Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

Visitei um bordel trash para conhecer a fundo o mundo da exploração sexual



A tenção: este texto fala explicitamente sobre prostituição e não é recomendado para menores de 18 anos ou para pessoas que podem se sentir ofendidas com esse tipo de conteúdo.
Quarta-feira, às 9 horas da noite, região da República – ou “Cidade Velha”, como eu gosto de chamar tal área da capital paulista. Lá estava eu, exausto após um longo dia de trabalho, carregando minha mochila e andando em passos rápidos para fugir da chuva. De vez em quando, sendo o mais discreto possível, tirava o celular do bolso para olhar o Google Maps.
Estava indo para a Alameda Barão de Limeira, número 134. O famoso Edifício Itatiaia. Para quem o vê por fora, parece ser um apartamento convencional – por dentro, porém, a história é bem diferente. Trata-se de um dos prostíbulos mais antigos e famosos de São Paulo, no qual dezenas ou centenas de mulheres oferecem seus corpos por preços acessíveis.
Eu nunca havia entrado em um bordel, embora eu tenha um longo relacionamento com o mundo da prostituição. Minha primeira experiência sexual foi ao lado de uma garota de programa carioca. Minha agenda telefônica está recheada de contatos do tipo e é um tanto diversa: morenas, loiras, asiáticas, magras, gordas, ninfetas, maduras, de luxo, econômicas etc.
Meu fascínio pelo assunto é tanto que, nos últimos tempos, comecei a trabalhar em “A grande caça às borboletas”, um livro-reportagem imersivo sobre exploração sexual, no qual pretendo aglomerar relatos e entrevistas com pessoas que participam ativamente desse submundo. Uma das experiências que resolvi passar e incluir na obra, como você já deve ter imaginado, é ser cliente de um bordel vertical – e eu estava decidido a visitar o mais trashpossível.

Escada para o céu

Originalmente projetado para fins residenciais, o Edifício Itatiaia é usado como ponto de prostituição há mais de 25 anos. A dinâmica é simples: geralmente, os “iniciados” entram, sobem pelo elevador até o último andar e vão descendo o complexo pela escada espiral, enquanto são convidados pelas próprias prostitutas a fazer um programa nos quartos minúsculos.
Resolvi tomar uma atitude diferente. Após deixar minha mochila com a “recepção” – cobra-se uma taxa de R$ 2 para guardá-la ali –, comecei a subir os andares a pé. Não sei se foi culpa do horário, mas o local estava relativamente vazio. Cada andar suporta dois quartos, e vez ou outra eu cruzava com homens deixando o prédio de cabeça baixa, visivelmente envergonhados. Um deles até me deu um tapinha nas costas ao passar por mim.
Subi até o décimo andar e comecei a retornar. No quinto, uma mulher em seus 40 anos puxou meu braço. Seus cabelos loiros eram levemente cacheados e sua roupa se resumia a um vestido preto curtíssimo, com um decote generoso. Dei um sorriso torto e, por curiosidade, perguntei quanto era. “Fica trinta reais”, disse ela. Recusei. “Posso fazer por quinze”, insistiu, piscando. Não, obrigado, continuei descendo.
Estava prestes a desistir e voltar outro dia. Porém, ao passar pelo segundo andar, reparei em uma bela jovem encostada na porta de um dos quartos. Pele morena, cabelos longos, olhos bonitos. Estava usando somente um sutiã azul e uma saia branca. Perguntei se ela estava atendendo e a ela confirmou que sim, também cobrando trinta reais por um programa de quinze minutos. Para mim, jornalismo bom é jornalismo imersivo. Aprofundado, se é que vocês me entendem.

Jogo rápido

Foi só então que percebi que, na verdade, os quartos do prostíbulo (ou ao menos aqueles que vi abertos) funcionam como boates em miniatura. São equipados com aparelhos de som, cadeiras, um balcão e muita cerveja. Tem homens que ficam por ali mesmo, bebendo, conversando, ouvindo música e apreciando as moças que desfilam para lá e para cá com trajes minúsculos – às vezes, com os seios à mostra.
No fundo, encontram-se os cubículos nos quais os programas são realizados – quartos improvisados e separados por finas paredes de plástico. Acompanhei a jovem para um desses dormitórios: eles têm espaço suficiente para abrigar uma cama, uma lata de lixo e um corredor que cabe somente duas pessoas por vez. Nada mais. Me sentei no colchão desconfortável e comecei a tirar os sapatos, enquanto minha escolhida foi buscar mais rolo de papel higiênico.
“Me chamo Ariane”, disse ela, quando questionada. Tinha 22 anos, apenas um ano a mais do que eu. Como este é um site de família, meus colegas, vou me abster de narrar os próximos quinze minutos que se sucederam (consultem meu livro quando ele estiver disponível para maiores detalhes, ok?); porém, algumas particularidades devem e podem ser comentadas da forma mais discreta possível.
A principal dificuldade em se divertir nesse tipo de lugar, para mim, é “finalizar seu trabalho” em tão pouco tempo. Não há tempo para rodeio, preliminares ou algo do tipo: você simplesmente vai lá e faz o que tem que fazer. Também é preciso ignorar a música alta no recinto, os gritos e gemidos do cubículo ao lado e a cafetina gritando o nome de sua acompanhante de cinco em cinco minutos. “Já tô indo”, respondeu ela, pouco antes de eu atingir o orgasmo.

