Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

A SOMBRA DA LUZ por Danka Maia




Anita e Amália viviam numa ilha.

Sós não, tinham a vista.

Amália amava a vida.

Anita, a vida de Amália.

Amália apreciava cores e sabores,

Anita os dissabores dessa conquista.

Amália queria o céu,

Anita o véu, caso a outra não conseguisse.

O tempo esvaia entre elas,

Como as altas da maré,

Ora revoltas, ora de bem-me-quer,

Amália via um mundo arfante em tudo,

Anita via o mesmo mundo, mudo.


Onde Amália via coqueiros, beleza e luz.

Anita queria seus olhos, sem tentar  ver a própria força que a conduz.

Anita, Amália.

Amália, Anita.

Amália vivia. Anita via.

Sem entender que há segredos

Que só o tempo e a experiência

Instrui, exprime,mostra e ensina.

Que na sorte da vida cada um tem seu brio,

Sua seiva, sua história e sua fadiga.

O que a moça não alcançava, não compreendia,

Que jamais seria a outra,

Pois para ser Amália, não pode ser Anita.
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PASCUALITA: A NOITE CADÁVER DO MÉXICO

O mistério de Pascualita: um ser humano empalhado ou apenas um manequim de cera?

O mistério de Pascualita: um ser humano empalhado ou apenas um manequim de cera?


De vez em quando me pego observando certos manequins nas vitrines – o que em alguns momentos me desperta impressões um pouco estranhas – e confesso que já cheguei a pensar na possibilidade de muitos deles serem humanos e estarem empalhados! Sim, total doidera desta cabecinha aqui, que tem criatividade para dar e vender. Mas que isso daria um belo roteiro de filme de terror, daria né? Pois é, acontece que numa certa cidade do México, mais precisamente em Chihuahua, reza a lenda que algo muito próximo à este script assombroso realmente exista…
A tradicional loja de vestidos de noiva e afins La Popular seria apenas mais um estabelecimento comercial como quaquer outro se não fosse por um detalhe no mínimo, obscuro: o manequim que habita sua vitrine há quase 85 anos. La Pascualita como é chamada, atrai turistas do mundo todo e intriga a qualquer um que se depara com a sua figura. Tal espanto se dá devido ao fato da boneca possuir uma semelhança incrível com o ser humano, a ponto de alimentar uma lenda um tanto quanto assustadora e levar muitos a crer que se trata de uma mulher empalhada!
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De longe apenas um manequim comum…

Existem diversas versões a respeito de Pascualita, a mais conhecida dá conta de que o manequim que enfeita a loja de noivas é na verdade o cadáver embalsamado da filha do antigo proprietário do comércio, que faleceu às vésperas de seu casamento ao ser picada por uma aranha viúva-negra. O pai desesperado, teria mandado empalhar a filha e deixou-a na vitrine.
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Qualquer cidadão que duvide da história fica com uma certa pulga atrás da orelha ao reparar nas imagens que retratam a expressão de Pascualita e detalhes ultra-realistas de seu corpo, como as mãos e unhas. Até mesmo a textura de sua pele parece real, além dos olhos vivos de vidro e os implantes de cabelo e cílios humanos, que dão à história ares mais assustadores.
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A riqueza de detalhes do manequim desperta curiosidade até hoje.

A riqueza de detalhes do manequim desperta curiosidade até hoje.


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Em certos momentos têm-se a impressão de que a boneca é humana…

Os olhos expressivos feitos de vidro e os implantes de cílios humanos tornam a lenda ainda mais assustadora.
Os olhos expressivos feitos de vidro e os implantes de cílios humanos tornam a lenda ainda mais assustadora.
Como em toda lenda urbana que se preze, há sempre muitos relatos de testemunhas que viram diversas manifestações e com Pascualita não poderia ser diferente: há quem já tenha visto o manequim sorrir, se mexer, chorar, mudar de posição na vitrine durante a noite e até mesmo salvar uma mulher que estava apanhando do marido no meio da rua. Pois é…
yeah yeaaah!

Fato é que a ciência está aí para provar que é impossível que um corpo humano empalhado se mantenha preservado como o do manequim e se formos comparar a perfeição de Pascualita com as estátuas do Museu Madame Tussauds por exemplo, veremos que se trata mesmo de um manequim de cera, apenas cera e nada mais.

O que se sabe de concreto é que a boneca – de origem francesa – teria sido adquirida pela proprietária do estabelecimento, Pascualita Esparza Perales de Pérez, (daí a escolha do nome), que se viu encantada com a aparência do manequim, que muito se assemelhava à sua irmã (uma das costureiras da loja) e a colocou pela primeira vez em sua vitrine no dia 30 de março de 1930, causando desde então, um verdadeiro reboliço entre a população da cidade, que se viu impressionada com tamanha perfeição da boneca e aí já viu, começou-se toda uma história.
Família de Pascualita Esparza Perales de Pérez, que comprou a manequim que se assemelhava à sua irmã (a garota em pé á direita). Pascualita à época da foto, era a criança da direita.
Família de Pascualita Esparza, proprietária do manequim que se assemelhava à sua irmã (a garota em pé a  direita). Pascualita à época da foto uma criança, está sentada  a direita.
Os atuais donos do comércio também gostam de alimentar a lenda e quando é preciso trocar o vestido do manequim a vitrine é coberta para que não se veja nada. A propaganda é a alma de Pascualita do negócio né não?
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Fotos: Facebook, Pinterest, Erik Kabik (Vegas News), Sevilla Ciudad de Embrujo, Mexico em fotos. com
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BLANKA- O Destino A Marcou Pelo Sangue por Danka Maia










FINAL
 Os dias prescreveram. O teatro lotava torrencialmente a cada apresentação. Não se falava sobre mais ninguém que não fosse à talentosa BLANKA MEDEIROS. Revistas, jornais, e todo tipo de mídia televisiva cobiçavam por uma entrevista ou sessão de fotos com a jovem, que apesar de ser a grande estrela que vinha para ficar, continuava simples e solicita a todos.

A grandeza dela dentro e fora dos palcos jazia de sua figura alguém ainda maior e transcendental.
Era um fato.



Blanka Medeiros tornara-se uma lenda da dança Internacional.



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  Por outro lado, sua vida pessoal tornara-se um emaranhado de sucessivos tumultos. Helena não a permitia paz, a pressionava a todo custo convencê-la de sair da Companhia de Eva Pasqualini.
As discussões entre elas volveram frequentes e cada vez mais cavalares. Porém, ela e Noah estavam cada vez mais solidificadas, ele terminara o noivado com Alice, que para seu espanto, manteve calada e contida. O próximo passo de Noah era revelar a verdade que os cercava. Contar a Blanka sobre suas filhas.
 
