Quem sou eu?

Danka Maia é Escritora, Professora, mora no Rio de Janeiro e tem mais de vinte e cinco obras. Adora ler, e entende a escrita como a forma que o Destino lhe deu para se expressar. Ama sua família, amigos e animais. “Quando quero fugir escrevo, quando quero ser encontrada oro”.

Confissões com um "Q" de pecado...






 Oi Galera Machine! Olá minha Ciganas! 

 Bom a página  " Confissões Com Um Q de Pecado" está de volta, assim como todo blog ela trará novidades, desta vez ela trará contos picantes criados em cima de possíveis relatos enviados para o blog. Sendo assim, você pode mandar sua experiência ou fantasia para o dankamaia@yahoo.com.br sem precisar se revelar, total anonimato e eu  criarei um conto em cima do seu relato ou simplesmente escreverei contos berrados desta minha mente inquieta que vocês tão bem conhecem, ok?
Ah, para procurar a página basta olhar na coluna ao lado com a imagem acima, assim você irá para as confissões diretamente.
Daqui a pouco teremos o primeiro conto saindo!

Novo conto fresquinho: 





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Literatura: Vivendo de Inventar, será que dá?


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             Para quem caiu de paraquedas aqui no meu blog deixe-me fazer as honras da casa (risos). Meu nome é Danka Maia, sou carioca, Escritora e Professora. Tenho vinte e cinco livros publicados de modo independente. Mas já faz seis anos que me joguei de corpo e alma na carreira literária.
A grande pergunta/sonho/vontade de um escritor é poder viver daquilo que ele escreve. O que não é nada anormal. Um médico quer viver da medicina. Um professor de sua vida como docente, a moça da feira de artesanatos quer viver da sua arte e por aí vamos.
 Agora por que será que viver de inventar que literalmente é o que significa a intenção de um escritor é quase uma missão impossível no Brasil atualmente? Quais são as razões que estão no meio deste percurso capazes de minar essa vontade tão comum, não é verdade?
Bom galera, na minha modesta visão os fatores não são muitos, mas são enormes.
Quero começar partindo do princípio que se você como eu conjuga no seu coração o verbo ESCREVER no lugar do EXISTIR.  Encontrou na literatura o seu lugarzinho no mundo onde deseja deixar a sua marca. Você já escreve ou escreveu poesias, contos, crônicas, como eu que comecei também assim. E agora você amadureceu. Desabrochou como é o natural de quem se empenha em algo.  Ah! Deixa-me abrir um parêntese aqui só para citar uma coisinha: Escrever está muito mais relacionado à disciplina, estudo e persistência do que a inspiração viu? A inspiração é um fator contribuinte? Sim. Mas não é determinante. A inspiração está em tudo que nos cerca. É uma questão lógica, quanto mais você estuda, mantém uma disciplina em escrever pelo menos quinze linhas diárias e foco como em qualquer área da sua vida, é evidente que você só tende a cada vez mais se tornar melhor no que faz. Não é mágica. Não tem glamour.
Então voltando ao raciocínio inicial. Você tem uma história!  Olha que maravilha! Seu livro está pronto, seu filho do coração que você tanto ama, até morre por ele.  Mas aqui está o primeiro problema. A primeira dica que eu te dou: Um livro só é filho para nós que o escrevemos. Porém se você quiser adentrar no mundo literário tem que aprender a ver o seu livro como um produto.
Nossa Danka! Partiu meu coração agora. Sim, parte, eu sei, o meu foi partido também, no entanto esse olhar visionário ajudará e muito na sua caminhada a compreender o que o mercado deseja. O que seus leitores querem e o que você tem para oferecer.

Segunda dica: Durante muito tempo eu acreditei nisso viu, e por isso estou dividindo com você agora porque não quero que você sofra o que eu sofri. O livro em si não é uma obra aberta como uma novela, por exemplo, onde o autor se baseia em pesquisas e dependendo da reação do público ele muda algumas coisas para readequar a trama ao gosto da maioria. Contudo, no Brasil, existe essa mentalidade, acredito eu que seja até em virtude das telenovelas que são um poderoso produto áudio visual em nosso país, os leitores tendem a acreditar que a sua história precisa ser como eles querem. E aí vem o pulo do gato: Eles estão certos!
O que eu quero dizer com isso. Que você precisa ter total consciência do que o público para o qual você escreve ou deseja escrever espera, anseia da sua trama.
 De que você carece ter o domínio para mover os motores que esse público acredita. E como se consegue isso? Estudando muito! Estudando técnicas literárias, estudando um pouco de psicanálise, (os doze arquétipos de Jung são bárbaros na formação de personagens!), observando o mundo e as pessoas a sua volta. 
Um escritor não para de trabalhar quando fecha seu notebook, celular e afins. A cabeça dele permanece em sincronia com suas histórias. Então observação e pesquisa sempre! Seu leitor necessita encontrar em sua trama três palavras mágicas: Empatia, simpatia e antipatia. Guardem bem essas três palavras e o significado delas em seu enredo.

Terceira dica: Não existe receita pronta para um livro Best Sellers.  Ascensão meteórica nessa carreira pode eventualmente acontecer, mas não é a regra e sim a exceção. O que eu quero dizer com isso? Para ser escritor tem que ser muito persistente. É um caminho a longo prazo. De tijolinhos sendo cuidadosamente colocados dia após dia com todo amor, carinho e muita, muita dedicação. Portanto, não tenha pressa.
Quarta e última dica porque eu me empolgo e  falo/escrevo demais (Risos).  Demora muito ganhar algum dinheiro com seus livros. É muito difícil vender livros em nosso país, porque é triste, mas é verdade, aqui se valoriza mais uma bola no pé do que um livro na mão. Portanto, trabalhe em seu livro com o maior zelo que puder. Invista, estude se não puder pagar, porque a maioria não pode, aprenda a diagramar, fazer capas mais básicas, revise o que escreve. Tente entregar um produto digno ao mercado e o leitor virá. O leitor gosta de sentir esse carinho nos detalhes do livro. Perceber ali os cuidados para o entretenimento dele.
Não esqueça: Leitores são pessoas que param o seu mundo para lerem o seu e ainda te agradecem por isso.
Bom, vou indo, se deixar esse texto vira um livro. Maravilhoso estar aqui, obrigada pela oportunidade.