Entre a lama e o luxo

Mesmo com a pressão de seus chefes, Ariane ainda teve um tempo de bater um papo comigo. Perguntou se eu ia para casa, onde eu morava e se era a primeira vez que eu tinha ido ali. Eu tentava responder da melhor forma possível, enquanto tentava me vestir com pressa no minúsculo espaço que eu tinha para me mexer. Também não queria deixar nada para trás – celular, carteira ou meu isqueiro Zippo de estimação.
Ao descobrir que eu estava ali para coletar material jornalístico sobre exploração sexual, a jovem se mostrou bastante interessada. “Então você veio aqui a trabalho”, zombou. “Sabe, eu tenho uma coisa para te falar sobre prostituição: a crise anda afetando todo mundo, até a gente! Algumas pessoas pensam que as mulheres daqui não têm perspectiva de vida, e que deve ser horrível trabalhar num lugar desses, mas não é bem assim”, comentou.
“Já cheguei a fazer programas por cem, duzentos, trezentos e até mil reais por hora, quando eu trabalhava por conta própria e era bem magrinha”, revela. “Mas agora é difícil, nenhum homem quer pagar tanto dinheiro por sexo. Então a gente vem para cá, que de certa forma é até melhor. Só fazemos oral com camisinha, não precisamos beijar na boca, tem mulher que controla as posições, e de pouco em pouco a gente faz até quinhentos reais por dia”.
Após me limpar com o papel higiênico e me vestir da melhor forma possível, tive que me despedir de Ariane, que já estava sendo requisitada por outro cliente. Aqui não há tempo para banho ou coisa do tipo – tudo se resume a se limpar com umas folhinhas de papel. “Quando seu livro sair, eu com certeza vou comprar”, disse ela. Antes mesmo que eu pudesse sair do andar, pude ver ela entrando no mesmo cubículo com outro cliente. Mais quinze minutos.

Clube do sexo

Quem já assistiu ao clássico Sin City (ou leu as histórias em quadrinhos de Frank Miller) com certeza deve se lembrar de Old Town, que na versão brasileira foi traduzida como “Cidade Velha”. Uma zona de prostituição onde a lei não alcança e na qual as próprias mulheres governam de sua maneira. Entrar em um bordel vertical como o Edifício Itatiaia é a experiência mais próxima que você pode ter de perambular por esse bairro fictício.
Embora seja um prédio dedicado à – desculpem o palavreado, senhores – putaria, é interessante perceber que há um clima de mínimo respeito mútuo entre as profissionais e os frequentadores do prostíbulo. Aquela é a casa delas, o ponto comercial delas, e elas fazem o que elas querem fazer pelo preço que acham justo. A casa das primas não é a casa da mãe Joana.
No ar, junto com o odor de sêmen e álcool, paira uma sensação de autoridade, e não de desordem ou algazarra. As moças estão ali para trabalhar, e os homens estão ali para se divertir. São pessoas comuns, assalariados, de diversas classes sociais, que praticamente formam um clube secreto que se reúne com um único propósito em mente: ter uma boa companhia durante alguns minutos.
Ficha devolvida, mochila nas costas, passo pelo portão do Itatiaia e já não me sinto tão envergonhado com os olhares que me observam saindo do prostíbulo. Oras, todo mundo faz sexo – alguns pagam, outros não. E, como um velho amigo meu já gostava de dizer, “sexo pago, às vezes, sai mais barato”.
fonte-Mega Curioso
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Na Sala com Hilda - Mentiras

Já percebeu que as coisas impostas quando somos crianças desaparecem quando somos adultos. Calma, vou tentar explicar, quando somos pequenos os adultos e educadores nos ensinam a não mentir e que isso é algo feio e que vamos sofrer sérias consequências, porém, quando nos tornamos adultos esse efeito não nos abala mais.
Tem dias que falamos e ouvimos mentiras e não deixamos de nos alimentar, de conviver com as pessoas, claro, existem suas exceções mas em sua maioria a mentira acaba sendo uma tabua de salvação.
O quê? Quer saber se eu minto?
Meu bem, todos nós mentimos, todo mundo tem um pouco de ator de teatro dentro de si, mesmo para aqueles que nunca pisaram em um.
Triste essa minha constatação. Lamentável.
Mentir para se salvar...será que estamos realmente nos salvando ou apenas implicando as coisas com o Homem lá de cima?
É bom pensar...

Minutos depois.

Nossa já é tudo isso!
Tenho que ir embora e não vou passar no supermercado dessa vez, a minha filha vai ter me que desculpar eu é que não vou levar o pote de sorvete que tanto buzinou nos meus ouvidos para comprar.
Se eu vou mentir para ela? Hoje vou ser sincera e direi que não comprei, que nem entrei no supermercado, bom antes ela dormir com uma verdade dolorosa do que achar que tem uma mãe que está a sua disposição o tempo.
Quando eu morrer como vai ser, não é mesmo?
Até a próxima semana.
Sabe que estou gostando de passar por aqui de vez em quando.