No último dia de apresentação, Alice voltou à procura Helena desta vez no Hospital das Nações. Fora talhante quando afirmou categoricamente que naquela noite enviaria toda a cópia do dossiê a mídia de plantão.

Helena abandonou o emprego e voltou para casa com a intenção de mais uma vez demover Blanka de continuar aquela empreitada.

_Precisamos conversar!- a enfermeira imperou quando a moça fechou a porta do apartamento.


_Helena, estou tão cansada. Amanhã, pode ser?- pediu solicitamente.


_Talvez o amanhã não exista Blanka.


 A jovem cessou os passos, e recuou olhando para a mãe, que pela primeira vez semelhava disposta a revelar algo tenebroso.


_Sente-se, por favor. - convocou Helena.


Pankova obedeceu.


_Deus sabe o quanto lutei e relutei para jamais ter que contar isto a você. Apesar de ter plena ciência, de que é uma verdade sua omitida por mim.


_Do que está falando?-Blanka reclinou-se no sofá trazendo os joelhos próximos ao corpo.


_Do contrato de aluguel. -afirmou.


_Por que tocaremos neste assunto, Mãe? Mais do que ninguém sabe o quanto isto me faz mal. O quanto já sofri por isto. Por que vai apelar para...


E antes que intentasse terminar a frase, Helena desfechou:


_Eu menti!Menti durante todos estes anos.Você é mãe biológica.Ele exigiu que os óvulos fossem seus.Ofereceu direito de visita e presença na vida do bebê.Mas fui eu quem decidiu não permitir.


_Você o que?- Blanka se estarrece com que Helena está proferindo.


_Sabia que soubesse que era a mãe biológica jamais entregaria as crianças, assim como não aceitaria participar do contrato. Então, omiti e menti para você. Porque queria o seu bem, embora compreenda que isto pode não ter mais a mínima importância daqui para frente. Mais está feito!- desabafou em meio a lágrimas.


Blanka a fitou, e só sussurrou um termo:


_Crianças?


Helena balançou a cabeça positivamente, e foi neste momento que a companhia tocou. Era Noah, ele e Blanka haviam combinado de sair para jantar após a apresentação. A jovem ergue-se atônita e abriu a porta de onde Stein adentrou maravilhado com o seu espetáculo, e logo observou que o clima era extremamente hostil ao seu contentamento.


_O que houve meninas?- perguntou ingenuamente sem saber que era parte determinante daquela conjuntura.


_Diga a ela, Noah!- gritou Helena.


Blanka não alcançou a tentativa da mãe e lançou um olhar confuso para os dois.


_Diga o que?- questionou Pankova. - O que o Noah pode me dizer?


Helena foi sucinta:


_Toda a verdade. O senhor Stein pode discorrer toda a verdade.


_Helena, não!- ele acenou a cabeça.


_Do que estão falando?- bradou a Blanka cada vez mais confusa.


_Vamos Noah, conte a toda à verdade que ocultamos dela, chegou a hora, e ela deve saber!- insistiu a enfermeira.


_Helena... Tenhamos calma!- rogou o ator.


_Pelo amor de Deus, falem!- Blanka suplicou agoniada. Uma discussão acirrada iniciou entre a enfermeira e Noah. E no calor da discussão, Pankova partiu para cima de moço, o olhou nos olhos e o advertiu:


_Lembre-se do que o pedi. Use a verdade comigo, a veracidade é uma lâmina que machuca uma vez só, a mentira talha para sempre!
Stein alça as mãos sobre a cabeça, e Helena principia pressioná-lo, no entanto, se nega veementemente.E no acalorado momento de debate,a enfermeira rompe o silêncio tão esperado que a aprisionava desde aquela noite em que fez a então menina assinar e aceitar os termos do contrato.

_Ele é o homem quem te contratou!Nunca houve família alguma, quem pagou para ter as crianças foi Noah Stein! E foi por isto que veio atrás de você. Por causa das filhas, porque as meninas apresentavam características suas e não dele. Ele entrou na sua vida pelo fruto da concepção!


E imediatamente um arrepio percorreu todo corpo de Blanka que recordou o que ouvira na noite do parto da boca de sua avó:


"Ele não entrará pelo início, mas pelo fim da tua história. Ele jamais será sua raiz, porque seu destino é ser seu fruto. Descobrir-te-á nos pequenos gestos, nas acanhadas expressões, nas inesperadas atitudes, nos melhores sorrisos, no mistério do teu olhar, é ali que vai te enxergar, e ao te ver ficará tão intrigado que isso será ao bastante para juntar os destinos de vocês. Não tenha medo, estou em paz. Siga seu caminho, o tempo o trará até você."


 

 Suas pernas bambearam. E de repente viu um filme passar em sua mente. O dia em que trombaram, e sua cicatriz misteriosamente doera. Da familiaridade e da inquietação que causara nela desde o primeiro instante que o vira. Da sensação de que o conhecia de algum lugar sabendo que jamais o havia conhecido.

O olhou sobressaltada, e replicou:


_É verdade?


Stein abancou-se na cadeira, e limitou-se a confirmar.


_Sim.


Pankova sobre fortemente chocada, persistiu:


_Laura, Nina e Sofia?

 

_Sim. -Redarguiu outra vez.


Apesar de ainda não conhecê-las, agora compreendia o pretexto pelo qual expunha que a hora certa chegaria.


_Minhas?- persistiu.


_Nossas. -A emendando. -São nossas Blanka, sempre foram. No inicio tudo que ansiava era ver seu rosto, compreender certas atitudes que elas tinham e desconhecia. E aos poucos fui vendo que a mulher que sempre vinha nos meus sonhos era você.


_Que sonhos?- interrogou consternada. 


_Via sua imagem nos meus sonhos, não alcançava o seu rosto, continuamente proferindo a mesma citação.


_Que citação?- Pankova exige que Noah a revele.


_TRÊS MOTIVOS DE SANGUE, TRÊS MOTIVOS DE DOR...


_TRÊS MOTIVOS DE SOFRIMENTO, TRÊS MOTIVOS DE AMOR! " - completou Blanka recordando do que o Pastor José a proferira na noite que passou por sua igreja.E de repente tudo pareceu tão claro como o dia visitado pelos primeiros raios de uma manhã de verão.
Diante dela estavam seus maiores algozes, a que intitulou mãe e o inusitado homem que confessou amar dado que foi o único amado.


_Alice sabe de tudo Blanka. - Helena elucidou todo o episódio e como vinha sendo chantageada pela moça.


Noah sentiu-se culpado e colérico pela falta de caráter de sua ex-noiva.


