudo e disse, "Preciso ir-me embora, apenas
na Noite das Bruxas podemos estar entre os humanos, a noite está a
acabar."
"Posso voltar na próxima Noite da Bruxas?", perguntei.
Não esperei pela resposta, "Até daqui a um ano, estarei aqui", e saí,
livre, como tinha chegado."
Releia a Parte I aqui e a Parte II aqui o início deste conto...
Nightwish
The Phamtom of
the Opera
Noite de Bruxas - Parte III. Por Isa Lisboa
Há um ano que a serra me chama. Embrenho-me cada vez mais nas
suas profundezas e nem sinal do meu misterioso amigo. A não ser a estranha
convicção de que alguém me observa, a uma distância que não sei quanto segura
é.
Quase me aventurei na noite, disposta até a encontrar vestígios
dos velhos rituais que não sei se já consigo compreender.
Mas só numa noite do ano podemos estar entre os humanos,
disse-me ele. Não fora isso, e o apelo da noite seria – suspeito -
irresistível. Só assim já me acorda a meio da noite, arrancando-me de um sonho
que acaba sempre da mesma forma.
Volto àquele sítio, sou eu mesma, vejo o meu rosto reflectido
nos espelhos, não foi sonho, não naquela noite, apenas nas que se seguiram.
Aproxima-se outra noite das bruxas, ainda sei o caminho,
voltarei lá. Vou cumprir a minha promessa, não apenas para manter a minha
palavra, mas porque os sonhos não me são suficientes.
Há
uma coisa que muito enfada nas pessoas, qual? A ferrenha mania de achar que
pode julgar, submeter ou menosprezar o Dom que cada um tem. Nada
me irrita tanto no ser humano! De
uns dias para cá, num espaço de cinco dias vi sete casos envolvendo pessoas que
amo e por isso vim, quando é comigo tudo bem,sei me defender, mas com as
pessoas que amo a coisa muda de figura.Fiz questão de conta-los, de certa forma
queria ver até onde isto ia se disseminar.Os que pouco me conhecem sabem que
falo muito pouco sobre o assunto a seguir, entendo que isso seja um princípio
meu,minha verdade, o que creio, e são minhas atitudes que tem que se manifestar
através de mim e não ficar enchendo o saco de ninguém com faça isso ou aquilo,
caso contráriovocê vai para o inferno. Sou
evangélica há pelo menos muito anos,pai Pastor, mãe Evangelista,sou formada
Teologia,fui Professora da Escola Dominical Da Igreja Metodista de Bacaxá por
uns oito anos, na sede do Grupo Jovem, Novos Convertidos, Classe Principal das sedes
de Sampaio Correa e Amanteigado, estou falando por ostentação? Não, estou
falando para que entendam que sei e bem sobre o que estou abordando aqui. As
pessoas acham que quando você é evangélico, incluindo os próprios,precisa se
afastar, cortar vínculos com seus "antigos" amigos, parentes, pessoas
que conviveram contigo a vida toda, e mesmo que ainda não conhecessem a
"Luz Divina", foram os que estenderam as mãos e muitas, muitas e
muitas vezes lhe tiraram do sufoco, da merda, da tristeza, da aflição,
enxugaram suas lágrimas infindas vezes, mas você viu a "Luz Divina"! Não, agora você é santo e não pode sentar-se
juntos dessas mesmas pessoas!Larga a mão de ser besta, que amigo de verdade
independe de religião,seja qual for! Olhem
aqui,vamos parar com essa mediocridade espiritual que o homem colocou como jugo
em cima do próximo e justificar como santidade. O
nome disso é ignorância e não sabedoria, é ingratidão e não separar joio do
trigo.O nome disso é falta de respeito, consideração, lealdade e não exigência
de Deus.Ele jamais pediu para que nos separássemos e sim que nos juntássemos. Quer
falar sobre a luz da Bíblia, bora falar! Estou cansada de ver "irmãos e
irmãs" enfiar o dedo um no olho do outro, sem dó, nem piedade, apontar desacertos,
falhas como se estivesse num pedestal sacro e fossem xerifes das Leis
Celestiais, como se Deus carecesse disto. Vamos recordar ,o Salmo 14; 1 diz que