Dessa vez, os saltos tinham sido substituídos por um sapato de salto pequeno e não causou tantos efeitos sonoros como nas outras visitas.


Essa coluna é uma criação de Roberta Del Carlo. 


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Na sala com Hilda: A viagem


Em breve farei uma viagem. Não me olhe assim. Sei que poderia ter mandado a secretária ligar e avisar mas achei por bem dar essa notícia para você.
Não me olhe assim, sei que reclamo sempre desse trânsito caótico e nem por isso sei viver sem trafegar e reclamar.
Você notou?
Ando fumando bem menos e estou dormindo quase cinco horas e já achei um avanço, tá bom, sei que não acha, mas me deixa ficar feliz um pouquinho.
Sonhos?
Não...Nem tanto, não como era antes. Estranho não acha?
Eu adorava sonhar e logo pela manhã corria para aqueles caderninhos de bancas que falavam sobre os sonhos e quando eu não gostava do significado, dizia que era apenas um desabafo da mente, agora, se era coisa boa eu esperava ansiosa e bem comportada a boa sorte chegar...
Ah, quer saber para onde estou indo e se vou demorar...
Eu não sei a resposta. A viagem foi ideia da minha família, e sabe como é pela família sempre fazemos o que queremos e o que não queremos. Bom, agora já estou indo preciso arrumar as malas, já que em terras sem esse  wi-fi os meus livros vão valer ouro.
Assim que eu retornar prometo remarcar a nossa conversa.
Au Revoir

Os passos não eram mais apressados como antigamente e o ponta de agulha ainda sabia brilhar sobre aquele chão frio de mármore.

Essa coluna é uma criação de Roberta Del Carlo. 


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Na sala com Hilda : A Espera


Mais uma vez estamos aqui. 
Eu aqui e você ai, esperando...
É engraçado como estamos sempre esperando por algo e não estou falando da mãe que espera o filho nascer ou a espera da hora para deixar o trabalho, o que estou querendo dizer é que sempre estamos esperando algo em algum momento da nossa vida, sempre esperamos por alguma coisa que vai nos salvar do calvário. Já parou para pensar nisso?
Esse olhar que  lançou agora é para saber se espero algo? 
Não.
Eu não espero mais nada da vida, não me dou o luxo de esperar e sabe o motivo ? 
Porque  sou de realizar...

Até a próxima semana?
Bye.


 O som do salto cortava o silêncio do corredor frio daquele edifício do centro da cidade, naquela tarde fria de Outono. 




Essa coluna é uma criação de Roberta Del Carlo. 


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Olhos Alheios



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Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade, de fato, um sítio que lhe dava muito trabalho e despesa. Reclamava que era um homem sem sorte, pois as suas propriedades davam-lhe muitas dores de cabeça e não valia a pena conservá-las. Pediu então ao amigo poeta para redigir o anúncio de venda do seu sítio, pois acreditava que, se ele descrevesse a sua propriedade com palavras bonitas, seria muito fácil vendê-la.
E assim Olavo Bilac, que conhecia muito bem o sítio do amigo, redigiu o seguinte texto:

"Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda."


Meses depois, o poeta encontrou o seu amigo e perguntou-lhe se tinha vendido a propriedade.
"Nem pensei mais nisso", respondeu ele. "Quando li o anúncio que você escreveu, percebi a maravilha que eu possuía."
Algumas vezes, só conseguimos enxergar o que possuímos quando pegamos emprestados os olhos alheios.


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A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo!

Suicídio _ Remédio (Foto: SXC)

Relatório afirma que um milhão de indivíduos decidem tirar a própria vida a cada ano. Entre jovens de 10 a 24 anos, esta é a segunda maior causa de morte.