Pankova mirou os dois, e foi talhante:


_É disto que acham que tenho medo?De perder meu lugar no Corpo de Dança Eva Pasqualini? Então não me conhecem! Nasci cigana, meu orak é calon. Tenho a minha casa no vento, o céu e as estrelas são o meu o telhado.


_Ela pode destruir a sua carreira!- enfatizou Helena.


_Ninguém pode tirar o brilho que outro carrega como estrela. Quem vive com medo, vive pela metade. -ela o enfrentou.


_Quer voltar a ser nada?- rebateu a mãe na intenção de aflorar o juízo.


_Nos últimos anos foi tudo que alcancei ser, nada. Porque uma mulher sem seus filhos, não viveu, passou pela vida. E você me permitiu passar cada segundo deste tempo sabendo que podia mudar minha realidade. Como foi que reclinou sua cabeça, Helena?- totalmente inconformada.


Não houve outro sentimento que não fosse traição emaranhada em sua alma, e sem deixar que mencionassem mais nenhuma explicação, apanhou sua mochila de crochê, seu xale, bateu a porta e partiu.
    Durante a madrugada toda mídia escrita e televisiva foi anunciada sobre o dossiê que revelava o passado de Blanka Medeiros e Noah Stein.
Os telefones dos assessores de Stein não paravam um só instante, o mesmo na Universidade querendo esclarecimentos de Eva Pasqualini, que deu uma nota elucidativa onde mencionava estar ciente do procedimento e defendeu Pankova com unhas e dentes inclusive de que era e permaneceria sendo sua principal bailarina.
Helena e Noah não sabiam mais onde poderiam procurar por Blanka. Parecia que a moça havia simplesmente evaporado da face da Terra.
Por cinco dias seguidos ninguém ouviu falar do paradeiro da então revelada, Blanka Pankova.

      Faltava pouco para onze da noite quando o programa da maior apresentadora do momento, Elisa Portela, soltou notas que Blanka seria a entrevistada da noite.
Só restou a Noah e Helena se reunirem em sua mansão para a espera da tal entrevista bombástica.
Quando Helena colocou seus olhos sobre as três irmãs, ficou boquiaberta com a semelhança que tinham com a mãe, entretanto sem parecer entre si uma com as outras.
 Quando o Programa entrou no ar o mundo parou para escutar a versão dos acontecimentos da maior bailarina de todos so tempos.
 A entrevista durou aproximadamente três horas. O Ibope da emissora atingiu o ápice de audiência. E quando encerrou o encontro Estela a indagou:


_E agora Blanka, o que pretende fazer de sua vida?


Serena como nunca, mas com a mesma coragem da lutadora que ininterruptamente foi a cada segundo de sua jornada, contrapôs:


_Vou viver o que o Destino reservou para mim.


_ E se perder tudo o que conquistou com tanta luta até aqui?-lançou à apresentadora.


_Se eu perder é porque nunca foi meu. Então, amanhã acordo mais cedo e recomeço outra vez.


_Blanka, não tem medo de nada?- Abismada com a veemência da garota.


_O medo é um demônio que sempre prenderá a sua capacidade de seguir a diante. E eu não fui feita para ser detida por ninguém além de Deus.


 A entrevista se encerra.


Noah dispara a para a sede do canal televisivo. Mas Pankova foi rápida e soube fugir de todos e dele.
Naquela madrugada, Helena e Martina acalentava Sofia, Laura e Nina que não paravam de chorar, como se intuíssem todo alarido a sua volta.
Noah estava jogado no sofá de sua enorme sala jogado a imensidão do nada. Ameaçado por fantasmas que o assolavam sem parar. Quando o interfone tocou da guarita da casa.


_Senhor Stein, aquela moça está aqui. - pronunciou o funcionário.
Crendo ser mais uma jornalista atrás de um furo de reportagem, respondeu:


_Não vou falar nada com ninguém!- esbravejou.


_Mas senhor, é ela.


Stein percebeu algo diferente e rebateu:


_Blanka?


_Sim senhor.


_Deixe que entre. - atropelando as almofadas que estavam pelo caminho, e escancarando a porta principal quando um espectro começou a se figurar diante dos seus olhos.


Era ela.


Blanka Pankova.



Passou por ele, e resumidamente perguntou:


_Posso?- aludindo à entrada em sua casa.


Entorpecido, acenou consentindo.


_Onde elas estão?


_Lá em cima com Martina e Helena. Não param de chorar, já não sabemos o que fazer para acalmá-las.


Subiu a escada degrau por degrau como quem se preparasse para o maior encontro de sua vida. No meu da escadaria, sucumbiu à emoção e pranteou. Ergueu sua cabeça, e prosseguiu indo de onde vinha o choro das filhas, de quantas vezes imaginara em poder ouvir pelo menos o lamento delas.
Antes de cruzar o batente da porta, olhou para Stein que vinha seguindo-a, e falou:


_Obrigada. Você me deu três motivos para continuar a viver.


E adentrou o recinto.

Helena soluçou quando a viu, contudo não se aproximou por não saber qual seria sua reação.
Martina a admirou e deu a razão a Noah por ter batalhado tanto para encontrá-la.


_Senhora. - Blanka a cumprimentou.


_Suas filhas. - mostrou onde as três estavam tentando se espairecer do choro copioso.


 Diz a tradição cigana que todo aquele que contem sangue calon,quando ouve o dialeto romani ,embora nunca tenha ouvido antes não só o compreende como o fala.


È a lenda. É a tradição.


Blanka adentrou o recinto, e quando seus olhos repousaram sobre suas meninas, os seus lábios tremiam involuntariamente, porque se reconhecia em cada uma delas.
A primeira a se virar sentindo a sua presença foi Laura. Limpou os olhos com suas mãos pequenas e delicadas, achegou-se dela, que agachou à altura da menina. Contornou todo rosto da mãe que a proferiu:


_Murri orak.


A menina sorriu e contrapôs:


_Dai shukar.


_ Hai Shala?- arguiu a mãe debulhando-se em lágrimas.


_ Hay Sheli, Dai.


O que haviam dito foi:


_Meu sangue.


_Mamãe linda.


_Entende o que falo?


_Sim, entendo mamãe.

  Trouxe Laura até o peito sem fazer nenhum esforço de tentar entender porque o destino quis assim, e sim, daquele jeito era como tudo deveria ser.Foi como se tivesse abraçando seu bebezinho pela primeira vez.




Sofia e Nina vieram a seguir. E elas conversavam em Romani com Blanka como se fosse sua língua de origem.

Noah não conseguia compreender como aquilo poderia ser plausível, foi quando Martina atravessou o quarto o recolheu em seus braços e recordou:

_Não o disse que a natureza sempre encontra uma maneira de seguir seu curso?