Deus "OLHOU LÁ DO CÉU SOBRE A TERRA,
E NÃO VIU UM JUSTO SEQUER." Não existe ninguém melhor que ninguém,Deus
não habita nisso! Quer
chamar a atenção de alguém para sua fé? Respeite-o! Quer
mostrar a alguém a sua verdade cristã? Seja o exemplo, e não cobre o exemplo do
outro. Quer
acordar alguém para Deus? Desde quando Ele te intitulou para ser seu
despertador? Desperta é
Tu que dormes! Quem está perdendo amigos, família, oportunidades de ser um bom
Ser Humano é VOCÊ E O SEU PRECONCEITO DESCABIDO, IRRACIONAL E NADA SANTO! Há
outro versículo quemeu povo(evangélico)
adora arrotar:“Não toqueis nos
meus ungidos” (Sl 105.15), meu querido, minha querida,pensas que estar na
Igreja todo dia, segurar microfone,orar, faz de você ungido de Deus e seu
próximo não? Errado, quando Deus mandou Samuel escolher o Rei de Israel, que
era Davi,na época uma criança, Samuel olhou e até chegou escolher os filhos
mais fortes e belos de Jessé,mas questionava O espírito de Santo através da
mente ,Este foi enfático: " O homem
olha aparência,eu olho o coração." Tome cuidado, a pessoa quevocê execra, desfaz,menospreza,aponta, pode
ser o Ungido que a vida inteira por causa de língua maldita não será! O
Dom de uma pessoa,seja qual for,tem que ser respeitado. A Palavra de Deus é clara
quando questionada sobre as dádivas que um ser humano pode ter:Isto não é dom de vós,é presente de Deus. Então,
vamos à mão na consciência e pensar um bocadinho que não faz mal a ninguém?
Quem sou eu ou você para julgar como bom ou ruim, sublime ou porcaria, dom ou
falta dele a habilidade de uma pessoa? Sabe
quem somos se cometemos tal? Hipócritas! Minha
intenção não é bancar certa ou errada, bonita ou feia,politicamente ou não
correta.Como alguém que conhece a Deus,me vi na obrigação de primeiro deixar
claro que Ele não tem nada haver coma
sua ignorância, segundo dizer as pessoas que você, seus olhos e sua língua vil
falaram, que tenha pena de você, que ore por você! Porqueinfelizmente o papel que teria que estar sendo
protagonizado por vossa senhoria terá que ser feito pelo seu próximo que talvez
tenha mais espiritualidade que você e compreenda que o que raciocina nada tem
haver com o que Deus tem para fazer na sua vida. Bora
continuar,porque Deus é bom e a Benignidade dura de geração a geração!
Passamos ao pequeno jardim, onde abóboras suspensas no ar - como
terão feito este truque - iluminam este espaço onde a noite se adensa. Trazem-nos
um cálice, dizem-nos que são lágrimas de feiticeira, néctar muito raro, que
temos que provar, pois nunca esqueceremos o sabor daquela bebida exótica.
Começo por saborear um pouco, deixando o sabor apoderar-se dos meus lábios,
sinto uma mistura de doce com pimenta, que fervilha na pele, convidando a beber
mais. Arrisco e sinto que um leve fogo me queima a garganta, e avança pelos
meus músculos, sinto como que um vórtice me suga e perco os sentidos...!
(Re)leia aqui integralmente a primeira parte deste conto...
I Remember/Stranger Than You Dreamt It
Tha Phantom of the Opera
Acordo ouvindo vozes há minha volta, parecendo distantes como se
um vidro estivesse entre nós... Abro mais os olhos e vejo que existe, sim, um
vidro, à minha volta, redondo, com filigranas de cor rubi... como os
do copo de que acabei de beber... Vejo à minha frente a cara do Maître, um
gigante...Não, não é gigante, sou eu que estou minúscula, dentro do cálice que
me ofereceram. Ainda adormecida de todas estas novas sensações, tento perceber
o que se passa, consigo perceber que não chegarei ao topo, não vislumbro
como poderei sair... O Maître diz-me "Não podes sair", como se
adivinhasse os meus pensamentos. Começo a recuperar as forças, e bato no vidro,
que se passa, onde me levas, responde-me...