A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. Ou seja, por ano, um milhão de indivíduos decidem tirar a própria vida. Atualmente, 55% destes têm menos de 45 anos idade - em 1950, por outro lado, 60% dos suicidas eram mais velhos que isto. Os dados são de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta sexta-feira (7).
O suicídio é a terceira causa de morte mais recorrente entre as pessoas de 15 a 44 anos. Já entre os jovens de 10 a 24 anos, o suicídio constitui a segunda maior causa de morte. Os índices entre os jovens aumentaram tanto que em um terço dos países esta faixa de idade é considerada a de "maior risco" pela OMS.
"As causas exatas do porquê desta mudança de tendência não sabemos. É um fenômeno que afeta todos os países e que está aumentando, mas as razões principais não as conhecemos, são muitas, variadas e mudam muito de caso a caso", disse Alexandra Fleischmann, do departamento de Saúde Mental da OMS.
Em geral, as mulheres realizam mais tentativas de suicídios do que os homens, mas estes são mais efetivos porque usam métodos mais radicais (como armas de fogo ou pesticidas) do que elas, que abusam de remédios.
Os fatores que determinam uma tentativa de suicídio são múltiplos e variados - psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais -, mas, generalizando, a OMS afirma que as desordens mentais (depressão e uso desproporcional do álcool, especialmente) são um fator maior de risco na Europa e nos Estados Unidos, enquanto nos países asiáticos o impulso "representa um papel essencial".
"Por exemplo, nas zonas rurais da Ásia há um grande problema com os pesticidas. Em uma situação de desespero, os agricultores tomam impulsivamente o pesticida e morrem rapidamente", afirmou Alexandra.
"Além disso, nas zonas remotas, o acesso aos estabelecimentos de saúde é muito mais difícil. Se a tentativa de suicídio é realizada em um apartamento de uma grande cidade desenvolvida, essa pessoa pode ser levada de urgência a um hospital e ser salva", disse.
Com relação à América Latina, a região mantém tradicionalmente baixos níveis de suicídios, apesar de existirem grandes diferenças entre os países, como revela o 1,9 por cada 100.000 homens peruanos que tiram a própria vida, frente aos 26 por cada 100.000 dos homens uruguaios.
"Tradicionalmente as taxas na América Latina se mantiveram baixas, mas vemos a mesma tendência que no resto do mundo, ou seja, o aumento dos índices, sobretudo entre os jovens", afirmou a especialista.
Alexandra explicou que os recentes estudos revelam que apesar dos países escandinavos continuarem tendo altas taxas de suicídios, o fenômeno se estende na Europa do Leste e, particularmente, na Ásia, "em grandes países como China e Índia, com uma grande população e com imensos problemas ligados ao desenvolvimento e à globalização".
Consultada sobre o aumento de suicídios relacionados à crise econômica que afeta alguns países da Europa, Alexandra afirmou que, na maioria dos casos, as pessoas que os cometeram eram previamente "vulneráveis", e a pressão só exacerbou a situação.
Perante isto, a OMS recomenda atuações multidisciplinares, como a formação do pessoal de educação e saúde, a restrição do acesso aos métodos (pistolas, pesticidas, remédios), "cuidar" da apresentação pública dos casos (evitar publicá-los na imprensa), entre outros.
A especialista alertou sobre o perigo que representa a falta de consciência sobre a importância do problema e o fato de que seja um tema tabu em muitas sociedades.


 

 

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O Mistério da Família Matarazzo

O Mistério da Família Matarazzo



Existe uma lenda muito famosa no Cemitério da Consolação em São Paulo....
Muitos contam que quando uma da filhas do Comendador Ermelinno Matarazzo estava sendo enterrada no Mausoléu da Família, um dos coveiros...o mais jovem desmaiou no meio de todas as pessoas...e começou a sangrar, na época, ele tinha apenas 23 anos estava no emprego há 2 meses...Até hoje, não descobriram a causa da morte...E muitas pessoas dizem que escutam gritos de lamentações perto do Mausoléu...outras dizem ter visto o coveiro sentado por ali...olhando para o belo Mausoléu do Comendador.
Ainda dizem que ele vaga por todos os cantos do Cemitério...e todas as noites fica sentado no túmulo que está em frente ao mausoléu dos Matarazzo.
Veja análise das fotos.

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Na sala com Hilda : A primeira visita.


Já estamos aqui quinze minutos e não trocamos nenhuma palavra.
O seu tempo é precioso? O meu também é e quero que saiba disso.
Sabe, ficar aqui sentada não vai resolver nada, não vai resolver a minha falta de fé na humanidade, não vai mudar o que eu pensei sobre a minha empregada que nessa manhã que me trouxe café morno e todo mundo daquela casa sabe que eu só tomo chá com cinco gotas de limão.
Ela achou que eu não notaria?
Sabe de outra coisa que detesto e nunca vai se resolver é essa mania que as pessoas tem de serem pagas e ainda executam muito mal todo o serviço. Detesto!
Essa palavra “detesto”, é diferente não acha?
Vamos falar juntos, vamos lá:
Detesto. Detesto. Detesto!
E quase o som da palavra protesto.
Eu protesto senhor excelentíssimo!
Divertido, não é?
Bom, já melhorei o meu humor então já está na minha hora, semana que vem no mesmo horário? Ótimo.

O som do salto cortava o silêncio juntamente com o som da batida da porta de madeira, e em seguida a sala fria voltava para a velha rotina: o silêncio.


Essa coluna é uma criação de Roberta Del Carlo. 


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Na Sala com Hilda


Cada postagem uma conversa rápida e sempre filosófica.  

Uma sala.
Uma voz.
Conflitos.

Estão todos convidados à participar dessas conversas leves e curtas na Sala com Hilda.

Toda sexta-feira um assunto diferente.


Essa coluna é uma criação de Roberta Del Carlo. 

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COMPLEXO DE CINDERELA... SERÁ QUE VOCÊ TEM?

COMPLEXO DE CINDERELA...
SERÁ QUE VOCÊ TEM?




PRIMEIRO O BÁSICO:

O Complexo de Cinderela é uma patologia neuro-psicológica que afeta certos segmentos da população do sexo feminino. O fato é que nem a própria Cinderela sofria disso, pois na época dela, ou a mulher tinha um bom casamento como futuro, ou não havia mais nada, pois mulher não podia trabalhar nem fazer faculdade. Agora, quem tem essas possibilidades e as recusa, sofre deste complexo.