Blanka, Laura, Sofia e Nina eram o que sempre foram, a continuação de uma geração cujo destino nomeou como três motivos de sangue, três motivos de dor, três motivos de sofrimento e três motivos de amor.
Após ter o direito de por suas filhas para repousar, Blanka desceu até a sala onde todos jaziam.

Helena levantou-se proferindo:


_Creio que devo me retirar, certamente vocês tem muito a conversar. - apanhando sua blusa indo em direção à porta.


_Mãe...


 Pankova a chamou. Ela virou-se certa de que chegara a hora do seu julgamento, e cessou os passos. De cabeça baixa, visivelmente abatida, esperou sua sentença. Blanka arqueou seu rosto, limpando-a com a palma de suas mãos, e se pronunciou.


_Eu te perdoo.


Surpresa Helena a fitou arguindo:


_Por quê? Sei que o que fiz não tem perdão.


Blanka beijou-lhe a testa, e contestou:


_Talvez se soubesse disto há meses atrás jamais lhe perdoaria, mas dia desses certo individuo ensinou-me algo que mudaria a toda a minha vida.


_O que?- Helena olhou piedosamente.


_Todos nós temos direito a uma segunda chance. - admirando Noah e sorriu abraçando Helena. - Quem erra por amor não erra mãe, apenas se adianta no horário do destino.


E as duas se entrelaçaram ali mesmo.


 

   Sentada no píer privado da mansão de Stein, Blanka apaziguo por um instante tentando processar tudo que acontecera em sua vida nos últimos meses.

Quando Noah sentou-se ao seu lado sem nada esperar dela. Só bastava estar ali.


_Como fica a situação entre mim e elas?- quis saber Pankova.


_São tão suas quanto minhas, sempre foram. Faremos o que melhor for para o bem estar delas. - confortando a mãe.


Passado alguns minutos, não se conteve e rebateu:


_ E nós?


_Por que acha que vim até aqui, gadjó?- com semblante cerrado
Julgando sua face, objetou:


_Eu sei, no seu lugar não faria diferente.


Virou seu rosto apertando seu maxilar com as mãos, pulou no colo dele com as pernas abertas, roçou o seu rosto no dele, o beijou provocantemente e concluiu:


_Todos têm direito a uma segunda oportunidade, todos, inclusive um gadjó metido feito você.


E foi ali na frente da imensidão do mar que Blanka Pankova e Noah Stein findaram uma história de amor onde o principio foi o fim, e o fim apenas um belo começo.





FIM














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MASTERCHEF BRASIL



Uma das coisas que me fascina é alta gastronomia. A paixão que os chefs demonstram em respeito ao prato criando verdadeiras obras de artes deliciosas me encanta! Por isso quando soube que enfim o Programa Masterchef seria feito na versão brasileira, fiquei mais entusiasmada ainda.

No Brasil,os temíveis chefes são:
A apresentadora Ana Paula Padrão e os jurados Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella. FOTO: Divulgação
 
O  programa vai toda terça na Band, às 22h45.
 
As gravações para a versão brasileira do Masterchef estão a todo vapor. O programa de televisão que já é produzido em mais de 40 países, põe chefs não profissionais para competirem entre si – e atrai altas audiências pelo mundo.
 
Enquanto isso, vou trazendo os grandes nomes envolvidos no projeto lá fora: O temível GORDON RAMSAY
 