Danka Maia


Conheça minhas histórias: Permita-se!





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Comportamento: Histórias de Vida



Oi Galera Machine! Olá minhas Ciganas! Tudo bem por aqui?
   Como quem vive para escrita como eu e tantos mais, seja lendo ou escrevendo sabe que as histórias que mais mexe com  a nossa intensidade são as histórias reais. Reuni algumas que li pela internet a fora e trarei ao longo da semana para vocês.

Vivi a dor de um casamento sem sexo

Conheci Vinícius em Natal, Rio Grande do Norte, onde eu morava, em um encontro de estudantes. Ele era articulado, inteligente, sete anos mais velho e bonito: 1,75 m, moreno, olhos puxados. Eu também não era de jogar fora: magra, cabelos ondulados abaixo do ombro, nem alta, nem baixa. Na primeira noite, ficamos e continuamos juntos até o fim da temporada dele — nessa época, Vinícius vivia em Recife. Nossa história tinha tudo para acabar no aeroporto. Mas depois de um mês marcamos um reencontro na cidade dele e foi uma delícia. A partir daí, viramos namorados. Nos víamos de vez em quando. Por cinco anos, ficamos nesse esquema. Em 2003, cansados das viagens, fomos morar juntos em Brasília. Seria um treino para o casamento oficial. Só que deu tudo errado! Em pouco tempo debaixo do mesmo teto, Vinícius pifou, não conseguia mais transar. De uma hora para outra, ficou impotente, e eu quase enlouqueci.
Nunca tive problemas com questões sobre o prazer. Gosto de fazer sexo, falo com tranquilidade sobre o assunto e leio a respeito. Me considero uma mulher bem resolvida e saudável. Vinícius gostava do meu jeito, meio liberal, meio romântica. A gente se dava bem na cama, até irmos para Brasília. Fomos para lá porque ele arrumou um trabalho numa campanha política, e eu me descolei como secretária em um gabinete. Nosso apartamento era hipercharmoso, perto do Lago Sul. Por três meses, tivemos uma vida de sonhos. Chegamos até a fazer planos de ter filhos. Mas, um dia, ele falhou pela primeira vez. Vinícius teve uma semiereção, por assim dizer, e a penetração durou segundos. Não deu tempo de sentir nada. Quando achei que estávamos apenas começando, ele saiu de cima de mim, me abraçou e disse que estava feliz por morarmos juntos. Levantou da cama como se tivesse sido tudo normal, como se a transa tivesse sido ótima. Perguntei se havia algo de errado, ele respondeu ‘de jeito nenhum. Te amo’. Como não queria constrangê-lo, não falei mais nada sobre o que tinha acontecido, nem naquele dia, nem nas semanas que se seguiram. Ele também não comentou nada sobre aquela noite. A questão foi que ele nunca mais foi capaz de ter ereção. Fui suportando com paciência porque eu o amava.
Ficar em abstinência é bem complicado. Mas o pior foi administrar a minha cabeça: aceitar o que estava acontecendo, entender a situação. Vinícius agia como se tudo estivesse normal. Até hoje não sei se ele acreditava que é possível viver sem sexo ou se fingia acreditar. Minha primeira reação à abstinência foi o ciúme. Achava que a rejeição tinha a ver com outra mulher, que ele estava apaixonado ou tendo um caso e não sabia como me contar. Fiquei paranoica com isso, mas Vinícius dizia que não havia ninguém no mundo capaz de atrapalhar o amor que sentia por mim.
Acreditei. Mesmo porque éramos felizes fora da cama. Vivíamos trocando beijinhos, abraços, e até dormíamos de conchinha. Mas, na hora do sexo, não rolava. Quem via de longe não imaginava o que sofríamos. Para uso externo, éramos um casal completo. E, na verdade, eu me sentia amada — até porque ele era extremamente ciumento e possessivo, o que eu encarava como um sinal de amor. Tenho um blog no qual costumava escrever textos sobre amor e sexo (precisava escoar minha energia) e ele sempre me pedia explicações sobre os personagens, as frases, queria saber com quem eu tinha conversado, saído. Aparentemente, Vinícius também não tinha nenhum interesse que não fosse simplesmente gostar de mim — não dependia de mim para nada e até ganhava bem mais do que eu.
Nunca pensei em trair meu marido, nem quando estava havia três anos sem transar. Me mantive fiel porque achava um absurdo trair um marido impotente. Não que não pensasse em sexo, ou em outros homens, mas ninguém específico. Estava tão carente que, se via uma cena mais quente na TV, minhas pernas amoleciam. Tive uma centena de sonhos eróticos, homens musculosos e até mulheres me pegando, me seduzindo. O que mais me encafifava era não saber o que estava acontecendo. Como um cara viril, normal, de repente, se torna impotente?
A gente se beijava, se abraçava, se acariciava, mas, quando ele penetrava, era aquele desastre. Ele me masturbava, fazia sexo oral, mas jamais admitia que tinha falhado na hora principal. Por causa dessa recusa dele em reconhecer que não conseguia mais ter uma ereção comigo, não conversávamos sobre o assunto. Depois que a fase do ciúme passou, comecei a pensar em um monte de outros motivos para a impotência dele: tinha virado gay, estava com o vírus da AIDS e não queria me contar, tinha um câncer... Havia de existir uma razão para ele não conseguir transar comigo. Estava angustiada com a situação e ansiosa por uma explicação.
Depois de quatro anos sem transar, convenci Vinícius, que resistia a aceitar que tinha um problema, a procurar ajuda. Primeiro fomos ao urologista e, clinicamente, ele não tinha nada de errado — só precisava tomar um revigorante para ficar mais animado. Também me submeti a uma série de exames e estava ótima. Nosso problema só podia ser emocional. Fomos, então, parar em um psicólogo especializado em terapia de casal. Ele queria saber se Vinícius era mesmo impotente e, para se certificar, mandou meu marido fixar uma espécie de papel na ponta do pênis por uma semana. Se acordasse sem os papéis, tinha tido ereção noturna. Na manhã seguinte, surpresa! Os papéis tinham caído. Fiquei feliz, abracei Vinícius, beijei, fiquei louca. Minha excitação durou pouco. Ele retribuiu aos carinhos, só que não conseguiu transar.
Seguimos todas as recomendações do psicólogo: compramos brinquedos e filmes eróticos, gel, pomadas. Levava Vinícius para tomar banho comigo, fazia massagens, tentava masturbá-lo... Nada. Continuamos fazendo terapia, mas não havia progresso. Viver sem sexo ao lado do homem que se ama é uma viagem alucinada. Depois de três anos sem penetração, aprendi a ter prazer com vibradores, borboletinhas, chuveirinhos, almofadas. Arrumei mil maneiras para resolver o meu problema.
Comecei a pensar em táticas para seduzi-lo. Achei que abordá-lo em um momento inesperado poderia fazer com que se animasse. Enquanto Vinícius tomava banho, eu me despi e fiquei nua, de pé, no caminho do banheiro para o quarto. Quando me viu, ele abriu um sorriso e andou até mim. Mas quando chegou perto, virou de costas e seguiu caminhando para o quarto, evitando assim, qualquer tipo de contato sexual entre nós, mesmo que fosse apenas visual. Também pedi para ele passar cremes hidratantes no meu bumbum, fazer massagens. Nada funcionava. Era frustração atrás de frustração.