Entrega-me noutras mãos e vejo à minha frente aqueles olhos
perturbadores que ao início da noite me chamaram a atenção... Ao olhá-lo mais
de perto, sinto o corpo adormecer, fico quieta, presa naquele olhar... Bebeste
as lágrimas de feiticeira... Quando te vi, sabia que as provarias... Que queres
de mim??? Como aconteceu isto...? Pergunto, com um misto de confusão, medo,
sensação de que apenas posso estar a sonhar... As lágrimas de feiticeira são
poderosas, quem as bebe fica prisioneira de quem serviu o cálice... Porque me
queres como tua prisioneira? Os seus olhos não paravam de me fixar, como se
estivessem mais fascinados comigo, do que eu estava com tudo aquilo, sentia-me
já não com medo, mas como que hipnotizada...
Não irei fazer-te mal, prendi-te neste cálice porque quero
olhar-te, um dia já fui assim, e perdi quem eu fui... Quem tu foste? Já fui
humano e com o olhar cheio de esperança como tu, tornei-me numa criatura da
noite e não me lembrava de como era antes... Quero levar-te comigo,
posso contemplar-te durante horas a fio, será que consegues devolver-me um
pouco do que era...?
Fiquei suspensa daquelas palavras, daquele olhar saudoso e que
sofria... Não precisas de mim para te lembrares como é ser humano, disse-lhe,
se não estivesse ainda dentro de ti, não o terias reconhecido quando me
olhaste, eu seria indiferente para ti, apenas mais uma mortal... Sei que te
lembras, e sei que também te lembras que não se prende a esperança, porque
senão ela morre...
Tens razão, não posso manter-te aqui... Passou a mão por cima do
cálice e de novo um vórtice me puxou, desta vez para fora do copo. Obrigada,
disse eu, e sem saber se o devia fazer, peguei-lhe na mão, enorme, com garras,
assustadora... Por momentos vi, vi quem tinha sido aquela criatura do
imaginário... Vi que foi um homem com sonhos, alegrias e, sim, esperança... Vi
como perdeu tudo isso, como se transformou num dos nossos medos mais
profundos...
Senti vontade de ficar ali mais um pouco, apesar de ele me dizer
"Estás livre, podes ir embora, ninguém te travará." Fiquei, mais um
pouco, lembrei-lhe daquelas pequenas coisas que fazem os humanos felizes, vi um
brilho nos olhos dele, ouviu tudo e disse, "Preciso ir-me embora, apenas
na Noite das Bruxas podemos estar entre os humanos, a noite está a
acabar."
"Posso voltar na próxima Noite da Bruxas?", perguntei.
Não esperei pela resposta, "Até daqui a um ano, estarei aqui", e saí,
livre, como tinha chegado.
Meu obrigada a todos os escritores/poetas/poetisas/leitores que, de alguma maneira, me ajudaram e me ajudam para que eu, a cada dia mais, aprenda com suas palavras e experiências.
Este conto foi escrito entre Novembro de
2011 e Novembro de 2012… Resgatado de entre memórias difusas, realidades que se
confundem com sonhos, todas apanhadas pela caneta de uma escritora…
The Mirror/Angel of Music
The Phantom of the Opera
Noite de Bruxas - Parte I , por Isa Lisboa
Seguimos no carro por entre as árvores verdejantes, que formam
um arco sobre as nossas cabeças, deixando a sensação de estarmos a ser guiados
por um roteiro mágico. Ao fundo vislumbra-se por entre a vegetação densa o que
parecem ser as torres do castelo de uma princesa de contos de fadas, quase
espero que a fada Sininho passe alegremente a fazer as suas travessuras...