Recentemente ouve-se falar do Complexo da Cinderela, mas o que é afinal esse “complexo” e ao que é que se deve?
O complexo da Cinderela foi criado em inícios da década de oitenta, por Collete Dowling uma psicóloga norte-americana.
Essa mesmo autora descreve, que o “complexo da Cinderela” ocorre quando existe um sistema de desejos reprimidos, memórias e atitudes que tiveram sua origem na infância. Neste fenômeno existe uma crença da menina ou princesa vai ter sempre alguém que a proteja e que a sustente, tal como acontecia com a Cinderela e o príncipe.


Independentemente da idade, dentro dessas mulheres, existe uma criança que vive assombrando todos os níveis da sua vida, criança essa que ambiciona ter um “príncipe perfeito” que a proteja e lhe proporcione uma vida sem esforço e sem perigos. Consequência dessa crença, existe uma insegurança em vários níveis da vida, dando origem a todas as espécies de medos e dúvidas.
Por consequência desses medos, insegurança e desse príncipe que nunca mais chega, as mulheres que sofrem deste complexo, subestimam-se a elas próprias, autos sabotando-se e menosprezando-se.
Quando de fato encontram alguém ou um “príncipe”, as mesmas crenças que sempre o ambicionaram, podem provocar o seu abandono. Pois devido a essa crença, elas tornam-se extremamente dependentes, ao mesmo tempo que elevam as expectativas ao máximo. Esperando que aquele “príncipe” lhe dará o mundo e fará todas as suas vontades. Isso irá provocar, por um lado continuas decisões, ao mesmo tempo que “asfixia” do “príncipe”. Por mais que o “príncipe” a valorize, nunca chegará. Além disso é obvio um sentimento transversal de incompetência e conformismo, pois abdicam de desenvolver as suas competências e conhecimento, por esperarem o “príncipe”.
Para mulheres com este complexo, necessitar de trabalhar pode significar, que aquele não é o “príncipe”, pois se fosse, não necessitariam.
Este complexo teve origem na educação, na cultura e nas sociedades essencialmente ocidentais. Pois durante muito tempo, o papel da mulher era ficar em casa, não trabalhavam, pois a sociedade de forma geral, via o trabalho, o estudos e o conhecimento, quase exclusivo para os homens. Assim sendo, desde muito cedo, as pequenas mulherzinhas eram educadas/formatadas para serem “princesas”.




Gradualmente a sociedade veio-se alterando e com ela a educação. Atualmente já existem mais mulheres no ensino superior que homens. As mulheres têm acesso à informação, ao trabalho, tal como os homens. Contudo ainda muitas recusam todas essas oportunidades de evolução pessoal e profissional, centrando-se exclusivamente no “casamento de sonho”.
As mulheres com esse complexo, possuem baixa tolerância à frustração, pois a sua competência de resolver problemas é muito escassa. Não são educadas para ser independentes ou autônomas, mas dependentes de um “príncipe”. Desistem com facilidade de algo que não tenha a ver com o seu “casamento” ou o seu “príncipe”. Não vão à luta, acomodam-se.

É importante referir o forte papel na educação, destas crenças. Como estas há crenças de um emprego perfeito, de pessoas perfeitas, amigos perfeitos, dia perfeito. Provocando inevitavelmente continuas desilusões e inseguranças. É necessário ter em conta quais os conceitos que passamos para as nossas crianças, pois elas muitas vezes irão aprender literalmente. E como vimos irá influenciar necessariamente a sua vida futura a todos os níveis.



DIAGNÓSTICO E SINTOMAS



Esse famigerado problema expande-se na atualidade de maneira monstruosa. Sim, você ainda deve estar se perguntando o que diabos é o Complexo de Cinderela. Bem, faça agora o teste que propomos e depois terminaremos este artigo com mais esclarecimentos sobre tal assunto.




Teste para diagnóstico

1- Quando está sentada no sofá, inutilmente, você:
a) Lê um livro.
b) Vê um filme.
c) Chora desesperadamente porque está só e o rapaz que pegou seu telefone há cinco meses atrás ainda não ligou.

2- Faz sol, em uma tarde de domingo, você:

a) Vai à praia com suas miguxas.
b) Liga o ar condicionado do seu quarto e dorme a tarde toda.

c) Come dois litros de sorvete de brigadeiro com menta e chora porque o cara da primeira questão ainda não te ligou.

3- Suas miguxas (as mesmas da praia, afinal, você não tem muitos amigos, com mais exatidão, você tem o vasto arsenal de apenas duas miguxas) te chamam para assistir a um filme de romance, você decide:

a) Ir ver, já que você não chora em nenhum filme pois tem um coração de pedra bauxita-estalagnita.
b) Convencer suas miguxas de assistir a outro filme, tipo um terror bem tosco, como Encarnação do Demônio em que Zé do Caixão estrela brilhantemente.

c) Que vai assistir com uma condição: tem que ser AQUELE filme que vocês já viram 505456484534657 de vezes e que passa todos os dias na sessão da tarde porque, como você já gravou de cor as falas do filme, não precisa de prestar atenção e pode ficar pensando/viajando na hipótese de o rapaz (o mesmo das outras questões) DEFINITIVAMENTE ter esquecido de te ligar.