Meu estado de carência chegou a tal ponto que até senti inveja de uma grávida que pedia esmolas na rua. Se esperava um bebê, tinha feito sexo. Por um instante, quis trocar a minha vida pela dela. Topava ficar nos faróis pedindo moedas, desde que tivesse sexo... A vida tinha ficado chata, triste. Embora Vinícius agisse como se nada de grave estivesse acontecendo, passou a comer compulsivamente. Chegou a pesar quase 100 quilos.
Como a terapia não estava dando resultado, decidimos ir a uma clínica especializada em impotência para fazer um tratamento que prometia soluções milagrosas. Ele só precisaria tomar umas injeções e tudo voltaria ao normal. O procedimento, mais uma vez, não deu em nada. Um dia, arrumando umas gavetas, descobri caixas lacradas do remédio que o urologista tinha dado para Vinícius ficar mais energizado. Ele não estava tomando nada. Fiquei furiosa, mas não falei nada. Comprei uma caixa de Viagra e coloquei o remédio no suco de laranja, sem que ele soubesse. Ele tomava aquele copo enorme e eu torcia por dentro. “Vai dar certo, tem que dar certo.” Nada.
Vinícius dizia que me amava, sentia tesão por mim, mas que a vida não podia ser apenas sexo. O amor dele por mim era enorme! Cheguei a dizer que, se ele achasse que nunca mais iria funcionar, eu devia ser avisada. Assim, tentaria me adaptar. Eu também o amava! Falava isso mais como uma forma de cuidar dele, numa tentativa de deixá-lo seguro. A ideia de ficar o restante da minha vida sem sexo era assustadora.
Por causa desse sofrimento, minha saúde psicológica foi afetada. Eu, que sempre tive variações de humor durante o dia, fui diagnosticada com uma bipolaridade leve. O psicólogo que me atendia acabou me encaminhando a um psiquiatra. Para controlar o transtorno, o médico me receitou um remédio que ajustava essas oscilações de humor, mas inibia a minha libido como efeito colateral. Pronto! Não sentia mais desejo por nada. Deixei de sair, de ir ao cinema, de jantar com amigos, de conversar com Vinícius. Nós éramos dois senhores centenários na frente da TV. Nessa época, ele chegou até a reclamar que eu não o procurava mais para sexo, o que me deixou surpresa. Mas, por causa da medicação, eu não queria transar de modo algum. Depois de um ano tomando o remédio, entrei em depressão. Dormia muito, não queria sair de casa, ir trabalhar. Também deixei de cuidar de mim. Já não me depilava mais, deixava a sobrancelha crescer, vestia o que aparececesse na frente. Não conseguia sequer me olhar no espelho. Para uma mulher vaidosa, essas atitudes eram o fundo do poço. Exatamente onde eu estava. Arrasada, destruída, me sentindo um lixo, comecei a achar que ele me recusava porque eu era feia. Me sentia a última das mulheres, incapaz de despertar o desejo em um homem, o homem que eu amava. O médico trocou a medicação. Quando troquei o antigo remédio por um antidepressivo, o desejo voltou ao normal, mas a minha vida sexual não.
Precisava desesperadamente transar! Vinícius não passava das carícias e até me ajudava com os brinquedinhos. Mas eu me sentia horrível com toda essa gentileza! Uma noite, me descontrolei e falei um monte. Disse que ele ia me perder, que estava me jogando fora, que viver sem sexo era uma coisa, mas sem perspectivas era outra... E que eu sabia que ele não estava fazendo nada que os médicos mandavam! Eu estava a ponto de bala. Vinícius ouviu tudo calado, imóvel. Mais uma vez, agiu como se nada tivesse acontecido, como se eu estivesse vendo problemas onde não havia — e não respondeu a nenhuma das minhas críticas.
Estávamos quatro anos sem transar quando meu ginecologista me recomendou o melhor urologista de Brasília. Quando mencionei esse novo médico, Vinícius ficou furioso, falou que eu o pressionava, que eu só pensava em sexo. Dessa vez, não hesitei. Ou ele se tratava, ou a nossa história terminava ali. Vinícius aceitou encarar outro tratamento.
Passamos o ano de 2007 sem transar, mas, pelo menos, tive esperança de que tudo voltaria ao normal. Nessa tentativa de recomeço, passei a organizar uma viagem para a Europa. Seriam 20 dias só a gente, vivendo outros ares. Havia de funcionar! Partimos em maio do ano seguinte para Barcelona, nossa primeira parada. Depois fomos para Roma, Paris, Madri e Lisboa. A viagem foi divertida, conheci lugares novos e o clima entre a gente estava bom. Eu o procurei para transarmos uma única vez. Toquei o pênis dele, nos beijamos, mas ele disse que estava com dor de cabeça — a desculpa clássica feminina. Aquilo não era novidade para mim. Embora tenha ficado um pouco frustrada, não fiquei triste, não chorei. A verdade é que não encontrei cenário capaz de me ajudar a ter uma noite de sexo com meu marido. Voltei para Brasília decidida a terminar tudo.
Dois meses depois, eu saí de casa. Vinícius ficou inconformado e tentou me convencer de que poderíamos ser felizes. Jogou na minha cara que eu não o compreendia. Chegou a dizer que eu estava colocando a vida dele em risco. Era uma ameaça! Foi difícil deixá-lo, mas minha sanidade mental estava em jogo. Se um de nós tivesse que enlouquecer, que não fosse eu. Vinícius passou um ano tentando reatar. Perdeu 15 quilos, fez questão de me contar que estava curado e me pediu uma nova chance. Eu rezava para não cair em tentação, para nunca mais ter vontade de beijá-lo. Não queria me arriscar de novo ao lado dele.
Eu também estava magoada com ele porque alguns amigos nossos, depois da separação, vieram me dizer que Vinícius teve vários casos fora de casa. Ou seja, ele só não transava comigo. Uma amiga chegou a dizer que achava que o meu casamento era aberto, desses em que cada um transa com quem quer, tão frequentes eram as puladas de cerca dele. Me senti mais lixo ainda! Pensei em tirar satisfação, afinal passei cinco anos sem sexo e jamais pensei em traí-lo. Mas desisti. Até hoje não sei se era verdade. Saber ou não se fui traída não traria minhas noites de prazer de volta.
Uma das teorias que me deram para a tortura porque passei é que Vinícius me amava tão profundamente que esse amor intenso o bloqueava para o sexo comigo. Ele queria me ver como uma virgem. Negócio de gente maluca. No final de 2008, deixei Brasília para morar em Recife. Arrumei emprego como gerente de uma loja de roupas, prestei vestibular para fisioterapia e entrei. Estou estudando. Vinícius ficou em Brasília, hoje é funcionário público. A distância e o tempo me ajudaram na recuperação. Faz um ano que conheci meu atual namorado, cinco anos mais jovem que eu, cheio de energia, e bem bonito também. No início, tive medo de não dar conta do recado — ele queria transar várias vezes na mesma noite, mas eu estava desacostumada. Foi difícil relaxar, me abrir. Ele entendeu a história e me ajudou a retomar minha vida sexual. Há cinco meses, resolvemos ter um filho, e estou grávida. Sempre quis ser mãe, estou com 31 anos! Ficamos meio tontos com a notícia, mas adorando a ideia de sermos pais.
Depoimento dado à Marie Claire em 2010
Fonte: Marie Claire