Ao longe vejo uma fogueira a crepitar no cimo da serra,
mantém-se uma chama viva, apesar de a chuva bater cada vez mais forte.
Lembram-me dos rituais que se diz são ainda praticados por aqui... Imagino pós
a serem lançados à fogueira, mantendo aquela chama crepitante e tão
misteriosa...
Chegámos à aldeia, seguimos agora pelas ruas estreitas, direita,
esquerda, em frente, direita. Paramos junto ao velho coreto, imagino-o
testemunha silenciosa e paciente de amores e desamores, revoluções e
conspirações, danças pagãs e procissões em honra aos
santos. Vários carros parados, um lugar vazio, um único, parece que
reservado para nós.
Entramos, espera-nos um mestre de cerimónias, vestido a rigor. O
seu olhar de imediato me prende os olhos, sinto a vento a fustigar-me as
costas, a porta atrás de mim fecha-se com a força do vento.
Dirigimo-nos à mesa, um lobisomem entra furtivamente na
sala, enquanto me sento em frente a uma aranha que se passeava pela mesa e que
estranhamente parece olhar-me como se fosse uma presa... Por um breve momento,
preciso lembrar-me de que é Noite das Bruxas, em que os monstros saem à rua, o
único dia em que podem passear-se livremente, sem assustar os mortais...
Trazem-nos a ementa para a noite, o que me distrai das
intrigantes sensações que me assaltam desde que cheguei. Como entrada, Salada
de Tentáculos de Monstro Marinho, com Óleo de Azeitonas Embruxadas, seguindo-se
Peito de Dragão Alado com Frutas dos Duendes embebidas em Poção Mistério. Assim
avançamos até à sobremesa, Tarte de Frutos do Bosque Encantado com raspas de
Asas de Morcego.
À volta, o lobisomem continua a passear-se, falando descontraidamente com
uma vampiresa que parece pronta para voar pela noite em busca não
entendo de quê...
Passamos ao pequeno jardim, onde abóboras suspensas no ar - como
terão feito este truque - iluminam este espaço onde a noite se adensa. Trazem-nos
um cálice, dizem-nos que são lágrimas de feiticeira, néctar muito raro, que
temos que provar, pois nunca esqueceremos o sabor daquela bebida exótica.
Começo por saborear um pouco, deixando o sabor apoderar-se dos meus lábios,
sinto uma mistura de doce com pimenta, que fervilha na pele, convidando a beber
mais. Arrisco e sinto que um leve fogo me queima a garganta, e avança pelos
meus músculos, sinto como que um vórtice me suga e perco os sentidos...!
" Se chamares experiências às tuas dificuldades e recordares que cada experiência te ajuda a amadurecer, vais crescer vigoroso e feliz, não importa quão adversas parecem as circunstâncias". Henry Miller
Sentia fortes dores... quase não suportava mais; sangue em toda parte, tudo é desgraça! Tudo é tristeza. Assim que fiquei sabendo que William morreu, quase fui junto; além da tamanha dor que sentia das feridas em meu corpo inteiro, tinha a dor que me pesava na consciência e no coração. O velório foi triste -como todos-, quase ninguém compareceu, foram apenas três pessoas o dia todo, eu, Marye -a mãe dele- e Rougger -seu irmão-. Rougger só levou sua mãe, não se interessou em ver o próprio irmão... quanto à Sr. Marye, não ficou por muito tempo, pois passou mal e teve que ir embora... para evitar um pouco mais cinco horas seguidas de tédio, mandei enterrarem-no logo. Momento triste... apenas eu... só.
Na realidade, eu apenas tive um companheiro quando me casei com William. Imagine só que dificuldade uma roqueira, desnaturada, sem se importar com a vida conseguir ser amiga de alguém pois, todos são “santos” e não querem estar perto de você. William veio em um momento muito especial em minha vida... quando eu estava prestes à pular de uma ponte, pois, 'tudo que amei amei sozinha'... jamais namorei... nunca tive amigos. Quando eu me apaixonava por um menino legal, ele me rejeitava sem antes mesmo eu falar que o amava. Não sei... acho que tinham medo de mim.
