Quem nunca foi completamente surpreendido por aquela revelação inesperada ou reviravolta executada com maestria em um bom filme ou livro de mistério? Seja lá qual for seu meio favorito de entretenimento, na ficção não faltam exemplos de acontecimentos que parecem abrir um alçapão sob os nossos pés e virar de cabeça para baixo tudo o que achávamos saber sobre um enredo. E, como costumam dizer, a vida muitas vezes imita a arte.
De tempos em tempos, os mistérios da vida real sofrem viradas tão friamente calculadas e absurdas que parecem até ter saído diretamente de um dos livros de Dan Brown. A seguir, você pode conferir alguns casos cheios de elementos obscuros que acabaram sendo solucionados sob circunstâncias tão insanas e inesperadas que parecem até fruto da imaginação de algum escritor.
3 – O filho secreto
Para isso, eles coletaram materiais em selos que o ancestral do culpado havia lambido quando ainda estava vivo. Como o DNA de seus descendentes legítimos não batia com o do culpado, os investigadores deduziram que o assassino era um filho bastardo de Giuseppe. Os detetives então passaram a investigar quem era a mãe do culpado e, interrogando seus antigos colegas de trabalho, descobriram que ele tivera um caso com uma mulher chamada Ester Arzuffi.
A relação extraconjugal tinha dado origem a um casal de gêmeos, entre os quais estava Massimo Giuseppe Bossetti. A polícia então montou uma falsa blitz de bafômetro em um trajeto comumente utilizado pelo suspeito para coletar seu material genético, que acabou se mostrando uma combinação perfeita com o encontrado no sutiã de Yara. Mais de três anos depois do desaparecimento da jovem, o culpado finalmente foi capturado.
2 – A prova grudenta
Quando a senhora de 70 anos Blanche Kimball sumiu por vários dias em 1976, seus vizinhos resolveram chamar a polícia para olhar dentro da casa da senhora em Augusta, no estado norte-americano do Maine, e se depararam com uma cena brutal. A idosa havia morrido no chão de sua cozinha após ser esfaqueada múltiplas vezes.
Cerca de 36 anos depois, em 2010, um morador de rua chamado Gary Raub se envolveu em uma briga com um homem na cidade de Seattle e acabou cortando a barriga do seu alvo. O caso acabou arquivado quando a vítima não prestou queixas e não pode mais ser localizada, mas a faca do sem-teto surpreendentemente acabou revelando traços de DNA de sangue encontrado na cena do assassinato de Blanche Kimball.
Para conseguir uma amostra de material genético diretamente do homem, a polícia de Seattle o abordou nas ruas da cidade sob um disfarce peculiar, dizendo que gostariam que ele participasse de uma pesquisa de opinião sobre uma nova goma de mascar. Os testes subsequentes revelaram que Raub na verdade era Gary Robert Wilson e o ligaram à morte da idosa, levando-o definitivamente para a cadeia.
1 – Evidência de estimação
O esqueleto da garotinha foi encontrado somente de 26 de abril do ano seguinte, em um campo a mais de 160 km de distância, mas não havia evidências que apontassem para o culpado. O principal suspeito era um vizinho de 17 anos chamado John Tessier, que era fisicamente parecido com o rapaz visto pela amiga de Maria, mas tinha um álibi perfeito: ele havia viajado até outra cidade para se alistar na aeronáutica no dia em que a garota sumiu.
Embora o álibi dele ainda parecesse perfeito, as investigações deram origem uma evidência cujo aparecimento parece explicado por pura sorte. Quando uma das ex-namoradas de McCullough enviou uma foto emoldurada dos dois para os investigadores, eles acabaram encontrando escondida na moldura a passagem de trem que ele teria usado na noite do desaparecimento de Maria.
Como o papel não tinha sido carimbado, a evidência acabou provando que John Tessier na verdade não chegou a embarcar no transporte para o outro município naquele dia. Juntado a informação ao testemunho da amiga de Maria, o já idoso culpado acabou preso e sentenciado a prisão perpétua.
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