Ramsay quer ser um bom rapaz
Ramsay na apresentação do seu novo programa, Hotel Hell
Depois de anos a insultar aspirantes a chefs na televisão, Gordon Ramsay está a tentar amaciar a sua imagem. Tem um novo programa, passado numa prisão, e em Portugal acaba de lançar um livro sobre alimentação saudável.
Gordon Ramsay tem uma questão por resolver com a sua imagem. Quando o vemos a espreitar com um ar inocente por detrás de umas folhas de couve na capa de Apetite Saudável, o livro de receitas que a Civilização acaba de lançar em Portugal, percebemos que está a tentar afastar-se - pelo menos alguns passos - da imagem do chef colérico aos gritos numa cozinha, humilhando aqueles que trabalham com ele. A imagem, afinal, que lhe deu a popularidade que tem hoje.
Mas mais ou menos pela altura em que estamos a enviar uma entrevista por email para Ramsay, o The Guardian publica um texto que não ajuda muito a imagem de rapaz saudável e (relativamente) bem-disposto, que o chef britânico parece estar a tentar construir. O artigo chama-se Gordon Ramsay: apetite pela destruição e descreve uma desastrosa entrevista que termina com a jornalista Decca Aitkenhead a ir-se embora a meio da conversa.
Aitkenhead conta que recebeu depois explicações dos assessores de Ramsay dizendo que tinha sido um dia particularmente difícil para ele porque na véspera lesionara-se num jogo de futebol para uma acção de beneficência, não dormira quase nada e tinha tomado vários comprimidos para as dores.
Mesmo assim, o texto reforça a imagem de um homem agressivo, que reage mal a perguntas sobre a sua vida pessoal apesar de ter publicado já uma autobiografia (Humble Pie, 2006) e de tornar públicas questões privadas como a recente ruptura com o sogro, e sócio, Chris Hutcheson - em vez de manter a história afastada dos media, Ramsay optou por publicar a carta com violentas acusações contra ele precisamente nas páginas de um jornal.
Fazer-lhe uma entrevista por email retira, temos de reconhecer, parte substancial da adrenalina de tentar perceber se conseguiríamos entrevistá-lo até ao fim - e sobreviver incólumes. De qualquer forma, as perguntas seguem e as respostas chegam pouco tempo depois. Na introdução do livro, Ramsay conta que desde há muitos anos que é "um apaixonado pela vida saudável", e que desde 2002 corre na Maratona de Londres (onde, aliás, foi o sogro quem o inscreveu pela primeira vez). Nas páginas seguintes, aparece com ar de desportista, às voltas com legumes e frutas. As receitas que apresenta vão desde hambúrgueres de frango com batata-doce a sopa fria de alho-francês e abacate, galinha-da-índia com fricassé de ervilhas e alface ou salmão glaceado com salada de espinafres e rabanetes.
São receitas fáceis e saudáveis, como Ramsay promete no início do livro (publicado em 2008; Ramsay já escreveu 21 desde 1996). Mas estará o implacável chef de programas como Com F Grande, ou A Cozinha É Um Inferno (Hell's Kitchen) a transformar-se gradualmente numa versão do bom-rapaz-estilo-Jamie-Oliver? Ehhh… não. Temos, aliás, a impressão de que ser remotamente parecido com Jamie Oliver será um pequeno pesadelo para Ramsay.
Desde que se tornou uma figura de televisão, optou deliberadamente por se manter distante da imagem do bonzinho, escrevemos-lhe. Isso tornou-se, a certa altura, uma limitação? As pessoas esperam sempre isso de si? "O stress e a pressão podem criar uma atmosfera explosiva numa cozinha", responde. "Mas, quando se trata de televisão, é importante não esquecermos que 15 minutos de imagens são geralmente editados a partir de horas e horas de filmagens."
Não será, no entanto, por acaso que o programa tem o deliberadamente equívoco título de Com F Grande. Numa entrevista ao The Observer em 2010, o jornalista perguntava-lhe directamente sobre o elevado número de palavrões utilizados. A resposta de Ramsay foi: "Fuck! Quando vemos os episódios de Pesadelos da Cozinha [Kitchen Nightmares, o programa em que tenta salvar restaurantes que estão à beira da falência] condensados num só - no ano passado quando houve aqueles 298 'fucks' - não fiquei orgulhoso com isso."
Insistimos no tema: tem tentado, nos últimos tempos, construir a imagem de uma pessoa mais calma e moderada? "Sou uma pessoa muito apaixonada e isso pode ser entendido de formas diferentes por diferentes pessoas. Acho que posso dizer, sem dúvida, que me tornei mais brando nos últimos anos, mas o que me faz correr continua a ser a necessidade de fazer mais e fazê-lo o melhor que consigo. E espero o mesmo dos outros."
Os gritos na cozinha, os insultos, a comida provada e atirada ao chão, as expulsões de aspirantes a cozinheiros lavados em lágrimas - tudo isto é o resultado de um desejo de perfeição, afirma o chef. O risco é que quando se fala de Ramsay se acabe sempre por falar muito mais do seu mau feitio e muito menos da sua comida (assumimos desde já que é isso que está a acontecer neste texto). Concorda? "Acho que a minha personalidade e a comida que cozinho estão muito ligadas - portanto, espero que as pessoas falem de ambas! Não diria que sou uma pessoa agressiva, mas sou um perfeccionista e quero que da minha cozinha só saia o melhor."
Com a popularidade, vem a atenção mediática e com esta vêm perguntas que às vezes não correm bem. Voltemos à entrevista ao Guardian. Conta a jornalista que acabara de lhe fazer uma pergunta aparentemente inofensiva: haverá alguém no mundo a quem não seja possível ensinar a cozinhar? Mas, continua Aitkenhead, Ramsay parece ter ouvido uma pergunta diferente. E a resposta foi (num tom que, lido, parece razoavelmente agressivo) um regresso à infância, aos tempos em que Ramsay comia os restos que a mãe levava para casa do restaurante onde trabalhava. "Não fui treinado para ter um palato", afirma.
E depois conta como em sua casa a mãe não perguntava "o que é que queres para o jantar?", mas punha-lhe à frente o que havia e nem se colocava a hipótese de ele deixar alguma coisa no prato. Este percurso de Ramsay é conhecido e, no perfil que traça dele na The New Yorker em 2007, Bill Buford (autor do livro A Ferver, publicado em Portugal pela Sextante) recorda também essa infância em Startford-Upon-Avon.
Apesar de esta ser uma localidade turística, escreve Buford, Ramsay cresceu "numa parte que os turistas não visitam", em habitações sociais cinzentas e deprimentes. "A comida era importante, não como cultura, mas de uma forma elementar." Era preciso comer alguma coisa, e como o pai, um músico que tocava nos pubs locais, nem sempre trazia dinheiro para casa, eram os restos do restaurante da mãe que garantiam que havia alguma coisa na mesa.
O irmão de Ramsay, Ronnie, tornou-se toxicodependente, mas Gordon, que na juventude jogava futebol semiprofissional, agarrou-se à comida, começou a trabalhar e foi subindo na escala profissional dos cozinheiros até ao dia em que - é assim que Buford conta a história - viu numa revista uma fotografia do chef Marco Pierre White e tudo mudou.
White é todo um estilo - mais chefe da máfia do que chef de cozinha, cabelo desgrenhado, barba por fazer, cigarro ao canto da boca, uma espécie de Anthony Bourdain nos tempos de Cozinha Confidencial, tudo nele a fazer pensar em sexo, drogas e rock'n'rol. E, apesar disso, duas estrelas Michelin aos 27 anos.
Ramsay ficou absolutamente fascinado e não descansou enquanto não chegou à cozinha de White. Aí terá vivido o pesadelo que tenta repetidamente reproduzir nos seus programas - gritos, pressão insuportável, horas de trabalho excessivas, sem tempo para dormir. Mas foi com White (e independentemente das divergências que depois os afastaram) que aprendeu tudo o que fez dele o chef que hoje acumula 11 estrelas Michelin nos 23 restaurantes que tem espalhados pelo mundo e que, segundo a revista Forbes, é o mais bem pago dos Estados Unidos.
Em 1996, Gordon casou-se com Tana Hutcheson (agora Ramsay) e nos anos seguintes tiveram quatro filhos. As dificuldades de Tana em engravidar levaram o casal a recorrer à fertilização in vitro para os primeiros filhos, Megan, de 14 anos, e os gémeos Jack e Holly, de 12. A mais pequena, Matilda, de dez anos, nasceu já de forma natural.
O problema, segundo muitos críticos, é que, entretanto, o império Ramsay cresceu de tal maneira (e com ele os problemas financeiros que estão, aliás, na origem da ruptura com o sogro) que hoje em dia Gordon já só cozinha nos seus programas de televisão e os restaurantes estão entregues aos seus subchefes.
Perguntamos-lhe, via email: é difícil controlar tantos restaurantes? Sonha com um sítio seu, mais pequeno, onde possa cozinhar para meia dúzia de clientes? Ou esse não é, decididamente, o seu estilo? "Gosto de desafios e gosto de me manter ocupado. Sou uma pessoa com muita paixão e muita energia e ainda há tanta coisa que quero fazer. Consigo isso [controlar os restaurantes] porque tenho uma grande equipa e estamos todos empenhados em recrutar e em ajudar a crescer a próxima geração de chefs talentosos."
E a comida no meio de tudo isto? Qual é a identidade de um prato feito por Gordon Ramsay? "O meu principal objectivo é usar ingredientes frescos, da estação, para criar pratos dos quais os meus clientes gostem e que lhes fiquem na memória até à visita seguinte. Gosto de pegar em pratos simples, receitas clássicas, e transformá-los em algo único, usando a minha imaginação e o meu estilo particular."
Bill Buford na New Yorker não poupa elogios à cozinha de Ramsay (embora, como parece inevitável, passe a maior parte do texto a falar do feitio dele). Coloca-o entre os chefs que em Inglaterra fizeram uma transição fundamental: "Dez anos antes, os principais chefs britânicos eram franceses. Cinco anos mais tarde eram britânicos, e Ramsay estava entre eles." Mas reconhece que, quando Ramsay não está nos restaurantes, a cozinha perde com isso e os clientes ficam desiludidos.
Jay Rayner, crítico gastronómico do Observer (citado noutro artigo sobre Ramsay com mais um título significativo, "I was a crazy psycho", e mais uma detalhada descrição dos seus problemas financeiros e escândalos pessoais, entre os quais acusações de infidelidade), diz também que o excesso de actividades exteriores não ajuda os restaurantes.
Mas Ramsay continua imparável. A sua mais recente aventura, um novo programa de televisão, chama-se Gordon Ramsay Behind Bars (Gordon Ramsay Atrás das Grades) e passa-se numa prisão de Brixton, onde ele ensina 12 detidos a cozinhar. O ambiente é mais uma vez de tensão - basta pensarmos em facas e outros objectos de cozinha à disposição de prisioneiros temperamentais - mas, apesar de todas as dificuldades, resultou na criação de uma marca, a Bad Boys Bakery, que já vende os seus bolos para a cadeia Caffè Nero.
O pretexto para a entrevista de Aitkenhead era a estreia deste programa no Channel Four britânico no final de Junho, mas, como essa conversa ficou a meio, voltamos ao tema nas perguntas que enviamos a Ramsay. "O programa destina-se a encorajar os detidos a aprender e a dar-lhes meios para aumentar as hipóteses de virem a ter um emprego quando saírem dali", explica. "Foi difícil em várias ocasiões, e pode ser assustador por vezes, mas é uma causa que vale a pena."
Na conversa com o Guardian, mostrava-se menos politicamente correcto, confessando ter ficado estupefacto com as boas condições na prisão e ter percebido porque é que muitos dos detidos não estavam interessados em participar no programa: "Porque é que haveriam de vir esfolar-se a trabalhar durante dez horas por dia quando é muito mais fácil para eles não fazerem nada?" Ninguém quer trabalhar no duro, lamenta, quando pode ver televisão durante todo o dia, jogar jogos ou ir ao ginásio, e quando se tem uma escolha entre cinco pratos diferentes por refeição.
Ramsay diz que gosta de pensar que, com o seu trabalho, convenceu mais alguns britânicos a cozinhar em casa e a deixar de comprar comida já cozinhada. "Acho que dantes as pessoas tinham mais relutância em experimentar coisas novas e combinações pouco usuais. A cozinha britânica era vista como aborrecida e sem graça, mas nos últimos anos começou a ganhar fama. Temos produtos fantásticos no Reino Unido e temos o direito de os exibir."
Mas será este Ramsay cordato e delicado que nos responde o verdadeiro Gordon Ramsay? Voltamos à questão da imagem. Há chefs como Jamie Oliver, com cara de menino, campanhas contra a obesidade infantil e filhos louros (os de Ramsay também são); e há chefs como Marco Pierre White, que cultivam uma imagem de estrelas de rock decadentes. Ramsay não encaixa totalmente nem numa nem na outra.
Simon Garfield, no Observer, cita uma sócia dele, Angela Hartnett, segundo a qual tem havido mudanças na sociedade e Ramsay tem tentado adaptar-se a elas. "As pessoas já não gostam tanto de agressões. Não querem vê-lo pôr outros a chorar", explica Angela. Garfield garante que "Ramsay já se perdoou a si próprio pelos excessos e extravagâncias". "Mas será que nós lhe perdoámos?", questiona.
Não é fácil para ninguém afastar-se da imagem que lhe deu fama e construir outra. Onde parar? Vamos vê-lo a tomar chá com avozinhas em acções de beneficência? Ou (o que já acontece) a jogar futebol por alguma boa causa? Vai deixar de dizer fuck you a cada dois minutos? Para já, nas montras das livrarias portuguesas aparece a espreitar por detrás de folhas de couve e a aconselharmo-nos a sermos saudáveis.
Mas não podemos esquecer que este é o homem que levou Bill Buford a começar o perfil de 2007 na New Yorker com esta frase reveladora: "Gordon Ramsay, o único chef em Londres que teve a honra de receber três estrelas do Guia Michelin, não é um monstro."
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AS PESQUISAS MAIS BIZARRAS DO MUNDO!