Se você quiser compartilhar sua história de vida conosco escreva para o e-mail: dankamaia@yahoo.com.br, não precisa se identificar seu anonimato será garantido.

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Jovens Suicidas: O que está acontecendo com essa geração?

O Assunto é e sempre será pesado e delicado.Nenhum dos casos citados estão aqui lançados ao vento.Estes não mais voltam,porém a dor que lhes adveio pode servir de alerta.O número de suicídio entre jovens está crescendo de modo alarmante.Com o texto de Geraldo José Ballone – médico psiquiatra , talvez possamos ajudar e identificar a tempo um filho,sobrinho,amigo que esteja nessa prisão sem grades na alma. 

Ainda hoje, infelizmente, em muitos segmentos de nossa cultura repudia-se a responsabilidade pessoal do suicida sobre seu ato, acreditando-se que sua atitude corresponda a um plano pensado e executado com lucidez e arbítrio plenos, em completo descaso intencional e proposital para com a vida.
Essa espécie de ousadia irreverente do suicida incomoda tanto as pessoas que, com frequência, vemos até no meio médico, pessoas se omitirem ao atendimento de um suicida, assim como, infelizmente, aceitarem a ideia de que “quem quer se matar que se mate“. 
 
Embora a discussão filosófica em torno do suicídio seja extenuante e inconclusiva, do ponto de vista médico a morte por suicídio é tão letal quanto aquela decorrente do infarto do miocárdio e, não obstante, é tão sujeita à abordagem terapêutica quanto esta. Se pensarmos no suicida como uma pessoa embriagada por uma química não alcoólica, mas de neurotransmissores, entenderíamos melhor a possibilidade desse ato ser satisfatoriamente reavaliado quando a pessoa voltar à normalidade psíco-neuro-química.
Sabe-se hoje que, na grande maioria dos casos, o suicida tem uma percepção patologicamente falsa do mundo e dos valores, tal como um míope veria desfocada a realidade. Há inúmeros estados emocionais que limitam e distorcem a percepção da realidade, subtraindo da pessoa a devida liberdade, que os sadios têm, de considerar as condições de existência com a devida sensatez.
 
O desejável hoje, é que as pessoas sadias percebam suas responsabilidades em relação aos suicidas, tal como procedem em relação às crianças, aos demenciados, aos portadores de doença de Alzheimer, aos epilépticos durante suas crises, enfim que considerem os suicidas como portadores de limitações da liberdade necessária para lidar com a vida de forma sensata. Devemos levar a sério e estar disponíveis para qualquer manifestação de intenção ou ideação de suicídio, pois é grande o número daqueles que acabam cumprindo esse propósito. 
 
Nos últimos anos tem havido um aumento no número de suicídios realizado por adolescentes mas, apesar de tratar-se de um acontecimento lamentável, suas dimensões são bem pouco conhecidas. O suicídio tem sido considerado a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 19 anos, perdendo apenas para os acidentes de carros e de motos por alguns autores, no máximo como terceira causa de morte, por por outros autores.
Segundo Merrick (2000), as taxas do suicídio entre jovens de 15-24 anos nos Estados Unidos aumentaram de 2,7 a cada 100.000 jovens em 1950, para 13,2 em 1990. Em Israel, onde o autor realizou suas pesquisas, as taxas neste grupo de idade eram 2,9 em 1955 e de 5,0 em 1995. Mas, tanto em nosso meio quanto no exterior, normalmente os jornais não noticiam suicídios, quer de adultos ou de adolescentes pois, em geral, as famílias os encobrem na tentativa de se protegerem de uma dor maior, por conta desse infortúnio.
A literatura sobre suicídio na adolescência mostra a participação de fatores psiquiátricos, familiares, demográficos, e religiosos em torno do suicídio do adolescente. De fato, Renám García Falconi realizou um estudo para analisar essas variáveis na predição da intenção suicida em adolescentes. Foram estudados 51 adolescentes masculinos e 60 femininos, com idades entre 14 e 18 anos. Constatou-se que a ideação suicida, a ansiedade, o motivo existencial e a depressão estão fortemente relacionados com a intenção suicida. 