Ele era como eu... amava Rock And Roll, Rock Metálico, e o Rock Inglês -o que mais gostávamos-. Ah! Eu vi um deus em minha frente e, logo que eu ia o convidar pra sair, ele me convocou antes mesmo que eu precisasse abrir a boca. Não pensei duas vezes... aceitei e contava as horas, os minutos e até os segundos. Mas, minha desgraça era que o tempo não passava.
Assim que casei-me com ele, vivi os dias mais felizes da minha vida, até mais feliz do dia em que fui em um show dos Beatles e tirei uma foto com John Lennon e Paul McCartney. Ah! Não consigo me esquecer dos momentos que vivemos juntos. Você pode até pensar que eu me casei com William por gratidão; mas lhe desminto agora... se tu acreditares em amor à primeira vista, com certeza acreditará que eu e William nos apaixonamos à partir da primeira troca de olhares. Eu, que sempre fui sozinha e que só passei por dificuldades nessa vida, aproveitei o que o destino reservara-me.
Quando cheguei do velório, não tinha nada a fazer... então, para meu consolo, fui tocar em suas roupas, sentir o cheiro dele e o amar eternamente, pois nosso amor é imortal. A calça que estava reservada na frente de todas que estavam no armário, cujo, julgo eu, ele usaria no dia seguinte, estava uma folha de papel com algo escrito... curiosa, quis logo ver. Quando comecei a ler, me surpreendi e me emocionei... isso era o que estava escrito:
Se da vida colocar-me o mel na boca,
Sentirá a mais estranha, farta, louca...
Vontade de me amar,
E sempre mais me abraçar...
Se com o passar do tempo recordar-te de min,
Irá então perceber,
O que fez de ruim,
Daí irá ver,
Que jamais conseguirá se esquecer de min.
Mesmo se o véu deslumbrante da vida se apagar,
E a morte me dissipar,
Com certeza, irá se lembrar,
Do amor que eu tinha por você, minha beleza rara!
Se um dia quiseres morrer,
Irá pensar duas vezes ou mais,
E assim será capaz,
De então dizer: Como eu amo você!
Se dissipar-me em brigas,
Irá depois se arrepender,
Deleitando-se sobre a morte cálida,
Estranhamente pálida,
Irá então perceber,
Que eu não só te amava,
Mas ainda amo você!
Chorei... não me segurei! O dia seguinte, era a comemoração do nosso primeiro ano de casados.
Ver que atingimos 45.000 mil acessos em oito meses de existência é uma satisfação muito grande.Só que tem um blogue e faz seu trabalho com verdade, veemência, dedicação, como eu , Danka Maia,Jana Bragança e todos os nossos AUTORES E COLABORADORES sabe o que significa ver isso! Recebam os nossos 45.000 mil obrigados com todo carinho, a você que passa por aqui para ler, interagir, fazer o Danka Machine acontecer de fato!
Amor e confiança, juntos estarão amarrados em qualquer situação no emaranhado de uma emoção No coração, vão fazer a varredura combatendo o mal com ternura com um toque singelo que cura Somente unidos serão capazes de tirar todos os tipos de males fazendo nele, limpezas eficazes Varrendo para longe, o de ruim que aos poucos, culmina assim as desgraças que sujam o jardim Pragas essas que o torturam fazendo maus que machucam até não aguentar, ai o trancam Em uma cela imunda e vazia será isolado do que mais queria que era tanto ver um novo dia
A surpresa foi enorme quando, ao acordar naquela manhã, viu a primeira claridade dos últimos seis anos. Era ténue e desapareceu quase imediatamente. Apenas teve tempo de entrever um halo mais claro, um pormenor do dia, uma sombra menos escura. Tinham sido só alguns segundos de surpresa, antes de tudo voltar ao que lhe era agora habitual: a escuridão. Sentiu algo estranho. Uma mistura de medo e de curiosidade, de vontade que voltasse a acontecer, acompanhada por uma estranha sensação de vertigem. Não disse nada. Não contou a ninguém. Poderia ter sido só um sonho. Tinha apenas acordado quando o evento sucedera. Só podia ser isso mesmo: um sonho. O dia continuou como todos os outros.