porn
 MOTIVOS PARA VER FILMES PORNÔS


Não precisa mais se envergonhar e deletar todo o histórico de navegação com as páginas do PornTube. Ver pornô faz bem. É o que garantem esses três estudos sobre pornografia.
DEIXA VOCÊ MAIS FORTE
Lá pelo Reino Unido, cientistas convidaram voluntários para um teste. A tarefa deles era ver um filme pornô de quatro (hehe) minutos pouco antes de levantar peso. E repetir o exercício físico sem a dose de pornografia. Em geral, eles conseguiam erguer mais peso depois de assistir aos vídeos pornôs. Quando coletaram amostras das salivas, os pesquisadores entenderam: o nível de testosterona aumenta no sangue. E isso deixa você mais forte. Ah, filmes violentos causam o mesmo efeito.

ABRE SUA MENTE
Faz você apoiar mais o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Foi essa a descoberta de pesquisadores da Universidade Indiana, nos Estados Unidos, ao entrevistar 500 homens heterossexuais. Eles descobriram que quanto mais um homem vê filme pornô, mais ele tende a ser favorável ao casamento gay. Mas isso não quer dizer que todas as pessoas sensatas favoráveis aos direitos dos homossexuais curtam filmes pornográficos. “O apoio a esses tipos de relacionamento não serve como base para prever o consumo de pornografia. Mas o consumo de pornografia, este sim, serve para prever o apoio ao casamento gay”, diz o estudo.

AJUDA VOCÊ A TRANSAR MAIS
Pesquisadores não sabem explicar o motivo, mas quanto mais pornô as pessoas veem, mais sexo elas fazem. Foi o que descobriu o Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP) ao perguntar aos franceses se eles costumavam ver um filminho de sexo. A maioria esmagadora (90% dos homens e 60% das mulheres) assumiu que curte mesmo um pornô. E os mais sedentos por esses vídeos também costumavam ter uma vida sexual bem mais ativa que os outros.