Suicídio e Depressão 
 
Entre os fatores psiquiátricos associados ao suicídio, em primeiro lugar está a depressão, alteração afetiva predominante no ato suicida, desde sua ideação, intenção até o suicídio de fato. Apesar de vários motivos ou explicações rodearem o suicídio dos adolescentes, como por exemplo, os fatores de ordem sexual, as drogas, timidez, fracasso escolar, problemas sentimentais, de relação familiar, e muitos outros, se a pessoa passar por tudo isso sem depressão ela, certamente, não se suicidará. Alguns autores consideram que, além da depressão, tem sido comum em adolescentes suicidas também um transtornos de conduta (Beyaert, 1999).
O suicídio da depressão não costuma ser espontâneo ou impulsivo, como acontece em alguns casos de esquizofrenia, de embriaguez patológica ou transtorno explosivo da personalidade. Na depressão o suicídio costuma ser elaborado em detalhes, com escolha do meio de se matar, hora e local do ato.
E o engano maior que se observa em nossa cultura é acreditar que só os adultos são vítima da depressão, só “quem tem problemas e luta com as dificuldades da vida” pode se deprimir. De fato, tanto o adolescente quanto o adulto podem ter depressão. No adolescente, entretanto, a depressão será pior ainda, pois nessa faixa etária o quadro depressivo pode ficar mascarado por outros sintomas, como por exemplo, a rebeldia, irritabilidade, mau humor, inquietação ou isolamento no quarto, etc (veja Depressão na Adolescência)
Um sinal de alerta para a possibilidade depressiva no adolescente é quando, por exemplo, uma pessoa alegre, jovial e expansiva, de algum tempo para frente, se transforma, abandona tudo o que apreciava, afasta-se de tudo e de todos, desinteressa-se, etc.
Os sintomas depressivos mais associados ao suicídio do adolescente dizem respeito ao severo prejuízo da autoestima, aos sentimentos de desesperança e à incapacidade de enfrentar e resolver problemas. Esses sintomas podem não estar presentes no início do quadro, mas à medida que a depressão vai se tornando mais grave a baixa da autoestima vai piorando, vão surgindo sentimentos de inutilidade e, progressivamente, o jovem vai ficando mais desesperado (sentimentos de desesperança). Daí em diante o quadro depressivo fica mais claro, com falta de entusiasmo, baixa energia, pouca ou nenhuma motivação, afastamento ou isolamento de atividades sociais, dificuldade em tomar decisões, baixo rendimento escolar, insônia ou dormir demais, sentimentos de culpa, eventual uso e/ou abuso de álcool ou drogas, ansiedade, medo, etc.

Dentro ainda dos sintomas depressivos, é importante considerar o teor do discurso do adolescente que alimenta intenção de suicídio. Sentimentos de culpa por sua simples existência podem estar presentes, como por exemplo, sentir-se como se fosse um “fardo para seus pais, para outras pessoas…” Costuma comunicar para pessoas de sua intimidade que “sua vida não tem sentido e que a sua morte seria um alívio para todos” e coisas assim. 

Casos em Vídeos:


Além da Depressão 
 
A depressão não esgota as possibilidades patológicas do suicídio na adolescência e alguns outros quadros podem estar associados, possivelmente como causa psiquiátrica.
Felizmente não tão enfrente, a Esquizofrenia em seu surto agudo pode ser responsável por um número de suicídios na adolescência. A faixa etária dessa psicose no sexo masculino, principalmente, é por ocasião da adolescência e, dependendo da natureza dos sintomas delirantes pode levar ao suicídio. Além da imposição ao suicídio determinada por delírios autodestrutivos, também a depressão que acompanha a esquizofrenia pode resultar em auto-extermínio.
Por várias décadas os sintomas depressivos da esquizofrenia foram menosprezados, voltando-se quase exclusivamente para o estudo dos sintomas psicóticos. Mas, na realidade, os sintomas depressivos são reconhecidos na esquizofrenia desde suas primeiras descrições por Kraepelin em 1896 e Bleuler em 1911 e este tipo de sintoma se acompanha de um maior risco de suicídio. Jorge Alberto Salton fala em 10% o número de esquizofrênicos que se matam.
Depois de passado o surto psicótico da esquizofrenia, costuma surgir a chamada Depressão Pós-Psicótica. Segundo levantamento bibliográfico feito por Rodrigo Afonseca Bressan (Shirakawa, 1998), a Depressão Pós-Psicótica tem sido relacionada a hospitalizações mais longas, à pior resposta a medicações, pior desempenho social, cronicidade, maiores taxas de recaídas e ao suicídio. 
 
Os dados epidemiológicos atualmente aceitos em relação ao suicídio na esquizofrenia, citados por Bressan (in: Shirakawa, 1998) são os seguintes:
a) de 2% a 13% de todos os pacientes cometem suicídio
b) esquizofrênicos têm um risco de 10% a 20% maior que a população geral para cometer suicídio;
c) o risco é maior em pacientes do sexo masculino
d) o risco é maior em pacientes jovens e diminui com a idade.
Entre os fatores capazes de aumentar o risco de suicídio em pacientes esquizofrênicos destacam-se: o isolamento social, não ser casado, desempregado, história prévia de tentativa de suicídio, fortes expectativas sócio-familiares de boa performance, curso da doença crônico e com muitos surtos agudos, múltiplas internações, dificuldades no trabalho, história de depressão no passado e, evidentemente, depressão presente. Este último fator é de maior risco ainda, quando o sintoma proeminente é humor deprimido persistente e desesperança.