As semanas sucederam-se e nada de novo aconteceu. A luz, ou melhor, o sonho daquela claridade, não voltou. Já não pensava nela quando, ao virar a esquina de uma rua em direção à estação do autocarro que a devia levar a casa do irmão, voltou a ver. Desta vez não era simplesmente uma leve e breve aparição da luz. Era uma luminosidade tão forte que teve de fechar os olhos e cobri-los com as mãos. A dor foi intensa, mas passou. O choque foi mais intenso ainda. Não podia deixar de sentir aquela mistura de curiosidade e de medo.
Decidiu consultar o médico e explicou-lhe os eventos. Imediatamente foram receitados novos testes, novas análises e, após algumas semanas, novos resultados estavam disponíveis. A doença recuava. Ninguém compreendia as razões da situação. Nem os médicos, nem ela própria. E ninguém podia prever se iria continuar a ver ou entrever a luz ocasionalmente, se iria voltar a acontecer, ou se iria continuar a melhorar. Nenhum médico se atrevia a prognósticos. Tudo era desconhecido. Nunca tinham visto uma tal coisa.
A mãe dela, guiada pela fé, estava convencida de um milagre, de que Deus ouvira as suas súplicas repetidas e decidira, enfim, devolver a vista à sua filha. Os irmãos, mais pragmáticos, armaram-se em especialistas em psicologia e explicavam que, como a força de vontade e o desejo de combater a doença eram mais fortes, e como ela nunca tinha desistido de querer voltar a ver, a mente tinha acabado por vencer o corpo fazendo recuar a doença.
Quanto à principal interessada, nenhuma das explicações a satisfazia. Se Deus ouvia as súplicas, devia certamente fazer milagres a quem precisasse muito mais do que ela. A sua mente não tinha vencido o corpo, simplesmente, porque ela já tinha renunciado há muito a combater a doença. Já se tinha convencido de que iria ficar cega até ao fim da vida e o facto nem a incomodava assim tanto. Claro, gostaria de voltar a ver o rosto dos que amava. Claro, desejava voltar a ver as cores. Com certeza que queria admirar o Mundo e comunicar com um simples olhar, adivinhar pela expressão na cara e o olhar o interlocutor o que ele pensava, o que sente ao ouvir as suas palavras, ao ver uma das suas esculturas. Mas o que lhe parecia indispensável na vida, agora, ela só o tinha encontrado depois de perder a vista.
Era a aceitação de quem ela era. A argila e a escultura já a chamavam no tempo em que ainda via, mas a família, a sociedade, exigia que uma menina tão inteligente não perdesse o seu tempo de maneira tão inútil. No entanto, quando deixou de ver, já não pareceu estranho a ninguém. Pelo contrário, todos a encorajaram a continuar a experiência e agora mostravam orgulho no seu sucesso.
A independência que conquistou durante os últimos seis anos, ela sabia, não teria sido aceite tão facilmente. Mas, para uma pessoa que não pode ver, e que todos esperam ser independente, tornar-se autónoma, é uma vitória, não só para ela, mas para toda a família e amigos que já imaginavam assisti-la até ao fim da vida.
O que iria acontecer se a doença recuasse verdadeiramente? Iria conseguir guardar tudo o que tinha conquistado? A história não o diz. Ensina, no entanto, que só as pessoas que a amavam verdadeiramente ficaram ao seu lado. Diz também que essas pessoas, por vezes, confundiam amor e controlo mas que, graças – e não por causa – à doença e às suas consequências, aprenderam a ter orgulho nos sucessos e nos passos que dava na direção da independência. E ela sabia que tinha começado a ver quem era, a ver o queria para ela, exatamente quando os seus olhos deixaram de ver…