RESULTADO DO TESTE


Se você respondeu, na maioria, de todas as opções deste enorme teste, a letra C, parabéns! Você é, indubitavelmente, uma sofredora do Complexo de Cinderela. Ou seja, você fica em casa sem fazer NADA esperando que seu príncipe encantado venha para te salvar dessa vida desgraçada/medíocre. Mas não tema, um dia você supera o complexo! Após perceber que ficou para titia aos seus interessantíssimos 40 anos. Ou não...

Em casos avançados da doença, a paciente apresenta completa instabilidade emocional e neurológica, muito acima do nível já esperado para seres do sexo feminino.
 Foram relatados casos até mesmo de mulheres que, em alto grau de enfermidade, gastaram praticamente todas as suas economias em futilidades, e até mesmo um caso aonde uma paciente australiana gastou 10.000 Dólares em um outdoor para tentar achar o inexistente príncipe encantado. Tal caso foi registrado por pesquisadores britânicos como sendo "absurdamente alarmante"

Gostaram?
Fui Galera!

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A PRAGA DA DANÇA?


Conheça a bizarra história do surto que fazia as pessoas dançar até a morte

Conheça a bizarra história do surto que fazia as pessoas dançar até a morte
Você deve conhecer vários “pés-de-valsa”, que adoram dançar e basta com que ouçam uma musiquinha para sair por aí chacoalhando o esqueleto. No entanto, ocorreu na Europa — em 1518 — um caso relacionado com a dança bastaste curioso: na cidade de Estrasburgo, na França, uma mulher começou a dançar e permaneceu assim por dias a fio sem descanso, sendo pouco a pouco acompanhada por centenas de pessoas.
Os indivíduos afetados dançavam compulsivamente sem parar e, como consequência, a maioria acabou falecendo em virtude de ataques cardíacos, derrames e cansaço. A mulher que apresentou os primeiros sintomas sucumbiu após um período entre quatro e seis dias de atividade incessante.

Músicos e profissionais

As autoridades locais, ao não saberem como lidar com a situação, acreditavam que a dançomania só podia ser curada se as pessoas dançassem até que o desejo se esgotasse. Inclusive foram liberados espaços nas prefeituras, e músicos e dançarinos profissionais foram contratados para acompanhar os maníacos.
Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Depois de um mês, cerca de 400 pessoas tinham sido afetadas pelo surto, e como ele parecia não ter fim, as autoridades decidiram enviar os dançomaníacos a um santuário para que implorassem pela cura. O evento de 1518 durou aproximadamente dois meses até que a epidemia se dissipasse, e o mais curioso é que este, embora seja um dos episódios melhor documentados da História, não foi o único.

Possíveis explicações


Outra crença é a de que os envolvidos faziam parte de um culto herético e, ainda, que a dançomania era, na verdade, um caso de histeria coletiva. Contudo, hoje em dia a teoria mais aceita é de que as pessoas afetadas se encontravam em uma espécie de transe. Segundo os especialistas, as pessoas mais susceptíveis a sofrer dessa condição normalmente se encontram sob estresse psicológico ou acreditam na possibilidade de possessão espiritual.

Praga divina

São VitoFonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Aparentemente, ambas as situações podiam ser observadas na população de Estrasburgo de então. Os pobres estavam atravessando um período de fome extrema e doenças, sem contar que muitos eram devotos de São Vito e temiam a sua maldição. Portanto, os habitantes acreditavam que se o santo fosse provocado, ele lançaria a sua ira na forma de uma praga que provocava a compulsão por dançar.
Conforme explicaram os especialistas, como a população se encontrava em um estado psicológico profundamente vulnerável e temia a praga de São Vito, muitos acabaram entrando em estado de transe, dançando enlouquecidamente durante vários dias. A epidemia, portanto, foi provavelmente provocada por uma combinação de medo e desespero.
Os surtos de dançomania acabaram desaparecendo conforme algumas partes da Europa foram se tornando protestantes, a crença em santos deixada de lado e o medo do sobrenatural começou a desaparecer. No entanto, embora a Epidemia de Dança de 1518 tenha ocorrido há meio milênio, esse evento ainda serve de curioso exemplo sobre a incrível estranheza do cérebro humano. E você, leitor, já tinha ouvido falar desse surto?
Conforme afirmam historiadores, tudo teria começado com uma mulher. Ela saiu de casa, provavelmente em 14 de julho ou algum dia próximo, e começou a dançar. Os relatos da época dizem que ela não parou por seis dias. Em uma semana, outras 34 pessoas começaram a se mexer de maneira ininterrupta. Era a eclosão de um dos casos mais curiosos da história da medicina: a epidemia de dança de 1518.
A "praga" tomou conta das ruas da cidade francesa e se tornou um problema para a nobreza e a burguesia, que consultaram os médicos da época. Após as causas astrológicas e sobrenaturais (que eram levadas a sério) serem excluídas, os especialistas chegaram à conclusão que o problema era natural, causado por "sangue quente" (para a medicina ortodoxa da época, poderia ocorrer um aquecimento do cérebro que causaria loucura). O tratamento: dançar, dançar e dançar - até as vítimas recuperarem o controle do corpo.
Salões e mercados foram abertos para as vítimas. Dançarinos profissionais e músicos foram chamados para mantê-los mexendo. Dia e noite, as pessoas requebravam freneticamente, sem parar. Se o doente enfraquecia, desmaiava, cambaleava ou diminuía o passo, o ritmo da música era aumentado. "Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller, professor de história da medicina da Universidade do Estado de Michigan e autor de livros e outro textos sobre esta e outras pragas de dança.