O Transtorno Dismórfico Corporal, muito comum em adolescentes, diz respeito à preocupação exagerada com um defeito inexistente ou ligeiro na aparência. Atualmente o Transtorno Dismórfico Corporal está relacionado à alteração patológica da imagem corporal que encontramos em pacientes anoréticos, os quais vêem-se mais gordos do que são ou até, vêem-se gordos quando, de fato, estão raquíticos. Pois bem. Entre pacientes com esse Transtorno Dismórfico Corporal, 21% tinha feito uma tentativa do suicídio, no mínimo, segundo Albertini (1999).
A Personalidade Borderline segundo o DSM.IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais) é caracterizada por um padrão comportamental de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na autoimagem e nos afetos. Há uma acentuada impulsividade, a qual começa no início da idade adulta e persiste indefinidamente.
O paciente Borderline frequentemente se queixa de sentimentos crônicos de vazio. Há sempre uma propensão a se envolver em relacionamentos intensos mas instáveis, os quais podem causar nessas pessoas, repetidas crises emocionais. A CID.10 diz ainda que esses pacientes se esforçam excessivamente para evitar o abandono, podendo haver quanto a isso, uma série de ameaças de suicídio ou atos de autolesão. O suicídio concreto, quando acontece em portadores de Personalidade Borderline, geralmente se dá por engano, ou seja, quando sua automutilarão ou teatralidade não foi bem planejada ou fugiu ao seu controle. 

O(a) Adolescente e o Ato de se Matar
 
Garrido Romero (2000) considera que a tentativa do suicídio é a emergência psiquiátrica mais frequente nos adolescentes. A idade média dos pacientes admitidos com intoxicação voluntária em serviço de emergência para crianças e adolescentes foi de 15,6 anos, sendo 87% deles meninas. Já haviam passado por atendimento psiquiátrico prévio 60,9% desses jovens.
A substância tóxica mais usada para esse tipo de tentativa de suicídio por intoxicação voluntária era originária de remédios que, na maioria das vezes (82,6%), foi obtida no próprio lar dos adolescentes. Os resultados sugeriram ao autor que a prevenção do suicídio nessa faixa etária requer, além da avaliação dos riscos de suicídio, também a vigilância sobre o acesso aos medicamentos da casa.
No adolescente a comunicação principal se dá através da ação, ainda que na ausência dessa, ou seja, o isolamento e a apatia geral (falta de ação) também é, para o adolescente, uma forma de comunicação. Como nós, também os clínicos em geral, percebemos grande dificuldade em aplicar nos adolescentes a orientação de ser expectante, ou seja, de esperar que o tempo proceda alguma mudança em suas vidas, esperar que problemas se resolvam. Não, ele(a) não espera. O adolescente é impulsionado à ação, ao fazer …
A depressão no adolescente é atípica, como dissemos, na medida em que ele(a) não tem recursos para discursar sobre seus sentimentos, de externar a problemática existencial e emocional pela qual está passando.
Aí, neste caso, diante de eventual introversão, da dificuldade em demonstrar sentimentos, da coerção que o meio cultural tem sobre a manifestação emocional, a ação acaba substituindo esta, digamos, “inabilidade” de exteriorizar sentimentos. Para o adolescente, a solução de seus conflitos pode se traduzir na atitude de recorrer às drogas, ao álcool, à rebeldia e desobediência, à promiscuidade sexual, aos comportamentos agressivos e, inclusive, ao suicídio. Enfim, alguma comunicação não verbal dos seus sentimentos pode aparecer no adolescente. 
 
A administração do comportamento suicida no adolescente não é uma coisa simples. Primeiramente, alguns autores consideram que um terço desses adolescentes fazem repetidas tentativas de suicide, aumentando assim o risco de morte. Em segundo, 70 % dos pacientes que tentam suicídio não têm um transtorno mental apropriadamente diagnosticado, embora necessitem de cuidados nessa esfera (Pommereau, 1998). Apesar disso, na prática, temos observado exatamente o contrário, ou seja, com exceção dos cuidados físicos dispensados ao adolescente suicida nos serviços de emergência, a expressiva maioria dos hospitais não dispõe de um serviço de acompanhamento psiquiátrico.
E não é apenas ao suicídio clássico e franco que o adolescente deprimindo recorre; muitas vezes ele(a) pode tentar suicídio de forma indireta e inconsciente, dirigindo de maneira imprudente, envolvendo-se em acidentes facilmente evitáveis, abusando de drogas e álcool, lidando insensatamente com armas de fogo, enfim, facilitando para que o acaso possa acabar com sua vida. Segundo Antônio Goulart, de modo geral, os jovens morrem principalmente de causas violentas e para cada suicídio de um adolescente, existem 10 tentativas. As moças tentam 3 vezes mais o suicídio que os rapazes, mas os rapazes alcançam a morte mais frequentemente que as moças e utilizam métodos mais violentos.
Sobre a tendência popular de se desvalorizar quem fala muito em se matar, e levar mais a sério quem é retraído ou mais calado, Handwerk e colaboradores (1998), de fato, encontraram uma relação inversa entre a letalidade da tentativa de suicídio e o fato da pessoa avisar mais enfaticamente que quer se matar. Segundo esse autor, algum tipo de uma comunicação precede 80% das tentativas de suicídio ou suicídios concretizados em adolescentes. Em 46 casos estudados, os mais letais fizeram poucas comunicações sobre a intenção suicida, ao contrário daqueles com mais comunicações, cujas tentativas foram menos letais. Isso, entretanto, não nos autoriza a menosprezar adolescentes que falam muito sobre a intenção em se matar. 
 
Do ponto de vista ético e filosófico o suicídio é bastante complicado. Até a sabedoria popular não diz, ao certo, se o suicídio é um ato de desespero covarde ou desespero corajoso. Vê-se a dimensão do problema filosófico nas palavras de Albert Camus, para quem “só há um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio”.
E, de fato, o suicídio é uma questão tão séria que não deve ser deixado sob responsabilidade exclusiva da psiquiatria. Seus aspectos extra-médicos, ou seja, seus componentes éticos, religiosos, morais, culturais e circunstanciais convocam ao seu estudo e compreensão o filósofo, o intelectual, o psicólogo, o religioso, o escritor, o sociólogo e por aí afora.
Segundo o autor italiano Cesare Pavese (1908-1950), o suicídio pode ser compreendido como uma solução falida e mal adaptada de uma crise provocada pelo estresse real em uma pessoa psiquiatricamente predisposta. Esta descrição é retirada da própria biografia de Pavese, o qual cometeu suicídio no pico de sua carreira mas, segundo seu diário, vinha refletindo sobre isso por muitos anos antes (Scherbaum, 1997).
Por pessoa “predisposta”, segundo as palavras de Pavese, em primeiro plano entendemos aquelas com propensão à depressão e, em segundo, as portadoras de Transtorno Borderline da Personalidade. Essa possibilidade Borderline foi investigada por Muttini em 1997, através do teste de Rorschach. Entretanto, não podemos desprezar os fatores culturais atrelados ao suicídio. No Japão, por exemplo, entendemos que a extrema solicitação cultural dirigida à criança e ao adolescente podem ter papel preponderante na atitude suicida nessa faixa etária (Kawabata, 2001).
Suicídio e a Família
 
