Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar.
Ama sua família, amigos e animais.
“Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.
Como
todas as borboletas, começara por ser crisálida, frágil, envolta no seu casulo
protector, talvez desinteressante, achariam alguns.
Mas
descobriu que, se quisesse, podia transformar-se em borboleta.
E,
apesar das dúvidas que a assaltavam, deixou que as asas crescessem, deixou que
a côr as invadisse, e rasgou a película
que lhe tinha servido de casa por tanto tempo.
Gostou
da sensação nova, de voar, de cortar o vento, de escolher os caules onde
pousar, de procurar pólen, de se deixar estar nas flores do prado, desfrutando
de um pouco de sol.
Mas,
ao contrário de todas as outras borboletas, um dia voltou à pequena planta onde
pela primeira vez voou.
Enrolou-se
nas suas próprias asas, indiferente a como estavam mais coloridas, e tapou-se
com o que restava do velho casulo.
Não
sabe bem quanto tempo lá ficou. Talvez tenha sido apenas alguns dias. Ficou até
que uma outra borboleta ali passou. Ficou talvez com curiosidade sobre com
aquela estranha crisálida, creio que a reconheceu, bateu à porta, não obteve
resposta, está um dia lindo, disse, anda, sai, ainda há tanto para voar.
Sem
movimento de resposta, seguiu.
A
borboleta-crisálida espreitou para fora, viu o sol, o dia, o céu. Sim, queria sair, voar. Já descansara.
Ela me enfeitiçou no
tempo, no exato segundo em que meus olhos repousaram sobre sua figura. Era
diferente das demais. Um ar singelo com toques de nostalgia de uma absurda
argúcia sobrepujada a um charme que se alastrava pelos poros de uma moça quase
de família. Sentou-se repousando a bolsa de fina estirpe em cima da mesa fria da
sala de interrogatório, fitou com seus densos olhos verdes e simplesmente
balbuciou:
_Diva.
E em treze anos de
carreira como investigador foi a primeira vez que eu não soube o que mencionar
e ligeira, notando-me descompensado prosseguiu:
_Sou o crime e o Senhor
a Lei Doutor Otto Dellavila?
Tomado pelo seu vestido
rosa clássico de tom quase angelical, salvo pelo tórrido batom vermelho que
abrilhantavam seus lábios para mim, assumi fôlego e a rebati:
_E se formos?
A postura na cadeira
mudou, o objeto rangeu na sua severa inclinação em minha direção e dentro dos
meus olhos foi doce invasora:
_Então um de nós vai
deixar de santo ou demônio.
_Mas não sou um demônio
Senhorita Diva Orleans.
E ali confessou-me num
adocicado sussurro:
_Os melhores, nunca
confessam. - E volveu a sua postura anterior.
Cinco lindas, estonteantes e poderosas mulheres.Um passado atormentador as interligam numa linha do tempo completamente confusa mas extremamente excitante.Um tabuleiro de xadrez onde as peças foram substituídas de peões por Damas...
A morte é sempre cruel,mas quem disse que ela não pode ter Etiqueta...
Qual o segredo tenebroso e ao mesmo tempo maquiavélico une essas cinco mulheres...
Amor,Ódio,Inveja,Intriga,Poder
Eis os elementos perfeitos para a equação desta trama macabra que vai virar a sua cabeça,
Que os bons fluidos,pensamentos positivos, fé e muito trabalho cerquem todos nós neste ano abençoado que está só começando!
Fiquem certos de que este Time de Talentos esboçados no Post ai acima fará de tudo e um pouco mais para que sua estadia aqui seja cada vez mais como o nosso slogan:
INTENSIDADE SEM LIMITES!
Eu,Danka Maia, Jana Bragança,Nana Pauvolih,Gaio Montemor,Simon Poeta Colunistas Oficiais até o momento estamos labutando para abrilhantar,entreter e enriquecer esse instante de prazer nosso em tê-lo aqui!
Olá Galera Machine! Pois é, novidades chegando e bombando para vocês! A partir do dia 06/01/2015 vocês poderão acompanhar as loucas aventuras da adolescente mais insana de Saquarema aqui no Danka Machine. Isso mesmo, as terças e quintas os capítulos de Supera Raclana serão postados para que você leia e se divirta muito com essa linda história. Poucas pessoas sabem, mais esse livro é quase uma biografia da vida das minhas sobrinhas Ana Clara e Ana Alice comigo e minha mãe. Usei o passado delas e recriei um futuro onde elas já são adolescente que aprontam de tudooooooooooooo! Não percam, vale muito a sua conferida!
Essa é a verdadeira Raclana, Clara Silva:
Essa a Ecila, Alice:
As duas e verdadeiras Raclana e Ecila!
Então não esqueça, dia 06/01/2015 tem SUPERA RACLANA!
Que seja... o que não foi...
que se realize... os sonhos que guardei...
que seja verdade... as minhas quimeras...
que me ame... os amores que amei...