Mas, vale lembrar, às vezes a ciência se contradiz. E ela já chegou a afirmar que ver pornô abala a autoestima das mulheres. De qualquer forma, se esse definitivamente não for o seu caso, você já pode contar por aí o que te faz passar tantas horas por semana em sites pornográficos
Crédito da foto: flickr.com/8lettersuk


3 Estudos Científicos Para Fazer Você Gostar De Ser Pobre


dureza
Fim de mês. É provável que todo seu dinheiro já tenha se esgotado e você esteja contando os dias para receber o próximo pagamento. Dureza. Ah, se a vida fosse diferente, com dinheiro para torrar onde você bem entendesse – em viagens, restaurantes, festas… Parece bom? Nem tanto. Deixe essa ganância de lado e confira três estudos científicos que comprovam: ter dinheiro é coisa de gente chata e malvada.
POBRES SÃO MAIS BONZINHOS
Eles são mais capazes de sentir empatia e “ler” as emoções alheias do que os ricos. Foi o que demonstrou um estudo das universidades da Califórnia e de Toronto. Os voluntários mais pobres tendiam a ser mais legais com o próximo. Essa generosidade toda tem a ver com as dificuldades financeiras que eles enfrentam – e a forma como se ajudam para sair dessa. Como passam longos períodos sem dinheiro ou emprego, precisam sempre recorrer à força das relações interpessoais para sobreviver. Não é à toa que…


PESSOAS LEGAIS GANHAM MENOS DINHEIRO
Em outro estudo, pesquisadores analisaram dados sobre profissão, salário e personalidade de 10 mil trabalhadores ao longo de 20 anos. Eles vasculharam a vida alheia para descobrir se havia uma relação entre vida financeira e caráter. E existe: os homens legais (gentis, cordiais e prestativos) ganham 20% menos por ano que os chatos (em média, 10 mil dólares a menos). As mulheres chatas também levam a melhor: ganham 2 mil dólares a mais por ano. A suspeita dos pesquisadores é que as pessoas mais bacanas não costumam insistir tanto na hora de negociar salários mais altos – já os chatos ficam lá argumentando e argumentando… Mas tudo bem, gente do bem, existe ainda outro lado bom em ter pouco dinheiro:

DÍVIDAS AUMENTAM A AUTOESTIMA
Pelo menos até os 30 anos isso dá certo. Pesquisadores americanos cruzaram dados financeiros e psicológicos de mais de 3 mil jovens e identificaram um padrão: quanto mais dívidas, maior a autoestima. É que comprar o que deseja na hora que bem entende faz você se sentir bem. E aos 20 e poucos anos você pensa que ainda tem a vida inteira para pagar essas dívidas e que, em poucos anos terá mais dinheiro para quitar isso tudo. Só que, lá pelos 30, você percebe que não tem tanta grana quanto imaginava que teria… aí chega a fase deprê das dívidas


 HOMENS MENTEM PARA SE SENTIR SEGUROS








mentiroso


Cada um tem suas histórias: os gols no futebol, as fantasias sexuais realizadas, as aventuras da infância. Mas a verdade é que eles adoram aumentar os fatos. Principalmente quando querem esconder algumas incompetências…
É o que mostra uma pesquisa realizada pelo psicólogo Cary Cooper, da Universidade Lancaster. Entre os entrevistados, a cada 10 homens, sete confessam exagerar quando falam sobre suas virtudes e vitórias. E 50% assumem mentir quando o assunto envolve coisas que eles não sabem fazer.
Em comparação, entre as mulheres, só metade costuma contar vantagens sobre si. E apenas 30% delas fingem dominar algum assunto ou habilidade, enquanto, na verdade, não sabem nada sobre aquilo.
“É que o mundo masculino é mais competitivo e, por conta disso, eles parecem sofrer mais com a insegurança“, diz Cooper.




Jogos on-line deixam você mais inteligente


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Bem, pelo menos deu certo com crianças de 10 e 11 anos.
Pesquisadores suecos enviaram questionários para 76 crianças. Eles queriam encontrar uma relação entre os jogos on-line e a motivação para aprender o idioma, habilidades linguísticas e domínio do vocabulário. E o estudo descobriu que os jogos melhoram o desempenho das crianças na escola, exatamente porque elas dominavam melhor o próprio idioma – no caso deles, o inglês.
É que quando os jovens se concentram nos jogos, eles precisam entender direitinho o que está escrito ou o que dizem os personagens. E é aí que aprendem novas palavras e melhoram a habilidade de compreensão de texto.
Se deu certo com crianças suecas aprendendo inglês, é provável que você também consiga dominar melhor o idioma estrangeiro enquanto interage com o jogo. Pode jogar tranquilo seu World of Warcraft.




Fumar maconha pode ser bom para o relacionamento


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Não me culpem. Isso é coisa da ciência.
Um grupo de pesquisadores americanos acompanhou a vida de 634 casais durante os primeiros noves anos de casamento. Eles queriam saber se algum deles fumava maconha (e, em caso de resposta positiva, com que frequência) e quantas brigas sérias costumavam ter.
Os pesquisadores perceberam que os casais maconheiros, que fumavam até três vezes por semana, eram os que menos brigavam, com menos relatos de violência doméstica. Na verdade, quanto mais maconha o casal fumava junto, menores eram as chances de terem alguma discussão mais séria e violenta.
A explicação segue a mesma lógica de outra história: aquela de que casais que bebem juntos se entendem melhor – aliás, os dois estudos foram feitos pelo mesmo pesquisador: Kenneth Leonard. Em ambos os casos, casais que compartilham os mesmos interesses costumam ter valores parecidos e fazer parte do mesmo círculo social. E, por isso, brigam menos.
Fez sentido para você?
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Barco salva vidas



Era hora de lançar o salva-vidas à água.
Tinha forças para remar, mas a falta de bússola deixou-me sem saber para onde ir.
Já tinha esquecido o conhecimento ancestral das estrelas-guia, julgo que todos o transportamos connosco, na nossa memória herdada. Mas as luzes do Mundo fizeram-nos esquecê-lo.
E ali estava eu, iluminada pelas estrelas, sem entender o que me diziam. Era, pelo menos, reconfortante tê-las ali comigo.
Tive sede, mas não podia beber, a água estava cheia de medos, não se devem beber, especialmente quando a incerteza nos abraça.
Decidi que devia parar, fechar os olhos, para melhor ouvir as estrelas, o som das ondas.
E então percebi que não havia remos, nem sequer bote, flutuava nas águas, agora calmamente.
A minha cápsula salva-vidas não era mais que o meu corpo. E então a minha alma aquietou-se. Ouvia as estrelas, o mar, a terra ao longe. E soube que ia entendê-los e que a terra me esperava.
Para todos há, algures, a Terra Prometida.

