
procura perguntar aquela amiga, não está,
liga para seu telefone, não atende,
tenta telepatia, não consegue.
Espera-o debaixo da mangueira
onde toda vida se encontraram
lá também não se encontra.
"Onde estará?"
Nas pedrinhas daquele beco
onde numa noite de lua, deram
o primeiro beijo, imagina em cada grão
de areia o rosto do amado.
Da sua boca, nada mais sai
a não ser os velhos ditos de amor,
que ele sempre lhe falou.
"Onde estará meu amor?"
Espera seu amado, nada mais
na vida há, só há para ela o cretino,
que fugiu sozinho deixando-a há esperar,
o homem que roubou seu coração.
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