Variáveis familiares costumam estar fortemente associadas com o ato suicida de adolescentes. Algumas dessas variáveis dizem respeito à estrutura familiar, bem como às e relações entre os membros da família (Kurtz & Derevenske, 1993; Paluszne, Davenport & Kim, 1991; Wagner e Cohem, 1994). Inclusive, alguns autores realçam o aumento de risco quando existe historia familiar de violência e de depressão. Tem sido observado também que o risco de cometer suicídio em famílias com apenas um dos pais é maior do que nas famílias com ambos pais, principalmente no caso de jovens adultos do sexo masculino (Diekstra, 1997).
Olsson, em 1999, estudou 3 grupos de 75 estudantes cada: um grupo de adolescentes com história de tentativa prévia de suicídio, outro grupo com depressão mas sem tentativas do suicídio e, finalmente, um outro grupo sem depressão. Comparou a existência de problemas na família e atos violentos praticados por adolescentes desses 3 grupos. Problemas de família eram muito mais comuns entre adolescentes do grupo que havia tentado suicídio do que nos outros 2 grupos. Assim como as histórias de abuso físico também foram mais encontradas em adolescentes que haviam tentado suicídio do que entre estudantes deprimidos e saudáveis.
Os adolescentes com tentativas de suicídio tinham cometido mais atos violentos e apresentavam mais Transtornos de Conduta e abuso do álcool do que os outros grupos e houve forte relação entre o abuso do álcool e violência. A conclusão de Olsson foi que os adolescentes com tentativas do suicídio experimentam mais violência da família, em especial abuso físico, e têm um comportamento mais violento do que adolescentes deprimido e sadios.

Suicídio e Homossexualismo 

 
O Psicosite, citando pesquisa publicada na revista Archives General Psychiatry (1999; 56: 867-874), diz que “a média das pesquisas de tentativa de suicídio entre adolescentes homossexuais ou bissexuais é de 31% variando entre 20 e 39%. Estudos epidemiológicos mostram que entre 18 e 24 anos de idade as tentativas de suicídio entre os homens é de 1,5% e para as mulheres de 3,4%. Entre 25 e 44 anos a taxa é de 4%. Acredita-se, segundo esses estudos, que a não conformidade com sua condição sexual gera o comportamento de autossugestão.”
Nessa pesquisa utilizou-se de uma mostra composta por 103 pares de irmãos gêmeos do sexo masculino. Foram investigados 4 sintomas básicos: pensamentos sobre a própria morte, desejo de morrer, pensamentos sobre cometer suicídio e tentativa de suicídio. Conclui, PsicoSite, dizendo que a orientação homossexual está significativamente relacionada aos sintomas ligados ao suicídio, em comparação com os irmãos heterossexuais, constatando um aumento significativo do risco de suicídio entre os homossexuais masculinos, independente do abuso de substâncias psicoativas e outros transtornos psiquiátricos.



para referir:
Ballone GJ – Suicídio na Adolescência, in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2004.
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A Francesinha





                       Outro dia eu estava procurando umas coisas e de repente me deparei com uma barata. Credo! Nojo! Blah! Pensou isso foi?  Não, eu não tenho medo de baratas, mas não posso ver uma que logo corro para dar cabo de sua vida confesso.
Mas tudo em minha vida me chama a atenção, acho que é esse radar de estar curiosa a tudo que possuo.
A barata, do tipo francesinha (não faço ideia porque a chamam assim), corria desesperada de um lado para o outro, parecia sentir que eu, o gigante ou melhor a senhora morte de sua vida ia levá-la dessa para melhor logo, logo.  
Quantas vezes já não vivenciamos algo assim, não é verdade? Cercados de gritos ou não, acho que todo ser humano (mulheres em especial, risos aqui) já experimentou algo do tipo. Mas a questão que me chamou a atenção é que eu me coloquei pela primeira vez no lugar da dona francesinha. Loucura? Concordo com você isso é mesmo muito doido. Mas eu me coloquei e fiquei pensando se fosse ela, no tamanho do meu pânico, do meu desespero, da minha agonia de não poder ou não conseguir pensar no que fazer diante do fim iminente.
Sentada na beira da minha cama imaginei que não somos diferentes daquele inseto tão pouco amado, nós temos esses momentos. Quantos gigantes você e eu já não nos deparamos? Não enfrentamos sem fazer a mínima noção de como lidaria ou se livraria dele? Daquilo que parecia o fim de tudo? Muitas, milhares quem sabe.
Na minha mente tentei em pensar em deixar a baratinha viver. Porém mesmo não gostando delas é uma questão de limpeza, apesar de haver vida envolvida. Apeguei-me a frase dos primórdios: “Só os mais fortes prevalecem”, e então... Bom, você sabe.
Eu só pensei em dividir esse detalhe do meu dia a dia com você para que você saiba que eu não gosto de baratas, mas assim como elas, nós também temos nossos medos, apuros e sufocos, e uma  das muitas diferenças é que elas não possuem o que nós os humanos possuem: Nós somos fortes. Como disse Winston Churchill: “Se você está atravessando o inferno... Não pare, diante da sua força nenhum inferno é eterno”.