"Em um mercado de grãos e uma feira de cavalos, as elites criaram espetáculos tão grotescos quanto telas de Hieronymus Bosch retratando a loucura humana ou os tormentos do inferno", diz em artigo John Waller
Foto: Wikimedia
Não foi o primeiro caso de praga de dança registrado. Antes de Estrasburgo, pelo menos outros sete surtos ocorreram na Europa. Mas Estrasburgo teve maiores proporções. No final de agosto, seriam mais de 400 "infectados". Muitos mortos de tanto dançar - literalmente. "Nós não temos meios de saber quantos morreram - algumas crônicas dizem 'vários' e as autoridades da cidade foram suficientemente alertadas para parar toda a dança pública, tendo antes encorajado isso. É também plausível que as fatalidades resultaram de dançar sob o auge do calor do verão e raramente se parar para comer ou beber", diz o historiador ao Terra.
Após a primeira estratégia ter sido um desastre, as autoridades decidiram que o problema não era uma doença natural, e sim uma maldição enviada por um santo (para o pensamento do final da Idade Média, que persistia na região, os homens santos não apenas ajudavam contra certos males, mas também poderiam usar as doenças contra pecadores). O escolhido foi são Vito, conhecido por ajudar epilépticos.
A associação com o santo vem de outros casos de praga de dança. O primeiro conhecido foi na Suíça, quando dois surtos ocorreram em prédios religiosos no século 15, no dia seguinte ao de são Vito. Em 1518, a associação já estava bem conhecida.
As vítimas então passaram por uma espécie de cerimônia. Foram calçados nelas sapatos vermelhos e os dançarinos foram despachados para um santuário dedicado a Vito nas montanhas. Eles ficaram ao redor de um altar com as imagens do santo, da Virgem Maria e do papa Marcelo. Nas semanas seguintes, a epidemia perdeu força até exaurir, com os doentes recuperando o controle do corpo.
Mas fica um pouco difícil acreditar que, repentinamente, um grupo de pessoas seja afetado por uma "praga de dança". Dá para confiar nessas histórias? Segundo Robert Bartholomew, sociólogo da Universidade James Cook (Austrália) , "as dançomanias (como também são chamadas) são bem documentadas e foram descritas em numerosas crônicas medievais europeias que continham descrições de testemunhas. Além disso, diversos médicos do período escreveram sobre isso. Sendo assim, não há dúvida de que ocorreram - a questão mais relevante é: por quê?"
Causas e teorias
Diversas são as opiniões sobre o que levou centenas de pessoas a saracotear freneticamente pelas ruas de uma cidade francesa no início da Idade Moderna. Uma delas é de que o problema teria causa química ou biológica. O principal "suspeito" é a ferrugem dos cereais, um tipo de fungo que ataca plantações. Segundo Waller, essa possibilidade foi descartada, pois, apesar de o fungo causar convulsões violentas e ilusões, ele não leva a movimentos coordenados que duram por dias.
Outra causa seria a peste negra. A dança seria uma resposta à dor extrema causada pela doença nas vítimas. Segundo Robert Bartholomew, o problema aí é que a data não encaixa com as de surtos da peste.
Para o historiador John Waller, é necessário entender o contexto da época. As décadas que precederam a epidemia, afirma, foram notáveis pela severidade - mesmo em um período em que a população era acostumada com o medo e a privação. Ocorreram momentos de grande penúria em 1492, 1502 e 1511. Invernos rigorosos, verões abrasadores, granizo e tempestades de neve acabaram com as plantações - desastres que atingem mais a população pobre da cidade. Além disso, os senhores de terra aumentavam os impostos agressivamente e decretavam diversas proibições à população - como pescar e caçar em suas posses, o que apaziguaria a fome.