Que seja poesia... as falsas palavras que gritei...
que não seja utopia... as imaginações que imaginei...
que perdoem-me... os homens que apunhalei
que eu perdoe... os que me odiaram...
Que tenha em mente... que só se ama se for amado...
que aprenda enfim... o valor de um carinho...
que confie mais... nas pessoas que tenho comigo...
Que seja mais... as felicidades que proporciono...
que sejam grandes... as felicidades que tenho...
Que haja... sempre boas loucuras...
Que durante este Natal um milagre aconteça para todos os leitores e autores do Beco das Ideias e fiquem todos impregnados de paz.
Que os frutos dessa paz interior, possam enfeitar e perfumar os caminhos daqueles que precisam
de uma palavra, de uma escuta, de um sorriso, de um conselho, de um abraço, de uma oração , de um Deus no coração, de alguém que lhe de a mão.
Que o Natal fique decretado todos os dias restantes de nossas vidas, e o perdão seja o prato mais apetitoso. Claudiane Ferreira
Poema de Natal - Vinícius de Morais
Interpretação Ricardo Blat e Camila Morgado
Que o enfeite mais esplêndido de sua árvore seja o brilho de sua luz interior.
de dar um
toque na vida com as cores da esperança, da fé, da paz e do amor. Também é
tempo de preparar, em nosso coração e em nosso lar, um espaço para acolher as
sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré e aceitar as inevitáveis surpresas
da vida.
Natal é
tempo...
de olhar para
o céu, encantarmo-nos com a luz das estrelas e seguir a estrela-guia. É tempo
abençoado de dar mais atenção à criança que mora em cada um de nós e às que
encontramos em nosso peregrinar, à procura do caminho que nos leva ao
Deus-Menino.
Natal é
tempo...
de mais uma
vez ouvir, acolher e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus. É tempo de
acalentar sonhos de harmonia e paz e, olhando para os “anjos aqui na Terra”,
dar a nossa contribuição, para tornar este nosso espaço um pouco mais parecido
com o Céu.
Natal é
tempo... de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe e envolvermo-nos em silêncio
orante. É tempo de agradecer as manifestações de Deus e deixarmo-nos extasiar
por esse Divino Amor que, na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria,
veio iluminar nossa fé.
Natal é
tempo...
de olhar para
o mundo, alimentar a chama do amor e apreciar o milagre da vida. É tempo de
seguir com atenção e humildade os passos dos pastores e os daqueles que têm
coração simples e, em gestos de ternura, sintonizar mentes e aconchegar
corações.
Natal é
tempo...
de pensar no
irmão próximo e distante e de colaborar para o renascer do amor. É tempo de,
amorosamente, recompor a vida, perdoar e abraçar, com a ternura e a
misericórdia do Coração de Deus, os registros de nossa infância e dos anos que
já vivemos.Na jubilosa esperança do
Natal de Jesus Cristo, estejamos atentos para perceber e realizar o bem que
estiver ao nosso alcance e sermos um compreensível eco da mensagem de paz
daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo, de Maria nasceu o
Salvador."
SEJAMOS TODOS SENSIVEIS QUE ESPÍRITO PRECISA
RENASCER A CADA DIA...
Votos de Danka Maia,Jana Bragança e de todo time de
talentos que fazem o DANKA MACHINE.
O
dia raiava, os raios solares cavalgavam pela janela e o meu medo também. Cada um
dos meus pelos podiam sentir claramente um pavor doentio e um medo do próprio
medo. O que havia de fazer, não tinha como evitar aquele dia, contudo não
esperava que fosse tão cedo... Aconteceu, tudo que temia.
Há uns
duzentos anos, logo depois da floresta
que presenteia o bosque do castelo, vivia lá um homem, o próprio Barão de
Austerficher. O Barão não era humano, era um homem sanguinário e doentio, tinha
sede de sangue... Até hoje o temo...
Certa
noite a mulher do Barão apareceu morta na janela, não havendo mais nenhum
suspeito ele foi jogado para fora de casa e segundo alguns diz fora morto, mas
antes jurara terrível vingança e agora não parecia que ele ainda gelava dentro
de uma cova, longe disso. Será eu o próximo cadáver.
Meu
pior dilema não mais era morrer, é claro que isso seria terrível, mas tinha
piores problemas, o que fazer com o corpo do Conde. Decidir que enterraria e
enterrei o corpo do Conde quando o sol se aproximasse do centro do céu. O carro
dos deuses levaria o Conde para o paraíso eterno, ou para o triste inferno das
almas.
Parte III
Enterrado
o Conde tinha eu agora outra complicação, o Leão voltou, sabia exatamente o que
aquilo significava e para mim não era nada de bom, não poderia...
