Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

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Sereia II

Ah! Esses belos missais
Qual canto gregoriano,
Tão profanos especiais
Que amo! Amo e amo!

N’água mão nas pedras
Sua bela calda na areia
Andam minhas pernas
Seduzidas pela sereia...

O encanto deste canto
Que a tanto incendeia
Tanto vil quanto santo
Nada é páreo para teia.

Que ali é aprisionado
Presos pelos ouvidos
O cônjuge indignado
Tapa os tais sentidos!

E assim livra o esposo
O amigo, o namorado,
Deste canto majestoso
E ao homem encantado...

E quem não tem por ele
Alguém que se importe
Fica então à flor da pele
E caminha para a morte!

Pois não há como negar
O belo canto dos missais
Que os guia para o mar
Todos aqueles mortais.

Seduzidos pelos cantos
Espalhados pela areia,
Ao hades tantos santos
Levados por uma sereia.

Osny Alves
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Sereia

Sou a água que respinga
Em sua linda barbatana,
Sou a brisa que anuncia
O suspiro de quem ama.
Sou a pedra que protege
A bela voz que te encanta,
Eu sou a lua que te rege
Teu nome me diz Samanta!
E ao vê-la assim encolhida
Sou o sol que lhe aquece
Sereia tu és a preferida
Meu ser não te esquece!
Presa pelo rei Netuno
Que governa com tridente,
Vagas todo o noturno
E me desejas tão caliente!
Que me esperas desejosa
De ouvir um verso meu,
Guelra esta tão charmosa
Em teu mar de cor de céu!

By Osny Alves
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O Eco Do Silêncio

Ouçam o vazio que ecoa
Numa escura e vil mudez
O grito desesperado soa
Para o espanto da surdez!
Em qual casa de repouso
Vai ver enfermos idosos,
O pai, o filho ou o esposo...
Ou uma casa de caridosos.
É como o eco em precipício
Em manhã fria de primavera
É a fala vazia em um comício
É o suplicio na estratosfera!
Cala-te ó vento ó tempestade
Quero ouvir quem hoje clama
A oferecer ajuda nesta cidade
A quem hoje está na lama!
Para eu poder dizer: Estou...
Socorra-me ó Florêncio!
A minha escrita já ecoou
O eco do silencio.

 By Osny Alves
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