Em 1516, um verão escaldante acabou com as plantações e o preço do pão disparou. As pessoas gastavam suas economias para pagar pela comida. O inverno que se seguiu foi rigoroso e muitas pessoas morreram de fome. Doenças afligiam o povo e eram consideradas castigos divinos. Um relato da época conta que um orfanato ficou lotado com filhos de vítimas da varíola.
Segundo o historiador, o medo e a angústia eram gerais na população mais pobre, que acreditava em qualquer rumor místico. Além disso, a maldição do santo já era bem conhecida na Europa. "Que são Vito venha para você" ou "que Deus lhe dê são Vito" eram maldições conhecidas na época.
A pressão física e mental, diz Waller, tornou as pessoas mais suscetíveis a sugestões. Quando elas viram pessoas "amaldiçoadas" por são Vito, acreditaram também que elas eram amaldiçoadas e se uniram inconscientemente. A ação das autoridades, de incentivar a dança das vítimas em locais públicos, fez com que a epidemia só se espalhasse ainda mais.
"A praga de dança foi uma expressão patológica de desespero e medo religioso", diz Waller. Essa explicação se aplicaria aos demais casos. Em 1374, por exemplo, antes de a praga ser atribuída a são Vito, as vítimas acreditavam terem sido amaldiçoadas pelo diabo ou por são João.
Bartholomew tem outra visão. "Em teoria, muitos especialistas pensam que (as dançomanias) foram uma resposta catártica reprimida por estresse associado a pragas, fome e a peste negra, especialmente a última. Eu discordo. Eu sou um dos pesquisadores que tem uma explicação diferente. A de que essas pragas são consequências de crenças religiosas nas quais as pessoas pediam favores divinos através da dança", diz.
O sociólogo diz que relatos da época afirmam que as pragas de dança começavam com grupos de peregrinos que chegavam às cidades atingidas. Essas procissões eram marcadas por gritos a santos e danças pelos participantes. Ao longo do percurso, os moradores acabavam se unindo à dança, que se tornava frenética por parte dos fervorosos.
Para Waller, há um problema com esta hipótese: as vítimas não demonstrariam prazer em seus atos. Elas implorariam a outras pessoas e padres por ajuda. As expressões em suas faces eram de medo e desespero.
O fim repentino
As pragas de dança ocorreram durante a época final da Idade Média e desapareceram. Estrasburgo foi o último grande caso e até o final daquele século teriam sumido por completo.

Gravura de 1587 mostra a cidade de Estrasburgo, que no período romano foi chamada de Argentoratum
Foto: Wikimedia
"Não está inteiramente claro por que esses surtos pararam no final do século 16. É sensato assumir que como a crença nas maldições de santos enfraqueceram lentamente, elas não poderiam mais surgir. É também provável que com o estável crescimento do nível de instrução e o aumento, apesar de gradual, de uma mentalidade mais laica entre os educados, esses surtos não ficaram fora de controle porque as autoridades davam menor créditos às crenças populares", diz Waller.
Para o historiador, fica uma lição com a epidemia de dança. Por mais sobrenatural e inacreditável que o caso pareça, ele é um fenômeno psicológico que "nos lembra da inefável estranheza do cérebro humano".
Fonte:http://www.megacurioso.com.br/
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Com Que Letra Eu Sou? por Danka Maia



Nesta semana, mais precisamente na quarta ou quinta-feira, agora não me recordo bem. Eu estava atualizando o blog e postando em minha página quando dei aquela olhada básica no mural do amigos do Facebook. E para minha surpresa, grata surpresa deparei-me com uma atitude que me fez refletir. Minha amada amiga Professora de Língua Portuguesa, Shirley Couto colocou esta foto:




Parei imediatamente e um mar de sensações e emoções me inundaram. Recordo ter dito em seus comentários: Você me fez refletir amiga Shirley Couto!- E fez mesmo! Imediatamente comecei a viajar no tempo. Lembrei de mamãe pegando em minha mão e com tamanha dedicação dentro da sua pouca leitura me ajudar a fazer o "a" redondinho como ela dizia. Me fez ir ao tempo da expectativa do carteiro passar para ver se tinha alguma carta do parentes de Minas Gerais, Rio de Janeiro ou Sergipe e dos amigos que infelizmente por percalços da vida eu perdi o contato completo e vejam a ironia, em plena era digital não consigo encontra-los. Revivi aquelas emoções, a surpresa, o friozinho na barriga. E por falar em frio na barriga, que dizer dos bilhetinhos apaixonados na época da escola? Da brincadeira de sentarmos todos numa fila e um passar para o outro numa atividade passada pela Professora a frase: "Quer namorar comigo?" .
 
 Daí, fui para os cartões de aniversário e natalinos. Quando a gente tinha o cuidado de pensar no que ia escrever pois queria colocar ali um bocadinho do nosso amor,do nosso carinho para aquela pessoa querida.Do zelo da escolha ,desde a figura, ao capricho da letra. Tudo desembocava nela: A Senhora Letra.

E então divagando,fui a uma lembrança tão especial e que muito me emocionou. No Ensino Médio, perdi uma das minhas melhores amigas. Renata.Uma vez vindo da atividade física(que eu odiava),sem querer desloquei meu pulso. E em seguida fomos para aula de Língua Portuguesa, como meu pulso doía muito, ela carinhosamente pegou meu caderno e copiou toda matéria para mim. E até hoje guardo aquele caderno.E de todas as recordações que tenho da Renata, do seu sorriso marcante, o poder de rir com os olhos, a alegria de viver, as duas páginas escritas com sua letra arredondada e linda, é a única lembrança física que me restou dela. E ai a gente pensa: Que importância tem a letra da gente!
Como pudemos esquecer tanto dela? A letra nos identifica,nos conta emocionalmente, nos trás muito mais que contornos, a letra nos dá sopros do existir dentro da vida. Por isso, decidi escrever esse módico artigo, Inspirado na bela e nobre atitude da amiga Shirley Couto. Essa é a minha letra:



E a sua, como é? Com que letra você é o ser humano que é? E que como nós acabou se escondendo nos teclados e ocultando dos seus amores e amigos o carinho que só a letra pode nos dar.
A letra é um poema diluído em vogais e consoantes,mas ainda sim uma poesia que só vai existir se alguém escrever e se alguém ler.


Boa reflexão!


Obrigada Shirley.
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