Danka Maia




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Felicidade Crônica



Você escreve e depois de um tempo (três anos) relendo aprende consigo mesmo. Coisas da magia de escrever. <3 span="">
Ela era a mulher mais feliz da casa, da rua, da cidade, do país e sim, também do mundo. Amália perdera os pais num acidente de carro aos sete anos, os avós aos quinze e ao vinte dois o único amor com quem se casara e tivera os gêmeos: Guillermo e Antunes. Ela era gorda, baixa, pele manchada e de cabelos muito crespos e desbotados. Tinha um busto imenso, pernas arqueadas, era professora, ganhava pouco, não dava para quase nada.
No trabalho, riam dela, pais, mestres e alunos. Parecia insulto, mas Amália ria de tudo sempre chupando uma bala.
A vida passou para ela como quem passa aos olhos de um presidiário, sol quadrado, feio, um descaso. Porém, o crime dela era ser feliz apesar de tantas perdas lastimáveis, irreparáveis e dores insuportáveis.
Ninguém nunca a visitava, nem mesmo os filhos depois de crescidos e que diziam amá-la.
Amar Amália, que mal há?
Ela jamais chorava, falava que a água das tais lágrimas foi levada com os móveis da última enxurrada que acabou com sua casa, mas não com seu lar. Não se importava, dava os ombros, ria e dizia:
— Há forças em meus braços? Então vamos lá!
E a vida foi passando.
E quanto mais a mesma vida lhe dava razões para ser infeliz por competência, Amália simplesmente sorria ignorando tudo e todos, andando só com a sua consciência.
Um dia depois da última tragédia, um dos filhos morrera com a mulher e os dois netos numa viagem, a vizinha decidiu ir visitá-la.
Estava visivelmente abatida, mas aquele sorriso, aquele teimoso riso estava lá.
— Como você consegue mulher? — perguntou a vizinha com a mão no queixo.
Amália sentou-se na cadeira de balanço começando a falar:
— Conta-se uma história que um dia uma senhora apaixonou-se por um homem, que na verdade era um encanto, ele a terra só vinha de dez em dez anos. Durante toda a vida da mulher, ela só o viu cinco vezes. Cinco vezes em cinquenta anos. Morreu e ao chegar às portas do céu, alguém a indagou: “— Foste feliz na Terra?”, ela abriu um riso lindo e profundo respondeu: "— Sim, eu fui feliz e fui fiel”.
A vizinha parou refletindo e depois de alguns minutos e um gole no café que acabara de fazer retrucou:
— Você é a tal mulher e o homem a felicidade?
Amália sorriu serena dizendo:
— Sim, de sorte ela sou eu. E sim a felicidade em minha vida pode ser este homem, mas no meu caso nem cinco vezes se quer a vi.
— Se morresse hoje, diria que foi feliz e fiel a esta felicidade?
— Sim. — respondeu firme.
— Por que Amália? — a vizinha interrogou. — Tudo que a vida te fez foi sofrer e a felicidade nunca te visitou!
— É verdade, eu sei. — confessou. — Mas esse é o segredo da felicidade, se você for fiel a ela, ainda que nunca a veja, mesmo que como um amante que te abandona e te ignora, a sua fidelidade de buscá-la, fará de ti uma pessoa alegre ou como eu a mulher mais feliz do mundo.
— Por quê?
— Porque nunca cri que depois de tantas perdas ainda poderia ser infeliz.



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Eu voltei!!!!!!!!!



Galera Machine!!!!


Pois é galera, quanto tempo não?
Mas “olha” nós aqui outra vez!
O Danka Machine ganhou um novo layout e ganhará mais vida a partir de agora. Espero do fundo do meu coração que nossa parceria se mantenha a mesma.
Bora lá! Mudar a escrita de lugar ( e para melhor!)
Beijocas!
Danka Maia

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Ikanaton: O Príncipe Perverso do Deserto em Julho No Wattpad!





Olá Minhas Ciganas e Ciganos!
Ikanaton:O Príncipe Perverso do Deserto!
Em Maio você será levado para 2042. Um futuro onde o sexo se tornou obsoleto e somente os primitivos, raríssimos, ainda comentem a luxúria da carne. Ikanaton é um homem que domina o Deserto de Montequier e lidera uma guerrilha contra o trono do homem que ele chamou de pai.
Um guerreiro conhecido por ser implacável e que se rebelou contra o sistema imposto pelo mundo. Que tem ao seu dispor um Harém de mulheres está ao seu dispor, Bayt Sarur, a Morada Dos Prazeres. Um homem cruel, enegrecido por uma obsessão descabida. Mas um guerreiro que está disposto a dominar o seu coração.
Maio no Amazon e junho no Wattpad.
Ele está chegando...



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Ikanaton: O Príncipe Perverso Do Deserto por Danka Maia


Esta Obra está registrada: 

O livro que tem conquistado o Wattpad agora também está no AMAZON com um PRECINHO ESPECIAL esperando por você!
APROVEITE!!!

#LivrosDeDanka #CiganasDaDanka

Sinopse:


Terra. 2042. Deserto de Montequier. 

Num futuro distante, o mundo foi submetido a uma condição onde o Sistema dominou absolutamente tudo. A democracia deixou de existir por ineficácia. O sistema controla tudo e todos, mas quem pode controlar o Destino? Uma menina, um guerreiro? 
Ele amou a vingança. 
Ela apenas uma mulher que se atreveu amar sob qualquer circunstância.
Um futuro onde o sexo se tornou obsoleto e somente os primitivos, raríssimos, ainda comentem a luxúria da carne. Ikanaton é um homem que domina o Deserto de Montequier e lidera uma guerrilha contra o trono do homem que ele chamou de pai.
Um tempo de fome e alta tecnologia veio sobre o planeta Terra em 2025. Foi como separar o joio do trigo. Os mais necessitados foram diretamente afetados, um terço da população foi dizimada pela forme. Porém parte se manteve no planeta com novas leis de ordem mundial. Novos conceitos. Ideias retrógradas.
O sexo foi banido. As pessoas se relacionavam no ato de seus corpos por chips de pensamento. Somente os chamados de primitivos ainda usavam a mesma prática com o toque. 
Um guerreiro conhecido por ser implacável e que se rebelou contra o sistema imposto pelo mundo. Que tem ao seu dispor um Harém de mulheres, Bayt Sarur, a Morada Dos Prazeres quer levar a sua alma para junto dele. Um homem cruel, enegrecido por uma obsessão descabida, mas muito sedutor. Um guerreiro que está disposto a dominar o seu coração.
"Eu Sou o Deserto. E o Deserto sou eu". Ikanaton Oman 


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O Sol Da Meia Noite



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