Isa Lisboa
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Depois de assistir “O Exorcista”, mulher sofre alucinações por 40 anos

Depois de assistir “O Exorcista”, mulher sofre alucinações por 40 anos
 
 
Gina Frost, de 57 anos, assistiu “O Exorcista” no cinema, em 1973 e só agora revelou que sua vida se transformou em um verdadeiro filme de terror desde então. Ela afirma que desde que viu o longa é assombrada com visões terríveis de morte.
Essas visões incluíam ratos macabros subindo pelas paredes de sua casa, por exemplo. No início de tudo, aterrorizada, Gina chegou a ficar trancada em seu quarto por nove semanas. De acordo com ela, o filme a traumatizou muito e acabou transformando 40 anos de sua vida no mais terrível desastre.
Gina lembra que, enquanto assistia ao filme, ficou extremamente assustada e que, exatamente uma semana depois, as alucinações começaram e nunca tiveram fim. Segundo os relatos de Gina, publicados no Mirror, ela chega a ter alucinações a respeito da própria morte, frequentemente.

É como se eu estivesse assistindo um filme em minha cabeça, no qual eu sou rasgada ao meio e torturada. É o suficiente para embrulhar o estômago de qualquer pessoa e isso me deixa enjoada”, disse ela. Essas alucinações acontecem a todo o momento e envolvem barulhos e até mesmo itens à venda em uma loja qualquer.
“Não faz muito tempo eu estava atravessando a rua e vi uma vitrine de loja com espadas chinesas e outras armas à mostra. Imediatamente eu sabia que isso iria provocar uma alucinação, então eu tive que encontrar um lugar bacana e quieto, onde eu pudesse tomar uma xícara de chá”, desabafou.
O problema afeta a vida social de Gina, que disse preferir ficar em casa e evitar situações “de risco”. Segundo ela, os dez últimos anos têm sido ainda piores. Finalmente, Gina procurou ajuda médica e faz uso de medicações para ter menos alucinações. Quanto a filmes de terror? Nunca mais.

Fonte(s).Mirror
 
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LOIRAS MACABRAS!

 

Verdadeira História Da Loira do Banheiro

 

Jennifer era uma menina que não tinha muitos amigos.Era muito bonita e invejada por todos.Ela gostava de goticismo e coisas relacionadas ao assunto.Era muito ligada a sua família e tals.Nem pensava em aulas.Matava aulas ficando trancada dentro do banheiro.Até que um dia,resolveu testar uma brincadeira,muito conhecida no seu colégio,e que todas as pessoas diziam que depois que fizesse a brincadeira,algo de ruim iria acontecer.Ela fez a simples coisa,: bateu três vezes levemente no espelho,e falou três palavrões em voz alta.(como dito por seus colegas de colégio.)logo em seguida,não ouviu nada.e o sinal tocou,o que fez Jennifer ir para casa.No caminho de casa,a menina ficou com sede e parou em um "bar" para comprar  uma garrafa de água mineral.Quando estava saindo do bar,a mulher que estava no balcão falou com ela: Menina,tenha muito cuidado.Á essa hora,não há mais nada no caminho em frente.Jennifer achou estranho a fala da moça,mais com toda certeza que não iria acontecer nada,foi embora.Chegando em casa,não havia ninguém.Ela ficou muito assustada,e ligou para a polícia,enquanto revistava todos os cômodos da casa,inclusive o sótão.Já em estado crítico,a menina consegui avistar na porta do banheiro as palavras escritas com sangue: keep out.o quê significa,saia daqui.Ela correu até a porta do banheiro para entrar,e lembrou do que seus colegas da turma diziam: Se algo de ruim realmente acontecer,repita a "brincadeira" de novo,só que ao invés de falar três palavrões,fale 5.Ela fez o que foi pedido mais nada aconteceu.Quando a menina foi sair do banheiro para atender a porta que a polícia tinha chegado,algo a pegou pelas costas,estrangulando-a.depois a "coisa" que a estrangulou,a enterrou,entoando o cântico "Chama La Bu".Até hoje,ninguém achou o corpo desta menina,mais houveram boatos de crianças e adolescentes que na hora de dormir escutam tambores e algum homem entoando este cântico.E dizem,também,que se você bater três vezes de leve no espelho e entoar algum cântico que contenha as palavras "Chama La Bu" esta menina aparece no espelho e te mata da mesma forma que ela morreu.

 A Loira do Taxi

 
Uma das lendas muito antigas em Curitiba, relata o caso da loira-fantasma , que aparecia normalmente para os taxistas, esta lenda foi muito difundida, trata-se do seguinte:
Geralmente uma loira muito bonita, entrava no carro e pedia uma corrida , neste tempo, os carros-taxi não tinham o banco da frente do passageiro, normalmente carros de 02 portas(para facilitar a entrada).Acertado o destino, o motorista guiava nesta direção, quando dava por si, a loira-fantasma, simplesmente sumia. Perplexos os taxistas não entendiam como esta pessoa poderia ter saído do carro. A loira fantasma já tinha sumido!!





A LOIRA DO CEMITÉRIO

 Uma noite de comemorações, um homem está se divertindo, quando encontra uma linda mulher loira, a mulher mais linda que ele já viu. Ele toma coragem e resolve paquerar a tal mulher. Conversa vem conversa vai, quando o relógio do igreja bate meia-noite. Dentro desses minutos ele se aproxima para beija-lá ele a toca e sente que ela está gelada. Mais não ligua. A linda mulher o interrompe e diz que necessita ir embora, pois sua hora chegou. Ela segue seu caminho, ele de tanta curiosidade vai segui-la. Sua perseguicão acaba no cemitério, quando não vê mais nada. Ele acha estranho uma mulher linda entrar no cemitério e pergunta ao coveiro se a-viu. Quando volta meninas o-olham e riaem de sua cara, ele se aproxima e pergunta o motivo do riso, elas respondem. "você estava conversando com um fantasma, ou então estava conversando sozinho" "você é um maluco". Neste momento ele começa a suar frio e regressa ao cemitério. Foi quando vê um túmulo com a foto da mulher de seus sonhos. Percebeu então que ela era um espírito. Você já imaginou encontrar a pessoas dos seus sonhos e depois descobrir que esta pessoa já faleceu? Sinistro não é?
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Pessoas especiais

Imagem da web

Há pessoas que nos fazem especiais
Pessoas estas, tão fenomenais
Que conseguimos saber quais
Em nossas vidas, são as essenciais

Onde brota aquele Alimento
Que cura qualquer ferimento
Deixando nosso pensamento
Feliz com este sentimento

Que cada vez nos enriquecem
Fazendo, isso nos fortalecem
Com o que nos abastecem
Que muito nos engrandecem

Com uma imensa felicidade
Pura e cheia de igualdade
Com amor e fraternidade
Selada na verdadeira amizade
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