“Escrevi
isto com uma espada enfiada e minha costa e não tenho mais tempo de continuar,
não tenho mais como. Acho que minha hora chegou, descansarei eu com o mal que
me aguarda nas profundezas do abismo, quanto ao Leão, o Leão voltou...”.
Costumava ir com a minha mãe cortar um pinheirinho para o Natal, e
depois apanhar musgo para fazer o presépio. Inevitavelmente voltava destas
aventuras com a roupa um pouco molhada e com as mãos impregnadas de terra e
resina. Mas com o meu sorriso de criança bem aberto.
Seguia-se a colocação da árvore no sítio mais bem escolhido. As
luzes, as fitas de Natal com muitas cores, bolas e sinos brilhantes, uma
estrela de papelão colorido.
Depois, espalhava o musgo pelo chão, juntava os pedaços num puzzle
perfeito. Precisava de um manto verde extenso, o espaço parecia ser sempre
curto para colocar todos os participantes do presépio. A cabana onde colocava o
berço, com uma estrutura improvisada cada ano, e coberta com os pedaços de musgo
mais bonito. Aos Reis Magos, juntavam-se o pastor, com as suas ovelhas brancas,
o pescador ao lado de uma ponte... e se existia uma ponte, era preciso retirar
um pedaço de musgo para transformar um simples plástico azul ou um velho
espelho num rio. Ao fundo, o castelo, que estava num monte, também ele
construído com o que existia à mão, e coberto por musgo, mantendo o efeito. A
ligar estas personagens, umas mais improváveis que outras, um caminho de neve,
inventado com produtos da despensa lá de casa.
As prendas aconchegavam-se ao lado da árvore. Sentia uma imensa
curiosidade infantil que me levava a pegar nas prendas, sentir o formato,
abaná-las. Tentava perceber o que se escondia dentro do papel de fantasia, mas
nunca abria as prendas antes do tempo. Gostava da antecipação, deste pequeno
jogo de adivinhação.
Lembro-me bem deste pequeno combate que travava com a minha
curiosidade, com a vontade de descobrir o mistério. E do cheiro a terra
molhada, não o cheiro a terra molhada do verão, a terra molhada que vinha
agarrado ao musgo e o cheiro a pinhal que ficava na minha sala. Tudo isso dava
mais brilho ao conjunto.
Lembro-me do aroma dos fritos de abóbora, a minha missão em
criança era a de adoçá-los com canela e açúcar, que misturava
meticulosamente, procurando a dose certa de cada um. E lembro-me do cheiro do
café, que ainda não podia provar. Anos depois, apenas gostava daquele
café com os doces de Natal.
São estas recordações que ainda me fazem gostar tanto do Natal,
ainda que já use menos fitas e que o meu presépio seja agora mais pequeno. Mas
só os acessórios de Natal diminuíram. Continuo a enfeitar o cantinho da minha
sala - agora no meu apartamento da cidade - com o mesmo sorriso de antes, com a
mesma ansiedade para ligar as luzes e vê-las a piscar, a mostrar que o Natal
vem aí. Continuo a misturar a canela com o açúcar...
É talvez a lembrança da Felicidade pura de quando somos crianças.
Mas também a Felicidade que ainda consigo ver nos adultos nesta altura.
É uma altura em que as pessoas são mais solidárias, mais
disponíveis para estar um pouco com os outros. Dizem alguns que nesta altura
todos fazem num mês o que deviam fazer durante todo o ano, e que é uma época de
consumismo. Sim, isso também é verdade, mas ainda vejo o espírito verdadeiro de
Natal em algumas pessoas. Ainda existem pessoas que sabem que um abraço, um
sorriso, uma mão, um ombro, uma palavra simpática, valem infinitamente mais que
um presente embrulhado. E é isso que faz o Natal e é por isso que gosto
genuinamente desta altura do ano.
E em cada noite de Natal, mesmo agora já crescida, consigo por um
momento lembrar-me daquela criança loira, sentada no chão, a olhar para as
luzes de Natal a piscar, simplesmente e apenas feliz.
Deixo aqui o meu simples desejo de Natal: que nos lembremos de
como uma pequena luzinha nos pode fazer felizes, nem que seja apenas por uma
noite.
Foto: Google
Desejo a todos os colegas do Beco de Ideias e a todos os nossos
leitores um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de criatividade e sonhos
realizados!
Cantei... desde "garçom" a "deixa de banca" não sei mais onde esconder, a música acabou para mim, a mesma que curou-me da solidão e tirou a tristeza de mim...
Hoje passarei uma noite vazia, como foram todas as noites para mim, será carregada de melancolia, sem a música para me servir...
Sentirei tremenda saudade da música, mas mesmo com a voz em meu coração será apenas instrumental, não sei o que faço sem Reginaldo...
Ainda sou novo e não posso beber, não tenho amigos na boemia, só posso querer esquecer... Segue sem ritmo a canção, não tem mais ritmo sem o rei,m enterro-me no brega e na solidão, até que a morte venha me envolver...